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UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por PandoraTheVampire em Seg Out 01, 2012 2:29 pm

Omg Dee voltaste! About time! Que é isto das férias que tira mais tempo ao pessoal do que quando há aulas/trabalho? Damn! xD Bem, ainda me lembro deste capítulo. O Daniel, evil, creepy, misterioso, o que é que há por aqui...? E o Rei malvado! Muahahah.

Mal posso esperar por capítulos novos. Promete que já não vais a lado nenhum, okay??

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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por DeeSousa em Sex Out 05, 2012 7:18 pm

Heyyyyy!!
Isto nas férias ficou um deserto! Prometo ficar mais activa neste blog, até porque estou cheia de ideias tanto para esta fic como paraa outra e queria mesmo pô-las em prática.
Não fujo, não! I promise! Eu agora trabalho e o tempo é mais escaso, mas prometo postar o mais possivel.

Obrigadaaaa!! :D Beijooo
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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por DeeSousa em Dom Dez 09, 2012 1:59 am

Olá, Olá!

Desculpem o atraso, o estágio não me deixa respirar quanto mais escrever!
Espero que continuem a seguir.

Aqui fica mais um:





IX – MAU GÉNIO




A noite já estava quase no fim, no céu já se iluminava com os prémios raios de sol, porém ainda se podiam contar as estrelas no céu escuro de Sunnderland. O castelo permanecia em silêncio, apenas se ouviam os passos vigilantes dos guardas que iam trocando de posto, ouvia-se um ou outro sussurro, mas não era mais do que um sopro de vento.
Gwenn estava deitada na sua cama completamente nua á luz da noite, com as mãos amarradas á cabeceira de sua cama. Contorcia-se de um lado para o outro, sentindo espasmos de prazer, dados pela língua ágil de Silas que passeia dentro de si. Queria gritar com todas as suas forças, mas o pedaço de tecido que prendia a sua boca impedia-a de soltar qualquer som, para além dos gemidos abafados. No meio de suas pernas afastadas, Silas brincava com a sua língua sentindo o verdadeiro gosto de Gwenn.
Adorava conseguir domina-la na cama, era ali que ele se vingava de cada resposta torta que recebera da Princesa. Torturava Gwenn com o seu corpo e o seu desejo, a ponto de deixa-la a suplicar. Neste caso, Silas é o mais forte dos dois.
A Soberana está próxima do seu pico de prazer e prepara-se para soltar o gemido, quando batem a porta com força. Silas ergue a cabeça no exacto momento e olha para a porta.
― Vossa Graça! ― Exclamou a voz do outro lado. ― Vossa Graça, abri a porta. É urgente.
Silas voltou-se para Gwenn que o encarava com um ar furioso.
― Temos problemas.
Com dois puxões fortes, Gwenn soltou os pulsos e logo depois tirou o tecido que cobria a sua boca. Sentia-se frustrada, irritada. Saltou da cama e pegou no seu roupão pesado tapando o seu corpo nú e suado.
Silas fez o mesmo, cobrindo-se com um gibão negro e sentando-se numa cadeira perto da lareira.
Gwenn abriu a porta de rompante e observou o guarda que imediatamente, se colocou de joelhos e com mão no peito.
― Vossa…
― O que foi?! ― Perguntou a Soberana bruscamente. ― O que foi que aconteceu?
