FanFic Nacional
Inscreve-te no fórum para teres acesso a comentários, galerias e votações.

Crónicas Sangrentas

Página 5 de 7 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Soph em Sab Jun 02, 2012 11:38 am

UHHHHH Me gusta ^^

Chego sempre atrasada, é impressionante! 7 capítulos? 7? A tua sorte Pandora, é que não me custa nada lê-los de novo, uma vez que são fantásticos! :)

Mas pronto, já sabes que eu gosto muito. Está interessante, muito interessante. Deveras interessante! xD
E continua rápido, que eu quero chegar à parte que ainda não li :)
avatar
Soph
Balzac
Balzac

Localização : Londres

Histórias Publicadas : -----------

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Andy Girl em Sab Jun 02, 2012 4:42 pm

OMG!
O momento em que ela a transformou foi mesmo marcante e agora eles voltaram a reencontrar-se! O que será que vai acontecer? Será que o Marcus vai lhe contar a verdade sobre Lianus?
Eu não entendo é porque ela é tão importante...
Quero saber mais!
Beijinhos!
avatar
Andy Girl
Camões
Camões

Localização : Num Lugar Chamado Sonho

Histórias Publicadas : -----------

http://cantarsentimentos.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Seg Jun 04, 2012 12:13 am

Nitaa hummm veremos o que irá acontecer agora que a nossa Pandora sabe onde está o Marcus... Muito obrigada por continuares a gostar tanto. Acho que já tinha avisado que isto vai melhorando pelo caminho. Mas como pretendo mudar muita coisa e reescrever capítulos inteiros depois de tudo terminado, não me importei muito com isso :p Obrigada mais uma vez por comentares sempre! Beijinhos!

Cata ainda bem, ora essa! :p Obrigada por continuares a ler! Beijinho

Fox oh yes you remember :p bem agora que estou a reler mais ou menos o que escrevi é que vejo que vos deixei mesmo no limbo quanto ao confronto que vai acontecer a seguir e eu não vou dizer qual é para não estragar nada lol. Mas prometo que tratarei disso em breve xD Btw Fox, amo a tua assinatura!! xD coelho super awesome :p Obrigada e beijinhos!!

Soph olha ela!!! Olá, olá! Seja bem aparecida! Já sentia falta da menina :p Oh fico contente por continuares a gostar e não te importares de ler de novo :p Okay, okay, prometo que vou continuar rápido! Obrigada e beijinhos!

Andy Girl, hummm eu sei a resposta para isso mas tu terás de esperar mais alguns dias para o descobrir, ehehe :p E quanto à Pandora ser tão importante, isso nem as minhas leitoras mais antigas o sabem ainda... por isso terás de esperar ainda mais!! xD Obrigada por continuares a ler e a comentar, beijinhos!!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Seg Jun 04, 2012 1:18 am

Bem, aqui está um capítulo pejado de acção e de acontecimentos que irão desencadear outros importantes :p Espero que gostem! Não se esqueçam de visitar o Compêndio para não se esquecerem ou baralhem quanto a personagens e lugares. Aproveito para acrescentar que lá encontram fotos de todas as personagens importantes.




14. LIDIA - LOCH CILWYRR

Lidia arrumou o cesto vazio e colocou-o debaixo do braço com um enorme sorriso na face. Ver os seus amigos treinarem até à exaustão deixava-a sempre bem-disposta.

"Anda Lidia, eu levo-te a casa." William lançou a sua espada por cima do ombro e sorriu-lhe enquanto apontava com a cabeça para o lado da aldeia.

Lidia olhou o chão e sentiu-se corar. Gostava muito do William e não conseguia evitar um enrubescer cada vez que ele era simpático consigo. O que acontecia frequentemente. Mas isso não a tornava convencida. Não se sentia exclusiva na sua afeição, sabia que Will era simpático para toda a gente!

"Obrigada, Will." Sorriu e partiram os dois em direcção à casa de Lidia que, na verdade, não ficava assim tão longe.

De tão nervosa que estava, Lidia tremia e suspirava enquanto passava o cesto da comida de uma mão para a outra. Olhava pelo canto do olho para William que sorria impavidamente enquanto olhava em frente.

O silêncio apoderou-se do casal, mas não era um silêncio desconfortável. A Lidia e o William já se conheciam desde pequenos, como todos os outros na aldeia. Tinham crescido juntos e tinham brincado juntos. Tinham brigado constantemente um com o outro na adolescência, mas isso não impediu que tivessem partilhado o primeiro beijo um com o outro.

Esse primeiro beijo de Lidia foi idílico, na sua opinião. O sol podia não se estar a pôr no horizonte, podia não haver um arco-íris por cima das suas cabeças, ela podia não ser uma princesa e não estar vestida como tal, mas isso não impedia que Lidia tivesse adorado os cinco segundos que o beijo tinha durado.

Depois disso ela ficou completamente apaixonada pelo rapazola forte e corajoso que implicava com tudo o que ela fazia. Depois disso William deixou de embirrar com ela e passou a tratá-la como uma simples conhecida. Depois disso William pareceu esquecer o beijo enquanto Lidia o recordava todos os dias.

E agora aqui estavam eles como amigos, andando lado a lado e ela parecia uma tolinha, completamente nervosa e embasbacada enquanto Will sorria como se não fosse desconfortável o silencio que os rodeava.

"Bem, chegamos." Will parou em frente à casa de Lidia e sorriu-lhe. Ela suspirou levemente enquanto brincava com a ponta da sua longa trança. O curto caminho até sua casa tinha-lhe parecido ainda mais curto pois tinha tanto para dizer a William e, no entanto, nada tinham falado.

"Sim. Obrigada Will." Sorriu nervosamente e, respirando fundo, inclinou-se na ponta dos pés e depositou um leve beijo na face áspera de William. Sentiu-se enrubescer e virou-se de repente entrando de seguida em casa o mais rápido que conseguiu, mas não sem ouvir um 'Tem cuidado à noite!' de William.

-*-

O Inverno estava a chegar e os dias estavam cada vez mais curtos, o que parecia deixar todos os habitantes da aldeia inquietos e nervosos. Mas hoje Lidia não pensava no que poderia acontecer com o cair da noite. Os seus pensamentos teimavam em ir parar constantemente a William e ao beijo inocente que lhe tinha dado.

Oh, sagrado Amadeus, como ela fora tola! Suspirou enquanto cortava uma cebola para fazer uma sopa de legumes para o seu jantar. Sabia perfeitamente que não o deveria ter beijado, afinal já se tinham passado cinco anos desde o seu primeiro beijo e William parecia já ter posto esse acontecimento para trás das costas, porque é que ela não conseguia fazer o mesmo?

Acabou de cortar uma batata e agarrou no balde de água encontrando-o vazio. Torceu o nariz e pendurou-o debaixo do braço. "Pai! Vou buscar água ao poço! Não demoro." E saiu porta fora ignorando os chamamentos do seu pai que a advertiam para não sair pois já estava de noite.

Lidia ia andando pelo caminho escuro enquanto segurava um lampião numa mão e o balde vazio na outra. Tinha guardado a pequena faca de cozinha que estava a utilizar para cortar os legumes no bolso do seu avental por precaução, mas não estava muito preocupada com os perigos da noite. Sabia que William e os rapazes estavam a guardar as fronteiras da aldeia portanto sentia-se segura.

Os seus pensamentos não paravam de embater no William e no seu sorriso meigo. Estava metida nesta relação platónica há imensos anos e parte de si dizia-lhe que já chegava e que era altura de partir para outra. Mas outra parte de si, uma muito mais romântica e esperançosa teimava em imaginar cenários pitorescos onde William era o seu devoto marido e ela a mãe de três filhos maravilhosos.

E ela gostava dessa parte mais do que a outra.

Suspirou e pousou o lampião na borda do poço enquanto rodava a manivela para descer o balde até à água. Olhou para a lua e sorriu. Estava lua cheia. Quase nem precisava da ajuda da luz que o lampião emitia para ver perfeitamente no escuro. Estava uma noite maravilhosa.

Sentiu o balde a embater contra a água e deixou que ele enchesse. Depois começou a içá-lo para cima vagarosamente. Parecia mais pesado que o habitual.

De repente parou de puxar, pareceu-lhe ouvir um barulho nas árvores atrás de si. Sentiu o seu coração acelerar e pousou a mão esquerda no bolso do avental, por cima da pequena faca de cozinha.

Deixou-se estar muito quieta durante alguns minutos mas não voltou a ouvir qualquer barulho alarmante. Sorriu nervosamente e voltou a içar o balde. Devia ser alguma raposa que andava a cirandar por ali à caça de comida. Encolheu os ombros e continuou a enrolar a corda com a manivela sentindo gotas de suor a formarem-se na testa.

O balde estava definitivamente mais pesado. E que cheiro estranho era este no ar? Cheirava-lhe a ferro... mas era um cheiro pungente e enjoativo que ela não conseguia identificar mas tinha a certeza que conhecia.

Finalmente viu o balde a aproximar-se do topo do poço. Pegou nele e puxou-o para a borda. Espreitou pois esperava ver alguma pedra junto com a água. Talvez a água já estivesse rasa tendo por isso apanhado alguma pedra ou lixo caido.

Via qualquer coisa no fundo do balde mas a água estava demasiado escura para identificar o que era. Pegou no lampião com uma mão e enfiou a outra dentro do balde. Sentiu algo prender-se nos seus dedos e içou o objecto para fora do balde.

