FanFic Nacional
Inscreve-te no fórum para teres acesso a comentários, galerias e votações.

Crónicas Sangrentas

Página 3 de 7 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qua Maio 23, 2012 3:30 pm

Ehehe obrigada Fox! Mas eles aqui ainda não eram vampiros, só depois é que se tornam vampiros, se bem te lembras. Quer dizer, a memória no principio é deles já vampiros. Fico contente por não achares isto estupidamente lamechas. Eu quero mesmo demonstrar o Marcus como um romântico incurável imensamente lamechas, mas não quero abusar... não o quero pôr a vomitar arco-íris com cada frase (apesar de ele já estar a fazer um pouco isso... hummm) mas pronto.

Mais coisas lhe esperam quando eu avançar finalmente para território ainda inexplorado xD tenho coisinhas interessantes reservadas para o nosso lamechas de serviço... muahahaha! :p Obrigada pelo comentário!!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por CatariinaG' em Qua Maio 23, 2012 9:25 pm

<3
Marcus levantou-se de rompante, furioso e desesperado. Começou a andar de um lado para o outro à frente do banco de pedra onde Pandora o fitava. Passava uma mão pelo cabelo enquanto a outra se abria e fechava nervosamente.

"Mas tu és vampira, Pandora! Quer queiras, quer não! Quer te arrependas, quer não! És vampira. Aprende a viver com isso." A sua voz estava alterada. Esganiçada e algo afectada. Para além do mais achava que estava a ser muito duro com ela. Mas não a queria perder.

Acho que basta dizer isso, não?!
=)

____________________________
avatar
CatariinaG'
Administradora
Administradora

Histórias Publicadas : -----------

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qua Maio 23, 2012 10:36 pm

Ahaha penso, portanto, que gostaste, certo Cata? xD Obrigada querida, beijinhos!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por DeeSousa em Qua Maio 23, 2012 10:40 pm

woooow!!! Ainda ontem - mais ou menos - tinhas postado o primeiro e agora já vais tão a frente! osh gosh!!1

Bem, já sabes que eu adorei este capitulo. Gosto da frieza dela que contrasta com o amor dele. É lindo e olha que nem sou muito romantica, mas gosto de coisas assim. Eles que sofram muhaha xD E sabes que adoro a maneira como escreves!

Espero que chegues rapidamente ao capitulo que tinhas no antigo forum ^^

beijinhooooo querida Pan-Pan :D - eu cada vez que falo contigo arranjo uma alcunha nova...LOL não leves a mal -


Beijinhos!!! :D
avatar
DeeSousa
Bocage
Bocage

Localização : Everywhere

Histórias Publicadas : -----------

http://theunforgivensouls.blogspot.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qua Maio 23, 2012 10:44 pm

Olá Dee!! Lol, pois, não foi bem assim mas foi quase. É que como tenho tantos capítulos para actualizar tenho postado um por dia. Mas tu já leste todos por isso não há grande problema, certo? Eu não mudei nada em nenhum porque quando for para mudar esta história vão ser mudanças drásticas! Por isso vou terminá-la aqui no fórum e depois aperfeiçoo à minha maneira :p Ainda falta um POUQUINHO para chegar onde estava xD

Podes chamar-me o que quiseres xD é óbvio que não levo a mal, ora essa! :D beijinhos e obrigada pelo comentário!!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Andy Girl em Qui Maio 24, 2012 1:27 am

woW
Eu li estes capítulos assim de rajada e fiquei de boca aberta.
A sério, tipo, era quase como ler um livro e para ser sincera, já li livros muito piores que isto!
Não lees a mal, mas ate fico com inveja e com vontade de saber escrever tão bem como tu!
A forma como descreves tudo e a personalidade que dás as personagens é de fazer cair o queixo!
Olha, fiquei fã!
Voou acompanhar o resto, poosso é demorar a comentar, mas vou acompanhar com certeza!
avatar
Andy Girl
Camões
Camões

Localização : Num Lugar Chamado Sonho

Histórias Publicadas : -----------

http://cantarsentimentos.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Maio 24, 2012 2:13 pm

Andy Girl fico muito contente por teres gostado!! Eu tenho estado a pôr +/- um capítulo por dia porque tenho muitos para postar! Ainda bem que ficaste fã! :D Ainda não viste bem a quantidade de personagens que tenho para apresentar xD eu sou um bocado frenética a criar personagens... por isso criei o compêndio, para ninguém se perder entre mil personagens! xD Mais uma vez, obrigada!!

Está na altura de conhecer os companheiros do William. Espero que gostem deles! E não se esqueçam de visitar o Compêndio para não se esquecerem ou baralhem quanto a personagens e lugares. Aproveito para acrescentar que lá encontram fotos de todas as personagens importantes.







8. WILLIAM - LOCH CILWYRR

"Hey, Grandalhão, tem com calma com a tua lança! Ainda arrancas um olho a alguém." William ria enquanto dava um aviso em tom de reprovação ao seu amigo. Oscar podia ser um brutamontes e um narcisista com um ego do tamanho do mundo, mas não era negligente nos seus treinos. Will sabia que ele nunca magoaria um amigo de propósito, mesmo no treino mais duro.

Oscar gargalhou com vontade e içou a lança no ar. "Quem é que morreu e te consagrou o nosso líder, ó espertalhão?" Piscou-lhe o olho e lançou a lança com toda a força e velocidade. William nem piscou os olhos e a lança aterrou-lhe um centímetro à frente do pé.

Soltou um ronco de gozo e arrancou a lança do chão, tarefa que se complicou um pouco pois teve de usar alguma força para a conseguir desprender. Oscar ria enquanto caminhava para o ajudar. Will soltou a lança e riu alto. "Estás a ficar sem pontaria, Grandalhão. Estava à espera de ficar sem o dedo do pé." Recebeu outra gargalhada e uma palmada de agradecimento nas costas que o deixou sem fôlego quando lhe devolveu a lança. Depois sorriu e olhou em volta, satisfeito.

O treino do dia ainda ia a meio mas os seus recrutas estavam cada vez melhores. Eram apenas sete, de momento. Os homens mais velhos estavam ocupados com as colheitas, mas com esses Will não se preocupava. Todos tinham foices afiadas em casa e não tinham medo de as usar, caso algum sugador passasse pelos recrutas sem ser detectado. Os mais novos como Matthew e alguns rapazolas, tinham tentado, em vão, pertencer ao grupo, mas Will achava que eram muito novos e deviam dedicar-se à pesca ao invés de se dedicarem à caça. Literalmente.

