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Crónicas Sangrentas

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Nitaa em Seg Maio 28, 2012 7:59 pm

Credo! Esse "Olá Camilla" assustou-me!
Será que é Liannus?
Começa a ter pena da Camilla. Pelo menos a história dela deixo-me com pena.
Quero mais! Rápido sff!!!
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Seg Maio 28, 2012 8:20 pm

Nitaa não te posso contar nada, mas não tarda irás descobrir! :p e saberás mais sobre a história da Camilla daqui a alguns capítulos. Obrigada e beijinho!! :p

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Andy Girl em Seg Maio 28, 2012 9:22 pm

O irónico eera e a profecia não foe da PandoraXD
Ma esta de vingança proomete, será que ela e vai tornar má?
Hum, isso parece um pouco mauXd
Quero ver mais, até tenho pena da Camila, embora a ache um pouco deprimente por só viver para o Lianus.
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Ter Maio 29, 2012 2:59 pm

Tu tens noção o quanto me passei por este "Olá Camilla?!" Tens?!
A sério, eu tenho pena deles! Agora que sei que disse isto, tenho mesmo vontade de te matar! Ainda vão muitos capítulos até nós descobrirmos...
Mas gostei especialmente deste por descobrirmos um pouco mais da vida de Camilla! Continuo a dizer que, apesar de obcecada e levemente louca, ela vai ser uma peça essencial...
Não sei porquê, apenas acho isso :D

Beijinhos

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Ter Maio 29, 2012 8:21 pm

Andy Girl, terás de esperar para ver :p Vão acontecer muitas coisas!! :p

Fox, tenho! Mas tu já sabes o que se vai passar a seguir lol :p Damn you Fox! Já começas com profecias outra vez?? Adivinhações e que tal. Raios da moça! Ai ai! :p


Ora aqui está o resto da história da Pandora. Não se esqueçam de visitar o Compêndio para não se esquecerem ou baralhem quanto a personagens e lugares. Aproveito para acrescentar que lá encontram fotos de todas as personagens importantes.








11. MARCUS - MASMORRA

Fui exilado para o Norte, para longe da minha querida Pandora. E esses anos foram os mais negros de toda a minha existência. Saber que ela se ia casar, saber que nunca mais a poderia ver, tudo isso era extremamente insuportável.

Ponderei imensas vezes em voltar ao Sul. Disfarçado, de barba comprida e cabelo rebelde talvez ninguém me reconhecesse... e mesmo que me reconhecessem, pouco me importava, desde que tivesse a chance de vislumbrar os olhos verdes e encantadores da minha pequena e corajosa Pandora...

Sabia para onde a tinham levado. Atlagand, a Terra dos Pântanos. Sabia que era perigoso, tanto passar a muralha para o Sul como entrar em Atlagand. As terras pantanosas eram traiçoeiras para quem não as conhecia. Terras lamacentas que, assim que pisadas, se moviam puxando-nos para baixo, envolvendo-nos como água até que, lentamente, sufucavámos com o seu abraço. Caminhos labirínticos que mais depressa nos guiavam para a morte do que para o nosso destino.

E se o terreno e as suas provações não nos matassem, os seus habitantes tratariam disso. Os famosos guerreiros Atlangandianos eram selvagens na sua forma de lutar e viver e os pântanos eram a sua casa. Movimentavam-se como ninguém, eram velozes e precisos, cuidadosos e fatais. Combinavam perfeitamente com o pântano que os rodeava, tornando impossível a sua captura.

Mas eu não me importava. Sabia que de alguma maneira conseguiria arranjar maneira de lá entrar.

Quando cheguei ao Norte alistei-me no exército do Rei e lá passei três anos agonizantes de batalhas campais com os guerreiros do Sul. Estávamos numa "guerra morna" onde nenhum dos reis ousava tomar um passo mais arriscado e os soldados estavam aborrecidos.

Até que o rei Leandros tomou um caminho que ninguém esperava.

Tens de compreender que, nesta altura, a nossa raça, apesar de já conhecida, era extremamente temida e incompreendida. Não que os tempos tenham levado a uma melhoria nesse aspecto particular.

E Leandros fez um pacto com Nicholas, o líder dos vampiros, como te deves lembrar. Leandros deveria "voluntariar" um milhar de humanos para os vampiros. Desses humanos, cerca de quinhentos tornar-se-iam vampiros e partiriam para a guerra e o resto serviria de alimento.

Era assim que o Norte planeava ganhar a guerra.

Era assim que eu planeava voltar para Pandora.

Voluntariei-me para fazer parte desse milhar e fui escolhido, após vários testes, terríveis e degradantes que me absterei de partilhar, que fui seleccionado para fazer parte dos quinhentos humanos "priviligiados" o suficiente para se tornarem vampiros.

Partimos para a guerra. O destino era Eupharnium, a terra de Pandora, mas eu tomei um desvio a meio do caminho. Ninguém deu por minha falta. Éramos todos vampiros recém-criados com os sentidos demasiado apurados e os cheiros confundiam-se na multitude de corpos.

Fui para Atlagand. Fui ter com a minha Pandora.