Quando os seus olhos claros encararam o branco leitoso dos olhos que a fitavam ela engoliu um grito. Quando o seu cérebro registou finalmente que ela estava a segurar uma cabeça humana o grito soltou-se, finalmente.

"Ahhhhh-..."

Sentiu uma mão gelada tapar-lhe a boca e outra a segurá-la pela cintura. Largou a cabeça e o lampião e agarrou a mão que lhe tapava a boca com força tentando soltar-se enquanto espetava as unhas com toda a força que possuía.

O lampião apagou-se quando bateu no chão e a cabeça rebolou até embater nos seus pés. Lidia gritou de novo mas só conseguiu produzir um grito abafado contra a mão que a segurava. Conhecia a cara assustada que a fitava. Era a cara morta de Norm, um pescador exímio e mestre da embarcação Mar Dourado. Era um grande amigo do seu pai e estava morto.

"Shh, shh, shh. Calma. Tem calma." Quem a agarrava falava-lhe calmamente ao ouvido enquanto lhe penteava os cabelos. Lidia desistira de tentar arrancar a mão que a silenciava. Tinha optado por pontapear e esmurraçar a figura alta que a segurava com a maior das facilidades.

Infelizmente parecia estar a atingir pedra.

Sentiu lágrimas picarem-lhe os olhos e o seu coração deu um pulo de angústia. Era um sugador. Era um vampiro que a agarrava. Não conseguia imaginar como é que um deles tinha conseguido passar por William e os seus rapazes, mas a verdade é que tinha.

E ela era a vitima desse descuido.

"És uma coisinha linda." O vampiro falava mesmo ao seu ouvido e fedia a sangue. Sim. Lidia conseguia finalmente identificar o cheiro que a tinha assolado à pouco. Era sangue. "Ah, se és." O vampiro lambeu-lhe a cara e gargalhou ferozmente. "Oh, e és tão deliciosa!"

Lidia soluçava enquanto lutava para se soltar. Rezava a Amadeus para lhe dar forças. Rezava para sobreviver. Rezava por um milagre.

Depois parou de rezar. Ela não precisava de um milagre. Ela era uma rapariga forte. E tinha uma faca no bolso. Ela ia criar o seu próprio milagre.

Continuou aos pontapés mas deslizou a sua mão esquerda até ao bolso e apertou o cabo da faca com toda a força que possuía. O vampiro continuava a lambê-la e a cheirá-la enquanto a sua mão gelada pousava no seu peito e apertava os seus seios com tanta força que iria, com certeza, deixar marcas.

Lidia fechou os olhos tentando fazer com que as lágrimas parassem de escorrer, respirou fundo e espetou a faca com força nas costelas do vampiro.

Ele guinchou ao seu ouvido enquanto as suas unhas rasgavam o vestido de Lidia que conseguiu soltar-se o suficiente para se virar e espetar a faca no olho do vampiro.

"Sua cabra!!" O vampiro guinchava enquanto Lidia desprendia o olho solto da ponta da faca e o deixava cair no chão. "Sua puta inútil! Vais morrer!"

Mas Lidia não ficou parada a ouvir os insultos e ameaças do vampiro. Gritou com raiva e espetou-lhe de novo a faca, desta vez no peito. O vampiro gorgolejou enquanto cuspia sangue e agarrou-a pelo braço, apertando-o com força.

Lidia gritou de dor quando sentiu o seu braço estalar e partir e sentiu lágrimas a escorrerem-lhe pela face suja.

"Pensas que me consegues matar só com isso?!"

Lidia ainda tinha a faca espetada no peito do vampiro, devia ter falhado o coração por meros milímetros. Apertou a faca com força e olhou nos olhos do vampiro enquanto lhe cuspia para cima e arrastava a faca para a direita, trespassando, finalmente o coração do vampiro.

"Sim, sugador nojento, consigo!"

O vampiro guinchou de tal maneira que Lidia se sentiu tonta e surda por alguns instantes. Antes de cair ainda a agarrou e apertou-a contra si num abraço mortífero. Lidia sentiu-se esmagada e sufocada e sentiu ossos a estalar e a partir.

Gritou desesperadamente e o seu grito fundiu-se com o do vampiro que caia, finalmente para trás, derrotado. Lidia caiu por cima dele enquanto uma nova torrente de lágrimas se apoderava de si.

Respirou fundo e doeu-lhe tanto o peito que pensou que ia explodir. Mas obrigou-se a sentar. Içou-se por cima do vampiro, uma perna de cada lado e sentou-se por cima da sua barriga ensanguentada.

"Morre..."

As suas palavras eram meros suspiros e cada inspiração era um tormento. Soltou a faca do peito do vampiro com grande dificuldade pois sentia-se extremamente fraca.

Encostou-a ao pescoço do vampiro e começou a cortar. Tinha de ter a certeza que ele ia ficar morto. Tinha de ter a certeza.

Tinha as mãos cobertas de sangue e o seu vestido e avental estavam carmins com a quantidade de sangue que a cobria. Sentia as mãos tremerem e o seu braço latejar. O seu peito doía-lhe e sentia o sabor de sangue na boca.

Mas tinha de ter a certeza.

Ouviu vozes e passos ao longe, mas a cabeça estava quase solta. Tinha de ter a certeza.

Com um corte final a cabeça soltou-se do corpo e rebolou para longe. Lidia sorriu, fechou os olhos e caiu para o lado inanimada enquanto a última coisa que ouvia era o seu nome gritado por William.

Mas não soube dizer se era realidade ou imaginação.

Continua...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Snoopy em Seg Jun 04, 2012 9:59 am

Ah! :suspect: Já ando a perder metade da historia!
Quando tiver tempo vou ler a história toda! Nem que seja daqui a um ano ou a mil anos!

____________________________
‎"Caro homofóbico: para cada gay que existe sobram para ti duas mulheres. Portanto, se mesmo assim os gays ainda te incomodam, começa a duvidar se tu de facto és hétero."
just saying

Convidado, Longshots originais:
A Minha Vida Dupla - Promessas


My Blog
avatar
Snoopy
Administradora
Administradora

Localização : Portimão


http://coelhojapones.blogspot.pt/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Seg Jun 04, 2012 11:55 am

Ahah pois Snoopy. Sabes que já tinha por aqui muito escrito. Então tenho actualizado frequentemente. Quando chegar à parte em que não tenho ainda mais nada escrito, o ritmo abranda! Ora, lê só quando tiveres tempo e disposição. Eu sei que é muito para ler de uma vez :p obrigada, beijinhos!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Nitaa em Seg Jun 04, 2012 5:36 pm

Coitada da Lidia!
Mas caramba! Que mulher de armas! Só tive pena pela sopa (Nitaa a pensar em comida).
Como é óbvio: quero mais!
avatar
Nitaa
Dante
Dante

Localização : Perto das Nuvens

Histórias Publicadas : -----------

http://spestigium-rpg.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por CatariinaG' em Seg Jun 04, 2012 8:33 pm

Sabes, lembro-me de ler isto e de me lembrar que essa e a música favorita do João...
ADORO isto, já sabes o que penso... não gosto da Lidia, though! Tinha gostado da outra vez, mas agora não gosto! xD

____________________________
avatar
CatariinaG'
Administradora
Administradora

Histórias Publicadas : -----------

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Seg Jun 04, 2012 9:32 pm

Eu lembro-me também deste gajo! Decidiu andar a atacar alguns pescoços e... Não vou dizer muito mais que não quero spoilar muita coisa!
Só vou dizer que tu nos deixaste penduradas em muita situação, Pandora! Quer com a Camilla e o Liannus (e a Pandora), quer com a decisão do William, quer com a própria Isabella! Sério, não vejo a hora disto andar porque eu quero confirmações do que se anda a passar! xD

Fox*
Moderadora
Moderadora

Localização : Debaixo da Cama

Histórias Publicadas : -----------

http://aroundmylittleworld.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Ter Jun 05, 2012 1:26 pm

Nitaa lolol! Pois, lá se foi a sopa xD Obrigada! Cata, lol. Gostavas da moça mas agora já não xD okay, okay. Vamos lá ver como irão os teus gostos ficar com os acontecimentos do futuro :p Obrigada! Fox, true story! E sim, não digas mais nada xD Olha e eu que já tenho umas coisas planeadas e estou louca para ver as vossas reacções e nunca mais vejo a hora de lá chegar xD Obrigada!







15. MARCUS - MASMORRA

"Quanto tempo já passou, Marcus?"

Pandora repousava a cabeça no ombro largo de Marcus que lhe acariciava os cabelos. Estavam deitados na relva fresca do jardim e olhavam a lua gorda que os iluminava.

"Tempo? Quanto tempo..." Marcus calou-se, pensativo. "Nem sei bem. Séculos sem dúvida... um ou dois. Nem sei bem..."

"Séculos?" A voz de Pandora era baixa e triste. "Estivemos um ou dois séculos juntos a percorrer o mundo, a caçarmos e... mais nada?"

Marcus soltou uma leve gargalhada melódica. "Caçarmos não, querida, eu cacei, tu alimentaste-te de mim."

Pandora levantou-se de rompante e cruzou os braços. "Não gozes Marcus. Sabes que abomino aquilo que sou, aquilo em que me tornaste. Não queiras entrar nesse caminho se não queres discutir."

Marcus sorriu e, esticando os braços, puxou-a de novo para perto de si, desta vez com a cabeça pousada no peito no lugar onde repousava o seu coração inerte.

