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Dear Insanity

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Re: Dear Insanity

Mensagem por Andy Girl em Qua Jun 20, 2012 1:10 am

OMFG!
O Noah é um romântico e um querido, acho que queria um namorado assim! Agora o tio dela credo, que o homem é mesma insano e tem um distúrbio obsessivo compulsivo de caris sexual pela sobrinha! A sério, coitada dela, espero que não a consiga violar novamente!
Bem, gostei de ver as coisas pela perspetivava do pai dela foi bastante interessante e deu para entender um bocado a história por detrás do violador, mas nada o desculpa!
Aguardo pelo próximo!
Beijinhos!
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Re: Dear Insanity

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Jun 21, 2012 12:36 am

(Me gusta esta música dos 30.) Tal como da última vez que li isto concordo plenamente com o final do capítulo. O pai da Mercy também teve uma infância difícil e tornou-se um cidadão exemplar. Não um filho da put* sem coração. Onscared Quando a semente é reles sempre o será... Onwhy E venha daí mais, ora essa!

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Re: Dear Insanity

Mensagem por Soph em Sex Jun 22, 2012 12:18 pm

Nitaa: São traumas de infancia mas eu também concordo com o pai! Nada justifica.. :D Obrigada por comentares!

Fox: eu odeio os teus pensamentos! São demasiado cruéis para mim :( Sniff E deixa lá os 30 que eles estão muito bem a servir-me incansavelmente!

Andy Girl: Não era bom ter um Noah para cada uma?
...Naaaa xD

Pandora: A semente.. haha gostei dessa! Mas concordo contigo!


Está quase pessoas.. muahha *-*




A minha filha não deveria ter de carregar sobre os seus ombros o peso dos meus pecados.

Porque eles são muitos.

Demasiados.

Sem perdão.

Mas foram cometidos. E eu já não posso fazer nada para mudar isso. Não posso mudar o passado. Não posso voltar atrás e fazer as coisas que fiz, os erros que cometi, de outra maneira.

Eu já não vivo no passado.

Vivo sim, no presente. E é no presente que me arrependo cada dia que passa, à vez, desses pecados cometidos e acções erradas.

Choro todos os dias sobre o véu negro que representa o meu passado.
Porque eu não fui boa pessoa. Não fui boa mãe, não fui boa esposa.
Fui sim boa cunhada.

A melhor, segundo ele.

Nunca se queixou, nunca me rejeitou, estava sempre pronto para mim, para me receber quando eu precisasse, embora eu nunca tenha tido razões para o procurar. Ainda assim, fi-lo. Muitas vezes sem razão, sem desculpa. Ligava-lhe apenas porque sim e ele marcava um local para nos encontrarmos onde eu pudesse afogar as minhas mágoas não existentes no colo dele, na boca dele, no corpo.

E essas vezes, esses tempos em que eu o procurava sem pretexto, esses tempos, eu adorava-os. O que começara com um beijo carregado de arrependimento no minuto seguinte, acabara num caso amoroso do qual eu não conseguia sair.

Mas eu também não queria. Depois de ter experimentado o sabor da adrenalina, o prazer de fazer algo proibido, não quis parar.

Talvez por ter sido uma adolescente rebelde, uma rapariga que ficava horas e horas com os amigos a fumar e a beber, uma rapariga que conduzia pelas estradas fora sem carta, sem saber conduzir apenas porque gostava da sensação de poder, sem se preocupar com a segurança dos outros.

Era jovem, era irresponsável. Eu conduzia os meus pais à loucura e gostava, admito. Gostava do controlo que tinha sobre eles. Por vezes bastava dizer um simples “deixa-me em paz” que a minha pobre mãe caí em desespero e deixava-se levar pelo choro até o meu pai chegar. A pobre senhora sempre me amara muito e eu nunca retribuíra nada. Nem ao meu pai, que me ajudava mas que não concordava com as minhas últimas opções de vida.

Mas esses tempos de loucura depressa acabaram. A minha mãe morreu de cancro e assentei, deixei para trás os meus amigos e passei a comportar-me como a mulher de dezassetes anos que devia ser para o meu pai, agora que ele não tinha esposa.

E os meus amigos foram-se afastando de mim, deixámos de nos encontrar, deixei de me vestir escandalosamente e foi aí que conheci o Peter.

Apareceu na minha vida do nada e fez-me apaixonar-me pela primeira vez.

E casámos.

E tivemos um filho, o Jake. E éramos felizes, muito felizes.

Um casal moderno, com uma visão da vida semelhante, que se amava.

Quando Jake fez cinco anos, ele apareceu, Gustav, o cunhado que nunca tinha conhecido.
Chegou do nada, de visita, dissera ele. Houvera discussões, Peter nunca tinha sequer mencionado o nome dele e agora aparecia em nossa casa, como se nos conhecesse à anos.
Foi um choque para Peter e para mim, foi um azar.

Um azar porque aqueles cabelos fogosos, tão diferentes dos de Peter, não me permitiam deixar de os observar. Aquele andar confiante, aquela pose sedutora deu-me a volta à cabeça. E parecia que voltara aos meus anos de adolescente.

Caí. Caí na tentação depois de lhe resistir durante mais de três semanas de visitas diárias de Gustav a Jake. Todos os dias ele aparecia em nossa casa e, enquanto Peter trabalhava, nós íamos os três ao parque.

Mas eu não ia confortável, aquele homem deixava-me confusa, inocente, como uma menina perante a sua paixão.

Nem foram trocadas muitas palavras entre nós, também não eram necessárias. Não nos conhecíamos e isso não era um obstáculo para Gustav me agarrar pela cintura, numa noite em que Peter se atrasara e Jake já dormia, e preencher os meus lábios com aquela sua boca que tanto desejo me provocara. E ele sabia disso. Sempre soubera e tivera completa certeza quando não o afastei do meu corpo nu quando ele o penetrou, na cama onde Peter me amava todas as noites.

Fizemos amor na cama que Peter partilhava comigo, ele invadira o seu lado e afastara de lá o cheiro de Peter, recompondo o seu que ficou para sempre marcado nos lençóis, por mais que os lavasse.

Mas Gustav não era nada como Peter. O meu marido, o homem que eu amava, não me dera nunca a satisfação sexual que o irmão me dera naquelas tantas noites em que partilhamos o calor um do outro.

Peter era meigo, calmo, gentil, cuidadoso. Penetrava-me suavemente, lentamente, como se tivesse medo que eu me quebrasse.

Mas Gustav amava o meu corpo com tamanho furor e desejo, beijava cada centímetro da minha pele, mordiscava cada saliência da minha face: boca, nariz, bochechas.

Penetrava a sua língua na minha boca e explorava ferozmente, atacava o meu pescoço, entrelaçava as mãos nas minhas e investia, mexendo-se dentro de mim com prazer, ritmo e energia.

Aquela língua áspera e meiga percorria todo o meu corpo, fazendo-me exigir por mais cada vez que ele parava de me provar.