O guarda colocou-se de pé novamente. Tinha cabelo castanho, que caiam pelos ombros em grossas ondas e os olhos eram da mesma cor, de jeito amendoado e pestanas longas. Ao peito trazia o emblema de Chefe da Guarda Jade, era ele o responsável por todos os guardas que rodeavam o castelo. Era a ele que respondiam.
― O Sábio escapou.
Silas ergueu-se da sua cadeira. Já Gwenn nada fez.
Qual é a pior reacção, aquela que se mostra rapidamente explosiva ou aquela que parece apática? Neste caso, a última era sempre pior.
Gwenn pôs a cabeça fora do quarto, olhando para todos os lados e logo a seguir, agarrou o Chefe pelo cabelo puxando-o para dentro do quarto.
Arrastou-o pelo chão, até perto da sua cama e com um gesto avivou o fogo da lareira. Aproximou a cara do Chefe perto das chamas.
― COMO?! ― Perguntou Gwenn cheia de ira. ― COMO!?
― EU NÃO SEI! ― Berrou o Chefe sentindo as chamas lamberem-lhe a sua face. ― EU NÃO SEI!
Gwenn empurrou a cara do Chefe contra as pedras quentes, ouvindo-o berrar de terror. Quando afastou a sua cara, o Chefe tinha parte da bochecha direita em carne viva.
― COMO DIABO FUGIU?
― EU NÃO SEI. EU JURO. EU JURO. EU NÃO SEI!
Gwenn agarrou-o pelos cabelos novamente, pronto a empurra-lo, porém Silas interveio.
― Não me parece que ele saiba, Gwenn.
Gwenn soltou o Chefe que tremia de dores e afastou-se para a janela aberta. Não podia ter perdido o Sábio. NÃO PODIA! O Sábio era a única maneira de conseguir que a Pandorika a aceitasse como portadora!
A Pandorika colava-se ao seu portador e era a partir daí que a magia acontecia. Segundo a lenda, ela ficava colada mesmo por cima do coração e assim sabia todos os desejos e vontades do seu portador. Era uma ligação de corpo e alma. A Pandorika tornava-nos invencíveis, fortes, capazes de tudo! A única coisa que o portador tinha que fazer, era fornecer-lhe sacrifícios, o resto era dado.
No entanto, a Pandorika estivera todo este tempo com o Rei tinha o seu espirito, as suas vontades, os seus desejos cravados na pedra e para retira-la, era preciso todo um feitiço para que a Pandorika não se vingue e roube a vida ao novo portador. Tudo isto estaria garantido com o Sábio, porém sem ele…
Gwenn rosnou de raiva. Os Deuses estavam contra ela!
― Como é possível o Sábio ter fugido? ― Perguntou Silas num tom calmo, enquanto observava o homem. O Chefe continuava sentado no chão com a mão na cara e olhos húmidos. ― Há guardas por todo o lado!
― Não, Senhor.
― Como assim?
― Havia um intruso a rondar o castelo e os guardas perseguiram-no.
― Todos os guardas?
― Todos os que estavam por perto, sim.
― E os que guardavam o Sábio?
― Ficaram, mas estão mortos, Senhor. ― Disse o homem. ― As cabeças viradas ao contrário.
Silas aproximou-se do homem e olhou-o com desprezo.
― Sob a ordem de quem perseguiram esse “intruso”? Eu sou o Protector e eu não sabia de nada. ― Disse Silas. ― O Protector tem a mão em todos os aspectos do castelo, até na Guarda Jade. Eu sou teu Superior. ― Agachou-se e aproximou a sua cara perigosamente do Chefe. ― Quem deu ordens para perseguir o intruso?
O homem nem gaguejou.
― A Princesa Agnes.
Gwenn, que estivera este tempo todo a respirar fundo á janela, voltou-se para o Chefe com olhar frio e tal raiva, que o fogo da lareira avivou-se soltando fagulhas para cima do pobre homem.
― O que foi que disseste?

