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[Desafio 500 Palavras] Crónicas do B-12

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Re: [Desafio 500 Palavras] Crónicas do B-12

Mensagem por Ylerinn em Qui Out 25, 2012 8:44 pm

Fox* escreveu:Corrupção além vida... Bem, parece que até no paraíso existem pecadores e gananciosos.
E a pobre da alma ali perdida sem nada, nem sequer consciência do que lhe aconteceu e vai mesmo acontecer... Acho que ainda se arrepende de ter ficado!
Estou cada vez mais curiosa com o que vai sair daqui! :D

Maldade existe em toda a parte... além-vidas de mundos alternativos incluídos :p
A alma anda por lá a apanhar azeitonas, que ninguém se lhe digna a explicar coisa alguma. (Ainda consegue sofrer mais um bocadinho... vamos tentar >:3)


miaDamphyr escreveu:A tua criação é mesmo boa, e um mundo de crime entre almas e anjos também é diferente e bom de ler. Está muito bem, continua logo. Beijos.

Obrigada :D Andava com o plot bunny do paraíso imperfeito de Andari Zeie a saltitar há décadas, finalmente saiu xD E vai continuar não tarda.
Beijos :3
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Re: [Desafio 500 Palavras] Crónicas do B-12

Mensagem por Ylerinn em Qui Out 25, 2012 8:50 pm

9. Investigações

- Tens a certeza do que dizes?

O demónio assentiu, remexendo nervosamente no cordão do casaco.

- O moço disse que era um anjo com uma chave. A não ser que os guardiões andem a alugar as deles, só pode ser.

Em volta da mesa redonda, o crepúsculo escorria lentamente a sua escuridão para o escritório. Ninguém se levantava para acender a luz. Ninguém iria abrir mais as cortinas semiabertas. A equipa B-14 reunia-se silenciosamente, ponderando naquela nova informação, e em todo o seu perigo.

- Acusar um guardião de corrupção é grave. – Adine recostou-se na cadeira trémula, ainda cética. Lucas e Irina entreolharam-se, ainda relutantes. Yhelm bufou, exasperado.

- Porque é que ele havia de mentir?

- Para ele, nós raptámo-lo. Tem todas as razões e mais algumas para nos mentir.

- E tu confias demasiado nele. – Interpelou Lucas.

- Eu sei o que faço. – Retorquiu o demónio.

- Pode ser mentira, mas também é capaz de ser verdade. Corrupção há em toda a parte. Temos de tirar isto a limpo. – Irina levantou-se, dirigiu-se á mesa de canto, onde repousavam chávenas rachadas de café já frio. Uma para cada, exceto para Lucas, que abominava o líquido amargo e negro.

- Como? Dizemos alguma coisa aos Altos Cargos, fica toda a gente a saber e há confusão. Informação desta passa muito rápido. – Yhelm alcançou a chávena que a anjo lhe estendia, desanimado.

- Só se investigarmos sozinhos. Uma parte da equipa trata da alma, a outra vai investigando ás escondidas. Eles nem dão por nada. – Sugeriu Lucas, alcançando um cobertor que jazia no canto da mesa. Enroscou-se nele, ignorando os olhares trocistas de Yhelm, á custa de não suportar temperaturas baixas.

- Sim! Assim, se for mentira, ninguém precisa de saber. Se for verdade, avançamos. – Vibrou Irina, ainda mexendo freneticamente a colher no café.

O grupo fitou a sua líder, que se mantivera silenciosa durante o seu debate. Ela levou a chávena á boca, antes de dar o seu parecer:

- Está tudo muito certo, mas como é que os espertos esperam descobrir sobre o anjo corrupto?

- Pergunta ao teu irmãozinho. – Riu-se Irina, numa insinuação divertida.

- O meu irmão é um demónio guardião. – Corrigiu Adine – Não tem acesso a essas coisas.

- O "colega" dele tem.

- O colega dele?... – Os olhos amarelo escuro de Adine abriram-se numa elucidação.

Ainda Adine não chegara á sua brilhante conclusão, já Irina alcançara um cristal transparente, raiado a pequenos veios azuis, fazendo-o levitar e pulsar na mão aberta.

Uma voz do outro lado falou, sonolenta.

- Irina…?

- OLÁÁÁÁ! Acordado, pequenino? – Gritou provocadoramente, partilhando os risos abafados com Yhelm.

- …bem foda-se. Agora já não. – Resmoneou, adicionando ainda uma nova enxurrada de palavrões – Que foi?

- Olá puto! – Yhelm juntou-se á festa, debruçado sobre a mesa.

- Yhelm? Que festa é essa aí?

- Já chega de brincadeira, isto é sério. – Admoestou Adine.

- …olá, Adine. Vá, o que querem? Quero ir dormir, porra.