No acto que ambos partilhávamos, não existia amor, apenas desejo carnal, uma atracção impossível de controlar. E era assim que devia ser. Eu dividia aquilo que eu era por aqueles dois irmãos: Peter ficava com todo o meu amor, compreensão e estabilidade. Gustav conquistava o meu lado selvagem, aquele que pensava ter perdido quando a minha mãe morrera.
Encontrávamo-nos todas as semanas, praticamente todos os dias, na casa dele, durante os três meses seguintes.

E foi desse desejo selvagem que Mercy nasceu.

Um erro. Uma criança nascida do pecado.

Mas era uma criança que Peter desejava há muito e eu esquecera-me disso.

Esquecera-me que também existia Gustav quando Peter me pediu para deixar de tomar a pilula.
Fui uma actriz demasiado boa, interpretei o meu papel de esposa exemplar com tamanha exactidão que me esqueci que tinha um caso com o irmão do meu marido.

E Mercy era a filha de Gustav que Peter tanto queria e, ainda que Mercy crescera com os cabelos ruivos pertencentes ao verdadeiro pai, Peter nunca se perguntara porquê.

Estava no terceiro mês de gestação quando contei a Gustav e no exacto dia em que lhe dei a notícia, nunca mais o vi.

Um alívio.

Uma saída que eu desejava, mas que não queria, que não era capaz de pedir.

Gostava demasiado daquele homem. Tal como gostava de Peter.

Durante aqueles meses, vivi dividida por dois homens e quando um deles partira, eu não chorei. Estava finalmente livre. Já não sentia desejo, já não o via, tal sentimento deixou de existir.

Mas Mercy não patira com o pai. Ficara sempre dentro de mim, a relembrar-me que fora uma terrível esposa e péssima mãe. Por mais que eu quisesse esquecer o que tinha feito a Peter, não conseguia.

Adorei cada momento que passei com o meu cunhado, mas agora resta apenas arrependimento.

Arrependimento pelo que fiz, pois essas acções tiveram graves consequências…
Gustav voltou, tinha Mercy seis anos. Voltou não pela filha, não pela sua casa estar em obras, isso era uma desculpa. Ele voltou por mim. E eu voltei a sentir aquele desejo perigoso que tinha esquecido quando ele partiu.

Mas depois encontrou Mercy e passou de cavaleiro andante para um monstro.
Aproximou-se Mercy, fê-la gostar dele, de estar com ele. E depois fez a pior coisa que se pode fazer a uma menina de seis anos.

Marcou-a para toda a vida. A própria filha. A menina com os cabelos singulares dele. O fruto do nosso desejo carnal.

Violou-a. Tirou-lhe a meninice.

Abusou dela como um cão abusa de qualquer cadela que vê.

Nojento.

A raiva que senti, que sinto por ter feito aquele homem voltar, ainda que não intencionalmente, devora-me. Corrói-me a alma lentamente.

O que senti quando o ouvi a sair de cima dela, daquela menina pequena nua e assustada, quase que vomitei. Mas não podia. Tinha de a tirar dali. Assim que peguei nela, olhei uma última vez para Gustav deitado no chão, a ser pontapeado por Peter e não senti nem uma única réstia de atracção por aquele homem. Todo o desejo, toda a sedução e vontade de estar com ele tinham desaparecido mais uma vez.

Nunca mais o vi.

Mas Mercy viu. Esta semana.

E a minha filha está novamente morta por dentro.

Não aguento vê-la passar por toda a dor outra vez.

Não aguento.

Como pode um pai fazer isto à sua própria filha? Como? Como pode ele ter dentro de si a capacidade de acabar com a vida da minha menina? A mesma menina que nasceu do nosso pecado, da nossa luxuria?

Animal é só o que eu lhe posso chamar. Pois só os animais têm relações sexuais com os filhos. Não há distinção.

Mas Gustav meteu-se com uma mãe com filhos. E isso vai custar-lhe muito caro. Não saberá aquele animal que quando as crias de uma fêmea são ameaçadas o predador nunca tem saída?
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Re: Dear Insanity

Mensagem por PandoraTheVampire em Sex Jun 22, 2012 2:52 pm

Oh eu lembro-me o quão chocada fiquei quando li isto pela primeira vez! Não estava à espera desta volta que nos deste! Muito bom, claro! My Gawd acho que ainda estou mais ansiosa pelo fim desta do que pelo fim da Charlie! Quero tanto ver aquele sacana sofrer!!!

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Re: Dear Insanity

Mensagem por Nitaa em Sex Jun 22, 2012 5:23 pm

Estou chocada :O
Eu a pensar que era nojento ele violar a própria sobrinha e percebi que ainda é mais nojento violar a própria filha!!
Bem, mas digamos que a mãe não é santa nenhuma!
Tenho pena da Mercy... Mas que família ela tem!
Continua! Quero mais!
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Re: Dear Insanity

Mensagem por Fox* em Sex Jun 22, 2012 7:01 pm

Sensível, controla-te xD!
E eu lembro-me deste episódio porque ainda me chocou mais, visto em retrospetiva, o gesto do tio/pai da Mercy! Não há desculpas para um ato assim, principalmente quando é, não só tio, mas pai.
Gostei do arrependimento da mãe dela em ter traído o marido e ter tido a Mercy, mas gostei ainda mais da sensação de vingança que vai dentro dela...
Oh God, it's burning!

PS: li isto depois de ver um artigo de violações. Estou sensível, agora! :shock:

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Re: Dear Insanity

Mensagem por Soph em Ter Jun 26, 2012 8:31 pm

Pandora: owww está quase ^-^ Perto, muito perto. Fico contente que continues a ter a mesma reacção da primeira vez *-*

Nitaa: Obrigada! Sabes, acho que toda a gente tem de lidar com o facto de não poder escolher a família em que se nasce.. Simplesmente se nasce. E Mercy neste caso não tinha culpa mas enfim... ;)

Fox: Tu andas sempre sensível! És tipo um cachorrinho, sempre a tremer!
A Mercy é uma vingadora implacável. hehe (Será)
Vai mas é partir portas de vidro...

Obrigada!




Doce? Simpática? Querida?

Não. Já não.

Já não consigo ser novamente a rapariga que consegui ser há três anos atrás. O que me pedem exige demais de mim agora. Pedirem-me para não chorar? Para ultrapassar? Para tentar sorrir? Depois do que me fizeram, não sou capaz. Sinceramente, já nem quero voltar a sê-lo. Já não tenho vontade sequer de tentar fazer uma vida normal.

Como poderia? Para quê? Depois do que aquele homem me fez pela segunda vez, porque teria eu vontade de voltar a sorrir?

Dizem-me o mesmo que me diziam aos seis, sete, oito anos: onde está aquela menina linda, doce e alegre que eras antes?

Naquela idade, não respondia, e agora sei porquê. Porque depois de sermos violadas, nada do que era nosso antes, volta a sê-lo cada traço da nossa personalidade morre, deixa de existir. Perdemos tudo. Mas podemos voltar a ter.