"Desculpa, querida." Beijou-lhe a testa carinhosamente e Pandora forçou-se a esconder um sorriso. "Para te responder, podemos não ter feito grande coisa, mas passar tempo contigo foi o melhor que me aconteceu em toda a minha miserável existência."

Pandora não respondeu mas depositou-lhe um beijo casto no peito nu. O silêncio recaiu no casal e durou umas boas horas.

"Marcus, o meu pai deve estar morto."

Marcus anuiu. "Sim querida, suponho que sim." Um suspiro. "Suponho que toda a gente que conhecíamos da nossa vida anterior esteja morto."

Mais uns minutos de silêncio.

"Acho que gostaria de voltar a casa."

-*-

"És mesmo tu..."

Marcus levantou os olhos do pergaminho onde tinha estado a escrevinhar nas últimas horas e sentiu o seu coração quase voltar à vida.

"Pandora!"

Levantou-se num pulo e aproximou-se o mais que as correntes que lhe apertavam os pulsos permitiam. "Pandora!" Gritou de novo enquanto observava a sua amada a colapsar à sua frente.

Estava fraca. Demasiado fraca. Por isso não a cheirara antes. Só dera pela sua presença quando ela falara pois não emanava quase cheiro nenhum. Estava pálida e muito, muito fraca. Necessitava de sangue imediatamente.

"Acorda, Pandora!" Gritou desesperadamente enquanto forçava as correntes que o prendiam esperando que dessem de si, tarefa que parecia, de momento, herculeana. Quando Marcus rebentara com as correntes na noite em que Liannus o visitou, o líder mandou substituir as correntes partidas com correntes mais fortes. Correntes de ferro especial forjado por vampiros loucos no meio do vulcão activo de Freyhill. Ferro forjado no calor do Inferno. Ferro com capacidade de suportar a maior das pressões e capaz de se tornar insuportavelmente quente quando forçado.

Ferro que Marcus não conseguia quebrar.

"Fica comigo Pandora!" Conseguia sentir a réstia de vida da sua vampira a sucumbir com cada segundo. "Por favor, preciso de ti!" Gemia e rosnava. Gritava e chorava enquanto puxava as correntes com mais força. Os seus pulsos estavam ensanguentados e o osso estava quase à mostra pois as correntes queimavam-no cada vez mais. As correntes rangiam e gemiam, mas não quebravam.

Marcus parou de puxar, levou a mão direita à mão esquerda, apertou o pulso e depois torceu-o num movimento rápido. Não mostrou dor quando um 'click' arrepiante se ouviu quando o osso torceu e partiu.

Com a mão direita passou a argola pela mão partida que se virou num ângulo não natural e se soltou. Depois endireitou o osso para que sarasse correctamente, já que não demoraria muito para que isso acontecesse.

Depois, calmamente, repetiu o processo com a outra mão ao mesmo tempo que rezava e implorava a todos os Numes que o estivessem a ouvir para não levaram a Pandora. Ainda era muito cedo. Precisava dela.

Quando soltou a mão esquerda nem perdeu tempo a colocar o osso no lugar. Não importava, mais tarde voltaria a partir a mão e a colocá-la no sítio. Salvar a sua amada era bem mais importante.

"Pandora!" Chamou por ela novamente enquanto se aproximava das grades que o separavam. De nada lhe valia chamar o guarda da masmorra. Era Liannus quem tinha a chave da sua cela. Agarrou nas grades e tentou, sem sucesso, dobrá-las. Praguejou e soltou as barras. Eram feitas do mesmo ferro que as suas correntes.

Sentiu um ardor nos olhos e uma vontade enorme de chorar e amaldiçoar tudo e todos, mas não o fez. Ao invés disso estendeu o braço esquerdo que ainda sangrava e levou-o até à boca de Pandora.

Não se importava de estar estatelado contra as grades e de elas o estarem a queimar como fogo do Inferno, desde que ela conseguisse beber algumas gotas.

Encostou o pulso aos lábios esbranquiçados de Pandora e pressionou. "Vá lá. Bebe!" Ela não se mexeu e Marcus gemeu agonizado.

"Bebe Pandora. Pelos teus irmãos, bebe!"

Pandora abriu a boca devagar e Marcus encostou mais o pulso. Uma gota carmim de sangue escorreu-lhe pelos lábios e penetrou na sua boca meio aberta. Pandora lambeu o caminho da gota e Marcus conseguiu ouvir o mais leve dos gemidos.

Depois Pandora abriu os os olhos, agarrou-lhe o braço com as duas mãos e cravou os caninos afiados no pulso fino e esbranquiçado de Marcus.

O vampiro deu por si a sorrir uma lágrima carregada de alivio escorreu-lhe pela face consternada.

"Isso querida, bebe."

Pandora bebeu e Marcus ouviu os seus suspiros e gemidos de prazer. Não podia nem imaginar há quanto tempo é que Pandora não se alimentava de sangue humano ou de sangue da sua espécie. Conhecia demasiado bem a sua aversão a esse tipo de alimentação, mas há já muito tempo que não sentia um calor assim tão soberbo como o de alimentar a sua amada.

Marcus sorriu e abriu a boca a custo. Estava a ficar tonto. "Pandora, querida, chega." Ela já estava mais fortalecida e se ele lhe desse mais sangue corria o risco de ser ele a precisar de alimento.

Pandora continuava a sugar o sangue avidamente, mas Marcus pronunciou o seu nome novamente, desta vez com uma ternura tal que Pandora despertou do seu transe e largou o braço de Marcus ao mesmo tempo que levava a mão à boca e esbugalhava os olhos.

"Marcus!" A sua voz saiu-lhe rouca e baixa. Os seus olhos brilhavam e ela tremia. Marcus não sabia dizer se ela estava assim por ter bebido do seu sangue ou se estava surpresa por o ver ali.

"Pandora." Encararam-se mutuamente. As palavras eram desnecessárias. Os olhos tristes e amargurados de Pandora falavam bem alto na mente de Marcus e os olhos brilhantes e alegres de Marcus contavam mil e uma histórias de amor ao ouvido de Pandora.

"Tive tantas saudades..." Marcus murmurou tão baixo que foi quase inaudível, mas Pandora sorriu levemente e apertou a mão fria de Marcus nas suas mãos finas. Podia não o dizer, mas Marcus conseguia sentir que Pandora também tivera saudades dele.

Estiveram perdidos nos olhares um do outro durante alguns minutos. Havia tanto para dizer. Havia tantas histórias para contar, tantos beijos para partilhar, tantas amarguras para esquecer.

Mas Pandora pareceu voltar à realidade bem mais cedo que Marcus. "Marcus, o que fazes aqui? Porque estás preso? O que é que fizeste?"

Marcus sorriu de lado. É claro que ela iria chegar a esta conclusão. Ele teria mesmo de ser culpado de algum crime se estava preso na masmorra do perfeito Liannus. Certo? "Porque é que estou preso? O que é que eu fiz? Queres mesmo saber o meu pecado, Pandora?" Errado.

Ela anuiu e Marcus estendeu o braço para ajeitar uma madeixa ruiva atrás da orelha da vampira.

"O meu pecado sempre foi amar-te demais."

Pandora olhou-o inquisitoriamente enquanto Marcus sorria, apenas. Só neste momento ele se apercebeu dos cortes e perfurações que a vampira tinha pelo corpo todo. Levantou uma sobrancelha inquisitoriamente mas absteve-se de perguntar. Sabia a resposta. Correntes de Punição no Templo das Sevícias.

Suspirou sem se aperceber que o tinha feito e acarinhou a face de Pandora.

"Não pode ser por isso que estás preso. Liannus não o faria." Abanou a cabeça veemente. Como ela estava enganada em relação a Liannus. "Sei que ele pode ser um pouco... obsessivo em relação a mim, mas não me parece que ele recorresse a tais extremos. Até porque ele sabe que eu quero estar..." Engoliu em seco quando pareceu engasgar-se. "Quero estar longe de ti."

Marcus baixou a cabeça e recolheu o braço para dentro da cela enquanto se encostava às grades que, não estando a ser forçadas, já não queimavam. Pandora examinava-lhe as costas largas.

"Eu estou preso porque sei demasiado, Pandora. Sei segredos que Liannus quer guardar fechados a sete chaves. Mesmo se ele tivesse a total certeza que eu não contaria a ninguém tais segredos eu estaria aqui. Porque aqui ele sabe que não poderei contar a ninguém. Lá fora sou um perigo, aqui sou uma presa."

Marcus não olhou para trás mas sabia que Pandora estava a ponderar calmamente as suas palavras. Ela sabia que ele era um homem honrado. Sabia perfeitamente que ele nunca contaria segredos se jurasse não os contar. Por isso de certeza que estava a fazer contas na sua bela cabeça e a magicar outras razões para Marcus estar encarcerado.

De repente Marcus ouviu um restolhar de gravilha e quando olhou Pandora estava de pé a encará-lo.

"Vou falar com ele."

Marcus suspirou enquanto se levantava. "Não."

Pandora gargalhou ironicamente. "Como não? Vou e acabou. Não suporto que estejas preso!" Cerrou os lábios como se tivesse dito alguma coisa que não queria. "Aliás, não suporto ter-te tão perto de mim. Quero-te longe de Arindale. Vou falar com ele."

Marcus virou-se e encarou os olhos vermelhos brilhantes. "Pandora eu não vou a lado nenhum. Tenho-te de novo. Não te vou deixar. Muito menos sozinha com o Liannus."

Pandora olhou-o enquanto o seu peito subia e descia. Marcus sabia que, quando nervosa, Pandora inspirava profundamente para se acalmar, mesmo que não necessitasse de o fazer.

"Não podes ficar aqui Marcus. Aceita que eu já não te amo. Aceita que estou com o Liannus agora."

As palavras duras de Pandora doeram-lhe, mesmo que ele soubesse que eram mentira pois ela apertava tanto os punhos que estava a espetar as unhas perfeitamente cuidadas na palma da mão de tal maneira que sangue começava a pingar no chão.

"Mentes. E o Liannus é outro mentiroso."

Pandora virou-lhe as costas. "Não acredito em ti Marcus. E vou fazer com que desapareças de Arindale para sempre."

Ela começou a andar e Marcus sentiu as pernas a tremerem. Abriu a boca mas voltou a fechá-la. Não a queria perder de novo. Não queria sofrer a dor da separação uma vez mais. Mas sabia que ela iria falar com Liannus e Liannus iria fazer-lhe a vontade e Marcus seria transportado para uma outra masmorra num qualquer ermo abandonado e aí ficaria até que Liannus decidisse acabar com ele.

Não podia permitir que isso acontecesse. Queria estar com Pandora. Agora mais que nunca.

A ruiva afastava-se com passos leves e Marcus só via uma solução. Fechou os olhos, apertou o punho contra o peito e abriu a boca.

"Eu sei quem matou os teus irmãos."

Pandora parou.

Continua...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Ter Jun 05, 2012 7:11 pm

Coitado, nem consigo bem imaginar a cara do Marcus ao ver o seu grande amor ali, pendente e inerte À sua frente, sem grande vida no seu corpo! Foi mesmo um reencontro extremo, principalmente pela necessidade dela se alimentar! Foi o que mais gostei, dela a alimentar-se dele, a precisar dele! Afinal não é uma vampira assim tão forte (no sentido em que precisa de alguém que, de vez em quando, cuide dela!).
Continuo a Shipar William e Pandora, apesar deste capítulo estar bastante fofinho :D

PS: também estou louca para que chegues lá!

Fox*
Moderadora
Moderadora

Localização : Debaixo da Cama

Histórias Publicadas : -----------

http://aroundmylittleworld.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Soph em Ter Jun 05, 2012 8:15 pm

Chegamos à parte em que, se bem me lembro, me apaixone pelo Marcus. Mas depois li o William e a paixoneta mudou o sentido. Mas não é por isso que este capitulo não me continua a fascinar. Gostei do "sacrifício" e "masoquismo" do Marcus ao partir os membros. tudo para salvar a Pandora.
Achei querido (tendo em conta que ele se auto-mutilou, mas enfim, já sabes como é que eu funciono) ele fazer isso por ela. Afinal, é o amor da sua vida, certo?

Mas pronto, estou com a Fox. William!

Continua very fast pleeease
avatar
Soph
Balzac
Balzac

Localização : Londres

Histórias Publicadas : -----------

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Jun 07, 2012 11:34 pm

Obrigada Fox! Lembro-me de ter gostado de escrever este reencontro e mostrar que a Pandora afinal de contas precisa do Marcus, mesmo que não o queira admitir... LOL e tu a dar-lhe com o William/Pandora xD vamos lá ver o que se vai passar daqui a muito tempo quando finalmente postar o avanço disto xD Obrigada.

Soph lol, outra louca pelo William. Ai a Fox que se ponha a pau! Ou melhor, que agarre no pau para distribuir umas pauladas xD Sim, não deixou de ser querido à sua maneira mórbida e sádica xD bem como tu (eu!) gostas! xD Obrigada por comentares!!


Não se esqueçam de visitar o Compêndio para não se esquecerem ou baralhem quanto a personagens e lugares. Aproveito para acrescentar que lá encontram fotos de todas as personagens importantes.







16. LIANNUS - HÁ QUASE UM MILÉNIO...

"Esquece-o, Pandora. Esquece que ele existe. Apaga-o da tua mente descontente e começa a viver."

Lágrimas de sangue escorriam incessantemente pelos olhos vermelhos de Pandora. Soluçava descontroladamente pois teimava em manter todos os seus aspectos humanos. Apertava os punhos contra o peito pois podia jurar que se sentia a morrer de novo.

"Eu amo-o." A sua voz saiu tremida e as palavras arranharam-lhe a garganta.

"Não. Tu odeia-lo." Liannus sorria enquanto lambia as lágrimas que Pandora derramava. "Ele transformou o teu amor em ódio. O que sentes por ele é ódio. Não amor. Ele traiu-te, ele magoou-te, ele tornou-te no teu pior pesadelo."

Pandora mordeu o lábio inferior com tanta força que começou a sangrar. "Não... eu..." Será que o odiava realmente? Sempre o vira como o seu herói salvador. O seu príncipe encantado e sabia que o amava. Pelo menos ao homem que ele era. E agora?

Agora ele era um monstro.

E ela também.

"Eu ainda..." Liannus não a deixou terminar a frase. Agarrou-lhe no pescoço com as duas mãos e puxou-a contra si num beijo terno.

Pandora fechou os olhos e permitiu o beijo. Era o primeiro beijo que dava a alguém sem ser Marcus. Não era um sentimento mau, na verdade.

"Tu já não o amas Pandora. Não mais. Ele magoou-te. É teu inimigo." Liannus acariciava-lhe a face branca enquanto lhe segredava ao ouvido. Dava-lhe pequenas dentadas na orelha e pescoço. "Eu nunca te magoarei. Prometo."

Promessas. Pandora estava farta de promessas. As palavras são muito bonitas e contam mentiras. As acções falam a verdade e tecem o destino.

"Promessas são apenas palavras soltas, Liannus. E promessas não trazem felicidade."

Liannus sorriu e Pandora sentiu um beijo na sua clavícula e isso arrepiou-a de uma maneira mais profunda do que ela queria imaginar.

"Tens toda a razão Pandora. Promessas não trazem felicidade. Mas eu trago. Eu posso fazer-te feliz." Liannus olhou-a nos olhos e neles viu desespero. Pandora estava à beira do abismo. Não conseguia suportar o que era e estar com Marcus fazia-a querer saltar. A sua sede por sangue estava a ficar incontrolável e, nos últimos tempos, o sangue quente de Marcus não a saciava, apenas aguçava a sua sede e os seus sentidos e tinha-se visto obrigada a caçar humanos. "Muito feliz."

As lágrimas de Pandora secaram. Não suportava mais chorar. Estava farta de ser quem era. Queria morrer. Queria fugir de tudo e entregar-se à escuridão. Mas sabia que não podia.

"Eu posso ajudar-te a encontrar o assassino dos teus irmãos." O sussurro de Liannus foi como um relâmpago dentro do seu peito. Vingança. Sim, era por isso que ela ainda vivia. Queria vingar-se. Iria vingar-se. "Sê minha."

Pandora fechou os olhos quando os lábios frios de Liannus se juntaram aos seus. Cerrou os punhos e tomou uma decisão. Seria dele. Sim, pertenceria a Liannus. Pelo menos até encontrar quem matou os seus irmãos...

Pandora abriu a boca levemente permitindo a entrada da língua ávida de Liannus. O vampiro grunhiu de prazer e avançou, sentindo a permissão que a ruiva lhe estava a dar. Colocou a mão nas costas dela e puxou-a para si, apertando-a contra o seu corpo frio.

Sem nunca quebrar o beijo, Liannus deitou-a e colocou-se entre as pernas dela. Sentia-se a andar muito perto da berma. Estava tão carregado de desejo que mal aguentava a espera.

Parou de a beijar e encostou a testa à testa da ruiva. "És minha, Pandora, e eu nunca te irei magoar."

Pandora tentou sorrir mas não tinha vontade. Não sabia apontar a razão. Seria a determinação em encontrar o assassino dos seus irmãos? Seria a sua súbita realização de que já não amava Marcus? Ou seria o medo de ainda o amar?

Optou por ignorar os seus pensamentos estouvados e entregou-se ao momento. Afinal, Liannus queria-a. E ela não podia negar a leve semente de desejo que o vampiro tinha plantado dentro dela.

Ela também o queria.

Passou as mãos frias no peito nu de Liannus e livrou-se da camisa branca aberta que ele tinha vestida. Beijou-lhe o pescoço lentamente enquanto depositava leves dentadas na sua pele branca. Liannus fechou os olhos e rosnou.

Não aguentaria muito mais.

"Pandora, minha bela Pandora..." Ela continuou a beijar o seu corpo enquanto as suas mãos se desfaziam das calças que ele tinha vestidas.

Liannus agarrou-lhe na cabeça e puxou-a para um beijo demolidor. Estava louco de desejo por esta vampira desde que lhe pusera os olhos em cima. E não aguentava muito mais.

Com um gesto rápido rasgou-lhe o vestido de seda que ela vestia e contemplou o seu corpo perfeito. Não havia tempo para preliminares. Mais tarde sim. Agora a urgência falava mais alto.

Beijou-a de novo e puxou o seu corpo franzino contra si enquanto a penetrava gentilmente. Sentia-se a sorrir que nem um louco. Pandora apertou-lhe as costas enquanto lhe espetava as unhas compridas. Liannus fechou os olhos em êxtase enquanto encontrava um ritmo perfeito e balançava os seus corpos freneticamente.

"Pandora, Pandora..." Soltava o seu nome ao vento. Estava viciado. Estava obcecado. Queria-a só para si. Para sempre.

Abraçou-a contra si e sorriu novamente. Sentia um turbilhão dentro de si e não conseguia atenuar mais o desejo.

Grunhiu de forma animalesca e cravou-lhe os dentes no pescoço. Pandora gemeu. Liannus gemeu. Sentiu o sangue deliciosamente doce de Pandora escorrer-lhe pela garganta e aumentou o ritmo que até agora tinha mantido constante.

Pandora apertou-o mais contra si e fechou os olhos enquanto gemia de prazer e murmurava suspiros de encanto. O desejo apertou e Pandora abriu a boca para morder Liannus, mas no último instante lembrou-se de Marcus e parou.

Liannus não deu conta de nada, mas agarrou na cabeça de Pandora e beijou-a com a boca ainda coberta do sangue dela. A ruiva fechou os olhos e deixou-se levar pelas últimas ondas de desejo até ao clímax que atingiram juntos e com grande intensidade.

Liannus deixou o seu corpo cair por cima de Pandora e, enquanto ainda estava dentro dela, começou a rir histericamente.

Estava loucamente apaixonado.

Continua...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Soph em Sex Jun 08, 2012 12:03 am

Un autre chapitre très excitant, mon ami! :D


Muito bom! A teimosia de Liannus em fazer com que Pandora seja só dele chega a ser excitante, porque ele transmite uma confiança em si mesmo e um power... ui muito bem! É decidido! E isso cativa :)


Espero por mais! :)
avatar
Soph
Balzac
Balzac

Localização : Londres

Histórias Publicadas : -----------

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Nitaa em Sex Jun 08, 2012 8:35 pm

Bem.... Andei mesmo desaparecida nisto -.- Tristeza!
Mas já me actualizei e tenho de dizer: AMEI *--*
Adorei o reencontro dos amantes e o sacrifico de Marcus pelo seu amor eterno. Além disso, gostei do seu egoísmo por não a conseguir deixar outra vez.
Mas algo me diz que ainda há muitas voltas para dar. Bem, venham elas.
Em relação ao Liannus... Credo! Ele é um valente mentiroso obcecado.
Ele até pode alegar que a ama, mas acho que é mais obsessão que outra coisa.
Isto está divinal!
Quero mais.
avatar
Nitaa
Dante
Dante

Localização : Perto das Nuvens

Histórias Publicadas : -----------

http://spestigium-rpg.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Sab Jun 09, 2012 2:20 pm

Adorei este capítulo porque foi uma das poucas vezes em que consegui ver todo o amor que Liannus sente por Pandora, e não só aquela necessidade de a possuir e de ser só dela!
Achei as descrições, as passagens dele e os momentos a dois fabulosos! Ainda não vi mais momentos passados deles, mas quero tanto que nem fazes ideia! :D

PS: Gosto dessa ideia de mostrares a Pandora determinada mas a precisar de carinho! Acho que ainda mantém um lado humano dela (estamos a entrar na minha opinião aqui xD!) que, apesar de tudo, ela não quer largar!
Team Willora (WTF?!) forever (tenho de arranjar um nome melhor!)

Fox*
Moderadora
Moderadora

Localização : Debaixo da Cama

Histórias Publicadas : -----------

http://aroundmylittleworld.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Dom Jun 10, 2012 6:01 pm

Ora eu ia actualizar isto ontem mas fiquei sem net... por isso aqui está:

Ui Soph, até ficas a falar francês depois disto :p Ah se é decidido! Este Liannus não pára de me surpreender... :p nem queiras saber! Obrigada por continuares a ler e comentares!

Nitaa tens toda a razão. O Liannus é completamente obcecado, o que não quer dizer que não a ame à sua maneira esquisita e macabra... Fico muito contente por continuares a gostar desta pequena história que depressa se tornou numa saga... obrigada!

Ah, ah Fox. Ainda não tenho mais nenhum momento do passado deles planeado, mas quem sabe um surja num futuro (+/-) próximo! :p Ah sim, isso é certo. A Pandora quer permanecer humana à força toda porque abomina completamente o que é, por isso não se quer descartar destas emoções ridículas que nós humanos temos :p obrigada!!

Não se esqueçam de visitar o Compêndio para não se esquecerem ou baralhem quanto a personagens e lugares. Aproveito para acrescentar que lá encontram fotos de todas as personagens importantes.








17. WILLIAM - LOCH CILWYRR

"Lidia! Lidia acorda!" William aterrou a deslizar ao lado do corpo de Lidia e do sugador sem cabeça. A sua amiga estava inconsciente e Will temia o pior. "Lidia! Não me podes fazer isto..." A sua frase saiu sussurrada e tremida.

William encostou o ouvido aos lábios ensanguentados da morena e esperou. Após alguns segundos agonizantes William sentiu um bafo quente na sua orelha. Era fraco e curto, mas era alguma coisa. Lidia estava viva.

Ouviram-se passos apressados e arfares horrorizados e espantados enquanto o resto dos companheiros de William chegavam à clareira. William tinha sido o mais rápido.

"Cuco, corre até à aldeia e chama a velha Taissa! Ela que traga tudo o que puder, diz-lhe que a Lidia está em mau estado. Tim, vai com ele." William bradava ordens frias e calculadas enquanto finas gotas de suor lhe escorriam testa abaixo.

Ele tinha pousado o corpo de Lidia direito no chão tentando mexê-la o menos possível. Tim anuiu e virou-se preparado para correr, mas Cuco não saiu do lugar. Olhava horrorizado para Lidia com os seus olhos azuis a tremerem e a lacrimejarem.

"Cuco!" Tim gritou enquanto o abanava pelos ombros. "Cuco agora não é altura para desesperar! Cuco!" Will olhou por cima do ombro e suspirou.

"Tim, não importa. Melisizwe, acompanha-o, por favor." Melisizwe anuiu e começou a correr, rápido como um lince. "Tim, alerta Taissa para o estado de choque do Cuco. Ela que traga as raparigas para a ajudarem."

Tim assentiu e desatou a correr atrás do seu companheiro negro. William apertou os punhos cerrados contra as pernas flectidas. Sentia as suas mãos tremerem como varas verdes e o suor que teimava em não cessar era frio e incómodo.

"Oscar, procura a cabeça do sugador, leva-a com o corpo para longe e ateia-lhe fogo. Quero ter a certeza que esse vampiro imprestável não se levanta dos mortos."

Oscar grunhiu em concordância e agarrou num braço do sugador caído enquanto o arrastava para longe.

"Donnal, tenta acalmar o Cuco. Calmamente, por favor." Depois William inspirou fundo e fitou Lidia. O seu peito subia e descia muito lentamente e, de cada vez que o fazia, Lidia soltava um gemido de dor. A sua respiração era acompanhada por um chiar inconstante que advertia William para algum pulmão perfurado ou comprimido. O seu braço estava num ângulo impossível e, logicamente partido. O seu ombro aparentava estar deslocado assim como o maxilar. Já para não falar dos vários cortes, fracturas e que mais espalhados pelo resto do corpo.

William fechou os olhos e tentou acalmar o seu desconforto. Lidia estava perto da morte. Mas tinha sido tão corajosa... Ele não podia estar mais orgulhoso da sua amiga. Ela sempre demonstrara uma certa inclinação para algumas tarefas menos femininas, mas Will nunca suspeitara da sua coragem desmedida e instinto de sobrevivência.

Sorriu levemente enquanto passava uma mão ao de leve pela bochecha algo inchada da morena.

Benjamin pigarreou desconfortavelmente. Estava à espera à cerca de sete minutos para que William se decidisse a dar-lhe uma ordem. "E eu, Will, o que queres que faça?" William cerrou os punhos e fechou os olhos com força enquanto mordia o lábio inferior sem dar conta.

"Tu..." Inspirou profundamente enquanto se levantava e encarava o seu companheiro. "Tu, Ben..." Avançou um passo e agarrou-o pelo colarinho da camisa. "Vais explicar-me porque não estavas no teu posto quando este sugador quase matou a Lidia!" Explodiu enquanto se controlava ao máximo para não esmurraçar o seu companheiro apesar de ter o punho erguido e apontado ao nariz de Ben.

Benjamin levantou os braços em gesto de defesa e abriu a boca para falar.

"Will! Chegámos!" Tim gritava alguns metros atrás de Melisizwe que estava mesmo a chegar carregando uma velha às cavalitas. Melisizwe ajoelhou-se e pousou Taissa ao lado de Lidia.

"Oh... pobre menina..." Taissa ajoelhou-se junto da morena enquanto Tim e Oscar que tinham acabado de chegar olhavam esbugalhados para Will e Benjamin. "Pobre, pobre menina..."

William grunhiu enfurecido, largou Ben e cuspiu-lhe aos pés. "Isto não fica assim!" Rosnou enquanto se virava e ajoelhava do lado oposto a Taissa. Apertava o punho da sua espada e cerrava os dentes enquanto linhas de consternação lhe assolavam a face.

"Taissa, por favor, cura-a." William deixou a sua cabeça pender para a frente num gesto derrotista.

"Tsk, tsk... pobre menina..." Taissa tirava ervas da sua bolsa e frasquinhos com líquidos coloridos. Duas das suas aprendizes chegavam ofegantes depois de tamanha correria. "Alisa moi estas ervas e rega-as com sangue de lagartixa." Entregou umas ervas e um frasco a uma das suas aprendizes. "Marga corta esta raiz e mastiga-a bem. Depois cospe para cima do preparado da Alisa."

Taissa tirou uns panos de linho cortados e mandou-os para os pés de Tim. "Tu, molha estas ataduras no leite de cabra morno que te mandei trazer. Ensopa-as bem." Taissa suspirou e olhou Will nos olhos.

"William, vou fazer o que posso. Mas não te garanto que a jovem Lidia sobreviva esta noite." William engoliu em seco e sentiu os seus olhos a picar. "Tu, gordo, enfia este líquido pela garganta abaixo do teu amigo. Vai sair do choque num instante." Donnal enrubesceu até às orelhas e resmungou mas fez o que a velha disse.

Cuco engoliu a poção, acordou, viu Lidia ensanguentada no chão e caiu desmaiado. Taissa suspirou. "Rapaz mole..." Depois rasgou as roupas de Lidia que já estavam praticamente em trapos. William enrubesceu e virou a cara enquanto os seus companheiros faziam o mesmo em gesto de respeito.

"Rapaz não vires a cara, preciso de ti e não das tuas mariquices cavalheirescas." William anuiu e voltou-se de novo para Taissa. "Tsk, tsk..." Taissa passava as mãos pelo corpo de Lidia sentindo e apalpando tão gentilmente quanto uma leve brisa de Verão. Abanava a cabeça enquanto sentia todos os golpes e fracturas.

"Alisa! Essas ervas!" A sua aprendiz mexeu o preparado enquanto Marga cuspia o resto da raiz para a taça de barro e entregou tudo à velha. Taissa esfregou o preparado em todas as feridas visíveis de Lidia enquanto murmurava uma ladainha numa língua que William desconhecia. As duas aprendizes de Taissa ajoelharam-se a seu lado e fecharam os olhos enquanto repetiam as palavras de Taissa.

"Timothy! As ataduras." Tim entregou os panos ensopados a Taissa enquanto as suas mãos tremiam. "William, ajuda-me." E juntos colocaram as ataduras em torno de todas as feridas de Lidia enquanto ela permanecia inconsciente.

"Temos de a levar para dentro de casa. Preciso de uma maca. Não a podemos mexer muito pois ela tem várias costelas fracturadas. Felizmente nenhum delas perfurou o pulmão ou não poderíamos fazer grande coisa..."

William soltou o ar que não sabia estar a prender. O pior que ele temia não tinha acontecido. Ainda havia recuperação possível.

"Não sei se a sua espinha foi afectada. Tenho de a testar quando ela acordar. William prepara-te para o pior. Ela poderá não voltar a andar ou sequer ter filhos."

-*-

O dia tinha passado a correr a noite voltava a espreitar, mais depressa do que William podia acreditar e, ainda assim, incrivelmente lenta. Tinham conseguido transportar Lidia para sua casa. Lentamente mas com muito cuidado. O seu pobre pai quase tinha sofrido um ataque quando viu o estado em que a sua filha se encontrava mas Taissa deu-lhe leite de papoila e ele acalmou-se, acabando por adormecer.

William tinha passado o resto da noite e o dia inteiro de vigila à cabeceira de Lidia. Taissa entrava de vez em quando para a tratar. Tinham-lhe tirado as ataduras, lavado, limpo os cortes, cosido as feridas mais profundas e voltado a colocar-lhe as ataduras empapadas em leite de cabra.

Assim ela não parecia tão assustadora. Tinha um ar calmo apesar de ter imensa dificuldade a respirar e de chiar quando o fazia. William apertava a sua mão fina e rezava baixinho a Amadeus para que a deixasse viva e saudável.

A frase de Taissa não lhe saia da cabeça. Lidia podia não voltar a andar. Podia nunca ter filhos... William suspirou. Sabia que ter filhos era um dos maiores desejos da sua amiga. Não conseguia nem imaginar o que ela poderia sentir se soubesse que nunca iria ser mãe.

Sentia-se impotente mas ao mesmo tempo culpado. Tinha-lhe prometido que cuidava da aldeia e que cuidava dela. Tinha-lhe prometido segurança e não tinha conseguido cumprir as suas promessas.

Suspirou e sentiu-se meio tonto. Não tinha comido nada o dia todo. Não se queria ausentar da cabeceira de Lidia não fosse ela acordar de repente.

"Will...?" Era Cuco.

"Entra." A voz de William saiu-lhe rouca.

"Como é que ela está?" Cuco tremia que nem varas verdes e estava tão branco quanto um sugador.

"Na mesma Cuco... na mesma!" William levantou-se e pontapeou o banco onde estava sentado. Cuco encolheu-se e olhou Lidia enquanto mordia o lábio inferior. A sua mão queria pousar na mão de Lidia mas ele não se atrevia.

"Onde estão o resto dos rapazes?" William apanhou o banco caído e voltou a sentar-se.

"Nos seus postos Will... para onde vou agora. Ninguém espera que venhas. Nós faremos um bom trabalho." Cuco não conseguia descolar os olhos de Lidia.

"Eu sei que farão..." Pensou inadvertidamente no Benjamin e cerrou os punhos. Ainda teria a sua conversa com ele. Teria de saber o que tinha acontecido para ele ter abandonado o seu posto. Ainda para mais um sugador tinha passado pelas muralhas...

Cuco virou-se para sair mas ambos ouviram um arfar agonizante e olharam para Lidia. Ela tinha os olhos abertos e estava a sufocar.

Continua...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Dom Jun 10, 2012 7:39 pm

Foi aqui! Foi aqui que comecei a adorar platonicamente esta personagem! A sua presença de espírito, a preocupação para com os seus, a coragem...
Ai, já não se fazem homens assim...
E a personagem nova, a Taissa, ainda mais me fez gostar do capítulo! Adoro tudo o que tenha a ver com bruxas e sobrenatural (ainda ninguém tinha percebido!) e ela é só mais uma razão! Adoro os feitiços que ainda vai fazer xD
Ai God, estamos a aproximarmo-nos de onde estávamos! Já estou a cheirar novidades! O último que li foi da Isabella...
Hurry up, love!

PS: A música foi otimamente escolhida! Gosto mais desta versão que da original! xD

Fox*
Moderadora
Moderadora

Localização : Debaixo da Cama

Histórias Publicadas : -----------

http://aroundmylittleworld.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Andy Girl em Seg Jun 11, 2012 12:42 am

Olá!
Primeiro de tudo, um gigantesco desculpa por só agora ter cá vindo, mas queria ler várias coisas que o fórum tinha e acabei por perder algum tempo nisso antes e cá vir!
Segundo, a Pandora desceu na minha consideração ao não acreditar no Marcus! O Lianus, bem esse tipo é irritante e ao mesmo tempo sedutor, mas daí até ela não acreditar nele! Enfim, vamos ver se ela agora muda de opinião.
A pobre da Lidia, tenho pena dela! Era giro ela virar vampira e ser uma vampira poderosaXP Era tipo Will "Temos e matar vampiros" e ela "Eu sou uma vampira!". Tinha a sua piada e ela ficava logo boaXD
Fico há espera de mais, beijinhos!

avatar
Andy Girl
Camões
Camões

Localização : Num Lugar Chamado Sonho

Histórias Publicadas : -----------

http://cantarsentimentos.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Nitaa em Seg Jun 11, 2012 8:51 am

Bem, agora já percebi porquê que maior parte é Team William.
Ele é daqueles homens em vias de extinção...
Mas ainda assim prefiro o Melisizwe... O mistério à volta dele... E revelou-se alguém muito obediente e despachado! Bem, eu devo ter uma queda para mistério...
Fiquei com pena da Lídia (mas ainda tenho pena da sopa xD) A rapariga deve estar mesmo "nas ultimas". Mas pode ser que melhore... Com aqueles feitiços e ervas e coisas esquisitas... (Nhec ervas misturadas com saliva xP)
Gostei da personalidade da Taissa... É daquelas mulher de armas... Mas quando vejo a imagem que escolheste para ela e vejo a personalidade só me apetece rir. Claro que não se viu muito desta velha mulher, mas já deu para ver umas coisinhas...
Como é óbvio: Quero mais!
avatar
Nitaa
Dante
Dante

Localização : Perto das Nuvens

Histórias Publicadas : -----------

http://spestigium-rpg.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Soph em Seg Jun 11, 2012 4:08 pm

Wooo eu li isto! hehe


Gostei da tragédia. Gostei da preocupação de Will para com o facto de Lídia não poder concretizar um dos seus sonhos. ( Se bem que ele podia sempre ajudar a concretizar, se é que me entendes ^-^)

E a preocupação dele para com os companheiros é decidida e determinada... tipo, pode ser duro com ele, às vezes, mas é para o seu bem. Afinal ele é o boss xD



Me gusta ;)
avatar
Soph
Balzac
Balzac

Localização : Londres

Histórias Publicadas : -----------

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qua Jun 13, 2012 1:54 am

Spoiler:
Fox é verdade, infelizmente é verdade... Mas pronto, sempre tens o Will para imaginar coisas boas xD Ui ainda falta um bocadinho... só para teres uma ideia, ainda vai na página 52 de 84 do documento do Word... por isso ainda vais ter de esperar um pouco xD (isto lembra-me que tenho de começar a escrever capítulos novos senão vocês matam-me... :x obrigada por comentares sempre!!

Andy Girl não te preocupes! Sei que às vezes actualizo muito depressa, não espero que acompanhem logo, logo! Mas fico muito contente por ainda não teres desistido disto! É, sem dúvida, bom de saber! Ahah, que boa imaginação! Não me parece que isso vá acontecer, mas vai com certeza acontecer algo interessante... espero! :p obrigada!!

Nitaa vês! Afinal sempre havia uma razão para o Will ser tão cobiçado! xD Veremos o que vai acontecer à Lidia... não quero spoilar nada :x Verás mais da Taissa no futuro! Obrigada por leres e gostares, claro!

Soph ah pois leste! xD ROTFL! Entendo perfeitamente, senhora pervert, entendo! A ti te gusta? A mi tambien! xD Obrigada por continuares a ler!!

Está na hora de conhecer a história da nossa Camilla. Desculpem se é um pouco grande!! Espero que quem não leu goste e que quem leu goste de recordar! :D Não se esqueçam de visitar o Compêndio para não se esquecerem ou baralhem quanto a personagens e lugares. Aproveito para acrescentar que lá encontram fotos de todas as personagens importantes.




18. CAMILLA - ARINDALE - MANSÃO LIANNUS

"Olá Camilla."

Camilla estremeceu e encolheu-se de novo contra a estante de livros. Os seus olhos arregalaram-se de medo e as suas mãos cerram-se contra o seu corpo.

"Me-mestre Liannus..." A sua voz saiu tremida e aguda. Engoliu em seco.

"Camilla, Camilla..." Liannus sorria enquanto entrava na biblioteca. "Minha querida Camilla..."

A vampira encolheu-se mais e soltou um gemido quase inaudível. "Eu... eu posso... eu posso explicar... eu..." Calou-se abruptamente. Podia explicar o quê, exactamente? Que tinha passado o dia inteiro nos aposentos de Liannus? Como se ele fosse achar graça a esse facto, mesmo que tivesse sido culpa dele.

Camilla abanou a cabeça afastando os seus pensamentos.

Não, culpa dele não. Nunca culpa dele. O mestre Liannus é perfeito. Tudo o que faz tem um sentido. Nunca culpa dele...

Liannus continuava a aproximar-se e Camilla conseguia sentir a fúria que o assombrava como uma sombra densa.

"Espiar é muito feio, Camilla... e espiar-me a mim é abominável..." A voz de Liannus saia calma e quase reconfortante. Camilla sentia lágrimas a picarem-lhe os olhos.

Isto ia doer...

Fechou os olhos e inalou profundamente. O cheiro de Liannus era inebriante. "Eu nunca pensei em expiá-lo mestre Liannus! Nunca, nunca! Eu posso explicar." A torrente de palavras que Camilla ejaculava era incessante. Estava cada vez mais nervosa, cada vez mais assustada.

O ar confiante de Liannus, o cheiro que emanava, o terror que ela sentia. Todos esses elementos se juntaram numa bola de neve que rodopiava e inchava e se tornou numa catarse para Camilla.

Deixou o seu corpo escorregar para o chão e fechou os olhos enquanto as memórias a assolavam.

-*-

Camilla tinha crescido na corte do Rei do Norte, Ernestus. Tinha-se tornado numa rapariga bela e esbelta com formas perfeitamente acentuadas. Era tratada como uma rainha, se bem que não soubesse apontar o porquê. Supunha que era tão bela que qualquer homem a trataria bem, fosse qual fosse a sua posição.

Assim que pusera os pés na corte, assim que exprimentara as doçuras da realeza, todas as suas más memórias desapareceram e Camilla renasceu. Conseguiu reprimir todo o sofrimento para o recanto mais recôndito da sua memória e do seu coração e deu por si a pensar que tinha nascido ali mesmo, junto da realeza, onde pertencia.

Porém, apesar de ter esquecido todas as mortes a que assistiu e a dor por elas provocada, não conseguiu afastar uma memória.

Vampiros.

A imagem dos vampiros nunca a abandonou. Os galantes heróis que a salvaram de um destino trágico. Os improváveis salvadores que lhe sorriram e a deixaram cavalgar com eles até ao castelo.

Tinha ficado apaixonada. Louca e completamente apaixonada. Não por um único vampiro. Não, eram todos lindos. Mas por todos os vampiros. Pela sua bela raça, pela sua força, pela sua beleza, destreza, habilidade, bondade...

Tinha sido amor à primeira vista. Um amor ardente que não conseguia suplantar.

Ficava sempre de olho no portão da muralha para a chegada dos seus queridos imortais. Gostava de os observar ao longe. Os seus cabelos sempre muitíssimo brilhantes reluziam com a luz da lua e das estrelas. A sua postura elegante fazia com que qualquer princesa ou rainha se sentisse tola com o seu porte descuidado quando em comparação. E a sua beleza quase que cegava.

Dava por si a suspirar quando o Rei decidia fazer algum jantar diplomático com o líder dos vampiros. Queria sempre estar presente. Mas nunca lhe era permitido.

Até ao dia em que fez 18 anos.

Quando fez 18 anos o Rei Ernestus ofereceu-lhe um lindo vestido de seda vermelho. Era maravilhosamente trabalhado e delicado e Camilla podia jurar que aquele vermelho era mais rico e brilhante do que algum vestido que alguma vez vira na corte.

Para além disso, recebeu um belíssimo colar em forma de gargantilha com diamantes e rubis distribuídos à sua volta.

Camilla ficou encantada. Mal sabia ela que a melhor prenda ainda estava para vir...

"Minha querida Camilla, estais lindíssima!"

Camilla fez uma vénia profunda e sentiu alguns caracóis propositadamente soltos roçarem-lhe a cara. Sorriu com tanta alegria que mal cabia em si e teve de forçar os pés no chão para não correr e abraçar o velho rei.

"Estou-lhe muito agradecida Rei Ernestus! E muito contente!"

O velho rei sorriu e coçou a barba comprida. "Camilla, tenho mais uma prenda para ti. Acompanha-me."

Camilla escondeu o seu espanto ao descobrir que tinha ainda mais uma prenda, certamente maravilhosa, para ela e seguiu o seu rei até ao salão de jantar. O salão estava maravilhosamente decorado e os vassalos começavam a chega com vinho e alguns aperitivos para os convidados que já estavam sentados.

"Oh, um jantar de aniversário! Mas que maravilhoso!" Camilla bateu palmas de excitação e congratulou-se em ser a rapariga mais bela que se encontrava naquela divisão.

O rei sorriu e pegou-lhe na mão fina. "Segue-me, Camilla."

Arrastou-a para uma pequena sala junto ao salão de jantar e empurrou-a pela porta enquanto sorria e fechava a pesada porta atrás deles.

"Olá Camilla..."

A voz suave, arrastada e inebriante arrepiou-a em sítios que nem sabia ser possível arrepiar-se. O dono da voz estava envolto em escuridão mas Camilla sabia o que ele era. Oh, se sabia. A sua voz penetrante, a presença temerosa e o arrepio que lhe tinha provocado na espinha. Tudo isso aliado à surpresa que o rei pretendia oferecer-lhe abrigaram a sua confirmação.

Era um vampiro.

Camilla sentiu as suas pernas tremer e teve de respirar fundo para se acalmar. O vampiro saiu das sombras e encarou-a com um sorriso de predador. O seu cabelo louro, tão brilhante que quase parecia branco, caia-lhe até aos ombros adornando perfeitamente a sua face branca como porcelana. Os seus olhos eram de um azul tão hipnotizante que Camilla não conseguiu olhar para mais nada.

"É mais bela do que me tinhas contado, Ernestus."

O rei sorriu e encolheu os ombros em branda confirmação.

"E é capaz daquilo que discutimos?" Camilla não se conseguia concentrar na conversa que tomava rumo à sua volta. Os olhos do vampiro louro que a encarava passaram a ser o seu mundo. Aquelas duas lagoas azuis passaram a ser o ar que respirava. Nada mais importava.

"Disso e mais ainda quando passar para o vosso lado."

O vampiro sorriu e tomou dois passos em direcção a Camilla. "Esperemos que sim Ernestus. Será uma óptima mais-valia."

O rei anuiu. "Isso quer dizer que temos o vosso apoio para o resto da guerra?"

O vampiro gargalhou sonoramente e olhou directamente para o rei pela primeira vez desde que saira das sombras. "Resto da guerra?" Gargalhou de novo. "Esta vossa guerra insignificante vai durar para sempre enquanto vocês que se julgam reis teimarem em serem mais do que aquilo que realmente são."

Ernestus ergueu as sobrancelhas. Não gostara do tom insolente do vampiro mas não era corajoso ou burro o suficiente para provocar uma guerra com um ser imortal.

O vampiro suspirou e voltou a fixar o seu olhar em Camilla. "Sim, Ernestus, nós vamos continuar a ajudar-vos com a vossa guerra idiota. Pelo menos até eu ser finalmente líder. Depois logo veremos. Talvez nem haja humanos suficientes para fazerem guerra." Gargalhou com a sua própria frase.

"Camilla, minha querida Camilla..." Sussurrou enquanto lhe fazia uma carícia na bochecha rosada. "Queres tornar-te vampira, Camilla?"

Camilla inspirou ruidosamente e mordeu o lábio para não derramar as lágrimas que teimavam picar-lhe os olhos. "Oh, sim! Mais que tudo, sim!"

"Ainda bem Camilla. Pois eu vou transformar-te num de nós. O meu nome é Liannus."

Camilla suspirou o seu nome e cravou-o no seu coração. Liannus. Estava apaixonada. Liannus. Ele era o mais belo de todos os vampiros que já tinha visto. Liannus. Ele era perfeito!

O vampiro sorriu e voltou a pregar o olhar no rei. "Estava a brincar, caro Ernestus. Afinal, o que faríamos nós sem vocês humanos?" Sorriu e cravou os dentes no pescoço terno de Camilla que, ao invés de gritar teve de suprimir um gemido.

-*-

Camilla faltou ao seu jantar de aniversário. Sinceramente estava-se nas reais tintas para os seus convidados, para os seus presentes e para o seu jantar. Daria tudo o que possuía de bom grado para passar a noite nos braços de Liannus, o seu vampiro.

Estavam a dirigir-se a Arindale. A famosa cidade dos vampiros. Camilla sentia-se fraca mas extasiada. Liannus sugara-lhe algum sangue mas não todo. Ela sorriu ao lembrar-se dos caninos afiados a perfurarem a sua pele. Do som que fizeram quando romperam a fina camada de carne. Do maravilhoso sugar de sangue e a onda de calor que a invadiu.

Doeu-lhe.

Mas o prazer que a inundou foi bem mais forte.

Liannus cavalgava no seu cavalo imortal. Camilla só conseguira vislumbrar tais seres de longe. O de Liannus era branco e a sua crina prateada brilhava debaixo da cortina de estrelas que os banhava. Tinha os olhos vermelhos e era tão frio que Camilla não conseguia parar de tremer.

Liannus suportava-a contra si para que ela não caísse para a sua morte certa, mas isso só causava mais arrepios a Camilla. De frio e de prazer. Fechou os olhos e inspirou fundo. Liannus cheirava maravilhosamente. A ferro ou sangue, não conseguia distinguir ao certo, a areia molhada e a rosas.

Era simplesmente inebriante.

Mais depressa do que desejava, Camilla vislumbrou as altas e soturnas muralhas de Arindale. Suspirou e sentiu o peito a doer-lhe. Tinha tanto frio. Tremia compulsivamente e tinha os lábios roxos e os músculos doridos de tanto se contrair.

"Estamos a chegar." A voz de Liannus aqueceu-a e ela sorriu. Era o seu vampiro. Era o seu Liannus.

Liannus cavalgou como um relâmpago por entre transeuntes que lhe lançavam maldições e obrigou o cavalo a descer umas escadas íngremes e a atravessar vários becos e ruelas sem parar.

Depressa chegaram ao que parecia um templo. Era escuro e tinha sido construído com tijolos vermelhos. Vermelhos como sangue.

Liannus saltou do cavalo e levou-a ao colo até à entrada do templo. Ordenou a um vampiro assustado que o encarou para que fosse chamar o regente e atravessou um enorme salão com uma estátua que Camilla não conseguiu vislumbrar com atenção, até uma pequena sala adjacente.

"Oh, senhor Liannus. Estávamos à sua espera." O regente era um vampiro baixo e atarracado com uma barba incerta que não passava de pequenos tufos de pêlo aqui e ali. Camilla torceu o nariz. Afinal nem todos os vampiros eram belos.

"Estavam? Não parece." Foi a resposta curta e seca de Liannus.

O regente esfregou as mãos uma na outra nervosamente. "Bem, não o esperávamos tão cedo. Avisou que chegaria ao fim da noite, perto do nascer do sol. Ainda é tão cedo..." Os olhos do regente encararam Camilla e ele gaguejou. "Senhor Liannus... já a mordeu? Mas... mas... os procedimentos... as regras..."

Liannus encolheu os ombros e afastou o regente. Pousou Camilla num sarcófago de pedra com cuidado. "Que importa isso, regente? Trataremos disso depois!" A impaciência de Liannus era evidente.

"Mas, mas senhor Liannus, sabe que aqui no Templo da Promanação temos regras! Todos os novos vampiros devem ser registados de acordo com as regras. Sabe que ela deveria ter sido aprovada primeiro pelo grande Nume Zoltan e que-..."

"Caluda! Conheço perfeitamente os procedimentos! Foram todos aprovados por mim e pelo teu líder! E tudo isso levaria dias senão semanas a concluir. Não tenho tempo para essas frugalidades. Trataremos disso depois."

O regente abriu a boca mas calou-se no segundo a seguir. Liannus era impossível de lidar. Anuiu apressadamente e reuniu alguns pergaminhos. "Muito bem, trataremos disso depois. Por agora preciso da sua assinatura, senhor Liannus, e do consentimento da pequena..."

Liannus suspirou. Depois agarrou na face de Camilla que o olhou ternamente.

"Camilla, querida, vou perguntar-te outra vez para este abominável senhor ouvir. Queres tornar-te vampira?"

Camilla sorriu e fechou os olhos enquanto acariciava a mão fria de Liannus com doçura. "Sim... mil e uma vezes, sim!"

Liannus anuiu e virou-se para o regente. "Serve?"

"Perfeitamente."

Depois Liannus escrevinhou uma assinatura rápida no fundo do pergaminho e tirou o pesado casaco que tinha vestido enquanto o colocava por cima de Camilla que se sentiu mais quente instantaneamente.

"Posso ou temos mais uma eternidade de papéis para assinar e rever?"

O regente gaguejou e esfregou as mãos uma na outra. "Na verdade..."

"Oh, diabos, que importa!" Liannus afastou o regente, tomou Camilla nos seus braços e voltou a perfurar a sua fina pele com os seus caninos afiados. Camilla soltou um bafo de ar e gemeu enquanto os seus braços caiam flácidos ao lado do seu corpo.

"Liannus... o meu vampiro, Liannus..." Murmurou enquanto se sentia desvanecer na inconsciência.

Quando acordou sentiu todos os membros do seu corpo a arderem. Sentiu dor em todas as células do seu corpo e alfinetes na sua cabeça e espalhados pela sua pele.

A sua barriga e o seu peito ardiam e doíam como nada nunca o fez. Camilla gritava mas a dor não parava. Sentia-se morrer.

Sentiu o seu coração parar com uma última batida e mergulhou de novo na escuridão.

Quando acordou sentiu-se mais viva do que alguma vez houvera sentido e o seu mundo fazia sentido. A sua existência fazia sentido.

"Meu querido Liannus..."

Mal sabia ela que nunca poderia ser a querida de Liannus. Mal sabia ela que caminhava em direcção a uma estrada de desilusões onde cada encruzilhada a levava a um poço de desapontamento.

Mal sabia ela que encontraria Pandora e que Pandora pertencia a Liannus...


-*-

Camilla abriu os olhos. Liannus ainda avançava em direcção a ela com determinação e raiva no olhar. Inalou profundamente. Os mesmo cheiros de há séculos atrás assombraram-lhe as narinas.

Sangue.

Terra molhada.

Rosas.

"Acho que vou ter de te castigar, querida Camilla... desapontaste-me imenso."

Camilla fechou os olhos e preparou-se mentalmente para a dor. Ainda assim sorriu. O mestre Liannus tinha razão.

Se ela o tinha desapontado, ele tinha razão.

Liannus agarrou-a pelo pescoço e içou-a contra a estante de livros. Sorriu e suspirou-lhe ao ouvido docemente: "Estás preparada, querida Camilla?"

Camilla abriu a boca para responder, mas não foi a sua voz que ressoou dentro da biblioteca.

"Liannus, o que raio faz o Marcus encarcerado na tua masmorra? Exijo respostas!"

Continua...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Nitaa em Qua Jun 13, 2012 4:33 pm

Ahhhh Bitch! Vais viver por mais uns minutos Muahahahah
Okey já acabou a loucura.
Bem, agora é que a festa começa (ou assim espero).
Pandora a "enfrentar" o Lianus. Venha lá isso!
Opá a Camilla é um pouco tontinha. Só porque os vamps salvaram-na até parece que são santos... É Inocente! E parva... Deixa o Lianus fazer o que quiser dela e ainda sorri. A rapariga não bate bem dos cornos!
Bem, quero saber mais! Rápido!
Xoxo
avatar
Nitaa
Dante
Dante

Localização : Perto das Nuvens

Histórias Publicadas : -----------

http://spestigium-rpg.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Soph em Qua Jun 13, 2012 6:24 pm

Owww como eu gostei deste capitulo!

Achei a Camilla uma rapariga mimada mas medrosa e que ansiava algo mais do que a vida que já tinha. Liannus proporcionou-lhe isso... por uns tempos. xD


Sabes quem ela me lembra? A Sansa. Games of Thrones. Ansiava por cazar lá com o loirinho e depois pimbas!

Mas enfim, gostei muito deste porque é aqui que compreendemos esta personagem platonicamente apaixonada por alguém que não lhe corresponde tais sentimentos..


continua! :)
avatar
Soph
Balzac
Balzac

Localização : Londres

Histórias Publicadas : -----------

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Qua Jun 13, 2012 6:46 pm

Ai, o amor nas suas formas mais estranhas...
Amor pelos vampiros que a chega a cegar perante a sua crueldade, amor por Liannus que a cega às torturas e sofrimentos... Sei que a Camilla não é flor que se cheire, mas não posso deixar de pensar que todos estes momentos de cegueira não se irão revelar um dia como uma extrema forma de vingança... Who knows!
Pandora... oh, agora as coisas vão aquecer... e o Liannus terá muito a explicar! Ou a inventar...

Fox*
Moderadora
Moderadora

Localização : Debaixo da Cama

Histórias Publicadas : -----------

http://aroundmylittleworld.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 5 de 7 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum