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Crónicas Sangrentas

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qua Ago 01, 2012 12:54 am

Spoiler:
Bemmm isto anda mesmo tudo de férias... só tenho de responder à minha fiel Fox! :p Ai filha... eu estou para aqui a sorrir de lado com os teus comentários... isto porque sei perfeitamente o que vou fazer com as personagens que mencionaste e só me dá vontade de sorrir ao pensar na tua reacção! Mas terás de esperar um pouco para ver :p

Humm deixa que te diga que a marcha dele até à capital não vai acontecer de um dia para o outro. Muito mais se irá passar no entretanto! Coisas que talvez gostes... outras que talvez não :x Quanto ao traidor, saberás, mas não em breve... :x Obrigada!!

Este foi o último cap que postei no Falecido. Depois deste é novidade para todos! Yupi!! :p Fiquem com uma crónica pequenina da Isabella. Espero que gostem. Não se esqueçam de visitar o Compêndio para não se esquecerem ou baralhem quanto a personagens e lugares. Aproveito para acrescentar que lá encontram fotos de todas as personagens importantes.





26. ISABELLA - EUPHARNIUM

"Finalmente garota! Estas dores estão a matar-me." Isabella fechou a porta do compartimento secreto onde mantinha cativa a sua prisioneira virgem e ignorou os gritos e guinchos de protesto vindos do seu interior.

Ouviu um barulho abafado e esperou que a rapariga não tivesse ficado com um pé ou com uma mão presa entre as paredes. Já tinha acontecido e, francamente, Isabella não estava com disposição para chamar nenhum curandeiro para cuidar da sua rapariga. No segundo a seguir desejou que ela tivesse entalado o pé ou a mão. Se se estivesse a esvair em sangue poderia servir como oferenda ao seu negro Deus e não teria de procurar outra rapariga virgem para servir esse propósito.

Abanou a cabeça e respirou fundo. Mandaria Ilka ver o que tinha acontecido à rapariga depois de estar 'de molho'. As dores no corpo estavam a tornar-se insuportáveis e já estava a andar curvada, coisa à qual não estava habituada.

"Puseste o leite de burra na banheira?" Ilka anuiu silenciosamente. "As gotas de sangue?" Mais um aceno vagamente perceptível. Isabella absteve-se de perguntar pelo resto dos ingredientes quando uma dor aguda a assolou mesmo no fundo da coluna.

"Por Amon!" Guinchou enquanto Ilka ora avançava, ora recuava, não sabendo se a devia ajudar ou não. Isabella agarrou-se à borda da banheira ornamentada a jóias e ouro e praguejou enquanto as suas pernas perdiam força. "Sua cabra insensível! Não vês que estou a sofrer? Estás à espera que morra?" Ilka estremeceu como se tivesse levado um choque e correu em direcção à sua senhora para a ajudar a levantar.

Quando Ilka lhe retirou o vestido e a içou para a banheira, Isabella fechou os olhos e sentiu o seu corpo relaxar. Encostou a cabeça à borda da banheira e expirou pesadamente. Depois começou a rir descontroladamente. "Sua putinha idiota. Julgas que sou tão fácil de matar? Não sabes se me hás-de ajudar ou se me hás-de ver morrer." Gargalhou novamente. "Deixa que te ajude com esse imbróglio. Eu não vou morrer. Nunca."

Isabella permaneceu de olhos fechados. Não estava à espera de uma resposta pois nunca a iria obter. Sentia o leite de burra a infiltrar-se nos poros secos e ressequidos e sentia o cheiro e suavidade dos trevos dos prados. A água onde se banhava era leitosa e de um cor-de-rosa pálido devido à mistura de sangue e flores da árvore da castidade. Cheirava a erva e a doce por causa dos arandos moídos. Era um verdadeiro elixir da juventude.

Já não sentia as juntas moídas e as dores agudas espalhadas por todos os ossos do corpo. Sentia a sua pele mais suave, ainda que enrugada, e as mãos estavam a desinchar lentamente. Teria de permanecer neste banho até à lua cheia. Depois teria de se arrastar até ao templo de Amon e realizar o ritual. Esperava ter recuperado força suficiente até lá pois o ritual não era pêra-doce.

O seu Deus era caprichoso e tanto dava como tirava. Era cruel e exigente e extenuava-a física e mentalmente com cada ritual. Teria de tentar ter uma conversa privada com Amon, se ele o desejasse, para inquirir sobre a razão dos efeitos do último ritual não terem durado o tempo desejado.

O ritual e os banhos semanais deveriam ser suficientes para ela manter toda a sua beleza e juventude durante o mês inteiro. Estaria ela a abusar do poder negro do seu grande Deus? Ou estaria ele a ficar demasiado fraco?

Isabella prendeu a respiração num silvo abafado. "Perdoai-me Amon, não quis pecar. Sou fraca e apenas humana. Perdoai-me." Esperou alguns segundos com os olhos cerrados e as mãos apertadas uma contra a outra. Não se podia permitir a ter tais pensamentos pecaminosos. Amon era perfeito. Era o seu Deus.

Era um Deus real. Não tinha de o imaginar ou pensar se ele estaria a ouvir as suas preces. Ele era real. Ele ouvia-a. Ele atendia às suas preces.

Isabella suspirou enquanto continuava a sorrir. Abriu os olhos e viu Ilka a encará-la, no mesmo sitio onde a tinha deixado, com um olhar temível e raivoso. Isabella sentiu um arrepio na espinha e tomou-o como uma espécie de premonição.

"Ilka? O que se passa contigo?" Os olhos de Ilka nem estremeceram. Olhava-a atentamente. Os seus lábios eram uma linha perfeita de concentração e raiva. Os aposentos de Isabella tornaram-se subitamente escuros quando uma nuvem negra tapou o sol que entrava pelas janelas vidradas.

"Ilka, porque estás a olhar para mim com esses olhos de carneiro mal morto? Mexe-te e torna-te útil, preciso que vás verificar se-..."

As palavras de Isabella perderam-se num grito abafado quando as mãos de Ilka se apertaram à volta da sua garganta. Os olhos da sua serva nunca largaram os seus. Estavam negros de raiva e a sua boca movia-se enquanto sons guturais se soltavam atabalhoados numa ladainha mórbida. Os olhos de Isabella raiaram-se de sangue enquanto as suas mãos apertavam as mãos frias de Ilka e lhe arranhavam a pele tentando soltar o aperto mortal a que estava a ser sujeita.

Os sons animalescos de Ilka e o som das pesadas gotas de chuva que começaram a bater nas janelas ensurdeceram Isabella. O mundo estava a afastar-se dela e ela não o conseguia impedir. Estava demasiado fraca para o fazer.

Ilka sorria sadicamente enquanto observava Isabella a definhar. Isabella chapinhava enquanto pontapeava o ar e a água tentando soltar-se. O chão estava encharcado com água leitosa e cor-de-rosa.

A morte cheirava a erva e a doce.

O sorriso de Ilka espalhou-se quando os olhos de Isabella começaram a revirar-se nas suas órbitas. A velha rainha apercebeu-se que a sua serva esperava por este momento há já muito tempo. Talvez desde sempre. E ela só tinha de se culpar a ela própria.