Eu consegui. Passados anos e anos de sorrisos amargos, de choros e tentativas de suicídio disfarçadas, consegui. Voltei a sorrir. Graças ao Noah. Mas não esqueci. Nem nunca esquecerei. Cheguei a pensar que era possível. Que um dia tudo mudaria. Que aquela imagem daquele homem em cima de mim, a balançar-se, a retirar prazer do meu corpo, que um dia, essas imagens desapareceriam.

Mas a vida é um ciclo vicioso.

E eu sou a prova disso.

O que passei em criança, o sofrimento que senti, a dor que me foi imposta voltou agora. Logo agora que eu pensava ter encontrado algo parecido com a felicidade.

E agora, voltam a questionar-me sobre onde paira aquela menina crescida, doce e feliz?

E eu respondo que essa menina nunca existiu. Ela vivia escondida, mas mal. Estava apenas disfarçada o suficiente para que, quando a oportunidade surgisse, ela aparecesse para retomar o lugar que é seu por direito: o de dona e senhora da minha vida, mente e coração. Porque a Mercy que eu era há quatro dias atrás, não é a verdadeira. Ela era apenas a que aparecia em frente aos outros, para que as esgotantes perguntas cessassem.

E cessaram. Mas o meu sofrimento não. Esse continua aqui, bem dentro de mim, a corroer-me a alma e a deixar-me cada vez mais morta e fraca.

Principalmente quando venho a descobrir que a pessoa que me magoou, o homem que me retirou a inocência, aquele que me feriu de maneiras inimagináveis é meu pai.

Uma mentira, a minha família.

Uma mentira que vivi durante anos.

Violada duas vezes pela mesma pessoa, pelo mesmo homem, pelo próprio pai.

Não fui feliz, não sou feliz e nunca serei feliz novamente.

Não é possível, simplesmente é algo que não consigo sentir, a felicidade. Pensei, durante algum tempo, que talvez estivesse a vislumbrar isso a que as pessoas chamavam de alegria. Pensei ter encontrado isso quando conheci o Noah.

Mas não, agora sei que não. Foi apenas uma ilusão. Os meus medos ficaram escondidos atrás dessa barreira que o Noah me ofereceu.

Mas e agora? Como ele poderá voltar a olha para mim quando o meu corpo, o corpo que lhe era seu, foi provado por outro homem? Foi abusado, beijado, lambido por outro que não ele?
Imagino que tal como eu, Noah sinta nojo de mim, do meu corpo, medo de me tocar, que sinta repulsa só em pensar ver novamente o meu corpo nu, despido.

Não o posso criticar, afinal eu sinto exactamente o mesmo por mim mesma.

Então de que vale? De que vale continuar a viver, a obrigar-me a enfrentar esta dura realidade da qual não posso escapar? Obrigar os que me rodeiam a conviver comigo, a ajudar-me quando já não tenho salvação? Os meus problemas tornar-se-ão os problemas da minha família.

Mas de que família? Devo contar com o apoio da minha mãe? Aquela que causa isto tudo ao envolver-se com aquele homem? Com Noah? Que me deve desprezar tanto como eu me desprezo? Com Jake? Não, Jake não tem de aturar a minha ruina.

O meu pai. Não o meu pai de sangue, mas o meu pai de coração. Esse, que me criou, que me deu amor, carinho. Que me protegeu e ajudou. Mas não o posso obrigar a continuar a chamar de filha uma rapariga que nem lhe pertence.

Eu, a minha pessoa, tornou-se agora num incómodo para os que anteriormente amei.
É por isso que já decidi, já planeei tudo. Deixarei de ser um fardo, mas um caso perdido. Deixarei de acordar todos os dias para uma vida que não é vida.

E o fim começa hoje.

Mas primeiro, os meus cabelos ruivos, tal lembretes do homem que me amaldiçoou, cairão pelo relvado do parque onde estou. Uma libertação desses cabelos de fogo que me foram passados pelo animal que me tomou.

Aqui, agora. A corda está pendurada, o banco alinhado. É só subir, entrelaçar a corda e deixar-me cair.

E o sofrimento acaba…





Vamos entrar na fase final :twisted:
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Re: Dear Insanity

Mensagem por Nitaa em Ter Jun 26, 2012 9:57 pm

Calma lá! Agora estou confusa!
Mas ela vai suicidar-se ou vai matar o filha da mãe que lhe fez mal?
Opá não faças mal à miuda!
O Noah deve continuar a gostar dela como sempre!
Opá mas continua rápido please!
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Re: Dear Insanity

Mensagem por Fox* em Qua Jun 27, 2012 2:31 pm

Sensível?! Eu?! Sinto-me atacada, neste momento!
Ah sim, eu lembro-me deste momento... Quero fazer spoiler mas não posso! Vou fazer birra!
Só posso dizer que não culpo os pensamentos de suicídio dela, uma vez que são a única forma (na mente da Mercy) de acabar com todo aquele sofrimento e dor que a consome. Não é a única solução, mas é a mais fácil e não posso contestar...
Posso, no entanto, refilar pelo tempo que demoras! Quick :D

PS: ler isto depois do "I Spit on your Grave" tem um outro significado... xD

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Re: Dear Insanity

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Jun 28, 2012 1:45 pm

Ah eu lembro-me disto!! Ah se lembro! Quero maisssssssssss!!!

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Re: Dear Insanity

Mensagem por Soph em Sab Jun 30, 2012 11:12 am

Nitaa: LOL, não sei, não sei. Talvez morra, talvez se vingue... Não posso revelar! Terás de ler para saber ;)
Obrigada por comentares :)

Fox: Spit on your grave antes disto... sim, ficamos um pouco mais sensiveis devido ao tema. Quer dizer, tu ficas... eu sou fuerte! Haha.
Vou passar a postar dia sim, dia não, em vez de dois em dois dias, do not worry.
Obrigada, criança.

Pandora: Está quase mulher. Falta pouquinho *-*



Ela queria matar-se. Ela pendurou uma corda na árvore e enrolou-a à volta do pescoço.

Fraca.

Como é que ela teve coragem? Como é que ela teve coragem de sair daqui, de partir para um lugar diferente e deixar-me aqui, sem ela, sozinho sem a rapariga que amo?

Fraca.

Eu sei que a dor dela é muita, sei que ela está a passar pelo mesmo uma segunda vez e nem imagino o quanto sofra, o quanto se deteste. Mas e eu, porra? E eu, que nos últimos três anos estive aqui com ela, a apoiá-la e a fazê-la ver que ela era muito mais do que pensava? Fi-la acreditar em si mesma e demonstrei-lhe que, apesar de tudo, ela poderia amar e ser amada.
E ela acreditou. Eu sei que sim. Acreditou e também me amou. A forma como me falava, como me tocava, como nós convivíamos não era de alguém que estivesse a fingir. Era de alguém que me amava. E eu tentei sempre amá-la da melhor forma que conseguia. Perdi-me nela e ela escondeu-se em mim. Perdi-me pois não queria encontrar a saída daquele labirinto do qual eu gostava tanto e ela escondeu-se em mim porque precisava.

