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UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

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UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por DeeSousa em Qui Maio 17, 2012 1:41 pm

Hi, guys! :D

Bom, eu já tinha postado no fórum antigo (R.I.P ) mas resolvi postar aqui do inicio. Para quem já leu, welcome back e espero que leiam porque alterei algumas partes da história e tal. Nada demais, mas faz alguma diferença (worry not, eu aviso se houve grandes diferenças). Aos que nunca leram "step right up. step right up!" espero que gostem do que aqui vão ler. :D Aceito criticas construtivas, as vossas opiniões valem imenso!!!

Beijinhos e obrigada!



PRÓLOGO.


Esta história bem podia começar com um “Era uma vez” porém começa da maneira mais simples: Á muito tempo atrás, no tempo em que os homens veneravam vários deuses, viam o futuro em entranhas de animais, as mulheres usavam longos vestidos e os homens armaduras brilhantes. A honra era tudo na vida de um homem e valia morrer por isso. As mulheres queriam-se virgens e submissas. Os Reis jutos e gentis. No inicio dos tempos o mundo Média dividia-se em nove Reinos diferentes e a paz reinava nas respectivas cidades e aldeias de cada reino.
Esta é a história de duas irmãs, porém não é uma história normal. Estas irmãs não se amam, não se suportaram, mal se olham. Uma não aguenta a presença de outra na mesma sala e outra não aguenta sequer ouvir o nome de uma, sem cerrar os dentes. Elas odeiam-se. Elas declararam guerra uma á outra. Porquê? Não foi por amor, por favor, não pensem que foi por um fútil e breve amor. Não foi. Nenhum cavaleiro se intrepôs entre as duas. Foi por algo muito maior, muito mais complicado e muito mais apetecível do que amor.
Não se enganem, estás irmãs não são santas, puras, inocentes ou poços de virtude. Uma é o mal, a outra é puramente maquiavélica. Uma fria, a outra diz-se que nem sabe o que são sentimentos ao certo. E, ambas com o estalar dos dedos podem tirar a vida a um homem.
Ruiva de olhos azuis, assim é a mais velha. A mais nova é morena de olhos verdes. Diferentes no fisico, porquê? O Rei, pai das duas princesas, mesmo tendo o mesmo corpo, é diferente. Todos notam, mas poucos se atrevem a especular e quem suspeita, nem se atreve a partilhar.
Não são assassinas, são princesas.. Porém, isso não impede que as duas se encontrem no campo de batalha, na luta por um reino que nunca pertenceu a ninguém. Oh, o sangue que correrá!
Ao ler esta história, se tudo parece normal, não é. Se algo parece anormal, provavelmente é muito pior.
No meio desta trama, encontra-se apenas um nome cravado numa pedra rosa, um organismo vivo com mente e desejos próprias: Pandorika. Quem a tiver terá o Mundo Médio. Quem a tiver será Rei.
No meio disto tudo, caro leitor, a única opção que se tem é escolher um lado, lutar para que se ganhe e esperar que o lado escolhido seja o certo.


PRÓXIMO: II – ASSIM COMEÇA…


Última edição por DeeSousa em Sex Maio 18, 2012 1:40 pm, editado 1 vez(es)
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Maio 17, 2012 1:48 pm

Ai filha nem sei o que te dizer! Amei tanto ou mais como já tinha amado! Venha daí o resto que eu quero que isto chegue ao sítio onde estava!! xD beijoka!

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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por Helvanx em Qui Maio 17, 2012 1:50 pm

Dee, só tenho uma coisa a dizer... ou melhor, gritar!

QUERO MAAAAAAAAAAAAAAAAISSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por DeeSousa em Qui Maio 17, 2012 1:50 pm

ó filha, ainda bem que "comentastes!" Eu vou tentar avançar com isto para chegar ao ponto onde estavamos. xD

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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por DeeSousa em Qui Maio 17, 2012 1:51 pm

Eu ouvi esse berro!!! :D
´
Vou postar o mais rapido possivel xD

Beijinhos e obrigada!
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por Walk Up Proud em Qui Maio 17, 2012 5:20 pm

Olá Dee!
Está 100% cool, por favor começa logo O assim Começa... Lol.
Amei, Amei, Amei.
Beijinhos
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por DeeSousa em Sex Maio 18, 2012 2:10 pm

Hi, guys! Aqui fica o primeiro capitulo! Uma especie de resumo. Espero que gostem!!!!! Beijinhos! :D


II – ASSIM COMEÇA…

Diz a história que a muito, muito tempo o Mundo Médio, um vasto território de terras domadas e selvagens, encontrava-se dominado por nove Reis. Estes Reis espalhavam o seu dominio e construiram os seus reinos do nascer ao pôr do sol, muitos destes tinham milhas de distância e eram tão vastos, que podia passar-se dias em território do Rei não saber.
No entanto, esta história não se centra nos nove Reis e nos seus reinos, mas apenas em um deles, pois é através dele que o Mundo Médio se torna só um, sob o seu dominio.
O seu nome era Rei Igor e era filho, neto, bisneto de Reis e era mais do que óbvio que na sua cabeça iria restar a coroa. Tornou-se Rei no seu décimo oitavo Inverno e logo ai, cairam aos seus pés imensas pretendentes. Belas damas vindas do Norte, do Sul, das Terras Quentes ou nascidas do Gelo. Todas lindas, todas formosas. Não era por demais, o jovem futuro Rei era gentil, corajoso, honrado, leal e dono de uma beleza única. Tinha cabelos negros, porém os seus olhos eram verdes como jades, a sua cara parecia esculpida pelos Deuses e tinha tanto de bom cavaleiro e guerreiro como de inteligência e coragem.
Numa viagem diplomática ás terras vermelhas para reavivar as alianças entre o reino de Sunnderland e a terra das Senhoras de Ferro, formalmente conhecida como Kidrahul, o jovem rei apaixonou-se.
A jovem por quem se apaixonou, era também filha de Reis e era uma Senhora de Ferro. Na terra das Senhoras de Ferro, as mulheres reinavam. Tudo começara séculos antes, em tempos de luta e dominio dos mais fortes, os homens da terra de Ferro partiram para a guerra e foram dizimados. Os que ficaram para trás ou eram demasiado velhos ou ainda usavam fraldas, assim a Rainha tomou comando e para reerguer o seu reino da derrota, criou um conselho de sete mulheres, que iriam ajudar a reconstruir o reino. O conselho era construido por mulheres da corte, com dote, sem dote, padeiras ou cozinheiras, todos os alicerces necessários para construir um reino justo e igual para todos. Assim renasceu Kidrahul, o reino das Senhoras de Ferro.
As Senhoras da corte eram treinadas, desde cedo, nas artes de defesa e cavalaria. Eram conhecidas pela sua tenacidade, força e independência. A Rainha era quem usa a coroa maior, sentava-se no trono mais adornado e usava a capa mais longa. A guarda Real era comandada por uma mulher e também a Ministro, quem ocupava o trono na ausência da Rainha, era uma mulher.
E foi logo pelo fruto do segundo casamento da Rainha Veraya, que o Rei Igor se apaixonou. Se a aliança antes já era forte, com o casamento entre o Rei de Sunnderland e a Princesa de Ferro, ainda mais forte ficou.
O casamento correu como se os Deuses o tivessem planeado. A noite de núpcias foi ainda melhor e tudo parecia correr bem. Parecia que os dois eram feitos um para o outro. A paz reinava.
A princesa, rapidamente passou a ser Rainha e assim era chamada, a Rainha Annaya.
Engraviou rapidamente, da sua primeira filha e tanto a gravidez, com o parto correram bem. O Rei Igor, não se importava se a criança era macho ou femêa, apenas queria um filho que tivesse a beleza da sua mulher e a sua coragem. Dito e feito.
O bebé veio ao mundo a meio do verão, num dia de calor e sem vento. Demorou um dia inteiro e quase toda a noite a mostrar ao mundo a sua presença. E, começara logo bem, com um berro valente.
“Ela é forte.” Disse o Rei ao ouvir o choro do outro lado da porta.
“Como sabeis que é ela uma menina, vossa Graça?” Perguntou o Ministro ao seu lado. Um velho sem cabelo, mas com barba farta e olhos castanhos.
As portas abriram-se e uma das aias veio ao encontro do Rei.
“É uma menina, Vossa Graça.”
O sorriso do Rei era impossível de apagar. Entrou no quarto, caiu ao lado da mulher que segurava uma bebé rosada e chorona. A sua Rainha era ainda mais bela do que antes, os cabelos ruivos e longos húmidos e os olhos azuis mais vivos do que nunca.
“Que nome vamos dar, meu amor?” Perguntou ainda ofegante.
O Rei pegou a sua criança ao colo e instantaneamente, a bebé cesou de chorar. Olhou para Igor com aqueles grandes olhos azuis, iguais aos de sua mãe e apenas lhe veio um nome.
“Agnes.” Olhou para a sua esposa. “Chamar-se-á Agnes.”
A pequena Agnes era o retrato de uma Senhora de Ferro, ostentanto o seu cabelo vermelho e os olhos azuis que já existiam a várias linhagens atrás. Annaya concordou com o nome e Igor aceitou a educação digna de uma Senhora de Ferro, ignorando as conversas sussurradas do resto do conselho. Agnes rapidamente aprendeu a manejar espadas, cavalgar e as táticas de batalhas, as Senhoras de Ferro eram assim. Fortes.
O crescimento da bela Agnes, fora abalado com a noticia de que o Rei caíra doente, certo dia. Com oito verões nas suas costas, a notícia da doença de seu pai marcou a sua infância.
“A febre” dizia-se.
E, a febre manteve-se imobilizando o Rei, deixando-o pálido, moribundo e fétido. Ás portas das morte, mesmo com os Sacerdotes fazendo os possiveis para que o Rei ficasse preso á terra por mais um tempo.
E, conseguiram.
No entanto, havia muito por explicar, mesmo sem se conseguir faze-lo. Rei chegou a morrer, o seu coração parou de bater, a Rainha, desatou num pranto agonizante sobre o seu corpo frio. Os segundos passaram devagar, a noticia da sua morte espalhou-se rapidamente e muitos choraram a sua morte nos minutos que se seguiram. E de repente, os olhos do Rei abrem-se e Igor regressara.
Como?
Os Sacerdotes não sabiam explicar. Ninguém sabia explicar. E ninguém explicou
Agnes fizera já dez verões, quando veio a noticia de que a Rainha estava de esperanças novamente e o reino implodiu com a noticia. Todo o reino, menos o Rei que adoptara uma postura fria e distante. Dizia-se a que a morte mudava as pessoas e era verdade, pois aquele Rei não era o mesmo de antes.
Declarara guerra oficial aos oito reinos restantes do Mundo Médio, iria conquista-los um por um e fazer deles dominio de Sunnderland. Deu dois dias de aviso aos reinos para que se preparassem para lutar ou se submetem-se imediatamente. Julgaram-no louco. Porém o Rei seguiu com em frente e no dia em que partiu levou com ele uma horda de homens sanguinários e sedentos de guerra.
Negou qualquer afecto a rainha cuja barriga crescia a olhos vistos.
Esqueceu-se que tinha uma filha, Agnes, cuja beleza era tanta como a sua destreza e coragem.
O Rei apenas queria ver Sunnderland crescer com o brilho da sua lâmina. Tornara-se frio, distante, calculista apenas queria que o seu reino crescesse.
A Rainha Annaya queixava-se de cansaço, nos primeiros meses. A gravidez roubava-lhe todas as forças e passava os seus dias na cama, entre a realidade dolorosa e os sonhos calmos. Agnes passava a mior parte do tempo ao seu lado, lendo-lhe histórias ou penteando os cabelos de sua mãe. Ao mesmo tempo relatos vinham das batalhas vencidas pelo Rei.
"Na guerra há sempre baixas, Agnes“ Esclareu um dia o Rei numa das suas raras visitas. "Normalmente, o inimigo."
"Até crianças e mulheres, meu Rei?” Perguntou Agnes.
O Rei desviou os olhos de sua mãe, que exibia uma barriga enorme e olhou para filha com os seus olhos verdes frios.
“Principalmente mulheres e crianças. Como achas que a mensagem chegaria aos demais?”
O olhar frio que seu pai lhe deu, trespassou a sua alma.
Chegou o dia do parto e Agnes ocupou o seu lugar do outro lado da porta, sentada numa cadeira. O Rei Igor chegou com fumo nas ventas, derrubando tudo e todos e exigindo a criança nascesse de uma vez. Como que combinando, lá fora agitava-se a maior das tempestades. A sua irmã iria nascer num dia de tempestade. Olhou pela janela e viu um raio dividir uma árvore ao meio e engoliu em seco. A noite estava escura, o vento soprava com violença e a chuva batia formente contra a janela. A sua irmã seria filha do inverno.
Os gritos da sua mãe, deixavam o seu coração apertado. Enquanto isso os passos do Rei iam para a frente e para trás. Tudo mudara, agora que observava o seu pai; Raramente lhe falava, tornara-se praticamente invisivel aos seus olhos, apenas se concentrava na batalha, no sangue, no poder, na coroa que lhe pesava contra os cabelos negros. Voltara apenas para ver o filho nascer e partiria logo a seguir, mesmo durante a tempestade.
A porta abriu-se, quando o silêncio se fez ouvir depois um trovão. Era um Sacerdote e tinha um ar carregado.
“Nasceu, Vossa Graça.”
O Rei empurrou o Sacerdote e entrou pelo quarto. Uma aia segurava um bebé nos seus braços, enrolado em mantos brancos. Quando o Rei viu que era pai de mais uma menina, aproximou os seus lábios do ouvido da bebé e apenas disse um nome:
“Gwenn.”
Não olhou para a Rainha, não olhou para Agnes, nem sequer tocou no bebé limitou-se a sair. Não tardou até se ouvir o berro do Capitão do exército ordenando o reagrupar das tropas e em breve as tropas cavalgavam para Sudoeste com mais de 10 mil homens sob seu estandarte á chuva.
Agnes deixou-se ficar no quarto olhando em choque para a sua mãe. A Rainha estava fraca, pálida, gélida, com os lábios roxos e sangue por entre as pernas que manjava a cama. A Rainha estendeu a mão trémula e fraca para a sua filha, que se aproximou timidamente.
“ Vem…” Tocou na sua face com a maior das gentilezas. “ Algo está mal. A criança que saiu de mim, é portadora do mal. Eu sei. Tu sabes.”
“Porque dizeis isso, mãe?”
“Porque a carreguei durante nove meses e ela roubava-me as forças.” Annaya tomou momentos para respirar fundo. Agnes olhou para a bebé que se encontrava agora aos cuidados das aias. O Sacerdote ao fundo da cama, sussurrava palavras esquisitas.
“O que se passa?” Perguntou Agnes confusa. Olhou para sua mãe que empalidecia a cada segundo. “O que se passa?”
“Escuta-me…” Pediu Annaya usando as suas forças para segurar a mão da filha. “O teu pai não é o mesmo. Eu não me casei com aquele homem. Aquele que aqui veio, não é teu pai…”
“Quem é, então?”
“Não sei.” Disse cansada “E não vou ter tempo para descobrir.” Abriu um sorriso cansado. “Cuida-te e não deixes que te tirem o que mereces. És minha filha. És uma Senhora de Ferro.”
Os seus olhos fecharam-se, soltou-se o último suspiro e assim morreu a Rainha. Fez-se luto, porém o Rei não estava presente. E quando regressou a pequena Agnes observava-o atentamente. Para além de ter passado para segundo plano, mesmo sendo mais velha, era praticamente invisivel portanto podia espiar o Rei se quisesse. E não demorou a perceber o porquê da diferença de atitude do Rei. O Rei não estava lá!
Era de noite, uma noite fria e a pequena Gwenn não parava de chorar no seu berço. No entanto, Agnes não estava de pé pela irmã, mas sim pelo Rei cujos passos ouvira a passar perto da sua porta. Seguira-o até as marmorras e pensava não conseguir passar devido aos guardas. No entanto, não havia ninguém.
As masmorras ficavam logo abaixo de umas escadas em caracol, era um corredor de celas sujas, fétidas e com vestigios dos seus antigos ocupantes. No entanto, o seu pai não se encontrava nesse primeiro corredor, mas sim na saída a direita que dava para uma grande sala cheia de correntes na parede.
Usou as sombras como escudo e escondeu-se o mais que conseguiu, foi então que viu algo que nunca pensou ver. Rei Igor, seu pai, fora inundado de uma luz branca, que enchera a masmorra. A luz era intensa, quente e cegou a pequena Agnes de tal como que esta teve que fechar os olhos por momentos.
Logo a seguir, tudo ficou escuro e Agnes levantou os olhos ao ouvir um som violento. Viu o corpo do Rei caído no chão, completamente imóvel. A Princesa aproximou-se e tocou no corpo do Rei, estava frio, duro, os lábios roxos sem qualquer cor. O Rei estava morto.
Para seu choque, no momento em que ia chamar os guardas, a luz voltou e cegou-a por momentos. Quando voltou a abrir os olhos, viu o Rei novamente a sua frente, de pé e saúde. Este agachou-se, encarando-a no fundo dos seus olhos.
“Contas a alguém o que viste hoje e não estarás aqui para ver o sol nascer. “
A sua voz era cortante, dura, fria.
“Quem sois?”
“Quem achas que sou?”
“Meu pai?”
O Rei abriu um sorriso e deixou um leve beijo seco na testa de Agnes.
“Continua a pensar assim”
O que Agnes não sabia era que, de facto, o Rei morrera naquele dia de febre e que o seu corpo era ocupado por um dos cinco deuses. E logo o pior de todos, Bristol, o Deus da Guerra e do Sangue. Bristol, era um Deus revoltado por nunca conseguir descer a terra, por proibição do Pai. Dos irmãos era o mais perigoso e mais irascivel, daí o seu lugar ser numa montanha alta, dentro de uma jaula de ouro. Bristol não se preocupava com mulheres grávidas, bebés de colo ou velhos que mal se mexiam, todos eram trespassados e com o seu sangue, as ruas teriam nova cor.
Demorou muito tempo até Agnes perceber o que vira naquela noite e, quando compreendeu a dimensão do acontecimento, não deixou de sentir medo e em parte uma raiva assassina. Um dia quando olhara a sua irmã, já moça feita num vestido vermelho e cara igual ao seu pai, perguntou o que de facto era Gwenn. Seria humana? Afinal, a sua mãe engravidara depois do Rei "adoecer". Teria ela sangue a correr nas veias? Conheceria sentimentos e desejos?
Era o dia do aniversário da sua irmã mais nova, que fazia exactamente dezoito invernos e foi-lhe dado a sua primeira coroa. Essa mesma coroa fora retirada de uma caixa onde restava a coroa da falecida Rainha. Gwenn levantou-se e delicadamente retirou a coroa de sua mãe e rodou-a nos dedos.
Apanhou o olhar de Agnes que se contorcia, ao ver aquela fedelha pegar num objecto de sua mãe.
“Quem sabe um dia eu não me torne Soberana?” Perguntou sorridente. O Ministro, que estava mesmo ao lado de Agnes sorriu perante a ingenuidade.
“Antes de vós, está a sua irmã e, antes da excelentíssima, estou eu.”
O olhar de Gwenn cravou-se no de sua irmã.
“Nada é impossivel, Ministro.”
Foi nesse momento, quando sentiu um arrepio na espinha e os punhos cerrarem-se, ao ver o sorriso vitorioso da irmã, que Agnes sabia que ela era o seu verdadeiro inimigo e não era o pai ausente.
Era sim, aquela jovem que olhava deliciosa para a coroa de Rainha.