- Precisávamos que visses uma coisa, maninho.
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Re: [Desafio 500 Palavras] Crónicas do B-12

Mensagem por Fox* em Qui Out 25, 2012 9:08 pm

Reuniões familiares aqui! Tão divertido :D
Estes contactos (ainda que desconhecidos) devem dar um jeito daqueles... Eu também quero andar aí com cristais para falar com seres do outro mundo!
Mais uma vez, adorei os diálogos (isto torna-se repetitivo) e ainda estou para descortinar a forma como eles vão arrancar a verdade dessa conspiração toda...!

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Re: [Desafio 500 Palavras] Crónicas do B-12

Mensagem por Ylerinn em Qui Out 25, 2012 9:24 pm

Fox* escreveu:Reuniões familiares aqui! Tão divertido :D
Estes contactos (ainda que desconhecidos) devem dar um jeito daqueles... Eu também quero andar aí com cristais para falar com seres do outro mundo!
Mais uma vez, adorei os diálogos (isto torna-se repetitivo) e ainda estou para descortinar a forma como eles vão arrancar a verdade dessa conspiração toda...!

Yaay! Andava a tentar descortinar uma maneira de juntar os meus personagens todos desta realidade numa história... almost nailed it.
Não queria andar a meter telemóveis no meio de um universo de fantasia, então substitui por cristais :D
...e daqui tiro a elação de que escrevo demasiados diálogos xD
Sabes que mais? Nem eu sei como é que eles vão fazer. Eles que se desenrasquem xD
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Re: [Desafio 500 Palavras] Crónicas do B-12

Mensagem por PandoraTheVampire em Sex Out 26, 2012 1:39 pm

Ufa! Custou, demorou tempo mas actualizei-me!! Bolas que estava difícil! :p
Anyway, estou a gostar disto cada vez mais. Agora estamos a perceber um poucochinho mais do que se está a passar! Um Guardião a traficar almas? Suponho que isso seja mau e, de certo modo, proibido, certo? Bem, de que esperas? Mais! :D

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Re: [Desafio 500 Palavras] Crónicas do B-12

Mensagem por Ylerinn em Sex Out 26, 2012 7:06 pm

Hás-de me desculpar o excesso de capítulos para apanhar :p Iep, é mau, almas lá são meio que "pessoas a proteger e guiar", e traficá-las é roubar-lhes a sua "recompensa" da além-vida :3
Allez! A sair~~
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Re: [Desafio 500 Palavras] Crónicas do B-12

Mensagem por Ylerinn em Sab Out 27, 2012 11:26 pm

10. Hientael

- Que cara é essa logo de manhã?

- Cala-te. A culpa é da minha irmã.

O céu amanhecera escuro, frio, digno do Inverno que despontava. Os corredores em varandim aberto estavam silenciosos áquela hora da manhã. Ninguém por lá andava. A maioria dos alunos de Hientael não gostava de andar pelo corredor do segundo andar, onde não havia bancos por onde se acomodar, era gelado e ventoso, e as vozes estrídulas ecoavam, originando represálias dos professores. Preferiam o calor dos corredores do rés de chão, ou o frio caloroso do pátio circular central. Pelo varandim do segundo andar, andavam apenas os calados, considerados “á-parte”, ou ainda os ressacados. Ou sonolentos. Ou ambos.

Não era costume ouvir diálogos por lá, até há bem pouco tempo.

- Aceitas?

Alan olhou para o que o amigo lhe estendia. Não admitiria que lhe estava eternamente grato, enquanto alcançava um queque de fruta-oosa de dentro do saco de papel. O outro limitou-se a sorrir.

- Conta lá o que se passou. O que é que a Natalie te fez?

- Não foi a Natalie. Foi a Irina. Ligou-me a meio da noite para pedir uma coisa.

- Ela não estava em missão? Se ligou é porque precisava mesmo.

- E precisava. Mas acordou-me aos berros, ela e o Yhelm. Só a tua irmã e o Lucas é que não.

- Meh, a minha irmã não tem piada. Se eu te ligasse fazia o mesmo.

- Estúpido.

- Também gosto muito de ti. Agora cala a boca e come.

Alan lançou um olhar irritado ao amigo, antes de voltar a enfiar relutantemente a mão no saco.

Izael habituara-se ao feitio do anjo. A princípio achava-o antipático, mas decidiu dar-lhe tempo. Nem soubera bem o porquê. Mas o anjo, apesar de bicho-do-mato, como agora o chamava, conseguiu tornar-se um dos seus amigos mais próximos. Nem sabia como.

- Ah, já agora. – Alan foi sentar-se a um canto do corredor, de frente para o varandim.

- Hm? – Izael juntou-se a ele, pousando pesadamente a mochila a um canto.

- Sabes de algum anjo guardião no ativo… alto e moreno?

- Andas desesperado?

- Cabrão. Não, foi a Irina que perguntou.

- Ela é que anda desesperada?

- Não, porra, deixa-me falar. Não digas isto a ninguém. Mas na missão em que ela está descobriram pistas sobre um guardião traficante de almas.

- Só a minha irmã não me diz nada!

- Eles não querem que muita gente saiba. Mas como era um anjo, perguntaram-me a mim. Mas eu não estou a ver nenhum.

- Não admira, só vês gente dentro da sala. Fora dela andas sempre por aqui.

- Pensava que já sabias que eu não gosto de multidões.

- Devias tentar.

- Não. Mas lembras-te de alguém, ou vais só meter-te a dar-me lições de moral?

- Chato. Só digo isto porque me preocupo.

- Não te preocupes, que eu também não.

- Altos e morenos há alguns. – Suspirou, derrotado – Mas no ativo… lembro-me de um.
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Re: [Desafio 500 Palavras] Crónicas do B-12

Mensagem por Fox* em Dom Out 28, 2012 2:15 pm

Ah, que boas coisas para dizer da família (eu não me posso queixar porque faço o mesmo xD)!
E ri-me imenso com o bicho do mato e não gostar de confusões! Sou igual! :D
E eles só conhecem um? Hum, talvez a vida esteja facilitada! Ou talvez nada seja o que parece!

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Re: [Desafio 500 Palavras] Crónicas do B-12

Mensagem por Ylerinn em Dom Out 28, 2012 6:53 pm

Muitas das minhas personagens são um amor no que toca á família, que nem me consigo lembrar de nenhum que não diga cobras e lagartos dos parentes de vez em quando xD
Tu e o anjo iam dar-se lindamente xD E, só um aparte, eu não gosto muito de facilitar as coisas para as minhas crianças *hint hint*
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Re: [Desafio 500 Palavras] Crónicas do B-12

Mensagem por Ylerinn em Seg Out 29, 2012 7:46 pm

11. Explicações

- Como é que estás?

Em Ackrila, amanhecera no seu habitual calor sazonal. Na cave do esconderijo do B-14, no entanto, as celas de pedra fria amenizavam a temperatura e um pouco da luz demasiado brilhante.

Não que isso adiantasse de algo para Eridin.

- Já chega.

Yhelm estacou. O loiro levantou-se a custo, apoiando-se nos braços doridos e meio dormentes, içou-se da cama e aproximou-se do demónio.

- Tenho sido paciente. Nem sei por quê. Não sei quem vocês são, porque é que me raptaram, e nem sei porque é que deixo. Ou porque é que falo contigo. Só sei que estou farto. E vais-me explicar o que se passa e é já.

O demónio fitou a mal-humorada alma. Em parte, atribuíra a mudança de feitio ás dores. Mas, por outro lado, devia-lhe uma explicação.

Passou por ele, e foi sentar-se na cama desfeita da cela do rapaz.

- …desculpa. Tens razão. Eu também não sabia porque é que confiavas em nós, até á noite passada. Eu explico-te tudo.

- Força. – O rapaz-alma veio sentar-se na outra ponta da cama, não aguentando mais em pé.

- Ontem disse-te que tinhas sido uma alma vendida. Foi pior do que isso. O anjo que te levou é um traficante de almas corrupto, enganou-te e vendeu-te. Tiveste sorte em ter apanhado uma família decente. A maior parte dos que resgatamos vem em pior estado.

- Resgatam? Então, nunca foi suposto eu ter sido vendido?…

- Não. Já merecias a além-vida quando aqui chegaste. Mas temos de encontrar o anjo que te vendeu, ele pode fazer o mesmo com outros.

- Percebo. Mas e os meus poderes?

- Os teus poderes? Vamos fazer assim… acreditas naquilo que eu te acabei de dizer?

- Sim.

- Porquê?

- Eu… eh… não sei.

- Porque eu é que podia ser o traficante, sabes. Olha, podia estar a mentir e a tentar tirar-te do teu “teste”.

- …eu sei.

- Então, porque é que confias?

- Não sei, porra! Só confio.

- Esse é o teu poder.

- O quê?

- Se os teus poderes estivessem destrancados, podias ver a aura das pessoas. A essência delas. Com algum treino, podias ver-lhes as intenções. Assim só usas uma nesga, sentes a essência das pessoas e vais pelo instinto. Por isso é que confias em nós. Os teus poderes, mesmo escondidos, dizem-te que não te queremos fazer mal.

- Que alívio.

- Hm?

- Primeiro deixo que raptores me levem. Depois recuso-me a ir com anjos que me vêm resgatar. Nem fujo quanto tenho oportunidade. Pensava que estava a ficar maluco.

Yhelm riu-se, alçando o braço para lhe afagar a cabeça. A alma deixou, com um meio sorriso.

- Hm, mas não é um poder meio rasca? – Queixou-se Eridin.

- Ah, mas esse é só o poder-base. – Explicou Yhelm, cruzando as pernas em cima da cama. – Depois tens os poderes adquiridos, que…

Mas não conseguiu acabar. Um estrondo nas escadas, e duas figuras encapuzadas a atravessar o corredor.
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