Eu era o exército que, a pouco e pouco, destruiu os seus medos e inseguranças. Era o exército que protegia as crianças assustadas.

Ela era uma criança assustada.

E ela agora quis matar-se. Pensou apenas na sua dor. Mas eu também sofro. Sofro só de olhar para ela, de ver o estado em que ela vive. Sofro em não encontrar o sorriso de Mercy, da minha Mercy.

E choro porque tenho medo de encontrar a saída do labirinto.

Não quero. Não quero nunca descobrir o caminho de volta ao portão de entrada. Amo aquele labirinto, amo-o com tudo o que tenho, tudo o que sou.

Os pais também sofrem. Sofrem bastante. Principalmente o pai, que descobriu que não era o verdadeiro pai de Mercy.

O violador era pai de Mercy. O que se achava tio era, afinal, pai.

Ser violada pelo pai? Já era suficientemente mau ser violada pelo suposto tio, mas agora sabe-se que ele era seu pai?

Não, Mercy não merecia isto.

Mas por mais que tente ter pena dela neste momento, não consigo.

Apetece-me bater-lhe, agarra-la pelos ombros e abaná-la até ela perceber que não está sozinha e que a dor é sempre suportável. É ultrapassável.

Porra, eu estive aqui com ela nos últimos três anos, não estive? Estaria também agora!

Ela, ela…

Não consigo olha para a cara dela. Neste momento, não consigo.

Parece que foi tomada pela insanidade, não pensa e não se preocupa.

A dor que sente levou-a a cometer um acto de loucura. Acto que ela sempre soube que eu odiava. Que eu não aprovava, que criticava.

Suicídio.

Fraca.

Fraca.

FRACA!

Não tinha o direito!

Mas eu tenho o direito de me vingar. Não dela, amo-a demasiado. Vingar-me do tio ou do pai ou da merda que esse gajo é!

Foi ele que a levou a fraquejar, a fazer uma loucura.

Com a raiva que sinto dentro de mim neste momento, com a frustração a percorre-me as veias e a dor a pulsar-me na fronte, sou capaz de fazer algo que mau, algo que eu sei que não me iria arrepender mais tarde, apesar de ser algo malvado.

Ele merece. Merece isso e muito mais. Merece-o por ter estragado uma família, um namoro e por ter arruinado a minha menina.

E já decidi. Vou fazê-lo custe o que custar, sem pensar nas consequências.

É por Mercy. Para vingá-la.

Afinal, eu amo-a.



-------Já sinto o cheirinho do final :D --------


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Re: Dear Insanity

Mensagem por Fox* em Sab Jun 30, 2012 9:57 pm

Olha, o namorado passou-se! Já era tempo, temos falta de malucos neste sítio...
Oh, mas este é um maluco lógico. O tio/pai magoou-a, vamos magoá-lo a seguir. É uma bonita amostra de amor. Inútil, porque ela já morreu, mas o que conta é a intenção (Fox a recitar aulas de filosofia nas férias! Impressionante).

Oh, já cá postavas outro, não? Decienta...

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Re: Dear Insanity

Mensagem por Nitaa em Seg Jul 02, 2012 7:22 pm

Está tudo a passasse dos carretes na tua história e agora foi a vez do boyfriend!
Mas que será que ele vai fazer?
Conta-nos lá sff!
Gostei imenso (como seria de esperar)
Parabéns e continua (:
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Re: Dear Insanity

Mensagem por Soph em Qua Jul 04, 2012 1:29 pm

Ok, o site está assombrado, a minha net está parva, eu estou maluca... não sei! Mas eu já postei aqui outro capitulo e isto não ficou! -.-"


Pronto estúpida, está aqui outro. É o antepenúltimo :D Está quase *-* Ai mãezinha....
Olha lá, o namorado tem de se passar! Não pode ser só mel, não é? E não me venhas recitar as aulas do nosso tão amado professor. Estou de férias!

Nitaa: O namorado vai fazer... coisas xD Hahah irás perceber. Obrigada Nitaa, por continuares a acompanhar :)



Ainda não terminou.

Ainda não acabei.

A minha tentativa de suicídio fez-me perceber que não podia partir sem obter primeiro a minha vingança.

Não, ganhei coragem e talvez tenha deixado a insanidade entrar na minha cabeça, mas apercebi-me que tinha de fazê-lo pagar por tudo o que me fez passar.

Retirei a corda grossa e velha que estava acomodada no meu pescoço e desci do banco, pronta a vingar-me. A mim, ao Noah e ao meu pai. Porque eles também sofreram.

Ao meu pai verdadeiro. Ao que, apesar de nos testes de ADN não ser meu pai, sempre me amou, mesmo quando descobriu o que a minha mãe fez.

Vingá-lo.

À minha mãe, eu não consigo perdoar.

Impensável. Foi ela a grande causadora do sofrimento desta família. Se se tivesse mantido fiel ao marido que tinha e que dizia amar, nada disto teria acontecido.

Sei que sim.

Mas existe algo que me faz pensar: fraca, recolhi e escondi todo o meu sofrimento. Quase esqueci, quase fui inteiramente feliz. Mas era fraca.

Agora, depois de descer daquele banco ao pé da árvore onde estava a corda, apercebo-me que me tornei forte. Que mudei.

A Mercy que o Noah amou, a menina que se retesava quando sofria, não sei dela.

Esta Mercy agora, a que segura a faca, é uma Mercy sem medo de nada porque não tem medo de morrer. É o medo da morte que nos impede de fazer coisas. É ele que nos leva a não fazer nada.

Mas eu não tenho medo da morte. Agora já não. Não tenho nada a perder.

Uma família arruinada, um namoro acabado, uma vida de lembranças e dores. É só o que me resta.

Mas isto não é nada.

A morte é agora a melhor solução. A morte dele. Do violador, do meu tio, do meu pai.

Nojo.

Foi o que senti antes de saltar do banco, com o propósito de ficar pendurada pelo pescoço. Senti nojo e senti raiva. E isso levou-me à vingança.

Afinal, porque raio é que tenho de suportar toda a dor que aquele homem me infligiu, suportar toda a dor que me trouxe, a mim e aos que amo e, no fim, ser eu a partir para outro mundo e ele ficar a vangloriar-se pelos seus actos?

Não. Não podia permitir que ele ganhasse esta guerra.

Uma guerra em que ele vai à frente com bastantes vitórias na mão. Porque eu tive medo. Tive medo e não agi. Nem podia! Com seis anos, não podia fazer nada.

Mas podia sofrer. Oh, e se podia.

Sofri tanto.

Sofri tanto com as memórias daquela noite de trovoada e tempestade em que ele balançava em cima de mim, em cima de uma menina com os cabelos semelhantes aos dele, em cima de uma menina de seis anos que pensava que o seu tio era o melhor tio, apenas porque era bom para ela.

Como era ingénua…

Como todas as crianças o são, era uma princesa que não via mal em lado algum. Era apenas um tio que gostava de passear comigo, de me comprar prendas e de me fazer rir.

Sempre me soube fazer rir, o meu tio. Mas no fim, as gargalhadas tornaram-se em soluços e as faces rosadas de rir, em lágrimas de dor, de impotência quanto ao que me estava a ser feito e em medo. Medo daquilo que não tinha capacidade para compreender.

E o medo assombrou-me a vida inteira, brincado comigo, provocando-me, impedindo-me de me sentir segura e protegida. Sempre com medo de o ver ao virar de uma rua ou num café.

Afinal é isso que o medo faz não é? Avisa-nos, alerta-nos para o perigo que pode esbarrar contra nós a qualquer momento.

O medo fez-me trocar as bonecas e os peluches pela mão da minha mãe. Mão essa que eu não largava, nem para ir à casa de banho.

Não conseguia. E se ele estivesse lá escondido?

Não vivia.

E quando voltei a viver, quando pensei que tudo estivesse a correr bem, o terror e a guerra encontraram-me e puxaram-me para mais uma batalha que eu só agora percebi ser minha e só minha.

Só eu poderia parar com estes abusos e com esta dor.

Era eu que teria de agir, era eu que tinha de pôr um ponto de final a toda esta história para que as pessoas que eu mais amo, para que o Noah, o Jake e o meu pai, o meu pai de coração possam viver em paz.

Ter a certeza que a justiça fora feita e que fora feita pelas minhas mãos e não pelas mãos do tempo que vai envelhecendo aquele corpo nojento. Que vai desgastando o homem depois de uma vida de exageros e de prazer carnal à custa de outros.

Sim, porque o que me garante que sou a única? Quem me garante que o que começou comigo, não possa ter continuado com outras raparigas tão ou mais novas do que eu?

Mais uma razão que me leva a seguir em frente com a minha vingança, mais uma razão que me levou a descer do banco no jardim com relva verde.

Não podia simplesmente ignorar, por isso farei.

Farei o que pensei.

Acabarei com a vida dele. Terminarei com os jogos dele, findarei a guerra, uma única e só batalha.

Apesar da nossa diferença de estatura, eu lutarei até ao fim e conseguirei.

Tenho de conseguir.

É algo demasiado importante para me permitir morrer sem terminar, sem acabar com tudo.
Serei forte e irei ter coragem para enfrentá-lo. Não desistirei até conseguir. Não cederei.

Irei de livre e própria vontade ter com ele, irei encontra-lo e irei deixá-lo tocar-me. Ele cairá no jogo e eu depois acabarei com tudo.

E poderei finalmente falar com Noah.

Noah, que saiu de minha casa hoje num pranto terrivelmente triste, com soluços a invadirem-lhe a garganta.

Tentei chamá-lo, mas era tarde demais, o carro partiu e levou com ele a imagem de uma corda pendurada no jardim e de uma carta em cima da minha cama, com destino a Noah e ao meu pai.

Uma carta com o intuito de repor algum conforto nos seus corações. Uma carta que Noah leu antes do tempo.

Foi por uns meros minutos: vomitava eu na casa de banho, depois de descer decidida do banco e de ter adiado a minha morte, enquanto Noah lia a carta e via a corda no quintal.
Pensou que me tinha suicidado. E Noah não tolera o suicídio. Acha-o fraco.

Mas porque falar com ele agora? Porque mostrar-me a ele e dizer-lhe que estou viva se existe uma hipótese, ainda que eu tente evitar, de eu morrer às mãos daquele que me molestou?

Não, quando eu fizer o que tem de ser feito, tudo fica claro e simples.

Melhor.

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Re: Dear Insanity

Mensagem por Fox* em Qua Jul 04, 2012 2:31 pm

Não quero ser má, juro que não, mas ele achou que ela se tinha enforcado (tudo bem) mas onde estava o corpo?! Ah?! Coitadinho, pensar nunca foi o seu forte...
Oh, isto está a aquecer... Toda a gente se está a revoltar contra o homem, estou extremamente curiosa agora! Gostei da mudança da Mercy, de como passou de criança assustada e mulher lutadora! Estou contigo!

PS: Vê se não fazes como a Charlie e me envias o último capítulo por engano... Já sei como é o final! Muahahahaha

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Re: Dear Insanity

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Jul 05, 2012 2:32 pm

Ahummmmmmmmmmm estes ainda li!!! Fizeste-me acreditar que ela estava mesmo morta, na altura! Só falta um??? Ai, já conheço a sensação! Ao menos desta vez o fórum não vai desaparecer! Ahahaha. Por isso vê lá se postas o finalzinho, okay??

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Re: Dear Insanity

Mensagem por Soph em Dom Jul 08, 2012 2:06 pm

Fox: Um rapaz desorientado, cheio de raiva, que só vê vingança à frente, desgostoso, pessimista, alterado, que vê uma corda pendurada na casa da namorada, achas que vai ter suficiente frieza para parar e raciocinar? O Noah é assim...
Tu estás sempre comigo gaja! muahaha

Pandora: wooo, ainda bem que gostaste Pandora :) E este é o penúltimo! Terça feira terão o final! ;)

P.S- Eu não consigo publicar as cartas da Charlie. :( Não sei porquê. Mais alguém está a ter este problema com as suas fics?



Hoje recebi duas visitas. Duas visitas patéticas.

Aqueles dois pensavam que me conseguiriam enfrentar?

Não.

Posso estar a ficar velho mas ainda não me deixo vencer por dois rapazotes que se acham uns heróis.

Admito que talvez não tenha sido inteligente ao permanecer no mesmo sítio, no mesmo parque em que me encontrei com a minha Deusa. Devia ter mudado de lugar, ter a certeza que acidentes como estes não aconteceriam.

Eles chegaram à noite O céu já estava escuro e nem uma estrela iluminava aquele lençol negro.

Mas eu ouvi-os. Eu oiço sempre o que se passa à minha volta.

Dentro da tenda, vi as suas sombras a aproximarem-se. Um deles trazia um pau numa mão e o outro uma faca.

A única coisa que consegui fazer naquele momento foi rir. Rir daqueles idiotas que pensavam que poderiam mesmo fazer alguma coisa contra mim.

Saí da tenda.

Devagar, abri o fecho da tenda e sai para a noite fria e os dois rapazes pararam.

Jack, o meu sobrinho e o rapaz que andava a tocar na minha menina.

Aquelas mãos imundas a percorrerem o corpo da minha filha.

Um corpo que era só meu. Um corpo onde só as minhas mãos tocavam, onde só a minha língua lambia.

Não a dele. Não as mãos deles a fingirem que amam aquele corpo cada vez mais perfeito.

A língua dele é objecto proibido naquele paraíso.

De facto, ainda bem que eles vieram até mim. Tenho a certeza que não demoraria muito tempo até eu encontrar este tal Noah e dar-lhe uma pequena lição.

Eles pararam uns metros mais à frente, olhando-me com fúria, tais soldados prontos a combater pela sua pátria.

Mas agora, aqui, a sua pátria era Mercy e eu pretendia tomá-la como minha.
Era a noite da batalha e eu ia ganhar.

Que dúvidas restavam?

Depois do que pareceram infindáveis minutos a trocar olhares ameaçadores, começaram a aproximar-se e a rondar-me, como lobos à volta da sua presa.

Mais gargalhadas querem irromper pela minha garganta ao pensar no que fizeram.

Ridículos!

Simplesmente ridículos!

Nenhum deles falou. Como poderiam? O que iria dizer? Que vinham fazer-me pagar pelo que fizera à minha menina? À minha própria filha? Eu sou pai. Eu faço o que quiser com os meus filhos.

E Mercy tem sido uma óptima filha. Deixou-me tocar, percorrer a sua pele macia com as minhas mãos. Deixou-me inundá-la com a melhor coisa que um homem pode dar a uma mulher.

Ela chorou. Todas as vezes, ela chorou. Mas eu no fundo sempre soube que ela gostava tanto como eu.

Afinal, quem é que não gosta de ter o seu pai pro perto?

Ninguém!

“Ela suplicou por mais.”

Mal acabei de prenunciar estas palavras, sempre com um sorriso noa lábios, já Jack e o outro corriam na minha direcção, empunhando o pau e a faca.

Corriam como loucos, queimando os poucos metros que nos separavam.

Imagino que o que disse os tenha enraivecido, mas não menti. Os lábios e os olhos da minha menina negavam, mas o corpo pedia por mais.

Sei que sim. Senti.

Eu conheço a filha que tenho! Todos os pais conhecem as filhas!

Certo?

Tirei do bolso o canivete que andava sempre comigo e abri-o: uma faca saiu. Pequena, mas o suficiente para assustar aquelas duas espécies de homem que corriam na minha direcção.

Brandi o braço que segurava o canivete para a frente, fazendo com que eles parassem à minha frente.

Eu não resisti.

“Aposto que ela nunca teve um dia tão feliz do que quando esteve comigo. Admite, não és homem para ela”

Noah, com grito de raiva, deu um passo para a frente e atirou a faca em direcção ao meu corpo.

Como, como é que um rapaz que nem duas década de vida completou, pode pensar que pode atingir, ferir um homem como eu? Um homem com experiência?

Bastou afastar-me para a esquerda para o rapaz se estender no chão.

Ele estava a deixar a insanidade dominá-lo. Isso não era bom para ele. Acabaria muito mal.

Dei-lhe um pontapé no crânio e não se levantou mais.

Seguinte.
O meu sobrinho continuava a encarar-me, numa mistura de raiva, surpresa e incerteza.
Incerteza sobre o estado do seu amigo.

Morto ou vivo?

Isso deixou-o desconcentrado e eu acertei-lhe com a mão na cara, pondo-lhe o nariz a sangrar.

Caiu e ali ficou, a olhar para mim, com medo.

“Cabrão de merda. Porco pedófilo e nojento.”

Acabei com a maré de insultos que lhe saiam da boca com um pontapé na cara.

Os heróis nem sempre ganham a batalha…

Pu-los lado a lada no chão da minha tenda e olhei para os corpos inconscientes que ocupavam a maior parte da minha “casa”.

E agora, meu Deus? Que faço agora?

Mato-os? Deixo-os vivos? Para quê? Para me voltarem a visitar, a ameaçar? Para eu não conseguir ter uma vida feliz com a minha deusa, com a minha menina, a desfrutar daquele corpo magnífico?

A insanidade pulsa-me nas veias, querendo sair, querendo soltar-se e fazer o que eu não tinha certezas: matar.

Foi ela que me incitou a tocar na minha menina passados tantos anos. Foi ela quem me obrigou a continuar quando eu quis parar. Quando vi as lagrimas nos olhos dela, quis parar!

Não! Ela gostou! Ela gosta! A insanidade sabe-o! É ela que me guia! Ela sabe que ela mente quando me pede para parar! É por isso que eu não paro! É por isso que continuo.

E é por isso que vou voltar a visitá-la. Já não consigo evitá-lo. O meu corpo pede e a insanidade exige. Tenta destruir as barreiras que tenho que a mantém presa, tudo para se poder soltar no corpo de Mercy. Explorar.

Eu tento resistir, mas isso exige demasiado de mim, do meu corpo.

Afinal, o espirito é forte mas a carne é fraca, certo?

O meu braço está agora suspenso no ar, a meio metro de distância do corpo do meu sobrinho.

A insanidade caminha velozmente por entre as minhas veias, atinge-me o cérebro, cobre-me o coração e o braço desce rapidamente, parando nas costas de Jake. O sangue começa a manchar a camisola azul e o rapaz desperta da sua inconsciência apenas para soltar uns gritos agonizantes de dor abafados pela minha mão e voltar a adaptar a posição estática.

Os olhos ficam abertos, sem brilho, numa cara salpicada do seu próprio sangue. A azul da camisola é agora vermelho.

Matei o meu sobrinho. Matei-o.

Que fui eu fazer? Como pode? Com é que…

Vi o outro mexer-se. Vi-o levantar-se e vi-o a olhar, paralisado, para o corpo sem vida do amigo.

Vi-os levantar-se e vi a minha mãe a voar em direcção ao pescoço dele, fazendo com que a navalha se entranha-se no lado esquerdo do pescoço.

A faca era demasiado pequena, não atravessou toda a grossura do pescoço.

O sangue não jorrou logo. Pareceu passar minutos, horas, até o ver percorrer o cabo da navalha e pingar para o chão.

Os olhos do rapaz estão arregalados e a boca semiaberta.

Ele não fala. Não é capaz.

Retirei a faca do pescoço dele com um puxão e o corpo de Noah cai no chão, embatendo com força no pavimento de plástico da tenda.

Matei-o. Também o matei.

Não. Foi a insanidade que o fez. É isso!

Eu nunca seria capaz de matar alguém! Ela sim! Ela quer Mercy e sabia que eles iriam dificultar o caminho!

Ou serei eu?

Eu também quero a minha menina!

Quero-a tanto…

Preciso dela!

Sim, estas mortes não foram despropositadas.

Não! Eu fiz o que tinha a fazer para poder voltar a tocar em Mercy,
Não me devo arrepender.

Eram apenas dois rapazes ridículos armados em heróis.

Patéticos.

Ridículos.

Rapazes ridículos, era o que eles eram.

E agora vou buscar a minha menina…




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Re: Dear Insanity

Mensagem por Fox* em Seg Jul 09, 2012 9:14 pm

Já é terça feira, onde estão as crónicas?! Ah?! Impressionante, ninguém consegue ser pontual...
Sim, ele podia pensar um bocadinho! Mania de inspirares demasiado as personagens em ti, pah :P!
Ah, ele vai buscar a menina? Oh, eu tenho a certeza que ela quer, pela primeira vez, que a vás buscar! Até eu quero que metas as tuas patas imundas em cima dela para veres o que te acontece! Mata, mata, mata!
Coitadinhos, não podiam ter levado uma arma? Tráfico dá sempre jeito e dois "putos" contra um maluco não é justo... Coitadinha da insanidade!
Mais, oh camela!

PS: Mas não consegues atualizar porquê? Aparece-te alguma mensagem ou nem sequer consegues abrir a página?

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Re: Dear Insanity

Mensagem por Soph em Sex Jul 13, 2012 8:16 pm

Fox: Hahaha que piada. Não inspirei o Noah em mim porque 1) Eu penso! 2) A minha namorada não se tentou suicidar.



Well... This is it.
O final. Finalmente. Não é terça, mas é sexta. Também serve xD Não sei será bem o que estavam à espera mas... espero que gostem ;)



Tomei consciência de mim, do meu corpo, do que sou. Tomei consciência do que sou capaz e pus-me a caminho.

Percorri calmamente o passeio, atravessei devagar a passadeira, dei curtos passos na relva.

Ainda assim foi demasiado rápido. A batalha parecia chegar antes do previsto. E eu tenho medo.

Mas é tarde demais para voltar atrás. A decisão está tomada e se penso duas vezes, arrependo-me.

Por isso continuei em frente. A caminhar sobre a relva, aproximando-me cada vez mais daquilo que fora (e é) o meu maior medo.

Calafrios percorrem-me o corpo, as minhas mãos gelam. A minha pele arrepia-se e os meus olhos choram. O meu corpo persente o que aí vem e não quer. Não quer este final.

Mas é a única solução.

Como estava, pelo que passei, não tinha sentido. Algo tinha de ser feito pelo bem de todos aqueles que amo.

Eu sempre fui a culpada. Eu. Nunca a minha mãe, ou Jake, ou Noah.

Eu. Ele queria-me a mim e a minha família não tem de passar pelo que passou por minha causa.

Isto acabará aqui, hoje. Comigo.

Parei a uns metros do local onde estava aquela maldita tenda e respirei fundo. O momento chegou.

Tentei dar um passo mas sem sucesso. O medo era demasiado. Era tanto que imobilizara o meu corpo. A coragem que tivera no dia anterior desaparecera durante a noite, tal como a vontade de dormir.

O medo apoderou-se do meu corpo e não me permitia fazer o que o meu cérebro ordenava.

Estaquei.

As lágrimas, ainda assim, não cessavam. Continuavam a correr como se soubessem que poderia ser a última vez que escorreriam pela minha face.

O vento levantou os meus cabelos ruivos, essa tão imunda marca da nossa parecença e eu ganhei força.

Avancei.

Segui direita à tenda e abria-a.

Ele estava lá, sentado. As suas roupas estavam cobertas de sangue sabe-se lá de quem. Provavelmente da inocência de uma outra rapariga.

Seria possível? Seria possível não ser a única a quem aquele animal tocou? Não fui a única que ficou com as marcas na pele e na alma do que ele fazia?

Estranhamente, e para munha surpresa, fiquei feliz por isso. Fiquei feliz por não ser a única. Por não ser a única que ele queria, a especial. Fiquei feliz e ao mesmo tempo enojada comigo própria. Como fui eu capaz de pensar uma coisa assim?

Mais uma razão para não parar. Não podia. Agora não só por mim, mas também por todas as outras.

Ele viu-me. Olhou para cima, do local onde estava sentado com as mãos na cabeça, e observou-me.

O cabrão sorriu.

Sorriu quando me viu. Um sorriso torto, malandro. Como se soubesse que a festa iria começar e que ele iria divertir-se bastante.

Continuei parada. Respirei fundo. Tentei acalmar-me. Tentei convencer-me mais uma vez de que isto era a coisa certa a fazer. Dar o meu corpo àquele homem uma última vez para que ele usasse e abusasse dele, sem pena nem piedade. Para que ele deixasse a sua última marca no meu corpo, na minha alma. Seria a última vez que ele me iria invadir e violar. A última vez que eu iria sentir a língua dele na minha boca, no meu pescoço, nos meus seios.

Tudo terminaria ali.

As marcas corporais acabariam por desaparecer, eventualmente, mas tinha consciência que as da alma permaneceriam para sempre comigo. Mais um encontro com aquele homem para relembrar, deprimir e chorar. Mais um encontro que iria contribuir para que a minha felicidade nunca chegasse. Para que a minha felicidade com Noah nunca fosse permitida.

Pobre Noah…

Imagino-o em casa, pensado que me matei. Que me entreguei ao Senhor da Morte por não suportar o que me foi feito.

E eu a lutar para acabar com tudo. Para que também ele possa ser livre de todos estes acontecimentos.

Dei um passo, entrei na tenda. Ele continuava a olhar para mim, sentado.

Os seus olhos… brilhavam. Ele queria-me. Outra vez.

Não me surpreendi. Não era novidade. E isso fez-me aperceber que a minha situação, a maneira como me sentia era mais degradante do que pensava.

Apercebi-me que já não sentia nada.

Tinha entrado em modo automático. Um robô. Uma defesa para evitar mais sofrimento. Mas continuei a sofrer.

Parei à frente do que parecia uma cama improvisada com vários cobertores no chão da tenda e abri a minha camisa verde.

Comecei a desabotoar botão por botão, lentamente.

Não tinha qualquer tipo de emoções na cara. Mas ele tinha.

Um misto de surpresa com prazer e impaciência. Apercebi-me disso pelo alto que tinha nas calças. Alto esse que nem se esforçara por esconder.

Não tinha vergonha. O seu corpo queria aquilo e ia tê-lo a qualquer custo, como sempre aconteceu. Não havia necessidade de cortesia.

Desabotoei o último botão e deixa a camisa branca aberta a tapar o meu peito nu, sem soutien. Não valia a pena. O uso dessa peça tornaria apenas tudo mais moroso.

Ele fez intenções de se levantar mas eu abanei a cabeça. Eu queria ter o controlo. Queria que ele pensasse que eu queria aquilo tanto como ele, para que não desconfia-se.

Ele voltou a acomodar-se no pequeno banco e continuou a observar-me.

Com o corpo tenso e uma cara imparcial, passei lentamente a minha mãe entre o meu peito, passando depois pela barriga até encontrar as minhas calças.

Já tinha feito aquilo com Noah e enjoei-me por pensar que estava a fazer o mesmo para aquele homem. A partilhar os meus momentos com Noah com ele. A expor a minha sexualidade a uma pessoa que me metia nojo.

Tentei ignorar, tive de ignorar esse pensamento, ou não conseguiria levar aquilo até ao fim.
Retirei o cinto e desapertei o botão das calças. Despi completamente as calças, ficando com as cuecas vestidas e fiquei parada em frente ele.

Ele teria de avançar.

E avançou.

Levantou-se e em dois passos estava à minha frente, colocando as mãos, por cima da camisa, nos meus seios. Apertou-os.

E eu fechei os olhos. O que para ele pareceu um sinal de prazer e aprovação, para mim foi um gesto para conter as lágrimas.

De repente, eu já estava no chão da tenda, como ele por cima de mim, a beijar o meu pescoço.

Mantive-me calada e controlei-me para que as lágrimas não vertessem.

Uma missão quase impossível.

Já sabia o que aí vinha: iria beijar-me, lamber os meus seios e depois iria penetrar-me. E era assim que terminava. Nas duas vezes que aconteceu, foi assim. Era o método dele.

Mas ele estava diferente. A maneira dele, era diferente. Estava mais ofegante, com mais necessidade de tudo aquilo.

Depois de terminar no pescoço, a sua boca passou para o meu mamilo esquerdo.

Lambeu-o, chupou-o, mordiscou-o, brincou com ele, rodeou-o com a língua em movimentos certos e constantes.

E os mamilos despontaram. Para minha surpresa, eles despontaram.

Nojo. Tive nojo de mim, do meu corpo. Como poderia o meu corpo ficar excitado com o que ele me fazia?

Fechei os olhos com mais força para evitar as lágrimas.

E ele parou.

Sentou-se na minha cintura e abriu mais a camisa, expondo o outro seio.

Com o polegar, brincou com o mamilo enquanto beijava o meu pescoço novamente.

Depois fez algo: a sua mão entrou nas minhas cuecas e permaneceu lá, mexendo-se.

Retirou as cuecas e pôs a boca onde estava a mão.

A língua a molhar o húmido.

A intimidade a ser ainda mais exposta.

Nunca antes fizera aquilo, nunca antes tinha ido tão longe.

Sentir a língua no meu órgão, às voltas, rodeando-o, chupando-o, fez-me rebentar.

Comecei a espernear e a debater-me para que parasse.

O meu plano estava arruinado.

Iria controlar-me, pôr-me em cima dele e estrangulá-lo. E assim acabaria com ele.
Mas tal já não é possível.

Comecei a gritar e agarrei-lhe o pescoço com as duas mãos e apertei.

Apercebi-me que fora uma tolice. Nunca conseguiria estrangulá-lo. Ele tem duas vezes mais força e corpo que eu.

Que pensava eu? Convenci-me a avançar para a minha campa sem saber. Ou sabia, mas talvez quisesse morrer sabendo que ao menos não fui fraca até ao fim.

Que por uma única vez, lutei e esforcei-me para que aquilo acabasse. Ainda que tivesse condenada desde o princípio.

Ele retirou facilmente as minhas mãos do pescoço dele e continuou a beijar-me.

E eu sempre a debater-me.

Até que uma das mãos dele afrouxou o aperto no meu braço e eu arranhei-lhe a cara.

Penso que foi aí que perdi qualquer tipo de encanto que ele pensava que eu tinha.

Começou a bater-me. Primeiro foi apenas uma chapada. Mas, depois de uma breve pausa a olhar nos meus olhos inundados, começou a bater-me com mais força e consecutivamente.

Acho que ele percebeu o porquê de eu estar ali. O porquê de ter feito tudo aquilo, toda aquela encenação.

E ficou violento. Muito violento.

Continuou a espancar-me. Passou dos estalos para os socos de punho bem forte e fechado.
A minha cara sangrava abundantemente.

Sabia disso pois os meus olhos viam vermelho, no meu nariz não passava uma réstia de ar e a minha boca sabia a sangue.

Tapei a cara com as mãos, numa tentativa falhada de amortecer os golpes mas ao invés senti um buraco na cabeça, junto à testa.

Um buraco de onde o sangue jorrava.

E ele continuava a bater.

Passara agora para a barriga. Pontapés, socos, palmadas. O meu corpo era um saco de boxe e ele o lutador.

Cada vez mais a dificuldade em respirar era maior. E tossia sangue.

Soube que era o fim. Soube que era ali, na tenda dele, que iria sucumbir.

Mas eu tentei. Tentei terminar com aquilo, ainda que de uma forma infantil, tentei.

E sabia que ele estava a gostar do que estava a fazer. Soube-o quando ele me agarrou nos cabelos e aproximou o meu rosto do dele, dizendo:
“Depois do teu irmão e do teu amante, tu és aquele que me está a dar mais prazer matar. ”

E morri.

Pelo menos a minha alma morreu. Apenas o corpo ficou.

Jake morto? E Noah? Aquele animal matou-os?

Para quê viver então? Se eles eram a principal razão para que fizera aquilo? Se era por eles que eu dei o meu corpo, hoje?

Mil pensamentos passaram pela minha cabeça mas apenas um ficou: Noah pensara que eu estava realmente morta e, juntamente com Jake, quisera fazer justiça.

E o sangue na roupa dele era de Noah e de Jake.

Que morreram. Por mim.

Morreram porque eu não fui ter com Noah e dizer-lhe, mostrar-lhe que estava viva.

Mais uma vez, a culpa é minha.

Merecia aquilo. Tudo aquilo. Tudo o que acontecera quando era mais pequena e o que acontecera agora.

Por isso deixei de me proteger. Recebi de bom grado os golpes que o meu corpo recebia.

Recebia-os enquanto esperava a morte, que chegava rapidamente.

Sentia-a.

E quando ele parou, ganhando folego para o golpe final, eu sussurrei com a boca cheia de sangue: “Acabou. A partir de agora não me tens nunca mais. Parece que no final, eu venci.”

Ele parou e olhou-me surpreso.

Eu ganhei. No final de tudo, eu ganhei. A tortura acabou. Aquele animal nunca mais tocará no meu corpo e eu ficarei livre.

Irei ter com Noah.

Finalmente, para sempre…feliz.


Fim
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Re: Dear Insanity

Mensagem por Fox* em Dom Jul 15, 2012 10:46 pm

Ah... Então ela morreu...
Poderia dizer que estou surpresa mas não, já estava à espera que acabasses desta maneira...
Mas eu queria-no morto, pah! Assim não é justo! Quem sofreu não foi ele!
E não me venhas com tretas do "ele não vive sem ela" ou etc! Eu queria um encontro dele com a Charlie!
Estou a torturar-te com Voddoo, neste momento!

PS: A música ficou muito bem, quando ela disse que não sentia nada e ele gritava "I've become so numb..."! Well playde, girl... Well played :D

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Re: Dear Insanity

Mensagem por PandoraTheVampire em Qua Jul 18, 2012 8:03 pm

A Madame Soph só pode estar a gozar com a minha cara, com toda a certeza... moça!? Que raio de final é este??? Okay, eu quase que suspeitava que irias matar a pobre Mercy. Talvez esse fosse um final apropriado pois seria mil vezes mais difícil viver com toda aquela dor. Mas deixar o cabruns do tio/pai dela vivo?? Não... isso foi o golpe final.

PROTESTO!

Quero um epílogo ou algo que o valha! Afinal de contas o pai e a mãe da Mercy ainda estão com ganas de lhe enfiar um escadote pelo olho adentro! Por isso isto não pode terminar assim!! PROTESTO!!!

Exijo um epílogo! Nem que tenha de criar uma petição! AMUEI!! Oncry

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Re: Dear Insanity

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