Oscar, o Grandalhão, estava a lutar contra um dos seus rapazes mais novos, o Cuco. Chamavam-lhe Cuco porque a sua mãe tinha-o abandonado à nascença. Não era de Loch Cilwyrr nem de nenhuma das aldeias dos arredores, por isso ninguém a conhecia. Apareceu numa noite e foi apenas vista por um dos homens que sofria de insónias e vagueava ao acaso naquela noite. Deixou o Cuco à porta da família do Oscar, cuja mãe tinha morrido há dias, e desapareceu sem rasto.

O pai do Oscar, meio louco de desgosto pela perda da sua mulher, tomou o Cuco como se fosse filho dele, sem nunca saber ao certo se o era ou não. Mas Oscar e os seus irmãos sempre trataram Cuco como se fosse família, e era assim que ele se sentia, mesmo quando o seu cabelo louro, quase branco, e a sua estatura franzina contrastava com o negro que cobria a cabeça e a face do Grandalhão e o seu 1,90m de puro músculo.

Do outro lado do descampado, Benjamin atirava setas com pura mestria contra alvos que se encontravam demasiado longe, na opinião de Will. Mas Ben, surpreendentemente, acertava sempre em cheio no meio do alvo. Ben era fininho e alto. O seu cabelo era castanho e chegava-lhe ao fundo das costas. Gostava de o amarrar com um pedaço de cordel e o seu sorriso era, na opinião do mesmo, o seu ponto forte.

E as raparigas da aldeia concordavam, na sua maioria, com ele. Ajudava o facto de ele ser formoso e ter uma lábia de todo o tamanho. Will ria às gargalhadas quando, praticamente todas as semanas, assistia ao Ben a fugir a toda a velocidade de algum pai descontente com os avanços de Ben para a sua filha. Lembrava-se particularmente do pai da Lidia que tinha ameaçado que se Ben se voltasse a aproximar da sua filha ou morria uma morte bem lenta ou se casava com a sua filha assim que o galo cantasse.

Escusado será dizer que foi remédio santo para Ben deixar de largar cantadas de cada vez que a morena passava à sua frente.

À sua esquerda, Timothy, o filho do pároco da vila e seu ajudante nas orações, empenhava dois pequenos machados contra o longo e forte machado de Donnal, o filho do ferreiro. Tim, apesar de ser nervoso e acanhado, tinha tanta coragem quanto o Grandalhão. A sua estatura era mediana e os seus músculos quase inexistentes. Usava o cabelo preto pelos ombros e solto, sempre para a frente de modo a tapar-lhe o acne que, para mal dos seus pecados, lhe cobria toda a face vermelha.

Don era carrancudo e tinha um feitio impossível. Era gordo e baixinho, com umas pernas curtinhas e rechonchudas que eram, muitas vezes alvo de gozo. Principalmente porque Don se irritava sempre que alguém decidia fazer pouco dele. Usava sempre um elmo na cabeça feito de ferro que ele próprio havia forjado. Nunca ninguém o tinha visto sem o elmo e havia até quem comentasse que ele dormia com ele enfiado na cabeça. Muitos afirmavam ser para esconder a calvície que era tão característica na sua família, apesar de ninguém o saber ao certo.

Melisizwe, o Forasteiro, era um homem alto, pouco mais velho que Will, de tez negra como carvão e dentes tão branco como a neve. Tinha aparecido um dia na aldeia magro, cheio de fome e doente, com uma febre terrível. Era ainda um rapaz de 11 anos. Muitos aldeãos tinham cuspido para o chão para afastar o mal e rezado orações pois achavam que a chegada de alguém como Melisizwe só podia ser um mau augúrio.

Nunca tinham visto alguém tão escuro como aquele forasteiro e por não o compreenderem queriam-no fora dali o mais rápido possível. Mas a aldeia chegou a um consenso e decidiram não abandonar o pobre rapaz à sua sorte. Acolheram-no e cuidaram dele até que a febre desceu. Quando acordou não falava. Ninguém soube dizer se ele não conseguia ou não queria falar, mas a verdade é que nos sete anos que tinha passado com eles nunca ninguém tinha ouvido sequer um 'ai' da boca de Melisizwe.

A princípio ninguém sabia o nome dele ou o que fazer com ele, mas o rapaz negro mostrou-se muito prestável, simpático e com vontade de ajudar. Ensinou-os a pescar com o arpão pois era rápido como uma flecha, ajudou-os nas colheitas e até nas reparações de edifícios. Ao fim de algum tempo já nem os mais velhos achavam que ele era a reencarnação do mal.

Um dia ele desenhou o seu nome com um pau na terra molhada junto ao lago. Will estava com ele. Não sabia como é que ele tinha aprendido as letras, mas devia ter apanhado alguma coisa enquanto o pároco dava aulas aos rapazes da aldeia, pois escreveu o seu nome perfeitamente. Apontou para o chão e depois para o seu peito enquanto sorria a Will que pronunciava o seu nome devagar e com dificuldade. Quando acabou de ler, Melisizwe riu tanto que Will conseguiu contar todos os seus dentes, e depois abraçou-o. Tornaram-se grandes amigos depois disso.

E agora cá estava ele a treinar com as suas facas retorcidas que trazia quando apareceu quase morto há sete anos atrás. O cabo das facas era branco de um material que Will nunca tinha visto, mas que Melisizwe tentou explicar ao apontar para as presas de um javali e fazendo um gesto que indicava ser um animal muito maior que o javali. Por isso Will supunha que eram feitos de presas de um javali gigante, ou algo do género. Já o gume das facas era brilhante e curvo. Não eram muito compridas, mas Melisizwe era um mestre com as facas pois treinava desde miúdo. Sempre treinara sozinho. Só lutava com alguém quando Will lhe pedia, mas nunca utilizava as facas para atacar, preferia atacar com os pés ou punhos.

Will suspirou enquanto olhava em volta. Estes eram os homens com quem contava para cuidar da sua aldeia e todos os que nela habitavam. Todos os que lhe eram queridos. E estavam preparados. Sabia que sim.

"Will! William! Trouxe-vos um pouco de água e pão com peixe seco! Venham comer." Will virou-se para trás e viu Lidia que chegava com uma cesta a abarrotar de comida e um balde cheio de água. Ouviu os gritos de alegria dos seus companheiros e sentiu o seu estômago roncar.

Talvez uma pausa não lhes fizesse muito mal.

Aproximou-se do grupo e esperou que os seus companheiros se servissem. Depois aproximou-se de Lidia. Lidia era morena com um cabelo comprido castanho escuro. Usava-o sempre apanhado numa trança descuidada e tinha um sorriso fácil e contagiante.

Estendeu-lhe um pouco de pão com peixe seco por cima e uma concha cheia de água. Will bebeu a água primeiro e depois agarrou-se ao pão. "Obrigada Lidia. Nem dei por conta das horas passarem. Se não viesses éramos capazes de ficar nisto até à noite."

Lidia sorriu e enrubesceu um pouco. "Ora, Will. Acho que vocês se estão a esforçar demais. Já não há qualquer ataque há semanas. Acho que estamos livres de perigo."

O semblante de Will tornou-se sério. "Não, Lidia. Nunca estaremos livres de perigo enquanto esses sugadores de sangue existirem."

Lidia abriu a boca para responder quando o Cuco se aproximou para lhe pedir mais um pouco de peixe entre gaguejos e sorrisos nervosos.

Will sorriu com a patetice do seu companheiro que tinha uma paixoneta tonta por Lidia. Mas a sensação de mau estar não desapareceu pois ele tinha razão.

Eles não estavam seguros.

Continua...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Nitaa em Qui Maio 24, 2012 2:58 pm

PandoraTheVampire escreveu:Eles não estavam seguros.]
Será um indicio de alguma coisa???
Será???
Huuummmm
Estou curiosa!
E bem: nota-se ao longe o motivo de tantas fãs que o Will tem. Ele é fabuloso.
Mas eu, não sei porque, adoro o MELISIZWE e a foto que escolheste para ele. Tão enigmático e misterioso como a personagem...
E eu descasquei-me a rir quando vi a foto do Oscar (já tinha visto, mas agora imaginá-lo na história deu-me vontade de rir).
Quero mais!!
avatar
Nitaa
Dante
Dante

Localização : Perto das Nuvens

Histórias Publicadas : -----------

http://spestigium-rpg.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Maio 24, 2012 11:42 pm

Nitaa hummm se calhar é... *tranca boca e deita chave fora* minha boca é um túmulo! xD Digo-te só, podes ficar bemmm curiosa!! Ahahah :p

Ahah é verdade, o meu Will ganhou um grupinho de fãs jeitoso, mas a Fox é possessiva e não deixa ninguém chegar perto! Ainda assim acho que o Liannus tem um grupo de fãs maior... na altura falou-se em crachás e algo do género lolol.

Bem, fico contente pelo Melisizwe ter ganho uma fã! Ele *talvez* seja importante mais à frente. Não quero revelar muito porque isso nem sequer está escrito :x Ah e também tenho qualquer coisinha preparada para o Oscar. Okay, confesso, tenho algo preparado para todos. A minha história NUNCA vai terminar!!! :o

Obrigada por continuares a comentar fielmente!! ❤

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Andy Girl em Qui Maio 24, 2012 11:49 pm

Eu quando leio a tua fic não sei de que lado ficar! Se dos vampyros se dos humanos. N~´ao connheço a Pandora muito, ainda nos deste pouco dela, mas imaginar uma luta entre ela e este rapaz fica dificil de tomar uma posição!
Outra coisa que goto bastante é o facto de ser tipo épicoXd Espadas e issoXd Sou viciada em cenas assimXd
Agora quero ver mais distoXD
Beijinhos!
avatar
Andy Girl
Camões
Camões

Localização : Num Lugar Chamado Sonho

Histórias Publicadas : -----------

http://cantarsentimentos.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Sex Maio 25, 2012 12:10 am

Ahaha pois, eu compreendo-te! Mas talvez chegue um dia em que tenhas de tomar essa escolha... quem sabe? 👅
Fico contente por gostares do tom épico/medieval que lhe dei. Não sei porquê mas prefiro escrever fantasia medieval do que fantasia 'do futuro', se é que me entendes. lol

Obrigada por continuares a comentar!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Sex Maio 25, 2012 11:58 am

E pronto, mais fãs danadas do cavaleiro... Que surpresa!
Também acho bastante piada ao facto de escreveres sobre uma época medieval e não sobre o presente (como em BoBD - nome tipo "gangsta" xD) ou sobre o futuro (que é sempre super divertido!), mas acho que fica muito mais cativante ver as perspetivas dos humanos sobre o passado povoado por vampiros! Torna tudo muito mais intenso, as paixões, as vinganças, as guerras e mesmo os próprios pensamentos das personagens são mais fortes! Acho que é mesmo típico de épocas antigas em que o YOLO fazia mais sentido do que agora!

Isto tudo para dizer que dificilmente (muito dificilmente!) poderias fazer melhor :)
Beijinhos

Fox*
Moderadora
Moderadora

Localização : Debaixo da Cama

Histórias Publicadas : -----------

http://aroundmylittleworld.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por CatariinaG' em Sex Maio 25, 2012 12:56 pm

I love this damn it!!!!



Moreeee! NOW!!!

____________________________
avatar
CatariinaG'
Administradora
Administradora

Histórias Publicadas : -----------

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Sex Maio 25, 2012 1:48 pm

Ahaha Fox estás tramada. Tens de as enxotar com uma vassoura! Arma-te mulher! :p BoBD é tão awesome... lolol Sim, concordo. Sinto-me muito melhor a escrever nesta época. Devia ser ao contrário, afinal vivo no 'presente' (sei que isto não faz sentido mas tu entendes-me) e não na época medieval. Mas eu sempre disse que nasci no local errado no tempo errado... *suspiro*

Ahaha obrigada mais ainda acho que conseguiria fazer melhor! Por isso tenho planeado reescrever tudo isto... mas só quando terminar. Tenho muitos projectos ao mesmo tempo e não me quero pôr a reescrever nada ainda pois só iria atrasar os outros. Quando terminar tratarei disso. O pior é que não vejo ainda nenhum fim para isto... cada dia tenho mais ideias e quando dou por mim, tenho a sensação que já pensei em história para uns cem capítulos!!! :x Não sei se vocês aguentarão tanta história... lol

Anyway, obrigada pelo comentário!!

Cata more later! Not now! xD depois dizem que eu actualizo muito depressa e ninguém tem tempo para ler xD mas eu também queria postar tudo de uma vez... mas não pode ser! Tem de ser aos poucos xD obrigada por continuares a ler e comentar!! :p

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Nitaa em Sex Maio 25, 2012 6:05 pm

PandoraTheVampire escreveu:Nitaa hummm se calhar é... *tranca boca e deita chave fora* minha boca é um túmulo! xD Digo-te só, podes ficar bemmm curiosa!! Ahahah :p

Ahah é verdade, o meu Will ganhou um grupinho de fãs jeitoso, mas a Fox é possessiva e não deixa ninguém chegar perto! Ainda assim acho que o Liannus tem um grupo de fãs maior... na altura falou-se em crachás e algo do género lolol.

Bem, fico contente pelo Melisizwe ter ganho uma fã! Ele *talvez* seja importante mais à frente. Não quero revelar muito porque isso nem sequer está escrito :x Ah e também tenho qualquer coisinha preparada para o Oscar. Okay, confesso, tenho algo preparado para todos. A minha história NUNCA vai terminar!!! :o

Obrigada por continuares a comentar fielmente!! ❤
Podes contar aqui com a Chata xD
Terei sempre o enorme prazer de vir aqui comentar ❤
Epá trancaste a boca e eu queria promenores!! wewewe
Bem, parece que vou ter de aguardar ansiosa! (Se depois ficar com as unhas estragadas de tanto as roer, vais-me pagar a manicura xD)
Sim, o Malisizwe ganhou uma fã YEY! Eu fiquei intrigada com a história dele (a que não se sabe ainda xD). Até o nome é engraçado xD.
Em relação aos vamps, acho que prefiro o Marcus... O seu estado apaixonado, mas simultaneamente melancólico desperta-me curiosidade pelo que irá acontecer àquela personagem.
Bem, fico à espera de mais (;
avatar
Nitaa
Dante
Dante

Localização : Perto das Nuvens

Histórias Publicadas : -----------

http://spestigium-rpg.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Moggo em Sex Maio 25, 2012 9:36 pm

Então venho aqui para deixar o comentário que te estava a dever pelos outros capítulos que publicaste, e não encontro metade da história. Já me lixaste o esquema todo, Pandora. Grrr!

____________________________
avatar
Moggo
Administradora
Administradora

Localização : Holanda

Histórias Publicadas :

Passagem
Coração de Relógio



http://www.moggo-moggo.blogspot.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Sab Maio 26, 2012 12:46 am

Nitaa de mim não arrancas nadinha! Nadica de nada. Mas quando a Fox começar a ler capítulos novos atenta nos comentários dela... ela tem um certo poder de adivinhação que me assusta... o que vale é que ela nunca sabe se aquilo que está a dizer é mesmo certo! O que muitas das vezes é! :x Quanto ao Marcus... EU já sei o que lhe vai acontecer! MUAHAHAHA! Não conto :p terás de ver! ^^ Obrigada!

Moggo pois! Tive de começar isto de novo... ainda falta muito para os capítulos que não chegaste a comentar, lol. Um segredinho, vou ler a tua história ainda hoje! :x não sei é se a comento já hoje porque vou ler no telelé e não me dá jeito comentar por lá... por isso amanhã ou domingo comentarei, combinado? :p

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Sab Maio 26, 2012 1:00 am

Okay, vamos lá ver o que o Liannus anda a tramar. E não se esqueçam de visitar o Compêndio para não se esquecerem ou baralhem quanto a personagens e lugares. Aproveito para acrescentar que lá encontram fotos de todas as personagens importantes.







9. LIANNUS - FLORESTA TENEBROSA

O ar era pesado e húmido. A vegetação era densa e o caminho acidentado. A noite estava escura e tenebrosa pois era lua nova e não havia qualquer luz que guiasse o seu caminho. Os barulhos da noite estavam ao rubro. Os animais nocturnos sussurravam uns com os outros numa canção de embalar cativante enquanto o vento produzia uma melodia muito mais harmoniosa e era acompanhado por uma sinfonia de folhas que bailavam numa dança infindável.

A noite estava perfeita. Mas o humor de Liannus não.

Pandora ainda não tinha voltado. Tinha passado a noite no templo e o dia inteiro. Era agora a segunda noite e ela ainda não tinha voltado. Liannus não se preocupava, longe disso. Mas detestava que lhe desobedecessem. Fosse quem fosse. E Pandora não era excepção.

Ninguém se atrevera a falar-lhe desde que a noite começara. Um vampiro chacinado há uns séculos atrás bastara para avisar o resto de que se deveriam manter afastados de Liannus quando o seu humor não era favorável. O que acontecia frequentemente. Mas não era culpa dele. Era culpa de quem lhe desobedecia frequentemente.

Engraçado que nos últimos tempos esse alguém acabava sempre por ser Pandora.

Liannus franziu o nariz quando o cheiro a carne putrefacta lhe assolou as narinas. Estava perto. Olhou em frente e viu o morro inclinado que subia a pique. Uma subida de quase um quilómetro sem qualquer caminho. Apenas ervas e árvores molhadas e escorregadias, quentes e malcheirosas.

Liannus sentiu uma tremenda vontade de suspirar, mas já se tinha deixado dessas frugalidades humanas há demasiado tempo e, honestamente, sentiu-se demasiado superior para um mero suspiro.

Olhou de relance o seu impecável fraque preto que tinha vestido e a vontade de suspirar voltou. Vezes mil. Ao invés disso inclinou as sobrancelhas, retirou o lenço vermelho que tinha no bolso de fora do casaco e guardou-o no bolso de dentro.

Era de seda.

Depois começou a lamuriosa subida e amaldiçoou mentalmente os malditos druidas eremitas que moravam no meio do nada.

-*-

Quando chegou ao cimo, pouco tempo depois, sentiu o seu humor piorar. O seu fraque estava arruinado. Desta vez suspirou mesmo. E depois sacudiu as calças com vitalidade e passou os dedos pelo cabelo louro.

Estava húmido e pastoso e começava a encaracolar. Isto não lhe estava a correr nada bem. Encarou o edifício que se encontrava à sua frente. Era um pequeno amontoado de pedras e lama seca que formavam uma espécie de cabana por onde saía fumo.

Sentiu um pequeno sorriso escapar-lhe pelos lábios finos. Se os malditos druidas tivessem a resposta que ele procurava, então toda esta tormenta seria suportável. Tinha ponderado mandar Malignus falar com os druidas, mas decidiu contra. Era um assunto demasiado sensível.

Entrou pela abertura da cabana que não tinha qualquer porta. Não sabia como é que os animais da floresta não entravam por aquela abertura, mas imaginou que seria alguma espécie de feitiço ou magia que lhe era desconhecida.

Esperou. Não estava habituado a esperar, mas os druidas da floresta tinham o seu próprio tempo e faziam o que queriam. Esperou mais um pouco e começou a ficar impaciente.

Foi então que um druida apareceu. Os druidas não eram bem humanos, mas também não eram vampiros. Eram uma criatura diferente por si só. Eram baixos e usavam longas vestes com capuzes que lhes tapavam as caras. Tinham sempre as mãos e o rosto escondidos pois havia quem dissesse que por viverem numa total harmonia com a natureza se tinham tornado num só.

Eram eremitas e evitavam a maior parte do contacto humano. Eram seres mágicos que praticavam magia.

E previam o futuro.

Liam o passar dos tempos nas folhas das árvores, no fogo e nas brasas de uma fogueira, no brilhar das estrelas e no caminho da lua. Eram seres harmoniosos sempre ligados ao que os rodeia, ao que é mais natural.

Liannus ouvia um piar distante, longe mas ainda assim perto. Os druidas utilizavam uma espécie muitíssimo rara de aves como mensageiros. Eram grandes pássaros com cores garridas e caudas compridas que voavam apenas de noite. Tinham bicos longos e tão vermelhos como sangue. Os seus olhos eram grandes bolas brilhantes de um negro escuro sem qualquer cor ou íris ou pálpebra para os proteger.

Os Mensageiros só voavam quando eram mandados. Um druida tinha uma visão. Um outro druida apontava a profecia. O Mensageiro saía na noite e procurava o recipiente da dita profecia para que a viesse receber ao templo dos druidas. Quando o recipiente regressava o druida dizia-lhe a profecia, respondia a questões, e mandava-o embora.

E era por isso que Liannus estava naquele cubículo à espera de um druida. Um deles tivera uma visão sobre ele e um Mensageiro tinha chegado na noite anterior. Já não era sem tempo. Liannus sempre soubera que alguma profecia seria feita com o seu nome. Ele estava destinado a qualquer coisa grandiosa.

Sempre tivera o sonho de unir os vampiros e tornar-se dono do mundo. Os humanos seriam escravizados e eles teriam alimento infindável. Ele seria o senhor supremo e não teria de aturar humanos sedentos de sangue e poder a passarem por ele para guerrearem uns com os outros.

Ele próprio seria o poder. E todos os humanos lhe prestariam vassalagem. Sabia que os números dos vampiros estavam a crescer, mas os humanos ainda tinham um número superior e, apesar de mais fracos, tinham aprendido a defender-se ao longo dos séculos.

Com os seus sonhos e desejos em ordem, Liannus não podia estar mais ansioso por ouvir o que o pequeno druida tinha para lhe dizer.

Ele aproximou-se com passinhos pequenos e Liannus notou que ele não fazia qualquer barulho à andar. Ouvia apenas o restolhar de folhas e o vento forte. O druida não disse nada, apenas apontou para umas escadas à direita de Liannus que desciam para a escuridão. Ele nem tinha notado que havia ali escadas.

Tentou falar mas o druida silenciou-o com um sinal e mandou-o avançar. Liannus engoliu a indignação de tal gesto e seguiu o druida.

Quando chegaram ao fundo das escadas Liannus notou que estavam debaixo de terra pois conseguia ver raízes de árvores a cobrir todo o tecto do espaço onde se encontrava. Olhou em volta e viu que estava numa espécie de gruta e no seu centro havia um lago escuro que oscilava lentamente apesar de não correr nenhuma brisa naquela gruta.

O druida chamou-o com um gesto e ele aproximou-se do lago. Tentou vislumbrar a cara do druida mas o capuz não deixava ver nem um vislumbre do que escondia. A pequena criatura soltou um assobio lento mas contínuo e tocou na água com o indicador formando um padrão intricado que permanecia escrito na água, apesar de isso ser impossível.

De repente o padrão desapareceu e o silêncio apoderou-se do espaço. Não se ouvia mais vento nem folhas nem uivos de lobos. Era um silêncio ensurdecedor que magoava os tímpanos.

Liannus pensou em mover-se, mas assim que o pensamento o assolou, o chão estremeceu e um barulho avassalador ribombou nas paredes da gruta. A água do lago ondulava incessantemente e, de repente, algo apareceu no meio do lago.

Surgiu um monte cheio de pedras e árvores que se erguia lentamente no centro do lago. As árvores eram grandes e grossas, centenárias, talvez, e as pedras estavam cobertas de musgo viscoso.

O monte continuou a subir até que Liannus reparou que não era um monte. Era uma cara. Conseguia distinguir um nariz torneado por árvores mais pequenas e uns olhos que eram uma fenda entre dois calhaus, assim como a boca.

Liannus não conseguiu suprimir o seu espanto. Olhou de relance para o druida que nem se tinha mexido e pensou novamente em falar. Mas, tal como há pouco, quando pensou em falar a cara no meio do lago abriu a boca e falou numa voz profunda e ressonante.

Quando a criança inocente em sangue e lágrimas se lavar,
Quando os seus irmãos mortos ela procurar vingar,
Quando mais tarde um amante avidamente a procurar,
Então vampira se irá tornar e um destino pior que a morte dela se irá apoderar.


Quando a solidão nela se envolver,
Quando na dor ela se quiser perder,
Quando um amigo se tornar no pior inimigo,
Então ela irá florescer.

Quando a lua deixar de brilhar e negra se tornar,
Quando os humanos se revoltarem e o coração dos vampiros atacarem,
Quando o sangue quente da vingança se fundir com o sangue frio do poder,
Então acontecerá a matança e perante os vampiros todos irão tremer.


Era isto a profecia? A cara no meio do lago fechou os olhos, estremeceu e começou a afundar-se novamente nas profundezas do lago. Liannus abriu os olhos e, de seguida a boca. "Não, espera! Tenho perguntas!"