Não recontarei as provações porque passei no caminho para Atlangand. As vezes que me perdi e os selvagens que chacinei. Verdade seja dita, eram todos exímios lutadores e, por vezes, manhosos e trapaceiros, o que tornava o meu trabalho de passar por eles incólume cada vez mais difícil.

Mas cheguei, por fim, a Atlagand. Ficava situada numa pequena elevação numa clareira. Estava rodeada de pântanos e o cheiro era imundo. Franzi o nariz. Não sabia como é que Pandora suportava viver aqui. Encarcerada no meio de imundice e lama.

Ela nunca fora extremamente vaidosa, mas gostava das suas comodidades. Era, afinal de contas, uma princesa.

Não precisei de muito tempo até adivinhar onde ela se encontrava. As habitações em Atlagand eram feitas de canas e folhas e lama. Muita lama. Havia apenas uma de pedra, bem construída e separadas das outras que se encavalitavam umas em cima das outras. Era a casa do Senhor de Atlagand. Malachai.

Consegui esconder-me entre a vegetação e quando todos os habitantes regressaram às suas casas e a minha única oposição eram os poucos guardas, avancei.

Livrei-me deles sem qualquer problema e em silêncio total. Lembro-me de pensar imensas vezes como conseguiria eu ter reencontrado a minha Pandora se não fosse um vampiro?

Movi-me silencioso entre corredores e salas. A casa-palácio não era muito grande ou espaçosa, por isso não demorei muito tempo a encontrá-la. Só não esperava encontrá-la neste estado...

Enquanto me aproximava do quarto consegui distinguir os leves e fracos gemidos de Pandora. Sinceramente, no calor do momento, enraiveci-me como nunca antes o tinha feito pois pensava que Malachai, na sua completa imundice, estaria a conspurcar a inocência pura da minha Pandora.

Mas oh... o quão enganado estava eu...

Enfurecido como estava, entrei no quarto ao mesmo tempo de rebentava a porta a pontapé e grunhia como um animal selvagem. Não sabia o que faria quando os apanhasse juntos, mas nem foi preciso pensar no assunto.

Pandora estava deitada na cama, o seu vestido estava descaído nos ombros deixando o seu pescoço fino à mostra. E eu conseguia identificar dois pequenos fios de sangue de escorriam do seu pescoço e se perdiam no seu decote. Tinha os seus lindos olhos verdes fechados e franzidos com dor e aflição.

E Malachai. Malachai o Senhor de Atlagand, grande como um touro, alto como uma girafa, estava inclinado sobre ela e lambia os lábios. Tinha a pele queimada do sol e o cabelo pastoso e penteado para trás com lama dos pântanos. As suas mãos grandes envolviam a cintura fina de Pandora e ele sorria.

Malachai sorria como um louco enquanto me fitava com os olhos vermelhos e raiados de loucura.

"Estava à tua espera, pequeno. Consegui ouvir-te a milhas! Deves ser bem fresquinho." Ria enquanto falava. Largou Pandora e limpou o fio de sangue que lhe corria do lábio inferior e se perdia na pequena barba negra que lhe cobria o queixo.

Eu não senti medo. Talvez esta adrenalina viesse com os genes vampíricos, já que nunca fui muito corajoso na minha vida humana, mas medo era a última coisa na minha mente, naquele momento.

E a primeira era a Pandora.

O cheiro dela impregnava todo aquele espaço. E o que eu conseguia cheirar mais profundamente era o seu sangue doce. Isso, e a falta dele. Malachai sugou-a quase até à última gota e deixou-a para morrer.

Ergui os punhos, cerrei os lábios e fixei os olhos no vampiro experiente à minha frente. Ele era forte, conseguia senti-lo. Era experiente. E eu era um novato. Era vampiro há uns meros meses, não sabia nada de nada. Mas tinha a vantagem da força e dos sentidos apurados.

Desfiei-o com o olhar. Provoquei-o e avancei contra ele.

Ele respondeu-me com gargalhadas provocantes e olhares desdenhosos. Avancei com rapidez e acertei-lhe com o punho no nariz que cedeu e torceu escorrendo um fino fio de sangue. Mas ele nem se mexeu.

"Anda pequenote. Dá-me com tudo o que tens." E riu.

A sua sonora gargalhada cravejou-se-me na alma. Queria arrancar-lhe aquele sorriso da cara e descarregar nele todas as minhas frustrações. Queria salvar a minha Pandora...

"O que é que lhe fizeste? Olha para ela! Está quase morta!"

Malachai olhou de relance para Pandora que permanecia quieta no seu lugar e depois olhou para mim. A sua gargalhada murchou e de seguida morreu completamente. Estudou-me de cima abaixo enquanto me avaliava.

"Ela? O que tu queres com a minha mulher?"

Senti o sabor a sangue quando mordi a língua de frustração. Então eles sempre se tinham casado. Mas de que mais poderia eu estar à espera. Morden tinha dito que eles se iriam casar. E ela estava aqui. Não sei porquê, mas até agora ainda mantinha a secreta esperança que eles não estivessem juntos.

"Ela é tudo menos tua mulher. Uma mulher não é um objecto qualquer. Não podes apenas alimentar-te dela e descartar-te dela no segundo a seguir. Uma mulher precisa de ser amada e acarinhada. Coisa que um monstro como tu jamais saberá fazer!"

Ele riu de novo. Riu tão alto e com tanta pujança que achei que tinha acordado toda a aldeia.

"Para além de fraco és patético!" Gargalhou novamente enquanto descansava a mão na barriga proeminente. "Vou dar-te uma hipótese de saíres e não voltares a pôr os pés em Atlagand."

Olhou-me uma última vez e virou-se em direcção a Pandora, mas ela não estava lá. Arqueei as sobrancelhas espantado. Julguei que ela mal tivesse força para se mover, quanto mais levantar-se da cama e desaparecer.

Malachai devia estar a ponderar o mesmo, mas antes de ter tempo de procurar por ela, foi trespassado por uma adaga, mesmo no coração. Pandora gritou enquanto lhe espetou a adaga. Depois o seu grito morreu na sua boca mas permaneceu no ar, como um último suspiro. Pandora largou a adaga e caiu ao chão. Julguei-a morta.

Sempre fora a criatura mais corajosa que eu houvera conhecido até então. Mais corajosa que muitos soldados, atrevo-me a dizer.

Malachai agarrou-se à ponta da adaga que pendia do seu peito. "Não pode ser..." Murmurou antes de cair de joelhos. Aproveitei a minha oportunidade e avancei. Agarrei-lhe a cabeça com as duas mãos e gritando como Pandora o tinha feito, usei toda a minha força para a arrancar do seu pescoço.

Nem podia acreditar como tinha conseguido uma vitória tão fácil. É claro que os louros vão para a minha querida Pandora. Sem ela teria morrido, com certeza.

Pandora!

Lancei a cabeça de Malachai contra a cama e ajoelhei-me ao lado de Pandora. Respirava com dificuldade e tinha os olhos fechados. Sentei-me e pousei a cabeça dela no meu colo enquanto lhe penteava o cabelo com os dedos.

"Shhh... não fales..." Murmurei quando vi que os seus lábios rosados estavam a mexer-se.

Sentia lágrimas a queimarem-me por detrás dos olhos. Não conseguia acreditar que tinha chegado tão longe para a perder de novo. Não estava preparado para a perder quando a tinha acabado de encontrar...

Vi uma lágrima vermelha cair nos lábios cerrados de Pandora. Depois vi-a lamber a lágrima.

E depois lembrei-me.

Cortei o meu pulso com a unha e coloquei-o por cima da boca de Pandora. Lembrava-me como me tinha tornado num vampiro. Lembrava-me de beber sangue de Nicholas. Lembrava-me perfeitamente.

Sabia que a conseguiria salvar.

Tinha de a salvar.

Pressionei o meu pulso contra os seus lábios e esperei que ela bebesse. "Vá lá querida... bebe!"

Ela bebeu. Devagar ao princípio. E depois agarrou no meu braço com as duas mãos e bebeu avidamente. Tive de a segurar e puxar o meu braço com força para ela parar.

E ela parou. Só que depois veio a morte.

Pandora abriu os seus grandes olhos verdes e olhou-me por um segundo antes de gritar loucamente. Apertava as mãos contra o peito e gritava tão dolorosamente que me causava dor só de a ouvir.

Eu tentava segurá-la para ela não se magoar mas a dor era tanta que ela contorcia-se e rebolava pelo chão, gritando.

Até que, finalmente, parou.

Tentei ouvir algum movimento ou respiração. Nada. Estava morta.

Pandora abriu os olhos e olhou-me, espantada. E eu olhei-a, igualmente espantado. Para onde tinham ido os seus grandes olhos verdes? Ela encarava-me com duas grandes órbitas vermelho sangue. E neles eu via confusão e alegria.

"Marcus? És mesmo tu? Oh, meu Marcus... eu sabia que virias ter comigo. Eu sabia que me vinhas salvar! Sempre acreditei em ti! Sempre!"

Mas que saudades que eu tinha da sua voz doce.

Sorri e beijei-a. Um beijo casto mas repleto de significado. Ela sorriu e agarrou-me a cara com as duas mãos.

E o seu sorriso desvaneceu.

"Estás gelado! Estás tão frio... e branco... estás bem?"

Engoli em seco. Não sabia como lhe explicar esta minha nova natureza, aliás, nossa nova natureza. Tinha a certeza que ela reagiria mal. Sabia que ela odiava os vampiros pelo que fizeram aos seus irmãos.

Suspirei e olhei para as mãos.

A Pandora sempre foi inteligente e perspicaz, tenho a certeza que sabes bem disso. Passou a mão pelos seus próprios lábios e viu sangue. Viu o meu pulso cortado e a cabeça de Malachai descartada no meio do chão.

O seu sorriso transformou-se numa fina linha. Os seus olhos cerraram-se e ela levantou-se. Deixou de respirar completamente. Durante cinco minutos. E depois uma lágrima solitária escorreu-lhe pela face.

"És um vampiro."

Anui. Que mais podia fazer?

"E transformaste-me numa vampira?" Era uma pergunta. Mas era uma pergunta retórica. Ela sabia perfeitamente a resposta áquela questão.

Levantei-me também e olhei-a se cima pois era mais alto que ela. "Pandora, tu estavas a morrer. Não tive outra hipótese. Nunca te quis perder!"

Tentei pegar-lhe nas mãos mas ela sacudiu-me com veemência. "Balelas! Deixavas-me morrer! Conseguiste estar longe de mim todo este tempo, suponho que ficar longe de mim para o resto da eternidade não te fosse fazer diferença!"

Senti o seu rancor, a sua dor e a sua raiva.

"Não consigo existir sem ti..."

"E julgas que eu consigo existir desta maneira? Eu sou uma abominação! Um monstro! Odeio-me! Odeio aquilo em que me tornaste! ODEIO-TE!"

Sentia o meu coração despedaçar-se em mil bocados. Não sabia se ela me iria perdoar.

"Não te queria perder. Não te posso perder."

A minha voz arrastava-se. E ela continuava a gritar comigo, desesperada, e a chorar lágrimas carmim. Ela nunca quis ser vampira. Ela nunca quis sofrer como eu a fiz sofrer.

Pandora nunca me perdoou por aquilo que lhe fiz. Mas eu sei que não me perdoaria se não o fizesse. Uma existência longe dela mas a saber que ela continua viva é bem mais suportável do que uma existência sem esperança de a voltar a encontrar.

Bem, meu caro Liannus, o resto da história já sabes. Ficámos juntos uns anos até que ela decidiu que não conseguia existir comigo a seu lado. Eu afastei-me e tu aproximaste-te. Aproveitaste-te e tomaste o meu lugar a seu lado.

Tu, Liannus, que mataste a sua família sem dó nem piedade. Como podes ser cínico ao ponto de lhe dizeres que a amas? Como, Liannus?

Continua...

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Nitaa em Ter Maio 29, 2012 8:40 pm

Credo!! Que final!
Ele matou a família dela! Mas porquê?
E deixa-me que diga: que belo amor o do Liannus (pura ironia mesmo).
Quero mais! Rapidamente!
A tua escrita é clara, simples, mas enriquece o texto de uma forma maravilhosa e a história está brutal!
Estou a amar!!
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por CatariinaG' em Ter Maio 29, 2012 10:16 pm

juro que só consigo odiar o fato de o Marcus estar encarcerado.

No entantus (latim à Catarina xD)... AMO isto, amo mesmo muito... (como é que se pode amar muito?!)

*
A sério, agora que estou a acompanhar como deve de ser, percebo o quanto amo esta história. Please continuate xD continuate istoe quie é mui gyruh xD

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Ter Maio 29, 2012 10:26 pm

Ah, estamos a aproximar-nos da verdade! Este Liannus e a sua eterna capacidade de magoar aqueles que "ama" continuam a surpreender-me! A sério, eu adoro como criaste estas duas personalidades que, de tão diferentes que são, conseguem conquistar a Pandora (se bem que de formas ligeiramente diferentes...)
Continuo na minha, ninguém bate o William!

(Vou fazer dois casais: William e Pandora com Marcus e Camilla! Que achas?! xD)

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Moggo em Ter Maio 29, 2012 10:55 pm

Whut? William/Camilla ("Wilcam?" ) is the s**t!

(Sente-te feliz, Pandora. A tua história tem shipwars.)

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Ter Maio 29, 2012 11:56 pm

Nitaa, isso só saberás daqui a muuuuuuuito tempo! xD O Liannus tem uma maneira esquisita de amar as pessoas, verdade seja dita... Fico muito contente por estares a gostar e continuares a comentar! :p obrigada!!

Cata yey! E nem sabes o que para aí vem! Ui, ui! O que eu tenho planeado :p obrigada querida pelos comentários e incentivo!

Fox pois! Como disse à Nitaa, o Liannus ama de uma forma esquisita... :x Omg a mulher é doida! As coisas que tu inventas xD Devo dizer que William e Pandora tem um certo apelo... hum... lolol Mas não me parece que o Marcus tenha olhos para outra sem ser a Pandora... :p (quem sabe! :roll: ) Obrigadaaa!

William/Camilla? Humm... confesso que ainda gosto mais desse do que William/Pandora! xD e omg estou tão feliz! Shipwars na minha história é a coisa mais awesome que me podia acontecer! Thank you Fox, Thank you Moggo! xD

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Qua Maio 30, 2012 3:35 pm

Nem comecem! Camilla e William?! Pah, não posso! A mulher depois ainda devorava a Lídia e seria complicado contrabalançar um amor desses... Só se o William comer o Liannus (perv minds!)!

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Moggo em Qua Maio 30, 2012 4:11 pm

*corre em defesa do seu crack!OTP* Não se o Liannus ficar com a Lídia. Ela tem a genica da Pandora, (que ele aparentemente acha sexy) mas não os baldes de *angst* (que...okay, eu não me lembro do que ele pensa disso.) O que deixa o terreno livre para Will/Camilla, e automaticamente também para Pandora/Marcus. É perfeito, perfeito, perfeito.

(Não me liguem, acho que comi um doce estragado.)

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por CatariinaG' em Qua Maio 30, 2012 4:17 pm

quando li o comentário da Fox* pensei, por extremos momentos, que estavam a falar da realeza de inglaterra... que por assim dizer... William e Camilla juntos não é bem um par que eu gostasse lá muito de ver, mas pronto(S)... x


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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Raaky* em Qua Maio 30, 2012 4:27 pm

*Here comes the Yaoi/Slash lover xD* O que? LiannusxWilliam é que é! O Will dá um fantastico badass uke xD
LiannusxMarcus tambem dá, mas o Marcus tinha de estar calado maior parte do tempo xD

(Já viste Pandora, até tens yaoi shipwars xD)
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Qua Maio 30, 2012 4:51 pm

Catarina, não! A sério, o que eu imaginei quando li o teu comentário! Impossível! :D
Deixa lá estar a Kate!

Oh pah, vou ter de começar aqui a puxar as coisas para a batalha?! Eu até me atirava aos spoilers para continuar com os meus ships, mas não vou fazer isso... Ainda!
Pensem lá comigo, William e Pandora (Crónicas, people!) a defender a sua santa terrinha do Lianuus e (ok, até gostei da ideia!) Marcus? Boa química!
Se bem que, se é para começarmos com yaoi, eu tenho outras ideias... ;)
(Camilla e Pandora FTW! xD)

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qua Maio 30, 2012 5:28 pm

Omg! Nem acreditam o quão orgulhosa estou! xD Shipwars, Yaoi shipwars! Opá, venha tudo! Eu vou agradecendo as ideias! E bem, conforme tenho a história planeada talvez alguns desses ships sejam impossíveis, outros bem possíveis... *assobio* não digo mais nadaaaaaa!

Fox, Camilla/Pandora soa-me bastante sexy... hummmm xD

Raaky, acho que o Liannus era capaz de amordaçar o Marcus... talvez assim a coisa até funcionasse bem melhor! xD

Oh, gawd... que dirty minds que povoam estes comentários... xD

Cata: LOOOOOOOOOOL! Só consegui soltar um grande: YUK! xD

Moggo, gosto dos teus argumentos... Encontras solução para todos os pontos de vista :p

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qua Maio 30, 2012 10:41 pm

Conheçam o actual Rei do Norte, Adolphus. Não se esqueçam de visitar o Compêndio para não se esquecerem ou baralhem quanto a personagens e lugares. Aproveito para acrescentar que lá encontram fotos de todas as personagens importantes.







12. Adolphus - Ostland

Estava frio. A madrugada arrastava-se lentamente e o sol tardava a aparecer. Um espesso nevoeiro rodeava o castelo e os campos e tornava o ar pesado e melancólico. Adolphus passeava pelas ameias do castelo enquanto ponderava no futuro do seu reino.

Tinha deixado a coroa pesada e pejada de diamantes nos seus aposentos mas tapava a sua farta cabeleira cinzenta com o capuz do manto que envergava. O manto era, sem sombra de dúvida, mais quente e aconchegante do que a coroa de ouro.

Adolphus tinha perto de cinquenta Primaveras e uma dúzia de filhos. Dois da sua primeira mulher, Tatiana, que faleceu ao dar a luz o segundo filho; os outros três da sua segunda mulher, Marjory, que tinha ousado traí-lo com um bardo de falinhas mansas e olhar de carneiro que tinha sido executada; e os outros sete da sua terceira mulher, Barbarella, uma rapariga forte de ancas largas e uma boa parideira. Infelizmente gostava tanto de beber como de fazer filhos, pelo que morreu com uma intoxicação de vinho estragado.

Eram sete rapazes e cinco raparigas. Os mais velhos já estavam todos casados, sobrava-lhe os mais novos com 10, 8, 5 e 3 anos. E para esses já tinha planos de matrimónio.

Adolphus tinha-se casado de novo. O casamento tinha sido celebrado há dois dias e a sua noiva era uma coisinha deliciosa. Não tinha ainda dezoito Primaveras mas tinha um sorriso que lhe fazia tremer os joelhos. Era filha de Osmund, o Senhor de Pragaril, uma das terras entre fronteiras que tanto pertencia ao Norte como ao Sul. E neste momento aprazia a Adolphus que Pragaril pertencesse ao Norte. Por isso casara com Lysanna. Tinha uma secreta esperança que esta noiva vencesse a praga maldita que pairava na sua casa e nas suas mulheres e sobrevivesse muitos anos até à sua morte. Mas temia que, com a sua figura frágil e ancas finas, não sobrevivesse ao primeiro filho.

Muitos dos seus senhores vassalos conjecturavam, nas suas costas, claro, que se isso acontecesse seria um sinal de boa fortuna, já que Adolphus poderia desposar de uma outra filha de um outro Senhor importante e, assim, ajudá-los a ganhar a guerra.

Adolphus parou e suspirou enquanto encarava o distante Sul, que não conseguia vislumbrar de tão longe que estava. Estava numa guerra que não queria. Uma guerra herdada dos seus antepassados longínquos. Não a tinha começado, mas pretendia terminá-la. Ponderava terminá-la em termos de paz, mas perturbava-o o facto de ser o único com esse desejo.

Nenhum dos seus vassalos nem, pelo que sabia, nenhum dos seus inimigos o queria. O Norte desejava subjugar o Sul e vice-versa.

Nicodemos, o seu conselheiro chefe aproximou-se. Era velho, mas muito sábio. Tinha perto de oitenta Primaveras, mas a saúde de um jovem guerreiro. Adolphus conhecia-o desde criança e tomava os seus conselhos muito a sério.

"Nico, meu caro, vai para dentro. A madrugada está gelada e isso não te faz bem aos ossos." Levantou o braço e depositou uma palmada amigável nas costas frágeis do conselheiro. Que riu com vontade e depois tossiu.

"Meu Rei, quando os meus ossos congelarei dai-os aos cães. Ao menos alguém ficará contente." Riu e tossiu mais um pouco. Contemplaram em silêncio os campos. O nevoeiro teimava em não levantar. Iria ser um dia tenebroso.

"Que notícias trazes, Nico, para vires ter comigo neste frio gelado?"

Nicodemos suspirou pesadamente e enrolou a comprida barba branca no dedo indicador. "Meu Rei... perdemos Lordamore." Lordamore era outra cidade fronteiriça, perto de Pragaril. "O Rei Theodorus mandou passar as aldeias circundantes pela tocha e matar toda a gente. Foi um massacre. Quem conseguiu fugir refugiou-se dentro das muralhas de Lordamore, mas estão cercados. O Senhor Ireneus implora pela vossa ajuda."

Adolphus fechou os olhos e suspirou pesadamente. Estava farto de guerra. Nascera na guerra, crescera com a guerra e vivia com a guerra. Na verdade, não conseguia apontar uma única alma viva que soubesse o que era paz.

Após uns minutos de silêncio Adolphus falou. "Quantos homens?"

"Três mil, senhor. Mas não sabemos se será uma emboscada."

"Bem sei. Não posso tirar as minhas patrulhas de Rhodontis pois temo um ataque pelo mar. Muito menos as patrulhas posicionadas na fronteira." Coçou a barba, ainda por fazer. "Mandarei quatro mil dos meus melhores homens. Terei de tirar cerca de quinhentos de cada patrulha perto da fronteira e mandarei o resto daqui. Não tenho outra opção. Tomai os devidos preparos, Nico. O meu filho Magdarius comandará as tropas. Ele que leve Dargonil e Abraxilius, os seus irmãos ajudá-lo-ão."

Nicodemos anuiu mas não fez menção de se mexer dali. Ao invés disso esfregou as mãos uma na outra na vã tentativa de as aquecer. "Meu Rei, não creio que este ataque seja um acaso. Acho que Theodorus está a planear um ataque em grande. Ouvi rumores que ele conseguiu aliados das grandes ilhas. Não vemos um bárbaro das ilhas em terra há séculos, mas se Theodorus conseguiu a sua ajuda..." Interrompeu o seu discurso e abanou a cabeça negativamente. "Os bárbaros de pele escura são bem treinados com as lâminas e com o arco, meu Senhor. Não sei qual será a nossa chance se este acordo foi realizado..."

Adolphus permaneceu calado. Sabia qual iria ser a próxima sugestão de Nicodemos. Já a tinha ouvido diversas vezes. Ouvira o seu avô falar nela, ouvira o seu pai falar nela e já dera por si a pensar nela. Mas era deveras arriscado.

"Temos de ponderar num acordo com os sugadores, meu Rei..."

Vampiros... aliar-se aos vampiros...

Adolphus anuiu vagamente mas não disse nada. Nicodemos entendeu e saiu sem mais uma palavra.

O Rei do Norte iria ponderar uma aliança com os vampiros.

Continua...

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Qui Maio 31, 2012 9:44 am

Adoro esta música, em primeiro lugar (mas a Clarevoyant tem aqui um espacinho especial!) e gosto muito da personalidade do Rei. Não treme, mesmo sendo obrigado a tomar decisões difícieis como a aliança, e pensa sempre no melhor para o seu Reino! Estou à espera de grandes novidades por aqui, sem dúvida!

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Nitaa em Qui Maio 31, 2012 4:16 pm

Gostei do rei.
Parece um homem sábio!É pena na situação que vive, mas que se pode fazer?
Achei tanta piada à morte da terceira mulher. Boa parideira e bêbada! Morte: afogou-se em vinho estragado! ahahahahah
Best Dead Ever xD
Quero mais, sim?
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por CatariinaG' em Qui Maio 31, 2012 8:30 pm

mim loves the musique!
:D
*É bom relembrar-me da história.
Gostei muito. *
PS: a Ginny manda beijinho.

____________________________
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Maio 31, 2012 11:52 pm

Fox, Iron Maiden é old school e super awesome! :p é impossível não gostar :p Ah pois, mantém-te por aqui que a história do Rei ainda nem começou... do Rei e da Rainha... :x Obrigada!

Nitaa, true... veremos que decisões irá ele tomar de futuro! Ahah, acho que estava inspirada quando comecei a descrever as ex-mulheres do soberano. Foi intoxicação de vinho estragado, mas continua a ser boa, não? xD Obrigada!

Cata the musique is totally awesome! ZOMG kissu nos bigodes da Ginny! xD

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Sab Jun 02, 2012 1:57 am

Não se esqueçam de visitar o Compêndio para não se esquecerem ou baralhem quanto a personagens e lugares. Aproveito para acrescentar que lá encontram fotos de todas as personagens importantes.




13. Pandora - Arindale

Pandora cambaleava, exausta. Os cortes no seu corpo já não estavam abertos e o sangue já não escorria, mas ainda não havia recuperado. Estivera o dia inteiro envolta nas Correntes de Punição e agora as feridas doíam-lhe.

Esperara o mais que pudera. Aguentara a dor sem soltar uma única palavra ou um simples gemido. Por vezes sentira-se desfalecer, mas não se permitiu tomar a saída fácil e sucumbir à escuridão. Fechou os olhos e aguentou a dor lembrando-se sempre que já tinha passado por dores bem piores.

Primus... Darius... Argos...

E as Correntes apertavam cada vez mais o seu corpo franzino. Sem dó. Sem piedade.

E ela esperou. Aguentou. Suportou.

Mas a orientação não chegou. O sofrimento que lhe inundava todos os poros não foi aliviado e a sua alma estava cada vez mais pesada. Já tinha aguentado milénios nesta dor permanente, não sabia quantos mais poderia aguentar sem vingar os seus irmãos.

Tentou esperar mais uns minutos, talvez assim obtivesse algumas respostas. Mas sabia que não conseguia. Sabia que se mais algum do seu sangue fosse vertido, ela acabaria por morrer. E não se iria permitir esse descanso final sem vingar os seus irmãos.

Nunca.

O regente correu para si com os seus pés descalços e apressado. Retirou-lhe as correntes e amparou-lhe a queda. Levou um cálice cheio de sangue quente à sua boca, mas Pandora recusou.

Sentiu o cheiro de sangue humano e agoniou-se.

O regente insistiu, mas Pandora abanou a cabeça veemente e foi apenas com o violento safanão que a vampira deu ao cálice, derrubando-o, que ele desistiu. Levou-a a cambalear até um banco e sentou-a enquanto uma serva de cara tapada com um lenço de linho lhe limpava as feridas.

"Senhora Pandora, por favor, beba um pouco de sangue..." O regente estava nervoso. Pandora sabia que ele não queria que ela saísse do Templo em tal estado. Assim que voltasse para Liannus, ele ficaria furioso e procuraria o responsável.

Mas Pandora não iria desistir. Não bebia sangue humano há séculos. Alimentava-se de sangue dos animais, nada mais. Não era o mesmo, sabia-o perfeitamente. Mas o sangue humano nunca lhe soubera bem. O sabor pungente a ferro lembrava-a demasiado bem da noite em que perdera os seus irmãos.

Assegurou o regente que ficaria bem e que se fortaleceria assim que saísse do Templo. Deixou-lhe um colar pesado de ouro como agradecimento e o regente recusou fracamente com os olhos a brilhar de ganância.

Pandora sorriu e deixou o colar em cima do banco quando saiu, sabendo perfeitamente que o regente o poria ao bolso assim que ela saísse do Templo.

Quando saiu e sentiu o ar fresco da noite fechou os olhos e rodou o pescoço, sentindo os seus ossos estalarem. Apoiou-se na coluna das portas de entrada do Templo. Apetecia-lhe chorar... Por Jebez, apetecia-lhe tanto chorar.

Apertou os punhos contra o seu corpo e cerrou os lábios. Agora não. Estava demasiado fraca para derramar lágrimas de sangue. Mais tarde... na solidão do seu quarto.

Abriu os olhos e olhou em volta. O Templo das Sevícias ficava no cume de uma montanha adjacente à cidade de Arindale. Se descesse pelo lado Sul do Templo iria ter à floresta perto da cidade. Na floresta havia sempre animais. E ela precisava de se fortalecer.

Anuiu inconscientemente e começou a descer as escadas íngremes do lado Sul do Templo. Quando chegou ao fundo sentiu-se tonta. Apoiou-se na muralha que rodeava a cidade e inspirou fundo, mesmo sabendo que isso não a faria sentir melhor.

O guarda do portão aproximou-se dela, reticente. "Senhora Pandora..." Ela cerrou os olhos. Aborrecia-lhe o facto de toda a gente saber quem ela era... "Sente-se bem?"

Pandora conseguiu arranjar forças para sorrir e endireitar-se. "Obrigada. Estou bem." E retomou o seu caminho saindo pelos portões em direcção à floresta. Tomava passos calculados e cuidadosos, mas mesmo assim sentia-se a andar em ziguezagues. Talvez devesse ter tomado um ou dois goles do sangue que o regente lhe oferecera.

Mesmo sendo humano...

Mordeu o lábio inferior e concentrou-se em chegar à orla da floresta. Inspirou fundo novamente para tomar coragem e parou de repente. As suas tonturas foram esquecidas momentaneamente. Inspirou de novo enquanto olhava em volta freneticamente.

"Não pode ser..."

Podia jurar que se tivesse um coração que funcionasse, este estaria a bater a mil à hora neste momento. Já tinha a certeza, mas inspirou novamente. Podia estar enganada. Tinha de estar enganada.

Marcus...

Não estava enganada. Ele estava ali. Ele estava perto. Ele estava em Arindale! Pandora sentiu-se sufocar. Não sabia como podia estar a sentir-se assim, mas estava. Não via Marcus há mais de um milénio. Tinha-o mandado embora da sua vida. Mas ele estava ali...

Um pensamento solitário vagueou na sua mente e ela pensou que ele podia estar ali por ela. Só para a ver. E quando pensou em sorrir com esse pensamento, abanou a cabeça veemente. Não se podia deixar envolver novamente...

A culpa era dele.

Marcus fizera-a. Ele tornara-a neste monstro. E quando estava com ele sentia-se cada vez menos ela própria. Sentia sede. Muita sede. E ela queria sentir tudo, menos sentir que era vampira.

Por isso virou as costas à floresta em direcção ao cheiro. Estava longe, muito longe. Não era na cidade. Por isso não o tinha sentido antes. Dentro da cidade todos os cheiros se misturavam. Aqui, ao ar livre, era mais fácil distinguir a origem dos cheiros.

E estando tão fraca como estava, o cheiro do sangue de Marcus chamava-a como nada mais o poderia fazer.

Tentou correr, mas tudo o que atingiu foi um cambalear nervoso e estranho. Apressou-se o mais que podia em direcção ao cheiro. Estava mais perto. Tinha a certeza que era ele. Viu um edifício.

A Masmorra de Liannus?

Parou enquanto pontos de interrogação surgiam na sua mente. Mas não permaneceu assim muito tempo. Tinha de descobrir o que se passava. Porque estava Marcus ali...?

Quando chegou à porta da masmorra estava exausta. A sua cabeça estava muito leve e podia jurar que não conseguia sentir o chão debaixo dos seus pés. Mas nada disso importava agora. Descansou alguns segundos e depois esmurrou a porta com toda a força que possuía de momento até ao guarda aparecer.

O guarda olhou-a de cima abaixo e não pareceu reconhecê-la. "Preciso de entrar." A sua voz era quase inaudível. O guarda sorriu e palitou os dentes com a unha afiada e comprida do dedo mindinho da mão direita.

"E quem és tu, boneca?"

Pandora endireitou-se e olhou o guarda com superioridade. "O Liannus sabe bem quem eu sou. E tu também o devias saber. Sou Pandora. E isso para ti deve bastar." O guarda tirou a mão da boca e endireitou-se, mantendo agora um semblante sério. Podia não a ter reconhecido à primeira, mas o seu nome e a menção de Liannus sem o seu título de Mestre, auferia-lhe alguma autoridade.

Não lhe agradava propriamente utilizar o nome de Liannus para atingir os seus fins, mas neste caso não viu qualquer mal nisso e empurrou o seu orgulho para bem longe dos seus pensamentos.

O guarda engoliu em seco e anuiu rapidamente enquanto abria a porta. "O que procura? Quer que a leve a alguma cela?"

Pandora disse-lhe que não e deixou-o para trás enquanto se embrenhava nos corredores labirínticos da masmorra. Não precisava do guarda para nada. O seu nariz era um óptimo guia.

Ziguezagueou pelos corredores, ignorando o cheiro a dejectos humanos que se apoderava de todos os seus sentidos. Ignorou também as tonturas que a faziam cambalear e perder o equilíbrio. Estava perto. Sabia-o.

Só precisava de mais uns passos... Já conseguia avistar a forma curvada de alguém dentro da última cela do corredor.

"És mesmo tu..." Suspirou enquanto se deixava afundar contra a parede perto das grades da cela de Marcus. Ouviu um restolhar de folhas e um grito de espanto e sucumbiu à escuridão.

Continua...

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Nitaa em Sab Jun 02, 2012 9:23 am

CREDO CREDO CREDO CREDO CREDO!!!
ELA ENCONTROU-O :O
E DESMAIOU :O
Isto vai mudar muita coisa, certo?

Pandora escreveu:Parou enquanto pontos de interrogação surgiam na sua mente.
Achei original a forma como demonstraste a confusão dela.
Muito criativo e enriquecedor do texto.
Bem, toda a tua escrita dá brilho à tua criatividade usada para criares esta maravilhosa história.

Acho a Pandora uma vamp muito correcta. Apesar do sofrimento, da dor e de precisar urgentemente de sangue, ela consegue negar sangue humano. Vendo bem, eu gosto da forma de ser dela (para já). Principalmente não deixar que o Liannus a controle.

Continua!!
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por CatariinaG' em Sab Jun 02, 2012 10:24 am

Mim gostou tanto desta crónica!!!!

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Sab Jun 02, 2012 11:03 am

I remember this! Foi o reencontro! Oh Deus, como gostei deste momento e do que veio!
Achei tão fore a forma como ela reparou na presença dele e como se arrastou até à masmorra apenas para o ver... Nem imagino a cara do Marcus ao aperceber-se que ela tinha chegado, após tantos anos!

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Re: Crónicas Sangrentas

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