Gwenn batia com os pés na pedra a medida que avançava para o quarto da irmã. Se pudesse deitaria chamas pelas narinas e fogo pela boca de tão raivosa que estava. Claro! Só podia ter sido a Agnes! Então, era assim que começava o jogo? Muito bem.
Chegou a porta do quarto da irmã e abriu com um gesto da sua mão. Na cama, Agnes sentou-se de repente, claramente estava a dormir profundamente, mas mal teve tempo para pensar antes de ser bombardeada pela irmã. Silas entrou depois fechando a porta.
― O que é isto?
― O que diabos pensas que estás a fazer?!
― O quê?
― Deixaste-o fugir!
― Quem?
Gwenn levou a mão atrás do ombro esquerdo e desferiu á irmã mais velha uma valente bofetada, que a despertou completamente.
― Eu tinha um prisioneiro e ele fugiu! ― Exclamou Gwenn, enquanto a irmã recuperava do choque e levava a mão á cara marcada. ― Os meus guardas abandonaram os seus postos, por causa de ti! Porque disseste que viste um intruso! ― Gwenn agarrou a irmã pelo braço com força. ― Ele fugiu por tua causa!
Agnes soltou-se do aperto da irmã e empurrou-a.
― Eu não faço ideia do que estás a falar! ― Saltou de cima da cama e encarou a irmã de igual para igual. ― Havia um intruso, sim. O mesmo que rondava a minha propriedade e por isso levei os teus guardas para o capturarem, porém ele fugiu.
― Enquanto isso, o meu prisioneiro fugiu! ― Berrou
― Prisioneiro? Para que precisas tu de um prisioneiro? ― Perguntou Agnes.
― Não tens nada a ver com isso. ― Gwenn aproximou-se de sua irmã. ― Eu estou de olho em ti, Agnes. Eu sei cada passo, cada respiro que tu dás. Tenho-te debaixo de olho, Agnes. Não brinques comigo.
Saiu do quarto novamente com fogo nas ventas e com Silas como sua sombra.
Exigiu ver as masmorras e quando lá chegou apenas se aborreceu mais. Os corpos dos guardas mortos, estavam tapados com lençóis brancos e lentamente eram carregados para fora do castelo por outros guardas.
Silas juntou-se a Gwenn e quando falou, fê-lo num tom baixo e secreto.
― Isto é demasiado catastrófico para um homem só. ― Disse Silas olhando em volta. ― Ele teve ajuda.
― Alguém de dentro. ― Disse Gwenn. ― Com certeza a mando da Agnes.
― Ela pareceu sincera, não acredito que…
― Não cabe a ti acreditar nela ou não. ― Cortou Gwenn. ― O Sábio fugiu, o nosso plano está em risco. ― Voltou-se para os guardas que se preparavam para levar outro corpo. ― Quero guardas nas ruas á procura do Sábio. Qualquer um que tenha falado, dado abrigo ou somente visto de relance deverá ser preso para inquérito, os que não cooperarem serão mortos. Ele não deve estar longe, revirem todas as pedras, procurem debaixo de todos os montes de palha e troncos de árvore. ― Os guardas fizeram nova vénia. Gwenn voltou-se para o Silas. ― Quero aquele Sábio. Irás com eles e trá-lo vivo.
Passou por cima de um cadáver com a maior facilidade, deixando Silas para trás com os guardas.
Saiu das masmorras e ao faze-lo virou á direita embatendo em Jordana que vinha a passo apressado. A jovem Dama fez uma vénia sentida, expressando as suas desculpas.
― O que fazeis tão cedo fora da cama, Jordana?
― Sempre me levanto cedo, Vossa Graça, para ajudar a minha Senhora Agnes. ― Disse Jordana prontamente. ― O meu dia começa com os primeiros raios de sol. Acordais cedo também Vossa Graça, ainda tendes vosso roupão no corpo.
Gwenn esforçou-se para sorrir. Os seus olhos passearam por Jordana, que trazia um vestido cor-de-laranja de mangas compridas, uma gargantilha de pedras brancas e uma pequena e fina tiara nos seus cabelos. Mesmo assim, algo captou a sua atenção, as mãos de Jordana.
― O que vos aconteceu, Jordana?
Gwenn olhava para a mão esquerda de Jordana, que estava gentilmente encolhida na direita, mas que mostrava uma tira de gaze á volta da palma.
― A lareira, Vossa Graça ― Disse Jordana prontamente. ― Mais propriamente uma pedra que caiu para cima do tapete e eu peguei-lhe.
― Insensato, Jordana.
― Deveras, Vossa Graça.
Gwenn contornou Jordana, que fez uma vénia sentida e preparava-se para seguir o seu caminho, quando parou.
― Jordana.
― Vossa Graça?
Gwenn girou sobre si, lentamente, para encarar a Dama.
― Pergunto-me, se vosso quarto está de vosso agrado.
― Oh muito, Vossa Graça. ― Disse Jordana sorridente. ― Tenho vista para toda a Sunnderland e é uma vista muito…
― Haveis saído de vosso quarto esta noite? ― Perguntou bruscamente. O sorriso de Jordana tremeu um pouco. Gwenn aproximou-se da jovem. ― Sim ou não?
― Não, Soberana. ― Disse Jordana. ― Fiquei no meu quarto a noite toda.
Gwenn olhou-a de cima abaixo, sentindo uma estranha sensação de desconfiança. Sempre que olhava para aquela rapariga via Casa de Brainnstorm escrito na sua testa.
Silas apareceu segundos depois e Gwenn sorriu a Jordana.
― Ide-vos. Com certeza, vossa Senhora precisa de vós. ― Jordana fez uma vénia e saiu sorrateiramente. Gwenn olhou atentamente para Jordana, até ela desaparecer no corredor que virava á direita. ― Quero-a sob vigia.
― A Dama de companhia? ― Perguntou Silas confuso. ― Porquê?
― Por causa do sangue dela, Silas. O ideal da Casa de Brainnstorm corre-lhe nas veias e mostra-se nas suas feições. Uma vez traidora, sempre traidora. ― Disse Gwenn. ― E porque algo me diz que não devo confiar nela.

Gwenn voltou para o seu quarto, sempre na companhia de Silas. Enquanto andava os que passavam pela Soberana distribuíam vénias sentidas e como sempre, a Gwenn não respondia.
Quando chegou ao quarto já o sol despontava no horizonte e para sua surpresa, um Oficial encarregue de entregar as cartas, esperava-a junto ao seu quarto. O homem careca e vestido em tom verde-escuro, fez uma vénia e estendeu a carta a Gwenn.
― Uma carta, Soberana.
― De quem? ― Perguntou Gwenn, analisando o envelope.
― Do Senhor Nosso Rei Igor. ― Disse o Oficial de olhos no chão. ― Chegou mesmo agora, Soberana.
Gwenn entrou no quarto ignorando o homem e Silas fechou a porta atrás de si. Quando se voltou, Gwenn tinha-se sentado na cama com um ar de choque.
― Boas notícias? ― Perguntou Silas irónico.
― O Rei está a menos de um dia de chegar. ― Disse Gwenn. ― Vêm pelo caminho mais curto.
― Ah! Eu conheço esse caminho, surpreende-me não terem escolhido antes…― Disse Silas. ― Suspeito que não seja isso que vos preocupa.
Gwenn largou a carta em cima da cama.
― Ele quer casar-me. ― Disse friamente. ― Daniel é seu nome e quer que me case com ele.
― Porquê?
― Porque ele sabe. ― Disse Gwenn. ― Ele sabe que eu quero a Pandorika e que estou perto de conseguir arranca-la. O meu pai quer prender-me, dominar-me, quebrar-me e a única maneira de o fazer é entregando a minha mão em casamento.
― Porquê que não casa a Agnes?
― A Agnes é uma perda de tempo e burra o suficiente para nem sequer sonhar com a Pandorika. ― Disse Gwenn. ― O meu pai sabe que eu sou tão capaz como ele de ter tudo o que quero.
― Que dirás do casamento?
― Direi que sim.
― O…O quê?
Gwenn encolheu os ombros.
― Irei precisar de um marido, para quando eu for Rainha.
― Pensei que eu fosse o teu Rei.
A Soberana largou uma gargalhada insensível que fez o ego de Silas reduzir ao tamanho de uma formiga.
― Não, Silas! Eu nunca me casaria contigo. Quem és tu? Não tens berço, não tens Casa, não tens Terra. Quem és tu? ― O seu sorriso gozão apenas aumentou. ― Casar-me contigo, que os Deuses me ajudem!
― E por isso, vais casar-te com o Daniel?
― O que meu pai quer é alguém que me controle, alguém que me domine. Provavelmente, a sua ideia inicial é voltar a ocupar o trono aqui e tirar-me o poder como Soberana. O que indica que ele sabe que eu quero a Pandorika e quer afastar-me o mais rápido que conseguir e de qualquer maneira. Provavelmente esse tal de Daniel levar-me-ia para uma terra longínqua e nunca mais sentiria o frio de Sunnderland outra vez. ― Gwenn sorriu levemente. ― Posso até ir para uma terra longínqua, mas levo a Pandorika comigo.


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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

Mensagem por Fox* em Qui Dez 20, 2012 1:03 am

Sinceramente não sei se é o mesmo capítulo que já tinha lido ou se me trouxeste alguma coisa diferente, porque li-o com a mesma surpresa e gosto como se fosse a primeira vez! Adorei a interrupção da "vingança" de Silas e gostei ainda mais do turbilhão de teorias e emoções em que a noite/madrugada de Gwen se havia tornado!
E bem, ela não perda uma desconfiou imediatamente de Jordana... Vai ser difícil enganar esta soberana!
Agora quero ver a resposta de Agnes, não é normal aceitar tudo o que a irmã prepara sem ripostar... :D

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Re: UM CONTO SOBRE DUAS IRMÃS(+18)

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