Mas a cara continuou a afundar-se e Liannus ficava cada vez mais confuso. Os malditos druidas deviam estar enganados. Aquela profecia nem era sobre ele! Abriu a boca para falar de novo mas o pequeno druida ao seu lado deu-lhe um puxão nas calças imundas.

"Eu respondo a perguntas."

Liannus olhou-o, inquieto. Ponderou por um momento mas como a cara enorme no meio do lago tinha terminado o seu mergulho, não havia mais ninguém a quem perguntar.

"Muito bem. Para já acho que vocês se enganaram na profecia."

O druida abanou a cabeça vigorosamente. "Nunca. O Grande Mestre nunca se engana."

Liannus riu. "Nunca? Pois eu acho que está enganado. Eu não sou mencionado nessa profecia."

"Talvez não. Mas isso não quer dizer que a profecia não tenha a ver consigo. Se o Grande Mestre o mandou chamar, então a profecia tem a ver consigo. O Grande Mestre nunca se engana."

Liannus tinha vontade de pontapear alguma coisa e o druida era pequeno o suficiente para servir de bola. "A profecia falava de uma criança inocente. Eu já fui uma criança, mas nunca fui inocente." Liannus lembrava-se bem do seu passado conturbado. Aquele inocente nunca seria uma característica utilizada para o descrever. "Não sou eu."

O druida anuiu desta vez. "Pode não ser. Há mais alguém associado a esta profecia. Mas se está aqui é porque ela é sobre si. O Grande Mestre não se engana."

Liannus coçou o queixo involuntariamente. "Mais alguém? A tal criança inocente com os irmãos mortos e que tal?"

"Sim. O Grande Mestre-..."

"Não se engana, já sei." Liannus cortou a palavra do druida a meio. "Vou precisar de uma cópia da profecia, suponho que a possam arranjar?"

O druida anuiu e Liannus sorriu.

Muito bem, nem tudo tinha sido em vão. Lembrava-se perfeitamente do final da profecia: Então acontecerá a matança e perante os vampiros todos irão tremer. Isso adequava-se aos seus desejos.

Talvez a profecia tivesse mesmo a ver com ele, afinal o Grande Mestre não se enganava... Só faltava encontrar a criança inocente, que já não deveria ser criança pois fora 'tornada vampira', bla, bla, sangue da vingança, bla, bla, e depois, vitória.

Simples.

Até porque tinha uma certa ideia de quem é que essa criança inocente tornada vampira poderia ser...

Continua...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Moggo em Sab Maio 26, 2012 1:07 am

Pandora, penso que já te disse isto antes, mas convém repetir: demora o tempo que entenderes. Até porque não és obrigada a fazê-lo de todo.

(E eu não estava realmente irritada, para que conste. Já tinha lido mais para trás que tencionas postar diariamente. É uma questão de esperar algumas semanas.)

____________________________
avatar
Moggo
Administradora
Administradora

Localização : Holanda

Histórias Publicadas :

Passagem
Coração de Relógio



http://www.moggo-moggo.blogspot.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Sab Maio 26, 2012 11:21 am

Tens uma mente antiga, Pandora, no sentido em que vives melhor no passado! Eu estou sempre a repetir que devia ter nascido em 1970 para passar toda a minha juventude nos bons sons dos 80, mas ninguém me ajuda quanto a isso! :D
Se bem que viver no Renascimento também seria uma boa época! Acho que seria uma época artística espetacular! Ou os loucos anos 20, também me cativam!
Hahaha, acho que é mal geral quanto às obras, temos sempre de as reescrever! Impressionante como nunca estamos contentes! Quanto ao fim, eu acho que só me meto numa história se souber exatamente como acaba! Dou oitenta e quatro voltas até chegar a esse final, mas tenho se saber como acaba! :D

Sabes, lembro-me deste capítulo principalmente pela música! Lembro-me que não conhecia a banda e adorei completamente! Muito boa escolha para apresentar os druidas!
Ai, e o Liannus... O vampiro é mau mas teme... Oh, e eu vou adorar vê-lo a temer a profecia! Vou adorar de facto!
Tal como adoro toda a história que estás a desenvolver aqui! Muito bem mesmo!
Beijinhos

PS: eu já estou a armar-me para com as meninas do William... Não sei bem como, mas estou a armar-me xD

Fox*
Moderadora
Moderadora

Localização : Debaixo da Cama

Histórias Publicadas : -----------

http://aroundmylittleworld.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por miaDamphyr em Sab Maio 26, 2012 4:35 pm

Bem, devo adiantar que gosto do Will, mas que sou da team Liannus forever and ever, e este cap. Dos druidas ainda me cai muito nas graças. Gosto muito destes tipos e tals. E vou repetir que é muito bom reler isto, tem coisas que já me escapavam lol. Adoro. Beijos para ti minha Pandy.
avatar
miaDamphyr
Camões
Camões

Localização : Mercúrio

Histórias Publicadas : -----------

http://MiaDamphyr.blogspot.net

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Nitaa em Sab Maio 26, 2012 9:14 pm

Má Má Má Má!! Não revelas nadinha! Má!
Mas vou andar atenta aos comentários da Fox muahahahah
O Liannus é um cabrão em peras!
Bem, em relação à criança nos temos ideia de quem é... Agora só falta o resto xP
Quero mais! Quero Quero Quero!
Vou fazer birra!!
Continua rapidinho por favor *--*
avatar
Nitaa
Dante
Dante

Localização : Perto das Nuvens

Histórias Publicadas : -----------

http://spestigium-rpg.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Dom Maio 27, 2012 1:13 am

Moggo, ahah sei que não estavas irritada :p e sim, não terás de esperar muito mais. Diariamente ou de dois em dois dias, não faltará muito para lá chegar! :p

Fox, por muito que ame os anos oitenta, ainda acho que a minha época seria muitos séculos antes... don't know why... mas gosto de todas as épocas que assinalaste. xD e gostaria de ter nascido na Irlanda, Escócia ou Japão. Claro que há muito mais hipóteses, mas essas são as mais sonantes :p Bem, eu tenho uma ideia como quero acabar as crónicas mas, verdade seja dita, não é muito clara... eu sou sempre assim. Nunca tenho uma ideia certa do final das coisas :x Ui, sim, the 69 eyes é outra das minhas bandas favoritas (ouve a gothic girl, tão awesome). Gosto muito da voz dele ^^ Pois, e arma-te bem porque o capítulo da Lidia, não sei se te recordas, aproxima-se a passos largos e acho que o Will vai criar muitos fãs nesse cap xD Anyway, obrigada!

Minha querida Miaaaaaaa!! Estás viva! :p Olá! Muahaha eu sei que amas o Liannus, eu sei! xD Fico muito contente por estares a gostar de reler :p e continuares a gostar, claro! ^^ beijinhos!!

Nitaa hum... sim, sou mázinha... muito! xD Ui! E ainda nem viste nada do que ele é capaz :p verás, certamente ^^ Obrigada por continuares a comentar!!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Dom Maio 27, 2012 4:57 pm

Escócia, sem dúvida! Japão deixa-me curiosa pela cultura, acho-os um povo que conseguiu igualar muito bem a tradição com a tecnologia e o modernismo. Gosto do Egipto, da Holanda, de Nova Iorque e de Macau! Adoraria trabalhar num destes sítios e fazer um pouco parte da sua cultura!
Hahahaha, acredito que vás chegar a esse final... Desde que não me mates o William, eu aceito tudo (ok, se matares será mais fácil de lidar com as outras fãs, mas não gostaria muito...). E claro que me lembro do episódio, foi por isso que passei a gostar dele! A coragem e sangue frio do rapaz foram espetaculares!

Vou ouvir essa música! :D

Fox*
Moderadora
Moderadora

Localização : Debaixo da Cama

Histórias Publicadas : -----------

http://aroundmylittleworld.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Seg Maio 28, 2012 12:57 am

Fox adoro o Japão! Ainda hei-de lá ir antes de morrer! Nem que seja quando for velhinha. Egipto, Nova Zelândia, Austrália... enfim, imensas possibilidades, se bem que, devo admitir que a América do Norte e America do Sul não me chamam muito... Bem, não é ainda o Will ou a Lidia, mas é a Camilla. xD

Conheçam outra personagem que será importante, Malignus, o fiel braço direito de Liannus. E não se esqueçam de visitar o Compêndio para não se esquecerem ou baralhem quanto a personagens e lugares. Aproveito para acrescentar que lá encontram fotos de todas as personagens importantes.




10. CAMILLA - ARINDALE (MANSÃO LIANNUS)

Doía-lhe o corpo. Estava esparramada no chão e sentia-se fraca e cansada. Tinha estado numa espécie de dança intermitente entre a consciência e a inconsciência desde que Liannus a deixara há algumas horas. Sabia que ia demorar a recuperar todas as suas forças, já não era a primeira vez que Liannus bebia do seu sangue.

Mas desta vez tinha sido quase até à última gota. Por momentos pensou que ia morrer e sentiu-se traída. Sorriu com grande esforço. Que idiota que era. Liannus jamais sentiria por ela aquilo que ela sentia por ele.

Tentou levantar-se, mas tudo o que conseguiu foi mergulhar de novo na inconsciência. Durou apenas alguns segundos, mas bastou para que não se mexesse de novo.

Lembrava-se do que se tinha passado. Lembrava-se da raiva de Liannus. E lembrava-se das múltiplas vezes que sentira as aguçadas presas do louro penetrarem o seu corpo. Lembrava-se, porque tinha sido tão doloroso quanto erótico.

Bebeu dela até se fartar e quando terminou Camilla julgou que ele fosse finalmente, dar-lhe algumas gotas do sangue dele. Podia sentir o cheiro intoxicante a ferro. E era doce. Oh ela sabia que seria doce.

Mas ele não o fez. E Camilla desmaiou com fraqueza.

Quando acordou ele ainda lá estava. Camilla podia jurar que tinha ouvido um piar distante, mágico. Como um chamamento. Oh, lá estava, um bater de asas. Seria um pássaro?

Mas não conseguiu ponderar no que poderia ser pois Liannus passou por ela apressadamente e saiu porta fora. Camilla abriu os olhos e pareceu-lhe ver penas de cores garridas a voarem pela janela aberta para a escuridão da noite.

Um Mensageiro?

Tentou içar-se, mas estava tão fraca, tão cansada. Sabia que se ficasse ali ia morrer. As cortinas estavam abertas, dali a umas horas o sol iria entrar pela janela aberta e queimá-la até à morte. Se a falta de sangue não a matasse primeiro.

Apetecia-lhe chorar. Sentia-se magoada. Mais psicologicamente do que fisicamente. Já estava habituada à dor física. Era a dor psicológica que a magoava mais. Liannus tinha-a abandonado como se de uma boneca de pano se tratasse.

Deixara-a para morrer sem se preocupar com ela. Como podia ele ser tão insensível com alguém que ele próprio criara?

Camilla soluçava mas não tinha lágrimas para chorar. Não tinha mais sangue. Iria morrer. Iria mesmo morrer. Estranhamente deu por si a pensar no seu princípio de vida. Talvez fosse verdade o que os tolos dos humanos diziam e talvez no fim toda a gente pensasse no princípio.

Pensou na sua casa no topo da colina ensolarada em Lysoria, a península mais bonita que já tinha visto, a quilómetros dali, e por momentos desejou sentir o calor do sol na sua pele. Lembrou-se da sua família, do seu velho pai Lucas, sempre de volta das ovelhas que acarinhava todos os dias.

Lembrou-se da sua mãe, Maria, sempre com um sorriso nos lábios rosados, correndo atrás dela e a brincar às escondidas. Lembrou-se dos seus dois irmãos mais velhos, Silvius, o bastardo que o seu pai acarinhava e a sua mãe desdenhava, e Brianus, o sábio e mudo Brianus que ela amava mais que tudo no mundo.

Depois lembrou-se dos bárbaros do Sul que vieram na calada da noite. Aqueles humanos miseráveis com sede de sangue. Vinham em hordas de milhares, equipados com as melhores armaduras e empenhando as melhores armas.

Eram tantos.

Vinham lutar contra em nome do Rei do Sul, Mercilenus, contra o Rei do Norte em busca de glória e poder. E eles... eles foram as casualidades da guerra. Aquelas fatalidades que os bardos se esquecem de cantar nas suas odes, aqueles pobres coitados que são dizimados aos milhares sem que ninguém dê conta.

Mataram os seus irmãos e os seus pais à sua frente. E depois violaram e mataram a sua mãe e fizeram-na assistir. Camilla tinha sete anos. E sentiu o cheiro e o sabor a sangue pois ele salpicava toda a divisão.