PRÓXIMO: A SENHORA DE FERRO
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por PandoraTheVampire em Sex Maio 18, 2012 2:16 pm

Yesssssss tão awesome como da primeira vez que li! Mal posso esperar para que chegues até ao capítulo actual!! Agh! Só as coisas que já sei que vão acontecer... hum hum! ^^ Beijinhos!

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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por DeeSousa em Sex Maio 18, 2012 2:19 pm

Vou tentar postar o mais rapido para chegar a esse ponto, porque também quero desenvolver a historia e partilhar convosco!!! tehehe ai Pan...tu então, vais-te passar!!! Mas pronto...no spoilers!!!


Obrigada, continua a voltar, babe! :D

BTW: Adooooro esse teu gif. "A Very Potter Musical" is awesome! :D Bora ir para Pigfarts!!! :D
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por CatariinaG' em Sex Maio 18, 2012 2:21 pm

Thank you so much!

A sério!
Já não me lembrava se tinha lido ou não.

Gosto tanto desta história *-*
Vou ver se desta vez me porto bem e comento, nem que seja no twitter :P

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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por DeeSousa em Sex Maio 18, 2012 3:48 pm

Alo!!!

Acho que não chegaste a ler tudo. :)
Convido-te a seguir, sim!!!! Quero ler os teus comments!

Ainda bem que gostaste. Continua a visitar!


Beijoooo
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por Fox* em Dom Maio 20, 2012 10:39 am

Olha, isto já está cá... ALELUIA e Deus abençoe a tua cabeça xD!
Por acaso andava à procura das tuas fics e estava a desesperar por não encontrar nenhuma!
Já sabes a minha opinião, Dee! Adoro as tuas duas irmãs e mal posso esperar que atualizes para me juntar à "batatada"!
Beijinhos e conta comigo aqui :D

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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por miaDamphyr em Dom Maio 20, 2012 11:27 am

Eu também tal como a Pandora, mal posso esperar para chegares ao capítulo actual. Mas já sabes que gosto e que não vou a lado algum, lool. Beijos.
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por DeeSousa em Dom Maio 20, 2012 3:00 pm

Ohhhh :D

Que vocês gostaram! Continuem a voltar!!!!

beijinhos e muito muito obrigada! :D
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por Walk Up Proud em Dom Maio 20, 2012 3:19 pm

Continua... Estou a adorar.
Beijo.
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por DeeSousa em Seg Maio 21, 2012 12:47 am

Novo capitulo, girls! Para quem não leu aqui fica uma apresentação de uma das irmãs xD

Beijinhos e obrigada!!!



II – A SENHORA DE FERRO



Agnes encontrava-se sentada na sua poltrona de frente para a janela. Conseguia ver o reino quase todo, casinhas de telhados de madeira, de chaminés fumegantes umas em cima das outras de se perder a vista. A área em redor do castelo era intensamente povoado, como se quem estivesse mais perto da muralha, fosse mais protegido. O castelo erguia-se ao longe, apenas uma sombra apenas identificável pelas suas quatro altas torres viradas para cada ponto. A casa de Agnes ficava longe, tão longe que demorava cerca de duas horas desde da sua porta até a porta da muralha que rodeava o castelo. E, mesmo assim, achava que não estava longe o suficiente.
Sunnderland.
O sol era sempre bem-vindo no Outono de Sunnderland, mesmo que ficasse por pouco tempo e pouco ou nada afastasse o frio.
Agnes suspirou tristemente, atacada pela nostalgia.
Demorou algum tempo até tornar este reino sua casa, afinal nada tinha a ver com a terra das Senhoras de Ferro, chamada Kidrahul. Fora lá que nascera, fora lá que crescera no tempo em que seu pai desembainhara a espada e ganhara terreno suficiente para construir o dominio de Sunnderland.
Em Kidrahul havia sempre sol e temperaturas convidativas. O sol punha-se tarde e aparecia logo cedo no dia seguinte, como não querendo faltar ao seu trabalho. Tinha saudades desses tempos.
Agora, estava ali, na gélida Sunnderlad, com uma lareira viva dentro do quarto e olhos no reino. Levantou os olhos para o céu. Iria chover logo a tarde. Até isso, já sabia...
Rodou o anel de pedra vermelha que tinha no dedo indicador. Recebera-o na sua última visita a Kidrahul e não o tirara nunca mais. Aquele anel era sinal de que era, de facto, uma Senhora de Ferro.
Levantou-se da poltrona, cansada da vista de Sunnderland e arrastou-se no seu vestido cor-de-vinho, por debaixo de uma pesado manta de pele de lobo até a uma pequena mesa onde restava uma jarra de metal, com um copo pequeno. Encheu o copo até metade com liquido da mesma cor do seu vestido e deu um gole valente. As Senhoras de Ferro, bebiam tanto quanto os homens.
Bateram á porta e Agnes suspirou novamente.
― Entrai.
A porta abriu-se e Agnes olhou para a visita. Viu entrar a sua primeira Dama de companhia, Jordana. A bela e jovem Jordana, que trazia algo novo.
― Minha Senhora. ― Fez uma vênia sentida. ― Chegou um falcão.
― Um falcão? ― O simbolo real raramente saia do seu poleiro, e quando o fazia, era em assuntos de extrema importância para o reino. ― Boas novas nas asas do símbolo de Sunnderland?
― Sim, de vossa irmã.
Agnes voltou a encher o copo.
― Nada que venha de minha irmã, é boa noticia. ― Pousou a jarra e bebeu novamente de um trago. Vinho Ácido, uma iguaria em Kidrahul. ― O que diz a víbora de olhos verdes?
― Não deveis falar assim, Senhora. Podeis ser acusada de traição.
Agnes riu-se, encheu o copo novamente sob o olhar surpreso de Jordana. O homem normal, não aguentaria um copo de Vinho Ácido, mas Agnes era uma Senhora de Ferro, um copo mal fazia cócegas.
― Que dizem as boas novas?
Jordana ocupou uma cadeira perto da mesa, sentou-se e pigarreou. Agneus revirou os olhos e avançou até a janela contemplando a aborrecida Sunnderland.
“Cara, irmã. Espero que esta carta vos encontre bem…”
― Mentirosa. ― Disse Agnes. Jordana fez um ar ofendido e Agnes continuou a sua contemplação. ― Ora, Jordana aposto toda a minha fortuna em que se eu morresse aqui, hoje, a minha amada irmã daria a maior das festas.
― Talvez o fizesse, pois de facto sentiria vossa falta, Senhora.
― Se queres continuar na ilusão…― Agnes olhou-a. ― Continua.
“É com grande alegria, que vos informo que nosso pai…”
― Ele não meu pai. ― Disse Agnes de olhos na Montanha Sombria, que ficava por detrás do castelo, porém longe e não passava de uma sombra negra.
Bebeu mais um pouco sob o olhar atento de Jordana, que segundos depois do espanto retomou a leitura.
“…que nosso pai, deixou o campo de batalha e se dirige para casa. Recebi um corvo e chegará ao mesmo tempo que a chuva de Outono. Não mais do que três dias. Assim peço-vos que retorneis ao castelo, pois nosso pai nada sabe da nossa separação. Retornai depressa.” ― Jordana fechou a carta e olhou para Agnes que se encontrava ainda perdida na vista de Sunndeland. ― Minha Senhora? ― Agnes olhou para Jordana, sentada na cadeira com o seu vestido azul pálido, com um colar que pendia no seu pescoço, perdendo-se no seio modesto e o cabelo negro apanhado acima da cabeça. Não devia ter mais do que vinte invernos e Agnes quase que podia trata-la como filha. ― O que devo responder-lhe, Senhora?
― Esse vestido é novo, Jordana?
A jovem Dama olhou para si mesma e quando encarou a sua Senhora corara ligeiramente.
― Sim, minha Senhora.
― É bonito. ― Agnes aproximou-se e com a mão vaga tocou na manga do vestido de Jordana. ― Eu conheço este tecido. É muito caro.
― Foi um presente, Senhora.
― De quem?
― Sir Francis.
― O Cavaleiro. ― Disse Agnes. ― Bem-parecido, inteligente, sem medos…Uma mais valia no campo de batalha. Ele é a Segunda Voz, não é? ― Jordana fez um ar confuso e Agnes perdoou a confusão. Na Terra das Senhoras de Ferro, o segundo em comando no exército era chamado a Segunda Voz. No resto do mundo Médio, eram os Intendentes. ― Intendente.
― Sim, minha Senhora. Intendente do Capitão da Guarda Real.
― Muito bem. Bom partido, Jordana.
― Obrigada, Senhora. ― Agnes levou o copo ao lábio novamente e bebeu um pouco mais. ― Minha Senhora e a resposta a Princesa Gwenn?
― Algo me diz que não acabaste de ler a carta.
― Senhora?
Agnes olhou para Jordana. Quando se aproximara, reparara que havia ainda muitas linhas para ler do pregaminho na sua mão.
― Continua a ler.
Jordana desdobrou novamente a carta e inspirou fundo. A sua Senhora não iria gostar da continuação.
“Como forma de manter a paz, pelo tempo que nosso pai…― Agnes acalmou o impulso de recusar a paternidade do Rei. ―” Envio-vos, doce irmã, um cesto com pão, frutas, vinho e outros tira gostos. Espero que aprovais”
― Que é do cesto?
Jordana levantou-se, saiu do quarto e chamou o criado que esperava pacientemente do lado de fora. Ajeitou-lhe as roupas antes de entrar e arrumou bem os itens do cesto. A sua Senhora, não estava feliz e a última coisa que queria era piorar o seu humor.
― Acompanha-me. ― Jordana voltou a entrar no quarto, encontrando Agnes na mesma posição. ― O cesto, Senhora.
Agnes pousou o copo e avançou até ao criado arrastando o seu vestido. O criado não ousou sequer respirar o seu perfume, assim que a Senhora se aproximara. Era altiva, com cabelos como fogo e olhos penetrantes como duas safiras. A sua beleza era de tal forma estonteante que chegava mesmo a abrandar o coração dos homens. Era assim a beleza das Senhoras de Ferro.
Agnes afastou-se logo em seguida em direcção a janela.
― Deita-o fora.
― Senhora? ― Perguntou Jordana em espanto.
― Normalmente, recusaria e ordenaria a divisão de bens entre os criados. Porém, eu tenho carinho suficiente pelos mesmos para não desejar que morram envenados.
― Enve…? Senhora?
Agnes voltou-se.
― Jordana a minha irmã é capaz de tudo. Basta pensares em tudo o que eu posso fazer, imagina pior e junta cobardia a equação e terás a maneira da minha doce irmã. ― Jordana olhou para o cesto confusa. ― Não acreditas, lança o cesto ao mais forte dos porcos e espera até ao pôr-do-sol. ― Tomou o lugar na cadeira que Jordana ocupara a pouco e voltou a segurar no copo. Fez um gesto indicando a ordem de saída do criado. Jordana empurrou o jovem e fechou a porta. Quando se voltou, Agnes segurava a carta entre os dedos na sua direcção. ― Acaba-a, por favor.
Jordana pegou na carta e leu-a com um tremor na voz.
“Minha querida irmã, aquando o vosso regresso, nós pensamos que esteja na hora de discutir vosso casamento.” ― Agnes abanou a cabeça e apertou o copo entre mãos. Jordana prosseguiu, mesmo assim. ― “Cremos que tendes mais do que idade para o matrimónio. Permiti-nos que sugira Sir Borrowman, o Capitão da Guarda Real a Oeste, para vosso esposo. Essa escolha, agrada-nos muito. ― Jordana pousou a carta por segundos. ― A vossa irmã fala no plural.
― “Nós” a coroa, o Rei, o Reino e, claro, ela mesma, Princesa Soberana. ― Disse Agnes com repulsa. ― Ela julga-se Rainha.
Agnes levantou-se da cadeira, largou o copo e saiu do quarto. Precisava de respirar e livrar-se da sombra da sua irmã que a seguia para onde raio fosse. Jordana seguiu-a a mesmo passo.
Casamento? Uma coisa que Agnes aprendera era a sua independência, que não pensem que era uma jovem inocente, virgem, pura e sem maldade, muito pelo contrário. Agnes tinha 30 verões, era criança de verão e uma Senhora de Ferro, ninguém iria casa-la se assim não quisesse.
― O que devo responder?
Agnes parou de repente e olhou para Jordana. A bela Jordana, de cabelo negro, pele de caramelo e olhos como avelã.
― Disseste-me que o teu vestido fora oferecido pelo Intendente, Sir Francis? ― Jordana assim confirmou. ― Esse tecido é caro e veio de longe, Jordana. Sir Francis não teria trabalho para comprar-vos algo tão belo, quando de facto quer ver-vos sem ele. ― Tocou no tecido, perto da zona do decote singelo de Jordana. ― Só um homem com algum olho e sabedoria sobre os tecidos oferecer-te-ia um vestido que te assentaria tão bem e ficar-te-ia melhor vestido do que caído no chão. ― Jordana corou ligeiramente. Agnes tocou no seu cabelo― Estarei errada se disser que quem vos deu esse vestido, fora o belo Lloyd de Armes, filho de Liam de Armes, um dos melhores e mais conhecidos comerciantes de tecido do Oriente?
Jordana baixou os olhos.
― Lamento, ter-vos escondido, Senhora. ― Agnes rodou sobre si mesma e continuou pelo corredor fora. ― O que devo responder, Senhora?!
Agnes parou novamente.
― Dizei a minha irmã que, não irei até a Guarda Real me vir buscar e dizei-lhe que quanto ao casamento, mais depressa morrerei. ― Continuou a avançar. ― Mandai os criados preparar Veludo, necessito cavalgar.
― Senhora.
― Jordana...― A sua Dama parou, voltou-se para encarar a sua Senhora, mas Agnes não se voltou. ― É assim que se começa.
― Começa o quê, Senhora?
― As mentiras. ― Disse Agnes. ― Nesta Casa não se mente. ― Olhou para Jordana por cima dos ombros. ― Não me mintas mais.
Jordana retirou-se e a fim de alguns passos, Agnes parou. Estava na sua varanda de pedra que deixava ver Sunnderland com mais claridade.
A sua irmã queria a coroa, a sua irmã queria Sunnderland e todo o dominio. Principalmente, queria Kidrahul que era o único reino livre, o único problema é que Agnes também queria. E, sendo uma Senhora de Ferro, nem pensar que ia dar a coroa facilmente.
As Senhoras de Ferro não desistem, lutam.

III- O INTRUSO
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por PandoraTheVampire em Seg Maio 21, 2012 12:56 am

Go Agnes! You rock so much girl!! ^^ Já sabes o que penso sobre a Agnes. Mal posso esperar para ler o que ainda não liiiiiiiiii! xD beijinho

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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por Fox* em Seg Maio 21, 2012 4:30 pm

Eu A.D.O.R.O de morte esta personagem! As lutas, a personalidade forte dela, as coisas que ela faz para defender os seus ideais e aqueles que ama... Estou mesmo rendida, Dee! Muito boa criação, e mal posso esperar para aparecerem novos capítulos :D

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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por Convidado em Ter Maio 22, 2012 2:12 pm

Prólogo: Só ao lê-lo fico logo com aquele bichinho a que me acostumaste. Vê-se que esta história vai ter pano para mangas e darling, eu vou estar aqui para ver tudo :)

I
Uma Terra governada por mulheres. Única e exclusivamente por mulheres. Gosto muito.

O Rei Igor parecia, sem dúvida alguma, um Deus. Já não lhe bastava o título de Rei, e ainda era dotado de tal beleza.

A mulher com quem o Rei teve a sorte de se apaixonar por, também parece uma Deusa. E a primeira bebé deles também parece tirada de um conto de fadas. Imaginei-a com os olhos super azuis a encarar o pai :)

Wow. Wow. Nem sei, girl. Adorei toda a história por detrás do Rei actual ser mau, assim como adorei ver a pequena Gwenn tornar-se uma cobrazinha, porque de facto, ela nasceu do mal. Ela é filha do Bristol, e não do Igor.

II
Agnes. Adoro-a. Esta mulher é tudo. E tinha muitas saudades dela, meep.

JORDANA, omg DEEEEEEEE *o*

O que diz a víbora de olhos verdes?
Ahahah, adorei xD

A Gwenn é uma verdadeira bitchzinha. Bem, já sabia disso, não é? Mas ainda bem que a Agnes é perspicaz e não se deixa enganar. Ainda bem que deitou o cesto fora e que lhe faz frente.

Adoro a Jordana. Mesmo. E a mentira dela foi piedosa, mas claro, a Agnes tem que se impor, porque ela até tem razão: as mentiras a sério começam com pequenas mentiras.

Olha Dee, sabes que adoro a tua escrita, as tuas fics, a tua imaginação. Sabes que és das poucas que me transporta para outro mundo quando estou a ler os teus textos e não deixaste de o fazer aqui, muito pelo contrário.

Estou super curiosa com tudo o que vem por aí. Por mim podes avançar à vontade mas não tão rápido, sff. Nem sempre posso vir cá e quero estar minimamente actualizada :)

Continua \o/

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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por DeeSousa em Ter Maio 22, 2012 5:01 pm

Arôooo!!!!

ó bé, obrigada!!! :D Tu já as conheces um pouco, mas aqui vais vê-las como nunca viste! E a história muda um pouco. xD

Espero que continues a seguir, eu vou abrandar um pouco a velocidade para poderes visitar.

Beijinhos e muito obrigada! :D

Beijaoooo <3<3
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III- O INTRUSO

Mensagem por DeeSousa em Sex Maio 25, 2012 12:38 am

Hellur! Novo capitulo! Para quem já leu, sabe bem quem ai vem e para quem não leu, preparem-se que ele é fantástico! :D

Beijnhos! E obrigada!


III - O INTRUSO


Agnes seguia a passo rápido pela sua Casa. Fora construída em sua honra, no dia em que viera ao mundo e desde que a situação com a sua irmã, a princesa Gwenn, piorara que se mudara. Adorava o sossego, adorava o facto de ficar longe do centro de Sunnderland e ainda mais longe do castelo. Se pudesse iria ainda para mais longe.
Mandara celar o seu cavalo, precisava de arejar e cavalgar no seu garanhão negro. Não se deu ao trabalho de trocar de roupa para algo mais confortavel ao balanço do cavalo, apenas calçou as luvas e vestiu um manto de pele mais grossa.
Saiu para o pátio e já lá estava o seu cavalo negro. Grande e altivo como um gigante, de pernas musculadas e fortes, com um temperamento igual ao de sua dona. Chamou-o Veludo, pois a sua pele negra como a noite era sedosa, por ser o tecido favorito de Agnes e porque era rapido. Muito rápido.
Não era costume as mulheres cavalgarem como um homem, porém na terra das Senhoras de Ferro, as mulheres aprendiam a cavalgar assim que nasciam.
Agnes subiu para o seu cavalo com agilidade, sem precisar de ajuda. Olhou para o céu muito rapidamente, iria chover muito em breve. Maldita chuva.
Jordana apareceu a porta de sua Casa no seu vestido de seda.
― Senhora, não quereis trocar vossa roupa? Esse vestido é deveras…
― Jordana, poupa a tua lingua. Já mandaste a resposta á minha irmã?
― Sim, Senhora.
― Ótimo. ― Esporeou o cavalo, que se ergueu nas duas patas, mostrando toda a sua altivez. Agnes sorriu ao ver alguns criados afastarem-se. O cavalo voltou a colocar-se nas duas patas, para logo a seguir sair a correr ferozmente sob o comando de Agnes.
As patas de Veludo batiam no chão a medida que galgava terreno com rapidez e força. Agnes conseguia senti-lo a vibrar sob o seu comando, o vento passa-lhe pelos cabelos vermelhos e agarrava-se ao cavalo com força. Veludo saltou um tronco caído, sem nunca perder a velocidade.
Agnes adorava cavalgar, era a única maneira que se sentia verdadeiramente livre e verdadeiramente aquilo que era: Uma Senhora de Ferro.
O reino de Sunnderland era vasto, á volta da casa de Agnes apenas existiam campos sem dono, florestas de árvores mortas e casas desabitadas. Havia sempre algo novo para explorar em Sunnderland. Saiu da estrada de terra embrenhando-se nos caminhos secundários e tortuosos por entre as árvores. Á medida que se afastava do caminho principal as árvores iam ficando mais juntas, as copas mais cheias e o sol mal passava por entre as folhas.
Avistou ao longe o leito do rio Kye e Veludo, como que lendo a sua mente, para lá se digiriu. Correram leito acima, até o único entrave ser o solo enlameado. Puxou das rédeas do cavalo que parou assim que comandado.
Desceu do cavalo e avançou até a margem. Ajoelhou-se, com a água fria a tocar-lhe os joelhos e mergulhou a cara na água rasa. Depois tirou as luvas e levou a água cristalina aos lábios. Ao seu lado, Veludo aproximou-se da água e bebeu também. Agnes tocou na pele do seu animal, sentindo-o quente da corrida.
Como que chamada por algo, o seu olhar dirigiu-se a outra margem do rio. Rapidamente se ergueu ao ver a figura que a observava, um jovem de cabelos compridos sob uma capa de pele de lobo cinzento. Imediatamente, Agnes levou a mão a pequena adaga que tinha no cinto. As Senhoras de Ferro aprendiam a manejar com lâminas assim que tinham idade para aguentar com o seu peso, Agnes era rápida e ficara conhecida nas terras de Ferro pela sua agilidade com as espadas.
Veludo agitou-se, como se tivesse visto um cobra e Agnes atendeu ao seu animal sossegando-o.
― Shhh. ― Pediu afagando a sua pele sedosa. Quando se voltou para o rio, o sujeito estranho já lá não estava. Não gostou daquilo. Não gostou nada.
Cavalgou de volta para a sua casa, sempre em passo de corrida e quando chegou, Jordana esperava-a a porta do pátio com um ar sério. Um dos criados segurou o cavalo pelas rédeas, enquanto a Senhora descia.
― Jordana! ― Chamou assim que tocou com os pés no chão. A sua Dama fez uma leve vénia, mas não se moveu. ― Manda chamar o Capitão da Legião.
A Legião era o nome da patrulha que protegia a cidade de Sunnderland. Respondiam principalmente á Soberana, embora não estivessem directamente ao seu comando mas sempre que convocados apareciam. A casa do Capitão ficava perto e com ele habitavam mais 20 homens da Legião. O mesmo se repetia por mais Casas da Legião, como eram conhecidas, espalhadas por Sunnderland e pelo resto do Mundo.
― A que se deve, Senhora?
Agnes retirou o manto e as luvas, entregando-as a Jordana.
― Vi um intruso não muito longe daqui, perto do rio Kye.
― Mas Senhora, se houvesse algum intruso por aqui a Legião já o teria apanhado.
― Eu vi-o, Jordana e escondeu-se de mim, tão rapido como o piscar dos teus olhos. Envia um falcão ainda hoje, dizendo que os espero.
― Mas, minha Senhora…― Jordana colocou-se a sua frente, quando ia inicar a marcha para dentro de casa. ― Tendes visitas.
― Quem?
Jordana engoliu em seco.
― Sir Borrowman. ― Anges sorriu levemente.
Claro, mas claro que era Sir Borrowman. Obviamente. A sua irmã nunca jogava só com palavras, se Gwenn queria um casamento faria de tudo, para ter esse casamento. E, Agnes faria de tudo para não lhe dar esse gosto.
Agnes entrou casa adentro em direcção a sala onde recebia os seus convidados. Jordana seguia como sua sombra, tentando manter o passo e quando viu que a sua Senhora, não iria sequer trocar de roupa, atrevou-se a cortar-lhe o caminho.
― Senhora, não ides pelo menos trocar o vestido?
Agnes olhou para o seu vestido com lama e cheio de pó, quando olhou para Jordana tinha o ar mais inocente do mundo.
― Que tem o meu vestido?
― Está…está sujo, Senhora.
― Eu acho que está perfeito para receber, Sir Borrowman. ― Contornou Jordana e seguiu. A jovem Dama cortou-lhe o caminho novamente, desta fez Agnes levantou um sobrolho, mas Jordana não se moveu.
― Pelo menos lavai os cabelos ou a cara. Estáis coberta de poeira e…
― Jordana, esqueceste-te do teu lugar?
― Não, minha Senhora, é só que...
― Só o quê?
― Sir Borrowman, veio fazer-lhe a corte e...
― Jordana, eu por acaso, estou interessada em casamento ou em ser galanteada por Sir Borrowman? ― Jordana engoliu em seco.
― Não.
― Ah. ― Disse Agnes. ― Ainda bem concordamos.
A jovem calou-se imediatamente. Agnes contornou-a novamente e avançou para o salão, com a jovem silenciosa no seu encalço.
Quando chegou ao salão Sir Borrowan levantou-se da sua cadeira. Trazia a sua armadura brilhante com o falcão, simbolo real, gravado do peito. Pelo chão rastejava o manto vermelho, cor da casa Sunnderland e a sua espada pendurada no seu coldre, chegava-lhe abaixo do joelho. Era um homem bonito, Agnes não podia negar, tinha cabelos negros presos por uma fita de couro e olhos verdes tipicos de Sunnderland. Era alto, forte, corajoso. Oh, sim tinha que ser corajoso para falar com Agnes.
Pegou na mão de Agnes e beijou-a suavemente.
Podia ser bonito, mas a Senhora de Ferro, não gostava de Sir Borrowman. Era convencido, altivo, de armadura brilhante e peles finas. Era cavaleiro, mas nunca pisara num campo de batalha. Nunca derramara sangue. Era um cavaleiro de salões.
― Minha senhora. ― Ergueu-se novamente e analisou Agnes. ― Regressais agora de uma corrida, assim vejo.
― Sim, eu gosto de cavalgar.
― Não é um acto muito digno de uma senhora…
― De uma senhora comum, de facto não é. Porém, eu sou uma Senhora de Ferro, nascemos para cavalgar.
― Talvez um dia corrámos juntos.
― Vós correreis e eu cavalgarei. ― Sir Borrowan abriu um sorriso bonito, mas falso e Agnes prosseguiu. ― O que vos tráz por cá, Sir? ― Sir Borrowman ia falar, mas Agnes adiantou-se. ― Deixai-me adivinhar, minha irmã mandou-vos a minha presença como forma de incentivo ao vosso cortejo?
― Estava por terras próximas de sua Casa e resolvi visitar-vos. O pedido de vossa irmã, nada trouxe de novo a minha demanda. Queria ver-vos. ― Agnes esforçou-se para não vomitar com tanto galanteio. ― Vossa irmã acha-me bom candidato a ocupar o lugar de marido.
― E vós quereis mais do que ser um mero cavaleiro, presumo. ― Sir Borrowman fez uma breve vénia.
― Ter-vos como esposa, é o meu único prémio.
― Ah…pensei que tivesseis melhor escolha.
― Vós sois a escolha.
Agnes analisou Sir Borrowman. Interesseiro. Apenas queria um lugar mais seguro na corte e nada melhor do que casado com a irmã da princesa Soberana.
Ele ganhava firmeza na corte e Gwenn ganhava poder sobre Kidrahul.
Kidrahul era a única terra livre, devido a sua aliança com Sunnderland. Não tinham Rainha, mas sim a Senhora – e essa era Agnes. Por ser a única terra de reis livre e nunca conquistada, desde que tivera idade para compreender a dinamica dos jogos de coroa, Gwenn ansiava pelo controlo de Kidrahul. Porquê? Era terra fértil, produtora de cavalos fortes e únicos, com as melhores lâminas e armas de guerra. Era a joía da coroa de Gwenn, porém para obtê-la tinha que controlar a irmã, Agnes. O casamento, era a melhor solução. Casaria a irmã com alguém que lhe fosse leal, Sir Borrowman por exemplo, este trataria de vergar o espírito da irmã da pior maneira e rapidamente teria controlo sobre a terra de Ferro.
O único problema é que Agnes não iria casar. O que não impedia Gwenn de tentar.
― Eu pergunto-me porque é tão importante o meu casamento? A minha irmã não necessita de jogos para ganhar a coroa, já a tem.
Agnes sorriu modestamente e Sir Borrowman, ainda não feliz com o sorriso modesto achou por bem continuar. Só que da pior maneira.
― Penso que vossa irmã, a nossa Soberana, acha que preciseis de protecção. De um homem que vos ame e vos trate bem. ― Jordana atrás de Agnes, abanou a cabeça levemente. ― Qual é a mulher que não precisa de um homem?
Agnes abriu um sorriso seco e teve vontade de alcançar aquela espada e trespassar Borrowman. No entanto, só sorriu.
― Sir Borrowman, podeis sair por onde haveis entrado. ― O sorriso do Sir desvaneceu. ― Eu não preciso de homem, não preciso de protecção. Sei defender-me, sou uma Senhora de Ferro, eu lidero as terras de Kidrauhl. Sei manejar espadas e cavalos como qualquer homem. Tenho terras, tenho ouro e prata, logo não necessito de sustento. ― Avançou para Sir Borrowman. ― E se precisar saber, o que é ter um homem dentro de mim, também posso obter isso. Porque acheis que tenho uma casa da Legião, tão perto? ― Disse num silvo. Girou sobre si mesma e voltou a ocupar o seu lugar. ― Por isso, ide-vos com uma mensagem para a minha adorada irmã: O próximo pretendente que ela enviar, regressará sem cabeça.
Sir Borrowman encarou-a com espanto.
― Sois pior do que dizem.
― Sim, Sir Borrowman. ― Abriu o seu melhor sorriso. ― Sou isso e muito mais. ― Retirou-se a passo rápido. ― Eu que não volte a passar por este salão, para encontrar-vos aí parado. Não planeio ter companhia para o jantar. ― Acenou de costas. ― Boa viagem.
Jordana olhou para Sir Borrowman e quando se viram sozinhos, sem qualquer som dos passos de Agnes, o cavaleiro suspirou.
― Que amarga é vossa Senhora. Nunca irá casar. Nenhum homem irá querer tê-la na sua cama.
Jordana bufou.
― Ela é uma Senhora de Ferro. ― Disse com veemência. ― E eu desafio-o Sir, a repetir essas palavras na sua presença…isto é, se não tiverdes qualquer apreço por vossa cabeça. ― Eu apenas cumpri ordens.
― Pois, tendes a vossa resposta, Sir. A Senhora Agnes nada quer de vós.
Sir Borrowman olhou para Jordana e sorriu armagamente.
― É verdade os boatos que correm? ― Perguntou aproximando-se da jovem morena. ― Que a Senhora Gwenn não aprecia os homens, mas prefere a vossa companhia na sua cama? ― Agnes susteve a respiração, enquanto Borrowman lhe tocava no cabelo. ― É verdade?
Jordana largou as vestes que trazia nos braços, levou o punho fechado atrás do ombro e depois bateu contra o nariz de Borrowman. O homem caiu ao chão com um estrondo, levando a mão a cara e sentindo um liquido quente.
― Sua vaca! ― Gritou agarrando o nariz. ― Sou um Cavaleiro! Sou um Sir! ― O sangue jorrava como um rio vermelho e Jordana, que a inicio sentiu-se em pânico, abriu um sorriso vitorioso. ― Eu sou um Cavaleiro!
― Jordana! ― A jovem voltou-se e viu Agnes de pé, junto a porta com os braços cruzados. Aproximou-se a passo lento, enquanto Borrowman tentava colocar-se de pé, com o nariz vermelho e os lábios pintados de sangue. Num gesto rápido, Agnes retirou-lhe a espada, girou-a agilmente da mão e encostou a lâmina ao seu pescoço. ― Entrais na minha casa, insultais a minha pessoa e a minha Dama de companhia, ainda ousais dizer que sois um Cavaleiro? ― Agnes segurou-o fortemente pelas bochechas. ― Saí daqui, antes que enfie esta espada num sitio menos digno de um suposto Cavaleiro!
Empurrou Sir Borrowman e atirou a espada, que deslizou pelo chão de pedra.
― A Soberana saberá disto! ― Pegou na espada e saiu a correr da casa. ― A SOBERANA SABERÁ DISTO!
Tanto Agnes como Jordana permaneceram em silêncio, até se ouvirem os cascos do cavalo de Sir Borrowman abandonarem o pátio.
― Senhora, temo que aquela não tenha sido a melhor das minhas acções. ― Disse Jordana sentida. Agnes olhou de soslaio para a sua Dama.
― Tens razão. Podias ao menos ter partido o nariz ao bandalho! ― Exclamou. ― Rodou sobre si mesma e seguiu para fora da sala. ― Preciso de ajuda para arrumar os baús, vens ou queres distribuir socos a mais alguém?
Jordana correu atrás da sua Senhora, não antes do cair da noite a Guarda Real estaria ali para leva-la para o Castelo e a Senhora tinha muito que arrumar.

IV – A RAINHA JADE
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por PandoraTheVampire em Sex Maio 25, 2012 1:12 am

Oh Gawd e eu a saber o que já sei e isto ainda aqui tão atrás... aff!! Muahaha o murro no nariz pareceu ainda mais épico ao ser lido uma segunda vez xD Awesomeness ao poder, Dee!! ^^

Me gustaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! :D

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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por Walk Up Proud em Sex Maio 25, 2012 1:42 am

Olá.
Não gostei do Sir Borrowman, não é assim que se faz a corte a uma Senhora. Se queres, eu posso dar-lhe umas aulas, particulares.
Adorei, a Jordana, a empregada obediente da Agnes.
Ah adoro, a Agnes quando diz que a Jordana perdeu a pontaria.

Mee gusta!
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Beijinhos, abraços e muitos palhaços
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por Fox* em Sex Maio 25, 2012 12:13 pm

Eu lembro-me disso! Eu lembro-me do momento pancadaria da Agnes! Adorei como ela se libertou das bocas sem sentido dele e de como se vingou totalmente! Muito bem!
Ah, Jordana... Tu tens tantas coisas a provar-nos! Eu adoro-te, digo-o já! E este intruso... Oh diabo, ele tem um papel... Little spoiler, FENOMENAL!

Dee, despacha-te! :D

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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por DeeSousa em Qui Maio 31, 2012 1:23 am

Hello! Novo capitulo em que apresentamos a nossa cara Rainha!! :D

Beijinhos!!!
Obrigada!

IV – A RAINHA JADE



Silas andava com todo o poder e altivez dignas do seu estatuto. Ninguém sabia quem este homem era, se tinha ou não berço, um nome, um estandarte, uma Casa, nada. As suas feições não eram de Sunnderland com o seu cabelo loiro, quase branco caindo-lhe pelos ombros e os olhos cinzentos amendoados, já sem falar na estatura do homem em si.
Os homens de Sunnderland são altos, mas Silas era mais do que isso. Tinha que se baixar para passar por certas portas e o seu braço apertava facilmente a cabeça de dois homens. Tudo isto juntando ao mistério que era a sua identidade, criaram uma figura medonha aos olhos dos simples cavaleiros da guarda real.
Por onde andava os sussurros calavam-se, os homens davam-lhe passagem e muitos desviavam os olhos. Porém, nas suas costas os homens franziam os sobrolhos, desenvolviam boatos e muitos imaginavam-se a enfrenta-lo. Apenas imaginavam, uma vez que ninguém era louco para se atrever.
Todos estes elementos fizeram de Silas uma imagem de que muito se orgulhava. Nada melhor do que ter o medo dos homens.
Aproximava-se dos aposentos da sua Soberana, os guardas recuaram e Silas passou.
Entrou no quarto de onde vinha um calor, nada igual ao verdadeiro clima de Sunnderland.
― Pelo Deus da guerra, que estou dentro de um forno! ― Disse Silas. Retirou o manto que trazia sobre os ombros, ficando só com uma leve túnica de lã por cima das calças. ― Como aguentas este inferno?
― Estamos a praticar para quando formos lá parar.
― Terás que incendiar o quarto, Gwenn.
Silas tomou uma cadeira perto da lareira viva e encarou a Soberana Gwenn. Sempre que olhava para Sua Graça, o seu coração saltava um batimento. Era completamente apaixonado por aquela mulher, aliás, ela era a causa da sua existência.
Ao contrário de sua irmã que tinha o cabelo vermelho, Gwenn tinha-o negro, ondulado e caindo sobre os ombros como um manto. Os seus olhos verdes reluziam á luz da lareira como duas jades raras, combinando na perfeição com o seu vestido verde.
― Somos vossa Soberana, modera o teu tom. ― Pediu com voz cortante. ― Quantas vezes temos que ordenar para não entrares aqui de rompante?
― Sou o Protector. ― Disse Silas sorridente. ― Tenho que te proteger.
― Nós inventámos esse cargo e rapidamente, podemos elimina-lo. És protector, mas mesmo assim, em nosso castelo agirás conforme as normas.
― Porquê que falas no plural? ― A chama da lareira avivou-se perigosamente e Silas pulou no seu lugar. ― Muito bem. Percebi vossa mensagem, Vossa Graça.
Gwenn voltou a olhar para o fogo, cuja intensidade voltara ao normal.
Por cima da lareira estava uma caixa negra. Aquela caixa não pertencia ali, mas Gwenn ordenara que a caixa fosse levada para o seu quarto, para que pudesse contempla-la todos os dias.
― Que novas nos trazes?
― A resposta de vossa irmã. ― Disse Silas. Levou a mão ao bolso e retirou um papel dobrado. ― Chegou ainda a pouco.
― Rápida no gatilho é nossa irmã.
Gwenn passou a mão pelos cabelos agarrando uma madeixa.
― Quereis que leia? ― Gwenn olhou para o seu Protector de soslaio e Silas desdobrou a carta. ― Bom, diz que…
― Queremos ouvir a sua voz, não a vossa! ― Ordenou Gwenn. Silas inspirou fundo ganhando paciência. ― Estás irritado?
― Não, vossa Graça. É um prazer ler para vós. ― Silas clareou a voz. ― Querida irmã, folgo em ouvir as boas novas do regresso do nosso Rei…― Gwenn fez um breve sorriso. ― Porém, apenas regressarei escoltada por Guardas Reais. ― Imediatamente o seu sorriso desvaneceu. ― Mandai-os e partirei em seguida. Em relação a vossa proposta de casamento…
Silas parou de ler. Imediatamente Gwenn, olhou-o ofendida.
― O que diz?
Mais rapidamente encontrar-me-eis morta do que casada. ― Gwenn fechou os olhos controlando a sua raiva, num respirar fundo. Poderia destruir aquele quarto com um estalar dos dedos. Maldita! ― Porque queres ver a tua irmã casada?
Gwenn, num gesto rápido e seco, estendeu o braço e fechou a mão roubando o ar a Silas. O Protector perdia ar a cada segundo, ia ficando cada vez mais vermelho e lutava contra si próprio para conseguir respirar. Gwenn descarregava no seu amante e Protector toda a fúria da afronta de sua irmã mais velha.
Nunca conseguiria domar aquela velha ruiva, teria que apaga-la do mapa!
Largou Silas e este tossiu gravemente, tentando respirar. Lentamente a cor voltou a sua cara.
― Eu quero Kidrahul. ― Respondeu Gwenn, olhando para a lareira ignorando Silas que procurava respirar. ― Eu quero a terra das Senhoras de Ferro. Quero queima-la! Para isso, preciso de tê-la.
― Não podeis…não podeis tê-la…― Disse Silas voltanto a respirar normalmente, porém com a voz fraca. ― Não sois Rainha.
Gwenn olhou-o descrente. Levantou-se da sua cadeira, aproximou-se da caixa que estava por cima, levantou a tampa e dali tirou uma coroa cravada de pedras e muito mais pesada que a sua. Voltou-se com a coroa entre os dedos.
A coroa que trazia nas mãos pertencera á sua mãe, quando era viva.
― Não sou Rainha…ainda.
― Para seres Rainha terias que matar o Rei. ― Gwenn, tirou a sua coroa e lentamente colocou a de sua mãe, na cabeça, sentindo o seu peso. ― E tinhas que matar a tua irmã.
Gwenn tocou na coroa com os seus dedos e sorriu.
― Quem te disse, que não estamos a tratar disso, Silas?
― Estás?
Gwenn tirou a coroa e voltou a coloca-la na caixa. Deixou-se ficar de pé, perto da lareira de olhos no fogo, que queimava por sua vontade.
― Eu quero a minha irmã casada com alguém que me seja leal, para conseguir afastá-la da corrida ao trono e colocar Kidrahul no meu dominio. Porém, como sabes a minha irmã, não é fácil. ― Colocou a mão no fogo inteiramente, deixando-se ser lambida pelas chamas, mas sem qualquer dano á sua pele. ― Eu quero Kidrahul. Eu quero aquela terra. A única terra livre no mundo dos homens.
― Mas, espera lá…― Gwenn voltou-se para Silas, que se encolheu perante o seu olhar. ― Vossa Graça, para conseguir tudo isso, tendes que eliminar o Rei primeiro e ambos sabemos que isso não é tarefa fácil. ― Silas olhou em volta como que tentando perceber se estava alguém na sala. ― Não quando o Rei nem é humano.
Gwenn aproximou-se de Silas e tomou lugar no seu colo. Passou a mão pelos seus cabelos com os seus dedos longos cravejados de aneis e afagou a barba loira ainda por crescer.
Silas ás vezes podia ter de beleza, a mesma quantidade de burrice. Ah! Como doia. Porém, mas se queria que seu plano desse certo, teria que começar a manter Silas no escuro. Em breve ele também seria dispensado.
Fê-lo esquecer-se com um beijo suave nos seus lábios.
― Silas…― Beijou-o novamente. ― Meu querido e belo, Silas. ― Segurou-o firmemente pelo queixo. ― Não faças demasiadas perguntas ou um dia acordarás sem língua. ― Mordeu-lhe o lábio inferior. ― E, depois, como irias tu satisfazer-me?
Silas afastou a cara das mãos da Soberana.
― Diz-me o que planeias.
Gwenn levantou-se do seu colo, ajeitou o vestido e colocou a sua coroa na cabeça.
― Manda dez homens da Guarda mais o Intendente, Sir Francis para escoltar a minha adorada irmã. Quero-a aqui para o banquete.
― Gwenn... ― A Soberana voltou-se rapidamente perante a impertinência de Silas. Este colocou-se com um joelho no chão e levou a mão ao peito. Levantou o olhar e encarou a sua amada.
Gwenn, girou sobre si mesma, abriu a porta e saiu do quarto.
Assim que colocou os pés fora do quarto, os guardas que por ali passavam dobraram o joelho no chão e levaram mão ao coração. Era essa a saudação oficial e imposta pela Soberana.
Á sua volta o castelo encontrava-se num corropio louco – mas mesmo assim, todos os criados, soldados, membros da corte faziam uma saudação reverencial ao vê-la passar. Gwenn nem olhava para eles.
O castelo estava vivo com tantas mudanças. Não só o Rei estava de volta, como as duas irmãs voltariam a habituar sob o mesmo teto; Quartos tinham que ser vagos, limpos, redecorados se fosse preciso. A salas e salões antes fechados, eram novamente abertos e limpos a fundo. As irmãs não se davam e quanto mais longe uma da outra, melhor ainda.
Gwenn tinha-se tornado Princesa Soberana da maneira mais invulgar. Primeiramente, o cargo de reger o reino na ausência de seu pai, ficara ao encargo do Ministro, porém estranhamente – ou então não – o Ministro morreu uma quinzena depois. Com o Rei ausente e um conselho sem líder, a honra de Soberana recaiu primeiramente sobre Agnes, afinal era a mais velha e sabia como lidar com os assuntos do reino.
No entanto, Gwenn não aprovara da decisão e no final da terceira semana de reinado da Princesa Agnes, imrrompeu pelo salão principal com meia centena dos seus homens Jade nas suas costas.
“O que é isto!?” Agnes levantou-se assim que a guarda pessoal de Gwenn, entrara pelo salão, de espadas apontadas ao membros do conselhos e a própria Princesa. Quando viu a sua irmã, sabia exactamente o que se tratava “Gwenn…”
A sua cara era simplesmente impágavel e Gwenn nunca tivera tanto prazer em magoar a sua irmã como tivera naquele momento.
“A coroa.” Disse friamente “Quero-a.”
“O quê? Como ousas entrar pelo salão adentro com homens armados? GUARDAS!”
Para juntar ao festim de espadas no salão, vieram mais meia centena de homens apontando espadas a aos membros da guarda pessoal da Princesa Gwenn.
Esta porém nem piscou os olhos, sabia que a irmã teria este tipo de comportamento.
“Evita um derramar de sangue e dá-me a coroa, irmã”
“É minha por direito, sua fedelha!”
Gwenn avançou por entre os guardas, com Silas como sua sombra, subiu as escadas que a levavam até a mesa do conselho e parou no segundo degrau, olhando directamente para a irmã. Estendeu a mão pálida e suave.
“A coroa, irmã.” Agnes manteve-se parada e forte. “Tenho homens aqui e mais dois mil á porta de Sunnderland há espera de ordem minha para invadir e pilhar.”
“És capaz de invadir a tua própria terra?”
“Sou capaz de tudo.” Voltou a erguer a mão “ A coroa.”
Agnes tocou naquele objecto com a ponta dos dedos e sorriu.
“É minha.”
Gwenn estalou os dedos e três guardas vieram com três prisioneiros. Duas crianças e uma mulher, provavelmente a mãe. Os guardas Jade fizeram-nas ajoelhar, retiraram as espadas e encostaram as lâminas aos pescoços das vitimas.
Gwenn olhou para a irmã e Agnes ergueu um sobrolho descrente.
“Sou uma Senhora de Ferro, eu como ameaças ao pequeno almoço, irmã. Retirai-vos.”
“Ameaças?” Gwenn estalou os dedos e tudo aconteceu tão rapidamente, que nem houve tempo para suster a respiração. Num segundo os prisioneiros ainda respiravam, no outro as cabeças dos três, mãe, filho e filha, rolaram pelo chão, criando uma poça de liquido vermelho sangue. Todo o salão merguhou no silêncio e no choque.
Gwenn olhou para a irmã mais velha, com um sorriso nos lábios ao ver ao sua cara de choque.
“Três cabeças caídas no teu pavimento, quantas pessoas há em Sunnderland?”
“Não serias capaz.”
“Testa-me!” Incentivou Gwenn. “Diz não, mais uma vez e verás o chão de Sunnderland com nova cor!”
“Monstro!”
“Oh, sim, irmã! Nem fazes ideia!”
“Porquê que não me atacas? É a mim que queres!”
“A tua hora vai chegar.” Abriu um sorriso vitorioso. “Se já paraste de choramimgar, passa-me a coroa e fá-lo agora!”
Agnes tirou a coroa com fúria.
“É isto que queres?” Gwenn sorriu e a Senhora de Ferro atirou a coroa ao chão, no momento em que Gwenn ia segura-la. “Rasteja e apanha.”
Agnes despediu-se com um leve encontrão a sua irmã mais nova. Fez os possiveis para não vomitar ao passar pelas cabeças cortadas no seu chão e pelo lago de sangue que manchava o pavimento.
Gwenn olhou para Silas que se dobrou e apanhou a coroa, limpando-a logo a seguir.
“Irmã…” Agnes parou o seu percurso e olhou para a irmã mais nova. Trazia um vestido negro, estava cheia de joías e o cabelo negro trançado como uma corda, caindo pelas costas abaixo. “Até me fica melhor e tudo.”
“Agarra-te a ela!” Ordenou a irmã mais velha. “Mais rapidamente do que pensas, ela voltará para mim!”
“Até lá, esta coroa continuará na minha cabeça!”
Agnes virou as costas á irmã e saiu amargurada. Nessa tarde, Gwenn dissolveu o conselho – melhor, mandou executá-los a todos – criou novos cargos, destruiu a guarda real como era conhecida e substitui-a pelos seus homens Jade. O reino era seu.
Gwenn percorria o castelo no seu passo rápido. Sabia exactamente, onde queria ir e com quem queria falar. Não era costume as princesas perderem tempo a visitarem prisioneiros, porém aquele era um que merecia toda a sua atenção e, talvez até, respeito.
Desceu até as masmorras, com um estalar de dedos mandou todos os guardas presentes embora e avançou até a cela que queria.
― Por Sybillah, A Mãe dos homens, a Soberana veio visitar-me. ― Disse uma voz na escuridão. ― Poderia sentir-me honrado, se não fosse pelas algemas que prendem os meus pés.
― Sente-te honrado, por estares vivo.
― O que queres?
― Novidades.
Ouviu-se o remexer de correntes. Estava escuro, mas mesmo assim no meio daquela escuridão, Gwenn conseguiu ver dois pontos brilhantes. Tentou não se incomodar com os olhos brilhantes.
Aquele ser, que ali estava por detrás das grades, sabia muito e se Gwenn não tivesse o cuidado de o manter preso, poderia tornar-se um grande inimigo.


V – SÁBIO


Última edição por DeeSousa em Qui Maio 31, 2012 10:35 am, editado 1 vez(es)
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