O ar fugiu-lhe dos pulmões e Isabella soube que era o momento de partir. Estremeceu e soltou as entranhas na água leitosa que a rodeava quando o medo lhe preencheu todos os poros.

A morte cheirava a erva e a doce e a excrementos.
Continua...

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Qua Ago 01, 2012 10:26 am

A educação que eu recebi não me permite insultar-te propriamente, nem pela internet! Mas qu'é isto?! Não me deixes assim, eu estou aqui super curiosa e tu... "Ah, vais gostar ou não vais gostar". Vou fazer birra! Agora só comento quando vier um capítulo novo!

Eu lembro-me tão bem deste! A morte dela (continuo na minha que não acho que ela vá desta para melhor assim tão facilmente - Pandora, à carga, vampira xD) deve ter sabido tão bem à Ika! Se fosse eu, teria feito bem pior, mas aquele momento de glória também ficou muito bem!
Agora estou aqui a roer as unhas para saber o que raio vai acontecer!
E quero ver essa caminhada... ;)

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por miaDamphyr em Ter Ago 07, 2012 4:41 pm

Ohhh, isto já chegou aqui!!! Adorei este capítulo, e mesmo quando o reli ainda senti um arrepio na espinha! Unicamente soberbo, e faço das minhas as palavras da Fox.

ISto grita por uma continuação, lool.
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qua Set 12, 2012 12:53 am

Spoiler:
Oh Fox! As coisas que eu te podia contar sobre estas crónicas... mas não conto! Assim como tu não me contas da tua Sedução Imperial! Ehehehe. Um braço por um braço :p Anyways, não tens de esperar mais. Aqui está um capítulo completamente novo. Ninguém leu! :o espero que te satisfaça desta espera toda e espero escrever mais frequentemente agora! ^^ Obrigada por me continuares a seguir fielmente, really! ;)

Mia ahaha, é verdade. Isto andou depressa e depois estagnou :x My fault! Mas aqui está um capítulo novíssimo! Espero que te faça as vontades ahaha. Beijinhos!

Ora bem, senhoras e senhores, meninos e meninas, este é um capítulo novíssimo para todo e qualquer um que lhe ponha os olhos em cima. Espero sinceramente que aguce a vossa curiosidade! ;) Não se esqueçam de visitar o Compêndio para não se esquecerem ou baralhem quanto a personagens e lugares. Aproveito para acrescentar que lá encontram fotos de todas as personagens importantes.




27. PANDORA - ARINDALE

"Liannus, tu sabes quem matou os meus irmãos." As palavras de Pandora ressoaram nas paredes abafadas da biblioteca de Liannus.

Camilla sentiu o aperto de Liannus no seu pulso afrouxar e encolheu-se de novo contra as estantes carregadas de livros da biblioteca de Liannus como se essa acção a fizesse desaparecer, que parecia ser o que mais desejava de momento. Liannus apertou o braço do cadeirão e tentou manter a sua expressão neutra. Mas Pandora sentiu a tensão a adensar-se enquanto um arrepio de excitação lhe percorria a espinha.

Liannus sorriu mas o sorriso caiu-lhe fraco nos lábios e nunca chegou aos olhos. "Foi Marcus quem te contou tamanho disparate?"

Pandora estremeceu e estalou o pescoço para se manter calma. "Não é disparate. Ele jurou-me a verdade. Disse que tu sabias quem era o assassino dos meus irmãos."

Liannus levantou-se e cravou os olhos em Camilla. A vampira estremeceu contra a estante fazendo tombar três livros da prateleira de cima. "Camilla preciso que saias." A sua voz era fria, distante. Camilla anuiu e fez um esforço para se descolar e sair da biblioteca o mais rapidamente possível.

Ao passar por Pandora roubou-lhe um olhar quase esperando que a ruiva a mandasse parar de novo como há pouco fizera. Um jogo retorcido entre Liannus e Pandora para determinar quem tinha mais poder sobre ela. Mas ela não abriu a boca e Camilla escapuliu-se. Descalça e a tremer como varas verdes.

Liannus olhou as lombadas dos livros procurando algum interesse para dispersar a sua raiva. Pandora aproximou-se. "Liannus! Diz-me quem matou os meus irmãos!" A sua voz tremeu e ela sentiu-se de novo como uma criança inocente. Mas deixara de ser criança há muito tempo quando foi testemunha do assassinato brutal das pessoas que mais amou no mundo.

Pandora apertou o casaco de Liannus e deixou cair a cabeça para a frente. "Por favor..." um suspiro. "Diz-me! Eu estou cansada Liannus. Cansada de viver nesta triste incerteza! Nesta busca incessável por algo inalcançável. Preciso de descanso, preciso de um desfecho. Liannus... quem matou os meus irmãos?"

"Pandora, querida..." Liannus virou-se. Tinha um brilho no olhar. Agarrou as duas mãos pálidas de Pandora e levantou o braço para lhe acariciar a face, mas retirou a mão antes de lhe tocar na pele fria. "Eu não queria revelar-te esta informação..."

Pandora cerrou os dentes e fixou o seu olhar em Liannus enquanto se soltava e se afastava um pouco. Sentia o frio da desconfiança a crepitar-lhe pela espinha acima.

Liannus tentou abafar o sorriso venenoso que lhe arrepanhava os lábios com uma mão pesarosa no queixo macio. "O Marcus está doente. Louco! Não diz coisa com coisa e passa os dias a murmurar palavras que ninguém entende. Ele veio até Arindale para falar contigo. Encontrei-o no portão do Norte há cerca de uma semana, mas estava completamente demente."

Pandora sentiu as suas sobrancelhas subirem e a sua boca abriu-se incrédula mas Liannus continuou enquanto colocava as mãos atrás das costas e olhava o tecto como se estivesse distante.

"Dizia disparates, queria ver-te. Tinha um olhar maníaco nos olhos e agia como um lunático. Precisei de seis guardas só para o segurar. Sabia que não o querias ver e que isso só o iria transtornar mais. Tanto a ele como a ti. Por isso mandei-o para a masmorra e convoquei os Sábios para o examinarem."

Liannus olhou Pandora nos olhos. Estava sério. Demasiado sério. "Os Sábios declararam-no completamente alucinado. Continuava a insistir que te queria ver e quando o neguei pela milésima vez, pediu papel, penas e tintas. Agora passa os dias a escrever e a delirar. Não te queria contar. Mas esta é a verdade." Os olhos do louro brilhavam. Qualquer pessoa afirmaria ser brilho de tristeza, amargura, compaixão. Mas Pandora não conseguia abafar a desconfiança que lhe mordia os calcanhares.

Suspirou pesadamente e sentou-se enquanto fitava os seus joelhos firmemente. Não soube dizer quanto tempo passou em silêncio. Se segundos ou vários minutos. Liannus não a interrompeu. Pandora levantou o olhar carregado e fitou-o nos olhos fechados de Liannus. "Liannus, porque é que achas que os meus irmãos foram mortos?"

A pergunta apanhou o vampiro de surpresa, o que não acontecia frequentemente. Liannus encolheu os ombros e fitou a janela que reflectia a luz da lua que estava quase cheia. "Quem sabe, Pandora. Crueldade talvez. Ou pura malícia."

"Achas que quem o fez estava à procura de algo?" Pandora levantou-se e fitou as costas estáticas de Liannus. Havia algo que nunca tinha batido certo com o assassínio dos seus irmãos. O porquê de tal brutalidade; - podia jurar que com tanto sangue a morte tinha sido lenta, talvez tivessem sido torturados -, o porquê de ela ser a única a sobreviver a tamanho massacre quando tinha estado lá durante todo o ataque; - infelizmente, por mais que tentasse não se conseguia lembrar do que se tinha passado. Sempre culpara essa amnésia selectiva à tenra idade, mas agora sabia que havia certos vampiros com poderes de alterar memórias e emoções. - e o porquê definitivo de ter sido a sua família a escolhida para sofrer tal desgraça.

Um minuto passou e Liannus encarou-a com um meio sorriso. "Querida, já passaram milénios. Queres mesmo recordar esses eventos?"

Pandora nem pestanejou. "Sim. Até me vingar."

Liannus anuiu rigidamente. "Tentarei ajudar-te, como tenho feito até ao presente. Acredita em mim Pandora. Eu nunca te mentiria." Liannus deu duas passadas e voltou a pegar nas mãos brancas da ruiva. "Eu não sei quem matou os teus irmãos. Mas assim que descobrir quem foi o sacana, vamos os dois acabar com a sua vida miserável. Certo?" Liannus passou uma mão pesada pelos cabelos que caiam desalinhados do penteado simples de Pandora e sorriu. "Lá por conheceres o Marcus há mais tempo não quer dizer que tenhas de acreditar em tudo o que ele diz. Sabes que ele tem saudades tuas e inveja e ciúmes de mim. Não podes acreditar nele."

Pandora tentou sorrir mas sentia-se pesada. Havia algo que não estava a bater certo. Marcus parecia-lhe bastante são e lúcido quando o encontrara. Nada dera a entender a tal demência que Liannus teimava em mencionar. "O que vai acontecer com o Marcus?"

Liannus fechou os olhos por um momento e voltou a abri-los. "Pensei em mandá-lo para a Masmorra das Montanhas Vermelhas a Norte. Os Sábios do Castelo Vermelho cuidarão dele e farei com que todas as suas necessidades sejam atendidas. Não será maltratado Pandora, mas não podemos confiar em nada que ele diga."

O Castelo das Montanhas Vermelhas. Uma fortaleza imensa perdida no meio de vulcões activos. Guardada por vampiros Sábios. Os anciãos da nossa espécie, guardadores de segredos e dos desventurados. E um asilo para os loucos. Uma masmorra a servir de enfermaria com vampiros de pensamentos retorcidos a tomar conta dos dementes. Um antro de loucura e demência. Um Inferno, certamente. Mas o que mais podia fazer?

Pandora anuiu levemente e encostou a cabeça ao peito de Liannus deixando os seus dedos finos acariciarem o seu cabelo. "Liannus... posso vê-lo uma última vez?" Os dedos de Liannus pararam por um momento.

"Só depois de eu o ver e ter a certeza que ele não é um perigo para ti."

Pandora sorriu, afastou-se e pousou as mãos no peito de Liannus enquanto o encarava. "Claro, meu amor." As suas mãos subiram e apertaram o pescoço fino de Liannus puxando-o para um beijo fervoroso. Liannus apertou as costas de Pandora e puxou o seu corpo franzino contra si num aperto esmagador.

As mãos da ruiva desceram para a barriga do louro e acariciaram-no. Liannus abriu a boca e tomou a língua fria de Pandora na sua iniciando uma dança privada. As mãos de Pandora continuaram a descer até à fivela do cinto e rodearam-lhe a cintura.

Os seus dedos finos embateram em metal trabalhado e Pandora sorriu no beijo. Guardou o pequeno objecto frio no bolso e desapertou os botões trabalhados do vestido para encobrir o seu gesto. Liannus lançou-se ao seu pescoço de boca aberta e ela soube que estava safa.

Continua...

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por miaDamphyr em Qua Set 12, 2012 7:14 pm

A isto é que eu chamo de "domir com o inimigo". O bom de todo é que a Pandora não tem nada de burra, e pode ser que o querido Liannus a esteja a subestimar. Gostei muito da habilidade dele em distorcer as coisas, um mafioso e tanto e quase consegui ouvir a voz dele, calma e fria, a ecoar dentro da minha cabeça. Gostei muito, mas não deverias ter parado por ai, sabes que eu gosto muito de.... assuntos sensuais privados.. (não sei se me fiz entender) ihihihi. Mas welcome back Pandy, tu e esta maravilhosa crónica cheia de mistérios, mal vejo a hora do próximo capítulo. Bisous.
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Qui Set 13, 2012 1:09 am

Quando ela disse, e cito, "sim, meu amor", as minhas sobrancelhas ergueram-se tanto que se devem ter perdido no emaranhado que se tornou o meu cabelo a estas horas!
Ela não é parva. Oh, algo que gosto tanto nesta história é fugires aos clichés do género "ele mente e ela acredita"! Sim, porque não me vais conseguir convencer que este capítulo tresanda verdade!
A história do Liannus faz sentido mas não a esse ponto e é bom ver a Pandora confiar nos seus instintos!
Não te atrevas a ir agora embora, Pandy! Não antes de nos avançares com estes 2 (o que eu sei que vai demorar, é pior que o GoT!)

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Seg Out 01, 2012 8:41 pm

E FINALMENTE um capítulo novo para vossas excelências! Sei que deveria ser maior pois já não actualizo isto há algum tempo, mas a inspiração tem andado de férias... por isso contentem-se com este bocadinho e esperem que o próximo seja maior ou, quiçá, mais interessante! :D Obrigada a todas/os que seguem isto fielmente!! :p Não se esqueçam de visitar o Compêndio para não se esquecerem ou baralhem quanto a personagens e lugares. Aproveito para acrescentar que lá encontram fotos de todas as personagens importantes.

Spoiler:
Ah pois é! Quem sabe o Liannus não anda a subestimar o que tem dentro dos lençóis :x Ah pois sei, cara Mia! Sei pois! E eu também gosto xD mas não estava inspirada para tal. Deixo o resto da descrição da noite para a imaginação de cada um! :p Obrigada por continuares aí!

Fox ohhh e eu a pensar que o Liannus até te tinha enganado a ti com as suas "verdades" lol. Fico contente por teres gostado e sei que este cap não te deve saciar completamente a sede, mas já é um avanço, certo? Obrigadaaaaa!!





28. STEFANO - EUPHARNIUM

"Stefano por favor! Abranda!" Lorenzo incitava o seu cavalo com os pés mas o pobre animal deitava bafos de cansaço pela boca. "Temos de parar, estamos a cavalgar há quase uma hora! Stefano!"

O cavalo de Stefano estava igualmente cansado e o esforço era em vão. Tinham perdido o pombo quase desde que tinham começado a perseguição e apesar de saber a direcção geral que o pombo rumava, de nada lhes servia pois ele atingiria o seu destino muito antes.

Stefano parou o cavalo com um puxão forte das rédeas e saltou habilmente da sua sela. Murmurava baixinho e rangia os dentes enquanto andava para trás e para a frente. Não tinha qualquer hipótese de interceptar a mensagem e voltar para trás estava fora de questão. A sua avó matá-lo-ia! Mas não sem antes lhe perfurar os tímpanos com um raspanete de todo o tamanho. Mas de nada lhe valia continuar a sua busca e não iria ficar eternamente no meio de uma estrada abandonada sem saber o que fazer.

"Stefano estou exausto. Voltamos para trás?"

Lorenzo... a culpa tinha sido toda dele. Se ele não o tivesse distraído e seduzido, aquele pombo estaria na panela a servir de guisado! Mas aqui estava ele a perseguir sombras, a tentar adiar o momento em que voltaria para o castelo.

"Cala-te imbecil! A culpa é toda tua!" Stefano cerrou o punho e abanou-o na direcção de Lorenzo.

"Minha?" Lorenzo saltou do cavalo com menos agilidade que Stefano o havia feito momentos atrás. "Tu é que me quiseste trazer!"

Stefano deu duas passadas largas em direcção ao seu companheiro. "Eu trouxe-te para matares aquele pombo! Não para me chupares a picha!"

Lorenzo riu e penteou o cabelo com os dedos finos. "Isso, meu caro, foi um bónus. E não me lembro de te ouvir dizer para eu parar. Muito pelo contrário!" O louro sorria mesquinhamente. Um sorriso tão curto e falso que Stefano ponderou em arrancá-lo à dentada.

"Eu avisei-te Lorenzo... eu avisei que se falhássemos não iria ser a minha cabeça a rolar." As palavras de Stefano soavam gélidas e distantes. "A minha avó frisou a importância desta tarefa. E eu acedi aos seus desejos."

"Como sempre." Murmurou Lorenzo entre dentes.

"Estás a insinuar alguma coisa?" Stefano sentiu-se sorrir. A raiva consumia-lhe o peito com um ardor mais quente que o próprio fogo. O peso do falhanço, a vergonha de ter de encarar a sua avó, o seu orgulho ferido pelas palavras afiadas de Lorenzo, o seu brinquedo. Tudo se juntava num turbilhão de emoções demasiado avassaladoras para o estado de mente perturbado em que se encontrava.

"Estou!" A voz de Lorenzo esganiçou uma oitava acima. "Tu és um pau mandado. A querida Rainha manda e o neto obediente cumpre! O que é que ganhas com isso? Há anos que te ouço gabar sobre a tua importância, há anos que te ouço falar no tempo em que serás coroado e o quão próximo esse tempo está! Mas não te vejo fazer mais nada do que rondar as saias da tua avó!" Lorenzo esbugalhava os olhos e soltava perdigotos com cada palavra proferida. Aquele discurso parecia ensaiado. Palavras há muito comedidas e agora soltas sem qualquer rédea.

Stefano sentiu suor a escorrer-lhe pela têmpora e Lorenzo engoliu em seco. Talvez não devesse ter dito tanto de uma só vez. Não lhe competia. Stefano era o príncipe e ele devia-lhe respeito e vassalagem.

"Quem és tu, reles peão, para me falares assim? Eu sou o teu príncipe. Eu vou ser o teu rei! E esse tempo está mais próximo do que tu imaginas. Quem te julgas? Meu igual? Meu superior? Nunca. Jamais. És uma formiga. Uma migalha de pão pronta a ser varrida da mesa! Por isso reduz-te à tua insignificância e não me dirijas mais a palavra!" Stefano montou o seu garanhão e agarrou nas rédeas com força.

Lorenzo sentiu-se enrubescer até às orelhas. Cerrou o maxilar enquanto erguia a cabeça com altivez. "Podes ser o meu superior, mas quem mexe os teus cordelinhos é a poderosíssima Isabella. Tu é que és o peão."

Stefano grunhiu e incitou o cavalo na direcção de Lorenzo que gritou quando o garanhão se empinou e começou a relinchar. Tudo se passou num piscar de olhos mas para Stefano foi uma eternidade. O seu cavalo arregalou os olhos, empinou-se e abanou as patas dianteiras. Lorenzo içou os braços para se proteger ao invés de se agachar ou fugir e levou um coice na têmpora direita. No segundo a seguir estava estendido no chão com a cabeça a sangrar.

Stefano saltou do cavalo num ápice e ajoelhou-se junto à cabeça de Lorenzo que estava inconsciente. "Oh que foi que eu fiz?" Stefano mastigou a bochecha enquanto ponderava se deveria ou não mover o seu amigo. "Desculpa Lorenzo. Estava enraivecido. Não queria ouvir mais. Só te queria assustar. Que foi que fiz?"

Stefano perscrutava a face imóvel de Lorenzo. O peito não se movia. Estaria a respirar? O moreno inspirou fundo e encostou o ouvido aos lábios do louro.

Nada.

Uma mão em frente ao nariz a ver se conseguia sentir um respirar, ainda que fraco.

Nada.

O sangue não parava de jorrar em cascatas quentes e Lorenzo não se mexia. Estava morto. E a culpa era de Stefano. Não, a culpa era do seu cavalo e do seu temperamento irascível. Stefano virou-se de rompante esperando ver o cavalo chorar de culpa e desespero mas o garanhão nada mais fez do que baixar a garimpa e mastigar um punhado de relva murcha.

A culpa não tinha sido do cavalo. Nem dele. A culpada de tudo era a sua avó! Isabella era a culpada. Se não fosse ela, ele não teria saído do castelo. Se não fosse ela, eles não teriam partido numa missão à partida perdida. Se não fosse ela o corpo de Lorenzo não jazeria naquele chão mole e ensanguentado.

Isabella. Ela saberia o que fazer. Teria de saber.

-*-

A cavalgada tinha sido mais rápida no regresso do que na partida mas para Stefano foi uma eternidade. Tinha deixado o corpo de Lorenzo tal qual ele tinha perecido mas a culpa, o desespero e o caos tinham-se instalado no peito de Stefano. A sua cara estava molhada e ele sabia que não era suor.

Largou o cavalo assim que entrou nos portões e esperou que algum moço de estrebaria tivesse o bom senso de o levar para dentro. Correu para dentro do castelo e subiu os degraus de pedra fria freneticamente. Tinha de ver a sua avó.

"Meu príncipe, está de volta tão cedo? Como foi-... oh..." Stefano ignorou os chamamentos e as cortesias. Não se importou com os criados que derrubou e muito menos se importou com os nobres que ignorou no seu caminho atribulado.

Num ápice estava em frente à porta pesada e ornamentada dos aposentos de Isabella. Nem se preocupou em bater à porta. Neste momento pouco se importava se apanhasse a sua avó nua ou a fornicar com algum membro da guarda. Empurrou a porta e entrou de rompante.

"Avó! Preciso de si." Avançou dois passos e estacou no mesmo sítio. Esperara tudo quando entrara de rompante, mas não esperara ver Ilka a sufocar a sua avó na banheira.

Continua...

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Seg Out 01, 2012 9:06 pm

God, que saudades! E do Stefano, não me aguento!
Ok, ponto a favor (para além de ser novo e de ter o Stefano *coisa boa!*: ele não apanhou o Pombo! Yeh, estou orgulhosa do bicho!
Ponto contra: ele entrou a meio da matança! Nãããããoooo! Quer dizer, não podia esperar mais um pouco? Exaltar-se mais com o pobre do amante? Demorar mais a chegar? Não quero, ela ainda vive... Desapontada aqui xD
E sim, agora estou aqui a roer-me toda para saber mais! Ainda por cima quando vai demorar a atualizar esta cena! :D

PS: eu não sei como vocês fazem isto, mas eu não sou administradora e não posso ver os vossos links\músicas... *depressed here*

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por miaDamphyr em Sex Out 05, 2012 6:14 pm

Yeaaahh, adorei o novo capítulo Pandy, que bom. Ainda mais a começar com o Stefano e uma morte dessas, pobre príncipe, imagino a sua angústia. Mas ele não tinha nada de ter corrido mais que as pernas e ter encontrado a Ilka a sufocar a avó. Concordo muito com a minha Fox, ele poderia ter tropeçado pelo caminho. Lool. Beijos querida.
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por CatariinaG' em Qui Out 18, 2012 1:27 pm

Ai o quanto eu adoro o Stefano, somehow... Dirty thought over here!

Anyhow,
AMO ISTO!!!
Continua, se não... ya know what's going to happen xD *

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Ter Out 30, 2012 1:26 am

Oh yey! Uma actualização! xD

Spoiler:
Fox era um pombo supersónico treinado por extra-terrestres com o único objectivo de ir defecar na torre de menagem (MENAGE) do rei Adolphus. Ah, e entregar a tal mensagem... xD Oh tu queres que a Isabella morra? Mas ainda nem viste bem daquilo que ela é capaz... e bem, nem sei se morre ou não... ainda estou para decidir isso (not! já está decidido há c'anos!). Anyway, obrigada por continuares a ler os meus updates irregulares disto e espero que gostes! xD

Mia outra que quer ver a Isabella morta? A mulher só teve dois capítulos e já tem assim tanto ódio? xD Veremos o que acontece... ainda vais ter de esperar, para variar! xD Sabes que ainda vou dar uma volta pelo reino antes de lá chegar lol. Obrigada!

Cata, porca! xD E pronto está aqui! Tanto insististe (todos os dias: há crónica? Vai escrever ó preguiçosa!) que eu escrevi! Pronto, espero que te satisfaça uma semanita, pelo menos. Que tal? xD Obrigada!!



29. WILLIAM - ESTRADA LAMACENTA

Tinham saído de Loch Cilwyrr há meio dia e estavam a fazer bons progressos. Tinha caído uma chuva forte na noite anterior o que provocava a travessia pela Estrada Lamacenta ainda mais difícil do que a norma. Afinal, a Estrada não tinha o nome de Lamacenta por qualquer razão. Mel mastigava umas ervas que tinha apanhado uns bons quilómetros atrás. De vez em quando cuspia um líquido malcheiroso. William levantou o sobrolho perante tal facto e Melisizwe ofereceu-lhe um punhado de ervas que ele acabou por aceitar relutantemente.

Mastigou por um bocado até que sentiu a boca encher-se de saliva amarga. Fez uma careta e cuspiu tudo fora. Folhas e todo. Melisizwe gargalhou com vontade enquanto abanava a cabeça. Will teve de se rir um pouco enquanto amaldiçoava o seu amigo.

Ao cair da noite procuraram uma gruta para pernoitar. O céu estava escuro e tenebroso e o ar estava húmido, o que adivinhava chuva e até, possivelmente, tempestades. A meio dos preparos William podia jurar que tinha ouvido algo a restolhar na floresta. Melisizwe também parecia ter ouvido pois fez um rápido sinal a Will e avançou de lança afiada numa mão e uma das suas espadas retorcidas na outra.

William estava prestes a começar a ficar preocupado quando o amigo voltou com dois coelhos presos no cinto e uma coruja às costas. Sorriu de contentamento enquanto procurava uma pedra afiada e um pau para fazer lume. Hoje iriam jantar o repasto dos Deuses. Tinham trazido comida da aldeia mas era maioritariamente conservas e carne seca salgada, o que podia ser prático, mas não era assim tão saboroso.

-*-

A lua já ia alta no céu quando os dois amigos se recolheram para dentro da gruta. Bem, gruta era um exagero. As palavras certas seriam: uma pequena saliência, apertada e malcheirosa com alguns morcegos a servir de adorno. Pouco importava, a chuva tinha começado a cair e com ela os trovões por isso, gruta ou saliência, qualquer um dos dois era bem-vindo.

"Descansa um pouco Mel. Eu fico de guarda por agora." Melisizwe anuiu enquanto se esticava no chão da gruta. Tinham caminhado o dia inteiro e estavam exaustos, mas era de noite e os vampiros estavam cada vez mais perto. Não se podiam dar ao luxo de baixarem a guarda, principalmente durante a noite. Por isso William desembainhou a sua espada e encostou-se à rocha fria e molhada da entrada da gruta enquanto observava o que se encontrava em redor.

A lua estava cheia mas o céu estava nublado e carregado de nuvens de chuva por isso a visibilidade era praticamente nula. William tinha de redobrar a atenção.

-*-

Podia jurar que estava de guarda há quase duas horas mas não sabia dizer ao certo. Sentia os seus olhos pesados e bocejava de cinco em cinco segundos. Não tinha visto nada nem tão pouco ouvido. A chuva não dava sinal de abrandar e o céu parecia cada vez mais escuro e tenebroso. Seria até difícil dizer ao certo quando amanhecesse.

Depois de mais dois bocejos e uma visita ao exterior da gruta, uma maneira forçada de acordar, William deu o braço a torcer e virou-se com a intenção de acordar Melisizwe para trocarem de turno. Mas quando se virou, congelou. Tinha ouvido algo bem perto da entrada da gruta.

Não era a chuva, há duas horas que estava em pé a ouvir atentamente o barulho que a chuva fazia nas folhas secas e no chão enlameado. Não era nenhum trovão pois esses estavam longe e, de momento, quase inaudíveis. Não era nenhum animal nocturno pois nenhum ser vivo seria louco o suficiente para se aventurar com este tempo.

E aí estava o busílis da questão.

Nenhum ser vivo... os vampiros não eram seres vivos. William inspirou profundamente e sentiu-se mais acordado do que estivera durante toda a sua vigila. Apertou a espada na mão e voltou a encarar a tenebrosidade da floresta que o rodeava.

Passou-lhe pela cabeça acordar Melisizwe, mas não teve tempo para ponderar na questão pois os arbustos à sua esquerda tinham gemido. Will saiu da gruta com a espada em punho e um cerrar de lábios furioso e determinado como armadura.

"Quem quer que sejas, aparece. Não há escapatória possível."

Melisizwe, que deveria ter acordado quando a primeira sílaba se escapara por entre os lábios de Will, estava a seu lado, desperto e de espadas em punho. Silencioso e mortal.

"Aparece!"

Não soube dizer ao certo quantos minutos ficaram a empunhar as suas armas. A única medida que lhe permitia assumir que o tempo estava a passar era o ensopar gradual das suas roupas e o enregelar lento dos seus ossos. Mas o tempo passou e a figura emergiu lentamente das sombras.

Estava coberta com uma capa e capuz e sangrava de uma das pernas. Era pequena e franzina. À primeira vista não parecia um vampiro, mas nunca se podia ser demasiado cuidadoso. William trocou um olhar com Melisizwe que também lhe pareceu céptico.

"Mostra-te."

William juraria a pés juntos que estava preparado para o pior. Um vampiro esfaimado; um rebelde do Sul; uma vítima dos sugadores; um homem das Ilhas ou das Montanhas, qualquer coisa, menos isto.

A figura removeu o capuz lentamente, parecia também estar magoada no braço, e quando os fitou foi com um olhar de orgulho, rebeldia e dor.

"Olá mano."

"Matt!?" William não queria acreditar. A espada soltou-se por entre os dedos quando ele se ajoelhou em frente ao seu irmãozinho. Parecia-lhe ainda mais novo, inocente e vulnerável no meio daquela tempestade. "O que te aconteceu? O que estás aqui a fazer? Porque não ficaste na aldeia? O que te passou pela cabeça!?"

Sabia que estava a bombardeá-lo com questões, mas pouco se importava. Aqui estava ele na terrível ilusão que a sua família estava sã e salva na aldeia que muitos protegiam quando a abominável verdade é que o seu irmão estava à sua frente e ferido!

Felizmente Melisizwe teve a compaixão que William não conseguiu encontrar no meio da miscelânea de sentimentos e emoções, e puxou Matt para dentro da gruta. Sorriu-lhe enquanto o sentava numa rocha e lhe tirava as roupas molhadas antes que apanhasse alguma pneumonia.

Matt não conseguia parar de tremer. William entrou, finalmente, e ajoelhou-se a seu lado enquanto escrutinava os ferimentos de que o seu irmão padecia. O corte na perna já não estava a sangrar e não era profundo. Tinha algumas poções que Taissa lhe dera e, certamente, haveria alguma que pudesse desinfectar o corte. Agora o braço era outra história completamente diferente.

William tocou no antebraço do seu irmão e o pequeno gemeu de dor. Apertou levemente tentando não o magoar, o que se tornou impossível, mas não precisou de muito tempo para constatar o óbvio. Matt tinha o braço partido. Trocou olhares com Melisizwe que o compreendeu perfeitamente. Teriam de endireitar o braço para que sarasse correctamente, mas a prioridade era aquecer Matt.

Encontraram ramos partidos e folhas secas nos cantos da gruta que, apesar de estarem húmidos, arderam passado algum tempo. Melisizwe tinha despido Matt e enrolava-o agora na sua capa que estava seca. Os tremeliques de Matthew tinham abrandado e a sua face já mostrava sinais de umas rosetas cor-de-rosa, o que era um bom augúrio.

William sentiu-se passar pelas brasas durante alguns minutos. O cansaço, o calor da fogueira e o barulho da chuva tomaram conta dele e apenas o toque quente do seu irmão o despertou.

"Desculpa Will. Sei que não devia, mas eu queria tanto partir com vocês que vos segui! Perdi-me quando o pântano transbordou e alagou a estrada. Estive a vaguear até que finalmente vos encontrei. Foi pura sorte, na realidade, mas-..."

William calou o seu irmão com um toque. Lembrava-se bem da necessidade que tinha de mostrar a sua valentia quando era novo. Lembrava-se como era terrível ser catalogado como uma criança e inútil nas tarefas dos adultos que tanto desejava fazer. Sabia que o seu irmão transbordava coragem e bravura e não podia negar um certo orgulho por Matt os ter seguido até ali. Mas o medo de o ter consigo naquela viagem perigosa era como um peso no seu coração.

"Matt, está tudo bem. Vamos levar-te para casa são e salvo, não estamos assim tão longe."

O lábio inferior do seu irmão tremeu e William soube que não foi do frio. Os olhos de Matt brilhavam e a sua voz saiu tremida quando ele falou. "Eu não quero ir para casa..." Will abriu a boca para falar mas Matt lembrou-se de algo e o brilho dos seus olhos desapareceu. "Não podemos ir para casa! O pântano transbordou e a estrada alagou, não há mais caminho! Terias de dar a volta e isso poderia demorar dias! Não queres perder esse tempo Will! Eu sou forte, eu sou corajoso, eu posso ajudar-vos!"

"Matt, eu não quero correr o risco de te perder. Não te posso levar até Arindale. É demasiado perigoso. Para além do mais, a mãe e o pai devem estar roídos de preocupação!" William levantou-se tentando impor a sua autoridade. Melisizwe cirandava de um lado para o outro enquanto misturava ervas num pote com água a ferver.

"Não estão! Eu deixei-lhes uma mensagem a dizer para onde vinha."

"Pois, claro. E uma viagem até Arindale vai deixá-los muito mais descansados!"

Matt abriu a boca para retorquir mas Melisizwe interrompeu a discussão com uma concha estendida à frente de Matt. Era um líquido esverdeado que fumegava e cheirava mal. Matt franziu o nariz mas Mel insistiu.

"O que é isso Mel?" Will perguntou com curiosidade. Melisizwe apontou para o braço e fez sinal de adormecer por isso William assumiu que o líquido deveria ser uma espécie de analgésico para puderem colocar o braço do irmão no sítio.

"Bebe." William ordenou.

"Bebo se me deixares ir com vocês até Arindale." Matt cruzou os braços.

"Bebes porque eu mando, porque sou teu irmão e porque não me importo de voltar atrás para deixar no colinho da mamã." E Matt bebeu.

William esperou que Matt estive quase completamente sob o efeito do analgésico para vociferar a sua decisão. "Matt, vens connosco até eu achar que é seguro. Depois ficarás numa qualquer aldeia ou escondido até nós voltarmos de Arindale. Mandarei uma mensagem a Oscar ou a Tim para te virem buscar. É o meu compromisso."

Matt sorriu levemente antes de adormecer um sono sem sonhos.

Continua...

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por CatariinaG' em Ter Out 30, 2012 3:38 pm

O Matt pode ser o Tom Hiddleston? Please, please... I have a picture of him and all of that shit!
Please *-*
Loved it!
Adorava mais se fosse representado pelo BOM do Chris ou pelo AINDA MELHOR do Tom! :D

Loved it!
By the way, era mais giro se a poção o matasse... Just sayin'! xD

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Qua Out 31, 2012 7:06 pm

Hahahah, eu quero um pombo desses! Podes mandar um aqui para casa, Pan? xD
E claro que queria que ela morresse! E que voltasse do sítio para onde raio tivesse ido e se vingasse de toda a gente (porque ela é demasiado generosa para atacar só aqueles que a atacaram a ela!).

E este miúdo aparecer aqui... Bem, não estava à espera! Será que ele quer mesmo ajudar ou é ele o traidor e está prestes a atraiçoar a sua própria família?
Oh, adorava que assim fosse! Quero tanto saber! OnAdmire !
Pan, quem é o próximo a ser retratado aqui? :D

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Convidado em Qui Nov 08, 2012 4:12 pm

PS – Devo de dizer que também amo o Japão, e a Korea. Oh, tudo, adoro tudo *-*
Agora sim, passemos a comentar. Aviso que este comentário é pobre, sim pobre (e ñ digas o contrário xD), mas que é o que eu acho da tua história.


Então, let’s go :


Pobre Pandora, tendo sempre aqueles horríveis e macabros sonhos. Chiça, de tantas vezes que sonha, deve doer, não é? Ai minha nossa, que desgraça a infância dela hein.
E mesmo assim continua em pé, com forças, firme. Força Pandora, não te deixes vir abaixo, mesmo que tudo em teu redor apareça escuro, tu continua!
De Liannus já temia ele possuir aquele porte e aquela personalidade escuras e sombrias, hm. Ai não, que sítio horrendo o.o’ Até ratos e ratazanas xD? My god, pobre Marcus, ter que se alimentar de ratos (oh god..)!
Oooolha, olha, olha o maldito do Liannus a picar o Marcus, raios partam, damn! Para além de o horrorizar naquele sítio asqueroso, ainda tem que provocar-lhe com jeitos e palavras! CHYAAA
E tu sabes o que eu acho do Marcus… Oh…
E pronto, foste acabar com a paciência de Marcus, que ele usou toda a sua fantástica força… Mas, e infelizmente, és mais forte do que ele, ai Liannus, se não fosses tão forte, naquela altura, já estavas esmagado como uma formiga meu querido… Uiff.
Pois é pois é, agora vem com Pandora na boca, maldita sejas Liannus, aahh deveriam-te cair raios e que te electrocutem!
Aiii tanto gajo geitoso!!! (Os meus favoritos são Marcus, Benjamin e William) Mas tenho que felicitar-te novamente hein, Que bom gosto Pan xD!
O William é um homem valente, tem coragem para enfrentar os monstros sanguinários que tanto a sua mãe teme, e agora tem Matthew, o seu irmão junto a ele para lhe fazer companhia na luta! Go go!
Machado hein? Equipem-se com muitos machados que é a principal e melhor arma que podem ter para combatir aqueles chupistas haha!
"Eu sei disso. E já me conformei. Sei que não me perdoarás por ter feito aquilo que fiz, mas é um preço que estou disposto a pagar para estar contigo pois se não o tivesse feito, eu é que nunca me perdoaria a mim mesmo."
Ahhhh *suspira* , que doce amor entre eles dois. Sim, sim e sim, Pandora tu ardes com a sua presença, pões-te em chamas (mesmo que sejas uma vampira) com Marcus por perto. E ele fez o que um homem apaixonado só pode fazer, ele salvou-te de uma maneira ou outra (meeeesmo que não quisesses), mas ele fez o que fez PORQUE TE AMAAAAA , então mesmo que não lhe agradeças o que fez, não lhe digas essas palavras mulher, afina ele não merece!
Olha Liannus, informando todos os serventes, todos os vampiros, de quem era Pandora. Já agora podias saltitar de “felicidade” porque a Pandora é tua e isso todos têm de respeitar (que poderá sim ser tua, nos teus sonhos, meu filhote!)
Camilla, 500 anos, uma vampira jovem? Oh meu deus x’DDD, e eu que pensava que os vampiros Damon e Stefan que têm… 148 (acho.. hm?) anos eram jovens, ai mãe, são até demais
Oh Camilla, não sabes quanto veneno inútil soltar para enraivecer a Pandora. Aposto que ela estaria desejosa por estar no lugar da Pandora e ser a “amada” de Liannus, não é?

HUH!

Essa relação tão… digamos, viciante, tão íntimia, tão mútua que eles têm… Ambos bebem sangue um do outro, sangue este que é tão precioso, doce e “saudável x’DDD” para cada uma… Oh, so hot!
Ui, espero bem que quando se vinge, não acabe com a vida dela e VOLTE realmente para Marcus! *Ai, que romance entre este casal tão envolvente*
Ai Morden, eras mesmo mau (eras, porque vi pelos compêndios que já estavas morto, falta ler). Olha que fazer sofrer a tua filha assim, ó homem, se a tua filha amava aquele moço, porque razão não cedeste?! Olha vez, agora eles dois estão juntos, por muito que fizes-te, não deu resultado . E como a gente sabe, do mato que não se espera, é que sai coelho
Epa, que malta estão levando aquela caçeria mesmo a sério, hein? Assim mesmo é que é! Cuco, Óscar, Ben… são dos recrutas mais potentes, não é? Quero ver quando chegue a hora da verdade, eu imagino, todos lutando com todas as suas forças!
Ai essa relação entre Will e Lidia x). Mas é verdade, enquanto os vampiros existirem, nunca irão estar seguros… O pior é que cada vez são mais, não sei se chegarão à extinção
Que mania e superioridade a tua Liannus! Só porque sejas uma vampiro todo mal-humorado, respeitado, temido e possúas uma grandiosa força… Não tens por que te gabares por soltar um suspiro. Ai meu deus, eu cai da cadeira quando te sentiste demasiado superior para o tal… “suspiro”. E o suspiro a querer vir, e tu a evitá-lo.

És teimoso hein Liannus. Oh raios te partam!
Sonhando com a extinção humana… E já paraste para pensar quando “acabarem” com os escravos humanos, como irás tu e os teus súbditos, alimentarem-se?!
HÃ?! Diz-me? Já pensaste nisso?
Ah claro, depois morres à fome.
KYA KYA KYA

Parabéns pela profecia, Pan! Adorei, que imaginação tão cativante a tua, mulher! Nem na minha pobre cabeça poderia escrever assim, alguma vez?! Loooonge, bem looonge
Pois claro que não és tu Liannus, está obviamente claro quem é: PANDORA!
Bem, vejo que Camilla parece-se àquela moça loira (Erika parece-me que se chama) que adorava o Kraven, e que invejava a Selene por este querê-la como sua esposa (oh, thank god que ela livrou-se das garras daquele maldito e fujiu com Michael.. Se bem que em vez de filme, poderia ter formado uma bela série. E a Miss que não gostasse de romance… xD).
Neste caso, Camilla aparenta adorar/idolatrar/amar o Liannus (aparenta?). E Liannus usa e abusa dela hein… Levá-la até perto da morte… Abusamento bem abusado xD
E depois em vez de dar-lhe um pouquinho (nem que fosse umas quantas gotas) do seu sangue, não, abandonou-a quando já não lhe serviu. SO BAD! OH NO!
E mesmo assim, Camilla continua a idolatrá-lo
Ai Pan, não sei se ter pena de Camilla, ou… Ai não sei o que sentir por ela. Só nos próximos capítulos é que te poderei explicar.

Como? Como?! Ora bem, o Malachai esse bebeu de Pandora? E já queria fazer mal ao Marcus?!
O quanto que gostei quando ela espetou a adaga no seu coração, FABULOSO, FABULOSO! Bem feito! Toma lá o teu xarope, Malachai!

Ora bem, finalmente li com muita atenção o como ela se transformou em vampira. Claro, exacto, fez bem o Marcus dar-lhe o seu sangue vampiro, assim salvou-a.É melhor assim Pan, é melhor do que morreres e perderes o amor da tua vida, sim!
AH!
LIANUUUSSSSS
FOI LIANNUS!
FOI ELE QUEM MATOU A FAMÍLIA DA PANDORA!
E MESMO ASSIM, APROXIMOU-SE DELA?!
ELE AMA-A? NÃO ACREDITO!


Ora bem, Pandora, “E ela queria sentir tudo, menos sentir que era vampira.” - Sim foi Marcus quem te transformou nesse abominável ser que tu odeias profundamente, MAS, se ele não tivesse transformado. Tu não sentirias nada pois estavas morta
*ri* Heheh, um gesto muito perspicaz por tua parte Pandora, apesar de usares o nome daquele ser macabro como é Liannus, mas só assim (e dizeres juntamente o teu nome), todos te respeitam.
OH!

REENCONTRO!
MARCUS E PANDORA!

*YAYAYAYAYAY*
Wow, fantastic baby *-*

Ahh, então já houve beijo entre Will e Lidia! Muito bem…. Será que ficarão juntos? *pergunta num tom curioso, olhando-a com olhos bem abertos*

AIIII NOVAMENTE O REENCONTRO!

Tanto para dizer, e tanto trocar de olhares, e tanto sanguezinho, e tanto amor no ar… Oh, so romantic *-*!
E a frase do Marcus: "O meu pecado sempre foi amar-te demais."

*salta de um lado para o outro*

CHIN CHIN CHIN CHIN CHIN CHIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINN!!!

DEMAIS

Ai Pandora, não crês que Liannus possa chegar a tais extremos, mas a verdade é crua e dura, minha querida amiga! Nossa, quando ela souber que foi ele quem matou a sua família.. Não sei se terá força contra ele, visto que ele é mais forte.

Mas também Liannus não lhe poderia fazer mal… Ele, na sua maneira, ama-a… Não é… Não… É? Ò.ó?!!


CHI!
CHIII!

Pandora, mas como… OW, dizendo que estás com Liannus agora? Que já não amas (não és boa mentirosa -.-‘) o Marcus..?

AI, QUE DOR NO PEITO



Mas espera! Marcus vai-lhe dizer quem matou os irmãos dela.. AI A, O MOMENTO DA VERDADEEEEEEEEEE!
*emoção emoção emoção*

E…
E…

Puff. Toca a vez das lembranças.
Hm, olha Liannus a convencer a sua… “amada”… para criar ódio a Marcus. Ahhh sua língua venenosa ò.ó! Pandora pede já a Marcus para te salvar! Rápido, tens veneno a correr pelo teu corpo!!!

Promessas, pois é! Será que Liannus cumprirá as suas promessas? Hmmm, ele é o vilão, não creio que cumpra!

Espera… esperaaaa!!!
Mas, mas o quê? Que é isto?! É uma cena hottie entre Pandora e Liannus?! Jesuis!

Ai! Nem sequer para dar mais renda ao erotismo ele tinha, não havia tempo, ele para o ponto directo. É um obcecado, só o de imaginar a olhá-lo para a Pandora com um sorriso maluco, omg, demais!

Mas bem, tenho de admitir, que acho que os sentimentos que ele sente por Pandora, poderá ultrapassar a obsessão… E poderá chegar ao amor verdadeiro.
E sim, risca quando eu disse que ele não podia sentir amor verdadeiro por ela. Ou então não risques porque ainda não sei, não li mais adiante!
Ótima a música do capitulo 16, com as tuas maravilhosas descrições e música consegui imaginar tudo na perfeição (tudo muito excitante e animalesco né? xD)
Pobre da Lidia, vá lá que estava viva quando Will a encontrou! Nova personagem, Taissa, acho-a interessante e adorei! Sangue de lagartixa, ótimo, muito criativo Pan, hehe!

Gosto de ficar a saber mais sobre a história de Camilla. Vestido vermelho, logo vermelho (cor de blood!). Não duvido sobre o físico admirável de Liannus, mas também o tom insolente e aquela postura tão convencida… Oh homem, ele e a aspiração de dominar a raça humana -
Até o cavalo de Liannus era imortal! Que estilo !
Camilla desejava realmente ser vampira hein, adorou quando Liannus a sugou!
Pois é, pois é, ninguém pode falar com Liannus, é tão apressado, impaciente, manipulador… Iça!
Ai ai ai! Só querida Camilla, e com querida, transformou-a e fez-lhe acreditar que ela “era a sua querida”. Ai Camilla, querias tanto ser vampira, estavas cega por Liannus, deste-lhe practicamente a tua vida, e olha como ele te paga.
A Isabella é uma personagem perspicaz, não é? Gostei desta personagem, acho-a muito corajosa!

William!
Este moço vai dar muitas surpresas ainda não vai? Sim, eu sei que ele vai dar que falar, na POSITIVA! VALENTE MOÇO!

Quem é o traidor? *pesquisa, raciocina*

Pacto com os vampiros só pode dar a um pacto sangrento. Desconfio, sim, desconfio. Olha olha olha, tanto gajo giro que há na tua fic! O Stefano é um homem podre de bom, ai! É pena, e como sempre digo, que os moços bons sejam gays. Oh, mundo cruel!

Ai, Liannus, não consegues controlar os sorrisos com as maneiras e com a presença da Pandora! Agora sim, sei que tens a tua forma, lá meio avoada e estranha, de amar. (No entanto, não me esqueço que foste tu quem mataste os irmãos da Pandora, ai ai, que o céu vai ficar negro!)

Vejo que Pandora, consegue mesmo assim, “controlar” Liannus. Sim, porque ela provoca, ela fala, e ele consente! Talvez com outro vampiro ele não fosse tão tolerante haha! Essa, é uma das vantagens, de ser Pandora.

Já foste Camilla!
Pois é, falas-te demais, e agora vais pagar!
(E eu imagino de que maneira…).
Opá! Deixa a Pandora agir, falar e gritar à sua vontade, puxa! Só porque amas o “teu” Liannus (que nem te liga como faz com a Pandora!), não tens que te meter nos assuntos dele, e muito mais, com Pandora!

Uou! Jogo! Há jogo! Que inteligente a conversa de Liannus, quando raciocinou, invertenu a conversa contra Pandora! Senti… uma tentativa de provocar ciúmes na Pandora? Sim? Estou correcta? Ai Liannus, mas ela nem sequer pestanejou! Como eu gosto da personalidade da Pandora, ela não vai derrubar-se tão fácil. Força!

Oh, surpreendes pela positiva Pan, a sério! E tenho que te dizer, minha querida amiga Pan, que paras de escrever a história, sempre nos momentos melhores.
Espero que tenhas gostado do comentário, de no total, 2.123 palavras. Tirei duas tardes (aprox. 4 horas cada uma) para ler cuidadosamente cada capítulo. Pouco a pouco, consegui ler.
E agora sim, grito por um novo capítulo!


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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por miaDamphyr em Dom Jan 27, 2013 2:03 pm

Ohh Pandy onde andas tu. Estou tão curiosa para o que se segue, se bem que tal como a Fox ainda vais deixar-nos a espera para ver o seguimento dessa viagem deles. O Matt surpreendeu-me, não estava nada a espera de o ver por estes lados.

Gosto muito deste mundo (Não sei se queria viver nele, talvez matasse a pandora, fazia uma poção Polisuco com seus cabelos e ia me atirar a cama do Liannus. Muahahahah).
Beijos querida.
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Re: Crónicas Sangrentas

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