Estranhamente ela não chorara... Sentia-se apenas vazia.

E quando os bárbaros se viraram contra si, os vampiros apareceram. Eles eram os protectores do Norte, aliados ao rei Ernestus, o Rei do Norte. Um pacto há muito quebrado, mas que na altura estava assente em sangue.

Foi salva. Depois foi viver para a corte de Ernestus, até Liannus aparecer...

E tinha esquecido tudo isto até hoje. Tinha empurrado estas memórias dolorosas bem para o fundo de si onde não a podiam atingir nem magoar.

Mas agora ia morrer. Estava certa disso. Fechou os olhos e soluçou uma vez mais. Que fim tão idiotamente patético.

Estava prestes a deixar a escuridão da inconsciência apoderar-se dela, mas sentiu umas mãos fortes a pegarem nela, tão levemente como se de uma pena se tratasse. Sentiu a maciez de um sofá nas costas e cheirou sangue.

Abriu os olhos esperando ver Liannus.

Tola.

"Malignus... onde está..." Mas não teve forças para mais. Malignus, o fiel braço direito de Liannus segurava um cálice cheio de sangue quente e empurrava-o ligeiramente contra os lábios brancos de Camilla.

"Chegou um Mensageiro. Ele teve de sair. Perdoa a insensibilidade de Liannus. Deve ter-se esquecido que estavas aqui." Malignus era um vampiro de poucas palavras e o único, tirando Pandora, que Camilla tinha visto tratar Liannus como um igual. Era alto e de tez acastanhada. Tinha imensos músculos e um semblante constantemente carregado. Não tinha qualquer cabelo no topo da cabeça. E era extremamente cordial em relação a Camilla.

Camilla deu por si a sorrir. "É claro que perdoo... perdoo sempre."

Malignus esperou um pouco para ter a certeza que Camilla bebia todo o conteúdo do cálice e depois levantou-se enquanto se dirigia às grandes janelas e arrastava o conjunto de três pesados cortinados pretos e espessos para não deixar entrar a luz do sol.

Passou por ela novamente e Camilla fechou os olhos, estava exausta. Pareceu-lhe que tinha sentido uma mão passar-lhe nos cabelos, mas devia estar a imaginar. Desceu de novo à escuridão da inconsciência e deixou-se adormecer.

-*-

Acordou sobressaltada. Sabia que não estava no seu quarto. Estava num sofá e o cheiro de Liannus impregnava toda a divisão. Contorceu-se quando sentiu uma leveza passar-lhe na cabeça e apertou as mãos com força contra as têmporas até a tontura passar.

Sentia-se mais forte. Mas ainda precisava de descansar. Olhou tentativamente para os pesados cortinados e levantou-se, meio a medo.

Afastou a cortina um pequeno centímetro. Ainda havia claridade. Mas estava a anoitecer. Suspirou sem dar conta que o tinha feito. Tinha de sair dali, Liannus devia estar a chegar. Dirigiu-se à porta mas ouviu vozes ao longe e sentiu o cheiro de Liannus e Malignus.

"Oh não!" Não podia sair dali, mas também não podia lá ficar. Eles dariam por ela. Entrou para a biblioteca conjunta aos aposentos de Liannus e afastou-se o mais que pôde da porta, tentando dissolver-se contra os livros.

Talvez conseguisse disfarçar o seu cheiro com o odor dos livros e pergaminhos velhos. Pediu ajuda aos cinco Numes. Talvez um tivesse mesericórdia dela. Só queria sair dali e afundar-se em mágoa no seu quarto. Sozinha.

Soluçou penosamente. Sentia que tudo o que lhe estava a acontecer era culpa de Pandora. Afinal fora ela que enfurecera Liannus. Apertou os punhos contra o peito e fechou os olhos limpando a sua mente. Talvez Liannus não desse por ela...

"... E, como vez, penso que poderá ser ela a tal criança mencionada." A voz de Liannus soava carregada e austera. Ouviu-os servirem-se de sangue que o servo nervoso trazia, talvez numa bandeja pois ouviu o som de metal.

"Não tenhas assim tanta certeza, Liannus." Malignus soava preocupado. "Os druidas são criaturas enganadoras... dizem uma coisa que pode carregar milhares de significados." Ouviu-os a sentarem-se no sofá que devia estar impregnado com o seu cheiro. Mas nenhum comentou isso.

"Nem sabes ao certo se essa profecia fala do passado, do presente ou do futuro. Pode referir-se a uma criança que ainda não nasceu. Pode até já ter acontecido parte da profecia, mas faltar acontecer o resto..."

Silêncio. Deviam estar a beber.

"São muitos 'ses' numa equação, Liannus. Acho que não devias fazer nada até pedires aos Sábios para analisarem essa profecia. E lembra-te que essa criança pode ainda nem sequer ter nascido. Ou pode até referir-se a várias crianças."

Liannus fez um barulho inquisidor. "Várias crianças? O que queres dizer com isso? Eles falaram só numa criança. Não várias."

"Não é bem assim... o que quero dizer é que a profecia fala apenas de uma criança, mas essa situação pode aplicar-se a várias crianças. Consigo apontar-te milhares de crianças humanas que perderam irmãos e familiares nestes últimos séculos. Terás de fazer bem a tua escolha. A vitória e o sucesso podem depender disso."

Oh não, oh não. Camilla tapou os ouvidos com força. Não devia estar a escutar esta conversa! Sabia que se Liannus a apanhasse estava tramada. Seria castigada. Talvez Liannus mandasse chamar o regente do Templo das Sevícias e ele trouxesse as Correntes de Punição.

Sentiu-se estremecer. Não sabia como é que alguém conseguia suportar tamanha dor. Engoliu um soluço que tentou escapar pelos seus lábios. Apertou as mãos contra os ouvidos com força tentando abafar a conversa que tomava forma no outro quarto.

Deixou-se escorregar contra a estante até estar sentada no chão. Queria sair dali. Não queria ser castigada. Não queria que Liannus a fizesse sofrer.

Só queria ser amada...

Silêncio. Não ouvia sequer murmúrios. Tinham terminado a conversa. Tirou as mãos dos ouvidos lentamente e escutou com atenção. Nada. Um sorriso escapou-lhe dos lábios. Liannus tinha saído. Estava salva.

Levantou-se.

E a porta abriu.

"Olá Camilla..."

Continua...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 3 de 7 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum