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Lifeline

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Lifeline

Mensagem por Mia Angel em Qui Maio 17, 2012 7:41 pm

Well, para minha primeira história aqui escolhi esta!
Ok, então esta história vai funcionar da seguinte maneira: aqui não temos anos do género 2012. Não, a população da minha história tem anos próprios que funcionam mais ou menos como o a.C. (antes de Cristo) e o d.C. (depois de Cristo), mas neste caso é: Era dos Demónios – AE (Antes da Extinção – refere-se á extinção dos Demónios da Lua); Era dos Demónios – DE (Depois da Extinção – refere-se á extinção dos Demónios da Lua) e Nova Era dos Demónios (a Nova Era dos Demónios é quando os demónios da Lua regressam e onde se passa a história).
O povo da minha história ainda não tem os nossos avanços e inovações, como vocês se irão aperceber, ainda há muitas mulheres que ficam prometidas a homens desde pequenas e casam assim que florescem, é raro as mulheres estudarem e uma das minhas personagens principais que é do sexo feminino vai ter a grande sorte de estudar medicina, mas como eles ainda são pouco avançados vão ver que a medicina deles ainda se resume a cortar, cozer, fazer medicamentos a partir de plantas e pouco mais que isso.
Bem, não vou dar falar mais da história senão daqui ainda acabo a contar o enredo todo! , se for para seguir para a frente, claro!



-------------------------


Prologo:

Era dos Demónios – DE

Durante muitos anos viveram entre os humanos seres de diferente natureza, de olhos escarlates, dentes demasiado brancos e afiados, pele pálida e sem qualquer tipo de imperfeição, corpos esguios e elegantes, de uma tamanha beleza irreal que pareciam saídos de contos de fadas. Mas toda a perfeição tem no seu fundo imperfeição. Esses seres de colossal beleza tinham grandes inimigos: o sol, o alho e a água benta. Durante muito tempo esses foram apenas os seus pontos fracos, eles reinavam sobre os humanos que se encontravam hipnotizados por a sua incrível beleza e as vozes que mais pareciam notas musicais, mas um dia tudo mudou.
O sol pôs-se por entre grossa e negras nuvens do tempo típico da estação invernosa, e esses seres de diferente natureza saíram do seu asilo como lhes era costume quando o sol se escondia mas não encontraram nada nem ninguém que estivesse pronto para os venerar como era normal acontecer. Ninguém guardava os fortes e pesados portões forjados a ferro e eles entreolharam-se. Por a primeira vez em milénios temeram o regresso dos que á muito tinham sido extintos.
Os demónios da Lua.
Esses tinham como característica a metamorfose. Transformavam-se em abomináveis seres em noites de lua cheia e saiam para matar os demónios da noite, aqueles que não podiam sair ao sol e que ao contrário dos demónios da lua, tinham muitas mais fraquezas.
Os demónios da lua eram, poderosos, tinham uma força de persuasão inabalável e os seus temíveis dentes, que poderiam ser facilmente comparados a enormes facas afiadas, matavam um demónio da noite apenas com uma dentada e somente eram atingidos por prata à qual eram alérgicos.
Rezava uma muito antiga lenda que os demónios da lua eram os guardiões da humanidade, faziam tudo ao seu alcance para proteger os seres humanos do poder dos demónios da noite matando-os e levando-os praticamente á extinção.
Mas os demónios da noite não queriam deixar este mundo e os poucos clãs que restavam juntaram-se e unidos combateram contra os demónios da lua.
Ouve muitas baixas nessas noites de luta, diz-se até que durante as suas batalhas várias cidades foram incendiadas e os demónios da noite conseguiram extinguir com sucesso os demónios da lua.
Sem eles não havia esperança para a salvação da humanidade, a lenda passou de boca em boca durante anos e anos a fio mas nunca ninguém chegou a conhecer um demónio da lua, esses que era igualmente belos aos demónios da noite mas que tinham olhos de cores claras e cabelos escuros.
Naquele mesmo dia de Inverno os demónios da noite sabiam que algo tinha acabado de mudar mas não podiam controlar os estados da lua para ter a certeza, pois as nuvens não deixavam os seus olhos encarnados observarem a superfície da lua.
O tempo urgia perante tal iminente ameaça e os demónios da noite, amedrontados, recolheram-se numa velha tumba revestida a prata mas de nada lhes valeu.
As portas de tom prateado que lhes era dado por o material de que eram fabricadas, abriram-se par a par e os olhos amedrontados pregaram-se na meia dúzia de seres esguios, bípedes, os seus corpos eram revestidos por um pelo acinzentado na sua maioria, a pele estava pregada aos músculos hirtos, tinham enormes unhas afiadas que combinavam numa perfeição irreal com os seus dentes perigosíssimos, mas esses não foram os únicos e irromperem por o local, outros se seguiram, e na noite seguinte os demónios da noite sobreviventes de tal ataque lançaram a bombástica novidade aos da sua espécie, os demónios da lua não mais eram vulneráveis á prata e encontravam-se agora com a faca e o queijo na mão.
O medo percorreu cada olhar daqueles seres míticos mais conhecidos por vampiros, o combate entre espécies tinham acabado de se reacender e talvez nunca tivesse realmente acabado como os demónios da noite achavam.




P.S.: Esta é uma história que era recente no outro forum, então eu vou fazer umas mudanças no primeiro capítulo que foi o único que cheguei a postar lá e pronto... espero que não se importem! xoxo

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Re: Lifeline

Mensagem por Walk Up Proud em Qui Maio 17, 2012 7:47 pm

Olá,
Adoro a tua história e a maneira como escreves.
Beijinhos,
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Re: Lifeline

Mensagem por Helvanx em Qui Maio 17, 2012 7:52 pm

Lindo!!! Quando é que vem mais? Já te disse que quero mais??? Já disse? XD
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Re: Lifeline

Mensagem por Andy Girl em Qui Maio 17, 2012 11:05 pm

Olá Maria Mia!
Eu gostei bastante daquilo que li aqui!
Tenho grandes espectativas sobbre esta história e de certeza que contigo a escrever só vai puder sair brilhante!
Aguardo por mais!
Beijinhos!
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Re: Lifeline

Mensagem por Mia Angel em Sex Maio 18, 2012 10:18 pm

Obrigada minha gente, amanha posto o primeiro capítulo para vocês tirarem mais conclusões!

beijitos!

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Re: Lifeline

Mensagem por CatariinaG' em Sab Maio 19, 2012 11:53 am

Sabes que gosto, right!? :D

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Re: Lifeline

Mensagem por Fox* em Sab Maio 19, 2012 11:56 am

Mia, já sabes a minha opinião sobre esta história, mas acho que nunca é demais repetir que está espetacular e que vou acompanhar de certeza!
Adorei as tuas descrições e o tempo em que eles vivem! Muito bem! :D

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Re: Lifeline

Mensagem por anokas_03 em Sab Maio 19, 2012 2:41 pm

Adorei, adorei e adorei!
No falecido [fórum] acho que cheguei a ler a introdução, mas não o 1º capitulo...
Tens de postar mais :)
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Re: Lifeline

Mensagem por Mia Angel em Dom Maio 20, 2012 3:27 pm

well, obrigada a todos os que comentaram a dizer que gostavam e eu não respondi, ontem como só passei por aqui de "raspão" não deu para ver tudo! Bem, aqui vai o primeiro capítulo (que é um bocadinho treta mas pronto, inicios de histórias são assim na sua maioria, fazer o quê né?)

1st Chapter – The Dinner
Nova Era dos Demónios


Shiloh alcançou o último degrau das magníficas escadas de mármore da casa do seu amigo Jared, ao seu lado, Emma reluzia por entre o vestido preto justo no tronco e depois tule até aos pés. Jared, encheu o peito de ar e ajeitou as roupas formais, eles iam jantar com a gente do rei, tinha de se encontrar apresentáveis!
- Estão os seus cavalos esperando a nossa chegada? – Perguntou Emma com a voz doce.
Jared sorriu-lhe.
- Sim, minha amada, e estão desejosos por colocar os olhos em cima da sua colossal beleza. – Jared fez uma vénia a Emma, a qual lhe estava prometida desde a sua chegada a Kandorf, dois meses atrás.
Emma esboçou um sorriso envergonhado e, sentindo-se corar um pouco, retribuiu o gesto de respeito para com o seu futuro marido.
- Vamos então? – Perguntou Shiloh segurando a mão da irmã.
- Claro! – Jared conduziu-os por os caminhos preenchidos por as cores de mais um por do sol, os laranjas e amarelos, que se fundiam de tanto em tanto, e tornavam o enorme jardim em frente da casa de Jared ainda mais belo.
Os cavalos brancos e bem escovados do mesmo, estavam aparelhados a uma carruagem singela mas harmoniosa, toda branca e com pequenos bordados num tom dourado em forma de abóbora.
Emma subiu o curto lance de escadas até ao interior da mesma e sentou-se num banco mais confortável do que ela esperava.
A sua entrada foi seguida por a de Jared e Shiloh, os dois homens e amigos sentaram-se lado a lado no outro banco em frente a Emma.
- Espero que o rei não se incomode com a presença de uma mulher à sua mesa. – A rapariga, pegou num leque e começou a abaná-lo, a noite de verão já tinha um ar demasiado abafado, e, fechada num espaço pequeno o ar tornara-se ainda mais pesado.
- Irá apreciar a sua companhia da mesma maneira que eu aprecio. – Apressou-se a responder Jared.
- Agora fazes parte do Instituto de Medicina, Emma, em sete anos tornar-te-ás numa herbanária com um índice de conhecimento muito mais elevado que todas essas pequenas herbanárias de rua, ele irá acolher-te como parte dos seus. – Explicou Shiloh.
Ela balançou a cabeça de forma afirmativa e suspirou.
Chegaram, a casa do Rei, pouco antes de os últimos raios de sol se desvanecerem no horizonte, e quando o céu ficou salpicado de estrelas já os três estavam protegidos por a grande casa do rei.
A entrada foi muito célebre. Havia um empregado que lhes fez as mais profundas vénias e lhes deu os mais simpáticos sorrisos.
A casa do rei, ou melhor dizendo, a mansão do rei era bem mais bonita e luxuosa que o local onde Jared habitava.
O soalho era de reluzentes azulejos, os corrimões de ouro maciço, as paredes pintadas de cores claras onde o branco e bege predominavam, as cortinas eram de um pesado veludo vermelho e os tapetes eram longos, limpos e também eles encarnados, e na sala de jantar do Rei de Kandorf havia uma longa mesa de madeira maciça, escura e bastante trabalhada, coberta por uma toalha de mesa do mesmo material que as cortinas e de cor branca com o símbolo de Kandorf – duas espadas cruzadas – ao centro, as bordas apresentavam trabalhados bordados em fio dourado e prateado e as cadeiras, do mesmo material da mesa, tinham estofos fofos a condizer com a mesa. Por cima da mesa, um cadastral pendia com as velas acesas a iluminar a sala e quando o rei chegou, um homem baixote e gordo com dedos rechonchudos e cheios de anéis, os três sentaram-se nas cadeiras que foram puxadas por os seus criados.
Emma permaneceu quieta e observou os empregados do rei fecharem as pesadas cortinas com o cair da noite.
O rei, de nome Gared, olhou-os e logo um sorriso formou-se nos seus lábios.
- Vejo que estás de volta, Shiloh! – Fez uma pausa para olhar os restantes. - E vens bem acompanhado! – Finalizou o Rei ao notar a presença de Emma.
Shiloh sorriu com orgulho e Jared também, afinal esta estava-lhe prometida e qualquer elogio feito à sua futura esposa deixava-o lisonjeado.
- É a minha irmã! – Anunciou o primeiro mostrando os dentes brancos e certos aos presentes.
O rei Gared avaliou-a melhor, a sua pele clara fazia contraste com os fios de cabelo longos que caiam em cachoeira por as suas costas, negros e brilhantes, e ficou ainda mais fascinado por o contraste que estes faziam com os seus olhos azuis, era bonita demais para uma aldeola, tal como Shiloh que era demasiado bem-educado e inteligente para quem vinha dos “confins” do mundo, devia ser algo que corria no sangue daquela família.
- Está prometida? – Perguntou e estalando os dedos fez criadas entrarem por a porta fechada de madeira pesada, transportando nos braços louças caras e refinadas que colocaram na mesa. – Meu filho ainda não encontrou moça à sua altura. – Emma teve a certeza naquele momento que o rei já conhecia o futuro cargo que esta iria ocupar e o peso que teria na sociedade, ela já era importante só por ingressar no Instituto de Medicina, mas futuramente, após obter todos os conhecimentos de que necessitava para saber cuidar de um paciente de forma correcta, iria ser ainda mais importante, idolatrada até, e iria poder levantar a voz ao rei para reclamar da falta de condições do local onde trabalhasse, tal como Shiloh lhe contara que fizera certa vez.
- A mim. – Apressou-se a responder Jared com um semblante carregado de felicidade e o orgulho a brotar dele, como uma fonte brota água.
O rei balançou a cabeça de forma afirmativa disfarçando o seu momentâneo ódio.
- E tenho as minhas dúvidas de que Melchior quisesse noivar a minha irmã, ele sempre preferiu as loiras de olhos azuis, certo? – Gracejou Shiloh.
- Ele prefere aquilo a que eu o sujeitar. – Respondeu com desagrado.
Seguiu-se um momento de silêncio.
- Eu tenho certeza que o seu filho encontrará a mulher ideal! – Reconfortou-o Emma com um sorriso singelo.
O rei ignorou as suas bem-intencionadas palavras e dobrou um pano branco sobre o colo.
- Primeiro a sopa. – Pediu ao empregado que logo saiu para transmitir a mensagem.
Não demorou até entrarem por as portas empregadas com enormes taças de metal com uma sopa que fez a barriga dos presentes roncar de fome.
Começaram a comer, a conversa não passou muito além dos interesses do rei, daquilo que ele pretendia para o futuro. Jared dava opiniões ocasionalmente e Shiloh acompanhava-o, mas Emma permaneceu calada durante todo o jantar limitando-se a sorrir.
Já ia a noite avançada, até já tinham comido a sobremesa, provavam agora a novo vinho do rei do qual este se gabara durante todo o jantar, quando uma gargalhada trovejou por o corredor.
Gared, o rei, levantou-se e bateu com os punhos na mesa.
- Melchior está acompanhado? – Exigiu saber, Melchior era o filho do rei.
O servo engoliu em seco.
- Lois chegou pouco depois dos seus convidados, Melchior deu indicações para ser recebida como rainha. – Replicou num fio de voz, a cabeça baixa para evitar o olhar irado do seu superior.
- Tragam-me essa rapariga insolente, está na hora de ter uma conversa comigo! – Comandou, os seus olhos castanhos raiados de sangue ameaçaram sair do devido local e Emma tremeu.
O serviçal saiu e pouco depois voltou, dois outros criados do rei agarravam por os pulsos uma rapariga, loira e de olhos verdes, que Emma achou particularmente bonita.
- Como pode esta ordinária ter saído do mesmo ventre que a tua Rosie, Shiloh? – Questionou referindo-se à noiva de Shiloh que era meia irmã de Lois, a rapariga com quem o rei estava tão furioso.
Ninguém ousou responder ou contradize-lo enquanto ele a fitava como um predador olha a sua presa.
- Como te atreves a vir a minha casa? – Cuspiu as palavras. – Não te haveis apercebido que não sois bem-vinda? – Questionou.
O rancor aflorou os lábios de Lois.
- E não te apercebeis que tenho de fazer algo para ganhar a vida nesta cidade ordinária no qual governas? – Retorquiu esta, cuspindo, de igual maneira, cada palavra.
- Enforco-te! – Ameaçou-a.
- Pois prefiro a forca a viver nessas miseráveis condições a que sujeitas todos os dias aqueles que cometeram erros, não és o próprio a dizer que errar é humano? – Contra atacou.
A fúria do rei era palpável, o seu rosto avermelhou como um pimento ameaçando explodir a qualquer momento e Lois sorriu a ver aquela reacção.
- Sempre ouvi dizer que a verdade é fudida! – Continuou esta.
- ENFORQUEM ESSA MISERAVÉL! – Berrou o rei fazendo os presentes estremecerem de susto nas suas cadeiras. – AGORA! – Continuou e saindo da mesa com estrondo começou a andar.
- Vamos. – Jared puxou Emma por o braço e começaram a seguir o rei os seus serviçais que carregavam Lois.



---> Espero que tenham gostado!

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Re: Lifeline

Mensagem por CatariinaG' em Dom Maio 20, 2012 3:33 pm

OMG!!!!!!!

(particularmente gostei muito do nome Jared)
De resto, omg! Juro-te por deus que estou a ficar agarrada a esta história!!!
Please more
*-*

Adorei!!!!!!!
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Re: Lifeline

Mensagem por Andy Girl em Dom Maio 20, 2012 5:43 pm

Wow!
Acho que já fiquei apanhada pela histíra!
Teenho pena de não saber fazer nenhum comeentário decente!
Mas gosteei bastantee e isto vai ter muito que dar a falar!
Quero maisXD
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Re: Lifeline

Mensagem por anokas_03 em Dom Maio 20, 2012 6:21 pm

CatariinaG' escreveu:OMG!!!!!!!

(particularmente gostei muito do nome Jared)
De resto, omg! Juro-te por deus que estou a ficar agarrada a esta história!!!
Please more
*-*

Adorei!!!!!!!
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Re: Lifeline

Mensagem por Fox* em Dom Maio 20, 2012 8:07 pm

Wow, evil King in the House!
Bem me disseste que irias alterar a fic, mas nunca esperei que fosse tão a fundo!
E olha, entre o ódio do homem ao casamento da Emma, o seu egocentrismo nas conversas, e o seu tratamento à irmã de um homem que, supostamente, adora, não sei bem o que pensar!
Mas estou a gostar, disso não tenho dúvidas! :D

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Re: Lifeline

Mensagem por Mia Angel em Seg Maio 21, 2012 8:45 pm

hello hello girls! Bom, em primeiro dos primeirissimos lugares: thanks por comentarem e ainda bem que gostaram xD é sempre bom agradar, certo?

Catarina e Anokas Eu também gosto do nome Jared - lembra o Jared Leto - e também não gosto do rei >.>

Fox*, eu ao principio quando pensei em mudar o capítulo pensei numa coisita ou outra, mas depois enervei-me e revolucionei-me (eu tou-me sempre a revolucionar), puxei as mangas para cima e escrevi isso tudo seguido! ah pois, sou uma mulher de força! Enfim, mas gostas-te mais deste ou do outro querida?

Andy Maria!, ai tirei-te as palavras? Iuuupiii! Já me sinto uma mulher crescida - na brinca, quer dizer, não é que eu não seja crescida mas enfim, tu entendes-te - well, nem sei que dizer mais portanto o melhor é fechar o raio da minha boca!

Girls, amanha atualizo aqui e na da Medium! Kisses!

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Re: Lifeline

Mensagem por Convidado em Ter Maio 22, 2012 3:03 pm

Olá Mia.

Gostei muito do Prólogo. Adorei a descrição de todos estes seres sobrenaturais, belos, quase perfeitos.

Gostei muito do ataque, mas espero saber mais acerca destes dois grupos. Ainda assim, já ficámos a saber o porquê do ódio tão grande entre ambos e bem, não era para menos :c

Quanto ao primeiro capítulo: que Rei tão badass. No entanto, não gostei nada dele, daquela postura - obviamente, ele é Rei - superior. Ele foi mesmo seco com toda a história de a Emma já estar prometida ao Jared. Que queria ele? Tê-la para o filho? Tss. Mas algo me diz que esta história não fica por aqui, fica?!

Oh meu Deus, ele manda enforcar a mulher assim daquele modo? Que fez ela para que ele a odiasse tanto a ponto de a mandar matar? Fiquei curiosa em relação a isso.

Olha, gostei muito, por isso fico à espera de mais, sim? Continua ;)

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Re: Lifeline

Mensagem por Mia Angel em Qua Maio 23, 2012 8:44 pm



2nd Chapter – The Story of Lois
Nova Era dos Demónios

Caminharam num passo apressado por as masmorras de corredores que a típica pedra tornara gélidos e húmidos.
Ao fundo podia vislumbrar-se à luz de uma tocha uma guilhotina.
- Em falta de melhor é esta morte que terás, ordinária! – Insultou-a o rei.
Alcançaram o fundo do corredor mais depressa do que qualquer um dos três desejava.
- Vamos! Porque esperam? – Perguntou de voz esganiçada o rei.
Os seus criados colocaram-na na guilhotina e esta não ofereceu resistência.
- Tens umas últimas palavras ordinárias para dizer? – Questionou o Rei de Kandorf abaixando-se até ficar ao nível dela.
Lois, em troca, a única coisa que fez foi cuspir na face vermelha e gorda do rei.
A raiva palpitou ainda mais.
- DESÇAM ESSA LÂMINA DE UMA VEZ POR TODAS! – Bramiu, mas Shiloh meteu-se no meio soqueando o homem que estava prestes a solta a afiada e ensanguentada lâmina.
A admiração espalhou-se por o rosto do rei.
- Que fazes? – Perguntou-lhe sem compreender, o choque momentâneo prolongara-se. – Tu que és como um filho para mim ousas desafiar-me desta maneira? Trair-me assim? – Questionou profundamente frustrado.
- Apoio-o! – Proferiu com uma glória palpitante Jared colocando-se ao lado do irmão de Emma e transportando a mesma consigo.
- Como podes? – A face do rei tornou-se ainda mais escarlate.
- Não é correcto tirar a vida a uma mulher que apenas está a tentar sobreviver! – Argumentou Jared.
Shiloh deu um perigoso passo em frente na direcção de Gared e olhou-o como se fosse uma mera presa, um insignificante.
- Enquanto correr nas veias desta mulher o mesmo sangue que palpita do coração da minha futura esposa, não permitirei que algo lhe aconteça! – Sibilou.
Emma aproveitou o momento de distracção e retirou Lois da guilhotina.
Gared engoliu em seco e ficou pensativo, a cor, pouco a pouco, regressou á sua pele.
- Muito bem, mas lembra-te que apenas manchas-te o teu nome ao defender a impureza. – Respondeu-lhe e, virando-lhes costas, recomeçou a caminhar em passo de corrida por o corredor.
- Ainda não sei como é que aquele porco anda sobre duas patas com tanta gordura. – Menosprezou-o Lois e Shiloh olhou-a com a censura no olhar mais afiada que qualquer lâmina.
- Poupa-te a mais humilhações, Lois! Acho que já tivesses o bastante por hoje! – Shiloh virou-se e começou a caminhar.
- Vamos Emma. – Chamou a irmã e esta apressou-se a acompanhá-lo.
Jared e Lois reiniciaram a caminhada atrás deles e nem foram despedir-se do rei, saíram logo de imediato para a carruagem salpicada por água benta recentemente para os proteger dos demónios.
Lois acompanhava-os, sentara-se ao lado de Emma olhando a paisagem passar por a janela e ninguém se falou durante o curto caminho de regresso, o ar era tenso.
Finalmente, chegaram à mansão de Jared, entraram para a casa e Shiloh não quis falar com ninguém, nem sequer deu as boas noites, sendo que se dirigiu logo para os seus aposentos.
Jared deu um beijo na testa de Emma.
- Vou lá falar com ele. – Disse-lhe e depois olhou uma última vez para a loira e desapareceu da vista das duas mulheres.
Emma suspirou e demorou um pouco a aperceber-se que Lois chorava.
Surpreendida por o momento, ficou boquiaberta e, após alguns instantes, conseguiu arranjar uma chama acesa dentro de si que a fez abraçar a rapariga em forma de conforto.
- Todos me odeiam. – Lamentou-se Lois com a cabeça poisada sobre o ombro da outra.
Emma não disse nada, não sabia o que dizer que possivelmente a confortaria.
- Sinto-me uma imbecil, um estorvo para Shiloh. – Continuou e na cabeça de Emma surgiram questões, porque seria ela um estorvo para Shiloh se os dois não mantinham qualquer tipo de relação.
- Shiloh? – Questionou Emma largando a rapariga que se recompões e balançou a cabeça de forma afirmativa enquanto limpava as lágrimas.
- Amo-o. – Confessou olhando em redor para se certificar que ninguém a ouvia enquanto Emma se sentia-a escandalizar.
- Como podes? – Perguntou admirada. – Está prometido!
- E casará com a minha irmã! – Acrescentou Lois.
- Como podes? – Voltou a repetir Emma.
Lois encolheu os ombros não tendo uma resposta predefinida.
- Não podemos comandar o nosso coração e nem todas podemos ser lindas e ficar prometidas a grandes homens. – Emma tomou aquela resposta como uma estalada bem dada numa das suas faces, pois para além de ser considerada uma das mais belas mulheres que os Kandorfianos já mais haviam visto, era também considerada a mais bonita do seu povo, Ponte Garetton, de onde ela e Shiloh eram oriundos.
- Bem, os erros que cometemos no passado afectam o nosso presente e o nosso futuro. – Respondeu, não sabia o que se tinha sucedido com Lois no seu passado mas sabia que coisa boa não tinha sido.
Lois acenou afirmativamente.
- Arrependo-me cada dia, mas não posso pagar a minha vida toda por algo que já lá vai. – Emma achou que Lois tinha razão, as coisas do passado ficavam no passado e já ninguém as poderia modificar até ao dia em que alguém provasse o contrário.
- Que te aconteceu? – Perguntou-lhe a irmã de Shiloh.
Lois ficou calada por breves segundos que se alongaram em minutos.
- Engravidei. – Respondeu por fim encolhendo os ombros.
- E onde estava o pai do teu filho? – Quis saber a outra, achava desonroso de um homem engravidar uma mulher e não assumir a responsabilidade.
- Casado e com cinco filhos. – Os olhos de Emma arregalaram-se perante a resposta de Lois, como poderia ela ter feito algo do género?
- E onde está o bebé? – Quis saber.
- Abortei de causas naturais, os nervos deram comigo em doida e como estava no inicio da gestação… - Respondeu.
Emma sentiu pena daquela pobre mulher, perdera tudo, agora nada tinha.
- Perdoar-te-ão. – Assegurou-lhe.
Lois abanou a cabeça.
- Só quando casar e conseguir dar ao meu marido filhos, e mesmo assim irão questionar-se se são realmente filhos do meu marido ou de um outro qualquer.
A perplexidade nas feições de Emma que perdurara até então, desvaneceu-se.
Lois pareceu-lhe uma boa rapariga, arrependida dos seus actos passados, mas o arrependimento não apagava as coisas obscuras do seu passado e muito menos as tornava menos graves.
Suspirou, o tempo tudo leva e o tempo tudo transforma, tal como a vida de aqueles quatro: Lois, Jared, Shiloh e Emma, iria mudar, e apesar de o vento girar e mudar de direcção, eles iriam continuar ali, no mesmo sítio onde só o tempo, e apenas o tempo, mudava os acontecimentos.

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Re: Lifeline

Mensagem por Fox* em Qua Maio 23, 2012 9:23 pm

Gostei da profundidade emocional que retrataste nesta personagem! Não é uma simples meretriz, não apenas mais uma que por aí anda, envolvendo-se com todos sem as mínimas preocupações. Não, conseguiste criar empatia com alguém que, pelos erros do passado, está a pagar um preço demasiado alto!
Bom, Mia! Muito bom :)

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Re: Lifeline

Mensagem por Andy Girl em Qua Maio 23, 2012 10:12 pm

Ela soobreviveu!
Opah, eu acho que a Lois é uma fofiinha! Se ninguémm mais gostar dela não importa eu gosto dela!
Ela é rebelde e pelo menos move-se e diz aquilo que pensa!
Eu quero ver como a vida dela vai mudar!
Mais!
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Re: Lifeline

Mensagem por Mia Angel em Dom Maio 27, 2012 8:43 pm

Fox*: Obrigada, o meu objectivo era mesmo torná-la algo mais do que uma mera prostituta igual a todas as outras! Ainda bem que consegui passar mesmo essa mensagem!
Andy: Não te preocupes que eu também gosto da Lois, é super solta! A vida dela vai dar uma volta.... uhh uhh

Enfim, deixo-vos mais um capítulo!




QUATRO ANOS DEPOIS...
3st Chapter – Michael
Nova Era dos Demónios


Emma folheou o livro que se encontrava sobre o seu regaço e passou novamente os dedos magros e brancos pelas palavras negras que formavam frases, sentia-se fascinada por as incríveis histórias que lia por entre os intervalos dos estudos.
Suspirou e virou mais uma página do seu livro devorando o texto escrito de forma correcta.
As horas passaram como segundos enquanto a jovem rapariga provava de mais uma misteriosa aventura por um meio irreal e fascinante e só despregou os olhos das letras negras quando ouviu um ruído.
- Alguém? – Disse uma voz musical e desconhecida.
Ela pousou o livro e levantou-se de forma discreta.
Os passos de esse outro alguém ecoavam por o corredor e Emma tremeu ao aperceber-se que a noite havia caído à já algum tempo. Resolveu esconder-se atrás do sofá fazendo o sinal da cruz e rezando para que Deus tivesse piedade dela, a poupasse para que pudesse vislumbrar o nascer de mais um dia.
Mesmo protegida por o estofo fofo e poeirento do sofá vermelho, Emma conseguiu ouvir com clareza a porta de madeira trabalhada abrir-se e o arfar de alguém.
- Alguém? – Perguntou novamente aquela voz grave, arrepios percorreram os braços desnudados de Emma e esta mordeu o lábio inferior. Atreveu-se a espreitar quem ali se encontrava.
Para seu grande espanto, deu com um homem com um enorme ferimento na perna e que a todo o custo tentava caminhar.
Ergueu-se de imediato.
- É melhor sentar-se, não vá essa ferida piorar! – Com os quatro anos que haviam passado, Emma tinha tomado expressões mais maduras e tinha-se tornado ainda mais bela para horror de Jared, o qual tentava, a todo o custo, manter os olhares ávidos dos homens afastados da colossal beleza da sua noiva.
O homem, ao ouvir a voz da jovem, sentou-se no sofá onde esta anteriormente permanecera enquanto ela remexia as gavetas em busca de pano limpo, agulha e linha que colocou em lado do homem.
Ele permaneceu quieto enquanto a observava, e, logo após Emma ter ido buscar água – uma bacia de água de temperatura amena e uma pequena malga de água a ferver – começou a tratar o seu inesperado paciente.
Sorriu-lhe e ajoelhou-se junto dele.
- Não sabia que agora o Instituto de Medicina guardava, encasuladas entre quatro paredes, as raparigas. – Comentou ele disfarçando um laivo de dor enquanto Emma lhe lavava as feridas com cuidado.
Ela sorriu.
- Não guarda, perdi a noção do tempo ao ler um livro. – Explicou rasgando com as mãos o pano branco e limpando as chagas até então cobertas de sangue, pus e terra. – E onde fez isto? – Quis saber.
- Ao fugir de uma matilha de lobos bati com a perna numa árvore e ficou nesse estado. – Explicou.
Emma desconfiou da sua explicação mas resolveu não levantar questões.
- O meu nome é Michael, e o seu?
- Emma. – A mesma colocou na malga de água a ferver a agulha para esterilizar e ficou ajoelhada aguardando, foi então que os seus olhos azuis encontraram os olhos divinais dele. Sentiu-se corar à carícia de tal azul celeste e baixou novamente o rosto para as feridas.
- Nunca o tinha visto por aqui, que faz Michael?
- Sobrevivo. – Respondeu-lhe. Ficaram calados observando as mãos pálidas e finas de Emma trabalhar com cautela cozendo as feridas do enfermo e depois aplicar-lhe uma pasta espessa que fez a partir de ervas.
- Vai ficar melhor mas o ideal seria deitá-lo em uma das nossas camas de hospital. – Informou-o.
Michael balançou a cabeça de forma afirmativa mas levantou-se. Este, era mais alto que Emma e a sua robustez era a de um homem saudável. Tinha músculos hirtos, bem trabalhados, uma face bela apesar de suja por terra com olhos extremamente azuis e lábios finos na pele pálida, os cabelos, curtos e castanhos, eram despenteados e ele era dono de uma beleza colossal.
Emma mordeu o lábio e o seu coração disparou quando ele agarrou a mão dela e beijou-a com cautela nos nós dos dedos.
- Sinto que já fez mais por mim do que a maioria faria. – Ele acariciou a mão dela, fixando-a com o seu olhar.
- Fiz o meu trabalho. – Respondeu a jovem de forma humilde.
Ele não respondeu e alongou-se a olhá-la, afinal um olhar diz mais que mil palavras.
- Talvez seja engano meu, mas sinto que a conheço desde sempre. – Emma percebeu os avanços que o homem pretendia e, retirando a sua mão da dele, recuou.
- Pretende pernoitar? - Fugiu ao assunto.
- Estou-lhe grato mas o meu lugar não é aqui. – Respondeu-lhe Michael e, pegando numa malga com a pasta espessa com que Emma lhe tinha ungido as chagas, retirou-se.
Emma vislumbrou-o por a janela desaparecer no horizonte obscurecido por a noite e mordeu o lábio, foi então que se apercebeu que ele já não coxeava, ambas as suas pernas pareciam sãs os suficiente para correu. A sua boca entre abriu-se e, pegando num pequeno punhal, mergulhou-o em água benta e saiu para a escuridão da noite.
Os seus passos apressados por as ruas empedradas ecoavam na sua mente, ela ainda sentia o toque afável dele na sua mão trémula.
A rapariga andou bastante tempo seguindo o rasto que a sua amálgama deixara para trás até que este simplesmente desapareceu. Emma olhou então em redor, mas não viu nada mais que um aglomerado de árvores que se erguiam fortes e saudáveis á sua frente e para onde quer que se virasse. Estava perdida, longe da civilização.
Tentou voltar para trás, mas qualquer direcção que tomasse era inútil pois vinha sempre parar ao mesmo sítio, até que resolveu avançar em frente. Os seus olhos esbugalharam-se ao vislumbrar Michael.
- Perguntava-me quanto tempo demorarias a aperceber-te que estás perdida e à minha mercê. – Os olhos dele brilharam como olhos de lobo esfomeado e Emma tremeu.
- E eu perguntava-me quanto tempo achavas que levaria a aperceber-me que em ti pouco, ou nada, há de normal! – Ripostou com a voz forte apesar de o se coração pulsar o medo nas suas veias.
Mas o sol nascia no horizonte e Emma sabia que seres como aquele eram inimigos dessa estrela radiante. Foi com grande horror que Michael olhou o céu tomar tons mais alegres e vivos.
O seu porte forte, que intimidava Emma, voltou a surtir efeito sobre a mesma quando ele avançou na sua direcção e a lhe bateu com algo na cabeça, deixando-a sem sentidos.
O punhal caiu por terra e o demónio alcançou um pequeno abrigo, onde colocou a jovem, ao mesmo tempo que o sol se erguia alto no horizonte.
Emma demorou a acordar, mas, quando os seus olhos azuis se abriram para contemplar o negrume apresentado por a pequena caverna onde se encontrava, o seu primeiro pensamento foi levantar-se e correr para onde ele não a pudesse encontrar.
A respiração já estava acelerada por o batimento cardíaco veloz mas foi traída por os seus pensamentos nos quais inferiorizava inteligência de Michael. Os pulsos estavam acorrentados à pedra húmida que constituída a pequena gruta.
Arfou de frustração, poderia sentir o seu coração palpitar em cada parte do seu corpo e a forte dor de cabeça, que se tinha feito sentir por entre as doses elevadas de adrenalina que o seu coração bombeava, entorpecia-a.
Tentou libertar-se vezes sem conta, mas de cada vez que puxava as fortes correntes apenas recebia em troca uma nova dor nos pulsos e o tilintar do metal.
As lágrimas escorreram por o seu rosto, silenciosas e provando o desespero que a assombrava.
Após algum tempo a debater-se, acabou por permanecer quieta olhando o vazio, não havia qualquer sinal de vida ali.
Talvez ele a tivesse abandonado naquele mísero local para ser devorada por qualquer animal nocturno que se aproximasse do lugar…
Esse pensamento aterrorizou-a mais do que a ideia de permanecer perto de Michael, o demónio da noite que havia conhecido e, ingenuamente, ajudado.
Sentia o seu peito rebentar do constante sofrimento, precisava libertar-se.
- Shiloh…- Sussurrou. O seu irmão deveria estar á sua procura juntamente com Jared e mais um punhado de homens. E Lois… como iria a meretriz encontrar a luz do dia sem a sua preciosa ajuda?
- Esse não é o nome correcto. – Respondeu-lhe a voz grave e profunda de Michael que vez o seu corpo arrepiar-se.
- Deixa-me ir para casa. – Sussurrou numa lamúria.
Ele nada disse, nem um único ruído provando realmente a sua presença na caverna.
- Eu tenho melhores planos para a tua existência. – Emma ouviu então passos secos na terra batida e fresca da minúscula gruta. – Ou para o fim da tua existência.
A pouca luz que chegava do exterior reflectiu a lâmina afiada de um punhal vindo na sua direcção.
Emma tentou libertar-se em desespero mas se aquilo era a morte para quê debater-se se realmente já não iria sobreviver?
Cerrou os olhos e gritou a plenos pulmões enquanto sentia a lâmina roçar na sua pele.


----> Espero que tenham gostado!!!
xoxo


Última edição por Mia Angel em Ter Maio 29, 2012 7:57 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Lifeline

Mensagem por Andy Girl em Seg Maio 28, 2012 11:33 pm

NÃI!!!!!
O que é que vai acontecer agora?
Isto não pode terminar asim!
Ela morrer já? Não, não. não!
Eu penava que ela eera uma demóonio da Lua adormeecida
Quero mais!
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Re: Lifeline

Mensagem por Fox* em Ter Maio 29, 2012 2:45 pm

Oh deus! Se ela vai morrer, vou gostar de ver isto!
Adorei a estratégia do demónio, muito calma para a atrair para a caverna... Um plano demasiado elaborado para se alimentar (quando simplesmente podia ter encontrado outra meretriz na rua!), se queres a minha opinião! Aqui há gato!
Ao início nem me tinha apercebido que haviam passado anos desde o último capítulo... Terá alguma coisa mudado? ;)

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Re: Lifeline

Mensagem por Mia Angel em Ter Maio 29, 2012 7:55 pm

Andy Girl escreveu:NÃI!!!!!
O que é que vai acontecer agora?
Isto não pode terminar asim!
Ela morrer já? Não, não. não!
Eu penava que ela eera uma demóonio da Lua adormeecida
Quero mais!

Pois é Maria, isto termina assim! Coitadinha da Emma, já foi á vida, é menos uma para me chatear nesta história! MUAHAHAH! na brinca, vocês depois vão saber o que aconteceu á Emma... depois... muito depois! MUAHAHAH!
P.S.: Ela não é uma demónio da Lua...

Fox* escreveu:Oh deus! Se ela vai morrer, vou gostar de ver isto!
Adorei a estratégia do demónio, muito calma para a atrair para a caverna... Um plano demasiado elaborado para se alimentar (quando simplesmente podia ter encontrado outra meretriz na rua!), se queres a minha opinião! Aqui há gato!
Ao início nem me tinha apercebido que haviam passado anos desde o último capítulo... Terá alguma coisa mudado? ;)

Há gato? É um leão! Aquele Michael vai ser importante nesta história! Ui, se vai! LOL, peço desculpa, mas esqueci-me de colocar no inicio do capítulo o Quatro Anos Depois..., esqueceu-se-me mesmo! Entretanto vou já colocá-lo! Mudou muita coisa, acredita! Isso vai-se ver no próximo capítulo!

xoxo!

(Amanha atualizo aqui!!)

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Re: Lifeline

Mensagem por Mia Angel em Qua Maio 30, 2012 7:54 pm

Spoiler:
Double Post Necessário



4th Chapter – Where is Emma?
Nova Era dos Demónios

As lágrimas escorriam por o rosto, de um branco imaculado, de Lois.
- Dizes que não a encontraram? – Perguntou num fio de voz cerrando os punhos.
Shiloh balançou a cabeça de forma afirmativa, a preocupação esbatida nas suas expressões faciais.
Lois engoliu em seco.
- Ainda há esperança. – Acabou por dizer.
O irmão de Emma nada disse, a esperança que habitava o seu coração começara a desvanecer-se quando fez uma semana que a sua pequena irmã tinha desaparecido sem deixar rasto.
- A culpa é minha. – Martirizava-se Jared inquieto no seu lugar, os olhos azuis raiados de sangue e com profundas olheiras eram resultado de várias noites passadas sem dormir.
- Não é tua culpa, Jared. – Confortou-o Shiloh dando-lhe uma palmada no ombro.
Uma lágrima escorrer dos olhos de Jared e este levantou-se abandonando a sala com brusquidão.
- Temo que cometa alguma loucura. – Desabafou Shiloh para Lois.
A loira respirou fundo, os seus olhos verdes estavam vidrados por as lágrimas.
- Entendo-o, afinal já passaram duas semanas e não encontramos nada que prove que ela ainda está viva. – Lois caminhou até perto de Shiloh e sentou-se ao seu lado.
- Mas como estás tu? – Quis saber agarrando a mão do homem.
Ele retraiu-se um pouco ao toque da meretriz, mas numa altura como aquela todo o apoio era bem-vindo.
- Tento erguer a cabeça. – Respondeu.
- Ainda tens esperança, certo?
- Pouca, Emma não tinha conhecimentos suficientes que a permitissem viver mais do que uma semana embrenhada no mato. – Levantou-se e encheu um copo com whisky, tinha-se tornado um vício beber daquele líquido desde o desaparecimento da irmã.
- Mas ela era inteligente e astuta, verás que certamente a esta hora está a tirar uma soneca debaixo da copa de uma qualquer árvore. – Tentou serená-lo.
Shiloh passou a mão por os cabelos de forma preocupada e, virando-se, olhou muito além dos cortinados e do vidro transparente da janela, suspirou.
O seu olhar divagava por as florestas imensas que ele apenas vislumbrara na sua imaginação e onde Emma dançava de braços abertos, os pés descalços na terra batida com vegetação rasteira, o sol a espreitar por entre as copas densas de árvores e no seu rosto surgiu um enorme sorriso. Desejava que ela encontrasse-se bem onde quer que estivesse, mesmo que nunca mais a visse, a esperança de que estaria algures por este mundo com o sorriso de menina que carregava desde sempre na face iria permanecer até ao fim dos seus dias.
- Posso dormir aqui esta noite? – Questionou Lois interrompendo os pensamentos de Shiloh. – Prometo não incomodar. – Garantiu.
Shiloh olhou-a e, ao fixar os seus olhos verdes de gato, arrepiou-se.
O passar dos anos tornara mais que evidente o que Lois sentia por Shiloh e este não poderia sentir-se indiferente à rapariga visto que entre eles havia um certo magnetismo, talvez fosse apenas o desejo de poder tomá-la como sua ou a adrenalina de enamorar alguém que andava na boca do povo por os piores motivos, mas Shiloh sentia-se estranhamente tentado a provar aqueles lábios cheios de que Lois era dona.
Abriu a boca para lhe responder mas nesse mesmo instante a porta abriu-se com brusquidão. Shiloh deixou cair o copo e correu para a porta principal com um sorriso nos lábios, já poderia ver Emma entrar por ali toda enérgica e pronta para contar as aventuras que tinha vivido por entre os extensos aglomerados de vegetação selvagem.
A desilusão, porém, estampou-se no rosto de Shiloh e de Lois, que o havia acompanhado, ao contemplarem Rosie.
Rosie era uma rapariga alta, bastante mais alta que Lois, a sua meia-irmã, era igualmente loira e com olhos verdes, sardas no nariz que mal se notavam na pele branca, elegante com um corpo esguio e esbelto.
- Assaltaram a minha casa! – Choramingou correndo na direcção de Shiloh e abraçando-o. Este agarrou-a e passou uma das suas mãos por os fios de cabelo longos e lisos.
- Calma, calma. – Sussurrou no ouvido dela.
Lois cerrou os punhos e o seu porte tornou-se rígido desviando o olhar do casal, metia-lhe nojo, dá-lhe um enorme ódio ter de os ver juntos.
Virou costas e subiu as escadas até ao quarto que costumava habitar quando vinha visitar Emma em dias mais perturbados e a noite já ameaçava cair.
- Magoaram o papá. – Continuou a lamuriar-se Rosie.
- Então será melhor irmos até lá. - Alvitrou, porém Rosie balanceou a cabeça de forma negativa.
- A mamã já cuida dele, pediu-me para te implorar abrigo por uma mão cheia de noites. – Rosie limpou algumas lágrimas que escorriam por o seu rosto e Shiloh ajudou na tarefa.
- Poderão ficar o tempo que for necessário. – Disse a voz de Jared que descia as escadas alarmado por o estrondo que se tinha feito soar á pouco.
- Obrigada Jared. – Agradeceu Rosie fazendo-lhe uma longa cortesia.
***
A noite tinha caído e, debaixo dos lençóis brancos de seda, Shiloh remexia-se. Tinha a cabeça a latejar e não dormia á já várias noites seguidas.
Dominique, o pai de Rosie, tinha sido esfaqueado com violência num dos braços e nos peitorais sendo que se encontrava agora a recuperar bem, os cuidados permanentes da herbanária de rua e sua esposa, Kate, mantê-lo-iam a salvo de possíveis infecções. Estavam do outro lado do corredor num dos melhores quartos da grande mansão de Jared e Rosie estava no quarto ao lado, ou assim pensava Shiloh. Essa ideia mostrou-se-lhe falsa quando a porta do seu quarto se entreabriu e alguém se deitou na sua cama, apercebeu-se logo que seria Rosie.
- Não consigo dormir. – Queixou-se deslizando a mão por os fortes abdominais de Shiloh. Este percebeu de imediato o intuito de Rosie ao querer deitar-se junto dele.
- Rosie… - Censurou-a, contudo não pode continuar a frase pois os lábios dela não o deixaram.
Envolveram-se num beijo longo e profundo até que ela resolveu retirar a camisa de dormir.
Shiloh levantou-se de imediato da cama, tinha prometido a Dominique que apenas lhe tiraria a virgindade após o casamento e Shiloh era um homem de palavra, gostava de ser honrado e como tal não pretendia dar motivos para que desconfiassem dele.
- Sabes que não podemos! – Sussurrou para não o ouvirem.
Uma lágrima deslizou por o rosto de Rosie, sentia-se rejeitada e isso magoava-a.
- Pensei que me amavas. – Sussurrou.
- E amo, mas sabes que não está certo!
Permaneceram calados e o silêncio instaurou-se ao ponto de se tornar incomodativo.
- Dormirei noutro local. – Acabou por dizer o homem saindo do quarto e deixando a sua futura esposa para trás.
Desceu as escadas de mármore e caminhou até á grande sala de estar onde, porventura, encontrou Lois.
- Pensei que dormirias. – Comentou Lois ao vê-lo entrar na sala.
Shiloh torceu o nariz e os olhares que trocaram foram mais que suficientes para Lois perceber o sucedido.
- Ao menos eu não escondo que quero um homem entre as pernas. – Protestou, Lois desprezava a irmã.
Shiloh nada disse, não desejava tocar em Rosie dessa maneira, ou seja, colher a sua flor, e teve medo que alguma palavra mal cuidada o denunciasse.
Lois levantou-se e deslizou até Shiloh colocando-lhe a mão sobre um dos ombros largos e fortes e trilhou um caminho de beijos desde o seu pescoço até aos lábios.
- Eu amo-te, quando me darás o devido valor? – Perguntou com as lágrimas a dançarem-lhe nos olhos. – Vais esperar até que desapareça como… como… - Não se sentia capaz de terminar a frase mas para quê terminá-la quando ambos sabiam o que se seguiria?
Shiloh tomou-a nos seus braços e os seus lábios encontraram os dele no profundo e proibido amor que os unia, as lágrimas salgadas dela inundavam o rosto de ambos jorrando em sinal de felicidade por finalmente o destino lhe dar algo que ela realmente se achava senhora.
O irmão de Emma pegou-a ao colo e cometeu o pior dos seus erros ao carregá-la até ao andar superior no quarto onde esta dormia.
Despiu-a das vestes de seda e tomou-a, até que a porta do quarto de Lois bater com estrondo.
Os dois ergueram-se e olharam em redor, alguém os tinha visto.





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Re: Lifeline

Mensagem por Fox* em Qua Maio 30, 2012 10:13 pm

Ok, muita coisa a descrever neste capítulo!
1º, a irmã, a Rose, lembrou-me uma criança mimada! A "fugir" porque o pai fora atacado, a tratar a família por "mamã e papá", a amuar porque o noivo cumpre a sua palavra... Não sei, não gostei dela!

2º, sou eu a única que pensa que a pobre Emma está a servir de banquete prolongado ao Michael e a mais quantos? Do tipo, reservatório fixo? Veio-me essa ideia à cabeça e ainda desconfio...

3º, Jared, Jared, Jared... O que andas a fazer, rapaz? Andas a deitar-te abaixo e a perder as esperanças? Sei que a situação é difícil, mas há que aguentar... Não sei bem o que achar deste jovem, desistiu muito cedo da procura... Também não me inspira muita confiança!

Shiloh e Lois! Acho-os adoráveis, tanto a honra dele como a honestidade dela! Tenho pena que sejam apanhados, mas sem dúvida que gostei do momento!

Nice chapter, Mia :D

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Re: Lifeline

Mensagem por Andy Girl em Sab Jun 02, 2012 5:32 pm

Agora é que a Lois está perdida!
Aposto que foi a irmã dela que a viu! Vai enforca-la!
A Emma, onde é que ela me anda e o que lhe está a acontecer?
Não podes terminar assim um cap e não dizer mais nada, deixar as pessoas curiosas desta maneira!
Logo agora que o Shilon se entregou!
Vá, mais!
Beijinhos!
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