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Crónicas Sangrentas

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Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Maio 17, 2012 12:40 am

SINOPSE:
Num mundo medieval o Norte luta contra o Sul numa guerra milenar que parece infindável. O Rei do Norte quer paz. O Rei do Sul também. Mas alguns dos seus súbditos mais influentes não partilham da mesma opinião. O líder dos vampiros quer conquistar o reino para si e "armazenar" os humanos como gado. Só não contava com a rebeldia de uma aldeia farta de mortes e chacina e com a rebeldia da sua vampira mais amada. Num mundo repleto de fantasia e seres fantásticos, a intriga e o poder são como oxigénio. Quem irá sair vencedor?

COMPÊNDIO:
Como poderão constatar, é um compêndio mais ou menos detalhado sobre as personagens e os sítios do mundo que criei. Espero que gostem! Vejam-no aqui: Compêndio

CAPÍTULOS:
1. Marcus - Masmorra
2. Pandora - Arindale
3. Liannus - Masmorra
4. William - Loch Cilwyrr
5. Pandora - Arindale
6. Camilla - Arindale
7. Marcus - Masmorra
8. William - Loch Cilwyrr
9. Liannus - Floresta Tenebrosa
10. Camilla - Arindale
11. Marcus - Masmorra
12. Adolphus - Ostland
13. Pandora - Arindale
14. Lidia - Loch Cilwyrr
15. Marcus - Masmorra
16. Liannus - Há Quase um Milénio
17. William - Loch Cilwyrr
18. Camilla - Arindale
19. Theodorus - Eupharnium
20. Isabella - Eupharnium
21. William - Loch Cilwyrr
22. Adolphus - Ostland
23. Stefano - Eupharnium
24. Liannus - Arindale
25. William - Loch Cilwyrr
26. Isabella - Eupharnium
27. Pandora - Arindale
28. Stefano - Eupharnium
29. William - Estrada Lamacenta

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Última edição por PandoraTheVampire em Ter Out 30, 2012 1:27 am, editado 26 vez(es)

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Maio 17, 2012 12:44 am




1 . MARCUS - MASMORRA

Mesmo estando acorrentado e mal alimentado consigo sorrir. Mesmo sofrendo nestas condições precárias a que decidiste sujeitar-me, sinto amor. Mesmo estando a sofrer por dentro e enterrar-me em podridão enquanto escrevo estas palavras, sinto calor.

É esse o poder dela, Liannus.

Torturaste-me, massacraste-me e humilhaste-me, tudo para teres esta informação que consideras valiosa e indispensável. Trataste-me como um reles verme, sujeitaste-me a privações e depravações, mas eu não cedi. Ela estava no meu pensamento.

E tu sentiste-o.

Foi então que puxaste do trunfo e o utilizaste sem dó nem piedade. Sabias que se a ameaçasses eu não resistiria... Sempre foste um vampiro esperto, Liannus, por isso é que és o Líder...

Mas chega de devaneios. Suponho que assim que eu terminar de escrever este pequeno compêndio me mates ou mandes matar, por isso vou tomar um longo caminho. Vou contar-te a vida da minha razão de ser...

Da minha Pandora...

Devia começar por contar-te as partes que sei ser verdade. Quando a conheci, o que vivenciamos e como ela se tornou o que é agora, mas não o vou fazer. Vou recuar ainda mais. A sua infância é uma incógnita pois, como sabes, ela recusa-se a falar dela. Mas eu consegui, ao longo dos séculos reunir alguma informação importante.

Toma em atenção que alguns factos mencionados poderão não ser a mais pura das verdades, mas estarão bem perto dela.

Não se sabe ao certo o seu ano de nascimento, mas como vampira tem já dois milénios, mais coisa, menos coisa. O tempo parece importar cada vez menos com o avançar dos séculos... Nasceu forte e saudável mas de parto difícil. A sua mãe morreu ao dar à luz mas, antes de morrer, suspirou o seu nome entre lágrimas e soluços.

O seu pai era um homem rico com muitas terras e vários homens ao seu comando. Era o Rei do Sul, no seu tempo, e um bom rei, mas severo. Lamentou-se com a morte da sua mulher mas assim que os seus olhos tristes fitaram a sua pequena filha, ele emocionou-se e não conseguiu deixar de sorrir. A pequena Pandora tinha uns lindos e brilhantes olhos verdes que deixaram o seu pai encantado.

Morden, o seu pai, não podia estar mais contente. Tinha três filhos fortes para herdarem as suas terras e o seu reino e agora uma linda filha que podia estimar e casar com um qualquer príncipe ou rei que pudesse ser de seu proveito. Eram bons tempos.

Cresceu e viveu uma infância feliz, pelo menos até à morte dos seus irmãos, que foi mantida em segredo durante muitos anos. Nunca soube ao certo o que lhes aconteceu, só sei que foram mortos por um de nós e ela assistiu a tudo. Sempre me perguntei porque a deixaram viva...

Infelizmente não sei mais nada da sua infância ou adolescência. Aquele em quem confiei para me contar esta história está morto. Como sabes, a Pandora é uma criatura bastante inteligente e astuta, por isso quando soube do meu propósito, tratou de lhe pôr um termo. E de uma maneira bastante desagradável, temo.

Como vês há um lapso de alguns anos na minha história pois quando a vi pela primeira vez ela era uma bela donzela de 14 ou 15 anos. Estava no jardim do seu palácio no mais maravilhoso dia de Verão. Os seus cabelos ruivos caiam-lhe em cascatas pelas costas abaixo e ondulavam suavemente com o vento quase inexistente do jardim onde se encontrava. Estava sentada num banco a ler. Sorria com uma qualquer passagem do livro e humedecia os lábios delicadamente quando secavam. Não sei quanto tempo fiquei a observá-la, mas foi o suficiente para me apaixonar.

Eu tinha vinte anos e sonhava com o amor. Sonhava em assentar e ter um monte de filhos. Criar gado, talvez, ter as minhas próprias terras e, acima de tudo, uma mulher linda que me amasse tanto quanto eu a amaria. Era um soldado a cargo do seu pai, um espião, mais propriamente.

E, nos meus devaneios de juventude, nunca me ocorreu que o seu pai me negasse o amor da sua filha. Sabia que Morden era bondoso e sabia que ele tinha amado a sua mulher. Pensei que se lhe apelasse com o coração ele me ouviria.

Mas o que sabia eu na altura de política e intriga?

Morden riu na minha cara e cuspiu nos meus pés quando lhe fiz a proposta. Desdenhou de mim e chamou-me um simples larápio de informação. Um rato de esgoto que servia apenas para desencantar informação de outrem. Humilhou-me de todas as maneiras possíveis e ainda mais quando afirmou que Pandora estava destinada a um rei do Norte e ia-se casar naquele mesmo ano.

Fiquei destroçado...

O que eu não sabia era que a pequena e esbelta Pandora tinha ouvido toda a conversa. Saí dos aposentos do rei resignado e zangado com o mundo por não ter nascido um homem de berço. Ainda estava a amaldiçoar os deuses quando ouvi um chamamento por detrás de uma árvore.

Virei-me de rompante com uma mão no punho da espada. Faltou-me o ar nos pulmões quando me deparei com ela à minha frente. Estava apoiada com uma mão na árvore e a outra a segurar o seu vestido carmim. O seu cabelo teimava em soltar-se do seu apanhado de tranças perfeito e os seus olhos brilhavam de contentamento. E era para mim que eles brilhavam.

"Oh, Pandora, minha bela Pandora." Corri para ela e agarrei a sua frágil mão na minha enquanto lhe plantava mil beijos nos nós dos dedos. "Diz que me amas aqui e agora! Diz-mo ou o meu coração será despedaçado em mil pedaços e arrastado para os quatro cantos do mundo." Apertei a sua mão contra o meu peito e rezei para que ela conseguisse sentir todo o meu amor.

"Marcus... oh mas eu amo-te! Sim! Eu amo-te. Os meus olhos apenas fitaram os teus por um segundo mas eu sabia! Senti o meu coração aos pulos e uma revolta no estômago. Senti-me corar e balbuciar. Senti-me uma tola." Sorriu enquanto tomava a minha mão na sua e a beijava. "Meu leal Marcus."

Após ouvir tais palavras o único pensamento na minha mente era tomá-la nos meus braços e beijá-la como seu não houvesse amanhã. Mas ela soltou-me e olhou em volta, cuidadosa.

"Não, aqui não. Agora não. Volta amanhã. Amanhã será mais seguro! Adeus meu amor!" E, ouvindo a voz do seu pai ao longe, murmurou mais um adeus e soltou um beijo ao vento, uma promessa de amor...

Continua...


Última edição por PandoraTheVampire em Sex Maio 18, 2012 11:30 am, editado 2 vez(es)

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Helvanx em Qui Maio 17, 2012 6:15 am

Lindo! Estou a adorar! Quero mais!!!!!
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Maio 17, 2012 11:43 am

Muito obrigada Helvanx. Vais ter muito mais porque já tenho vinte e poucos capítulos escritos :x Só tenho pena de não poder pôr links ainda... -.-' mas pronto. Obrigada ;)

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por DeeSousa em Qui Maio 17, 2012 1:11 pm

Graaaande deja vu que tive agora!

Já tinha adorado o primeiro capitulo e continuo adorar. Vou seguir fielmente as always!
I pledge my honor to you, my lady.


tehehe

Beijoooooo
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Maio 17, 2012 1:51 pm

Oh yey! Obrigada Dee! Talvez logo poste o outro, mas fico triste por ainda não puder postar links :/ queria pôr as minhas musiquinhas lol :p

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Walk Up Proud em Qui Maio 17, 2012 4:01 pm

Lindo. Já lia no outro, mas nunca comentei.
Beijinhos,
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Snoopy em Qui Maio 17, 2012 7:36 pm

Ok. Isto tem muito romance (ou como eu digo mariquises) para o meu gosto! Mas escreves bem, gosto da maneira com escreves. Tem vampiros, de vez enquanto gosto de ler coisas de fantasia. Só por isso vou continuar a ler.

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Helvanx em Qui Maio 17, 2012 7:37 pm

Eu simplesmente Adoro! Já te disse que quero mais não é?
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Maio 17, 2012 7:45 pm

Walk obrigada ;) fico contente por gostares!

Snoopy não te deixes enganar pelo Marcus. Ele é que é lamexas, se me continuares a acompanhar verás que a história tem muito mais que se lhe diga do que mariquices ;) O Marcus é apenas uma personagens entre as mil (exagero) que criei! Mais daqui a pouco já posto o segundo capítulo.

Helvanx, o seu pedido será atendido dentro de momentos, por favor aguarde! lol

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Qui Maio 17, 2012 10:36 pm

Capítulo dois. Ainda não é dos melhores, mas espero que continuem a ler. Prometo que vão gostar dos seguintes!! Btw, assim que puder colocar imagens vou linkar as imagens das personagens. Até lá, tenham um pouquinho de paciência :p Obrigada pelos comentários!






2. PANDORA - ARINDALE (MANSÃO LIANNUS)


O sonho era sempre o mesmo. Sempre os mesmo gritos, o mesmo palácio e sempre o mesmo fedor a morte. Ouvia-se chorar, sentia-se tremer e os seus soluços balançavam todo o seu corpo. Era de novo uma miudinha. Uma criança inocente a ver a sua inocência ser arrancada em frente dos seus olhos.

Começava sempre da mesma maneira. Estava no salão, feliz, a brincar com os seus irmãos. Primus, o seu irmão mais velho, pegava nela às cavalitas e rodopiava no mesmo lugar enquanto ela soltava sonoras gargalhadas de felicidade. Depois era a vez de Darius. O irmão do meio dava-lhe a mão e mostrava-lhe um pergaminho. Lia-o em voz baixa e apontava para que ela lesse com ele.

Finalmente vinha Argos com um largo sorriso na face rosada. Era o mais novo, apenas cinco anos mais velho que ela e o que ela mais amava. Argos tomava-a num abraço apertado e dançava com ela, rodopiando, saltando e gargalhando.

Era nesta altura que Pandora desejava acordar. Primeiro ouvia o vento uivar, depois a chuva a bater forte e rápida no chão do jardim. Por fim gritos. Gritos horripilantes e desesperantes que arrepiavam e penetravam na pele e na cabeça, quase rebentando os tímpanos.

Pandora fechava os olhos por um mero segundo, mas quando os abria era assolada por uma mágoa imensa que a fazia tombar de joelhos no chão de pedra e chorar em pranto.

As paredes que a rodeavam estavam pintadas de vermelho. Sangue. Era sangue que escorria na parede. Sangue de um vermelho escuro. Sabia que nunca, por mais milénios que vivesse, esqueceria aquele cheiro. Um cheiro nauseabundo a ferro que a agoniou e fez vomitar. Fechava os olhos uma vez mais e quando os voltava a abrir estava rodeada de corpos.

Vomitava uma vez mais e gritava até mais não. Um grito agudo, ensurdecedor. Conhecia os corpos. Conhecia a sua aia Adreana, que amava como uma mãe, conhecia o rapaz que tomava conta dos cavalos, Emidius, que a deixava sempre dar uma guloseima ao pónei branco que costumava montar, conhecia a cozinheira, os filhos e filhas da cozinheira, os ajudantes, as criadas... e... não, oh não...

Primus... Darius e Argos...

E era nesse momento em que os seus chorosos olhos verdes encaravam os corpos dilacerados, ensanguentados e maltratados dos seus irmãos que a dor era cortante e ela acordava em pranto, a berrar e a chorar e a tremer.

"Shh... shhh... calma minha Pandora, calma..." Pandora sentia o abraço forte de Liannus e as suas carícias reconfortantes. As suas lágrimas carmim não paravam de cair e o seu corpo franzino não parava de tremer.

"Foi só um sonho... só um sonho..."

Liannus beijava as lágrimas de Pandora e afagava-lhe o cabelo e ela acabava por adormecer de novo e sonhar o mesmo sonho vezes sem conta.

Continua...

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Nitaa em Sex Maio 18, 2012 1:00 pm

Vim a tarde e más horas, mas vim!
Está muito bom! Eu já conhecia isto do outro forum, mas nunca tinha comentado porque já estava tão avançada que ia aparecer uma atrasada a comentá-la.
Mas indo ao que interessa: estou super curiosa pelo próximo. A forma como termina deixa sempre uma pulga atrás da orelha. Adoro a forma como escreves. As palavras e as expressões embelezam o texto. Divinal (:
Continua por favor!!!
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Sex Maio 18, 2012 1:06 pm

Ora essa, és sempre bem-vinda! Seja cedo ou tarde, és sempre bem-vinda xD

Muito obrigada pelo comentário, é sempre bom saber que as pessoas gostam do que escrevemos :p continuo sim senhora! ^^ obrigada e beijinhos!

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por CatariinaG' em Sex Maio 18, 2012 1:17 pm

Mas tu acalmas os cavalos?
Sfv!

Estou a tentar ler o segundo e tu já quase vais no 19º. Ai que nos vamos chatear, miúda!
Calma lá, o cavalo espera por ti, 'tá?!

*
Oh pá!
Adoro, tu sabes que sim.
Estou a ler de novo, mais vale aproveitar o facto de certos cérebros humanos não funcionarem de acordo com os padrões normais da sociedade... visto que estava meio perdida já porque não pude ler mais no outro forum :'/.
Anyway, já sabes o que acho da tua escrita, e espero puder ver aquele docinho que andas a preparar (fb talks xD).

*
Vá, good luck e please vai postando devagarinho, tipo um por dia, aqui a Catarina quer ler tudo de uma vez por todas!
Bijiiiinho
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Sex Maio 18, 2012 1:22 pm

19º? Naaaa... pensa lá bem que isto já vai é no vinte e tal! Já nem sei ao certo xD Tens muito que te actualizar!!! Fico contente por estares a ler tudo de novo! :3 quanto postares as tuas também é isso que vou fazer lol. E é isso mesmo que pretendo fazer, postar um por dia, devagar se vai ao longe lolol :p Beijinhos e obrigada!

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Sab Maio 19, 2012 12:29 am

Aqui está o terceiro capítulo. Conheçam o líder dos vampiros, Liannus!




LIANNUS - MASMORRA

O cheiro era nauseante e a escuridão sofucante. Não que isso fosse um problema para Liannus. Sendo um vampiro experiente, a escuridão era apenas uma luz um pouco mais fraca que o sol. Mas como Liannus já não vislumbrava o sol há mais de dois milénios, a escuridão não lhe fazia muita diferença.

Mas esta era realmente uma escuridão sufocante... não sabia se o era devido ao amontoar de corpos putrefactos em certas celas, se era por não correr uma única brisa de ar naquele maldito corredor, ou se era o agoniante cheiro a mijo e dejectos que se entranhava nas narinas.

Talvez fosse até uma combinação de tudo.

Mas Liannus não demonstrava estar afectado. Tirando o lenço perfumado que encostava ao nariz, ninguém ousava dizer que o líder dos vampiros estava incomodado na sua própria masmorra.

Quando chegou ao fundo do corredor fez sinal ao carcereiro vampiro que o acompanhava para lhe destrancar a porta. Ele obedeceu e recuou uns passos para dar privacidade a Liannus.

Liannus entrou e olhou em redor. A cela estava arrumada. O pequeno colchão estava arrumado a um canto e o cobertor estava dobrado aos pés. Talvez nem tivesse sido tocado. Olhou em volta e encontrou Marcus. Estava sentado em frente a um caixote onde apoiava a pena e pergaminho e escrevia furiosamente. Era apenas iluminado por uma vela que lançava uma luz fraca no papel desgastado. Nem dava ar que tivesse notado a sua presença. Mas tinha notado.

Liannus pensou em sentar-se no colchão para lhe falar, mas pareceu-lhe vislumbrar um pulga a saltitar e decidiu encará-lo de pé.

"Meu amigo Marcus..."

Marcus cerrou os lábios mas continuou a escrever furiosamente. Liannus conseguia sentir a tensão no seu corpo.

"Vejo que estás bem avançado."

Liannus apontou para o monte de folhas que Marcus tinha arrumadas no chão a seu lado. De vez em quando um qualquer rato cinzento e enorme vinha cheirar as folhas, pronto a roê-las, mas Marcus agarrava-os e partia-lhes o pescoço com as mãos. Liannus sentia no ar o cheiro a sangue ruim, por isso suponha que Marcus se estava a alimentar dos ratos.

Torceu o nariz. O seu plano era mantê-lo sem alimento e sem conforto. Mas como iria ele afastar os ratos dali? Ratos numa masmorra eram um adorno essencial...

"A Pandora está em Arindale."

Isso atormentou-o. A pena parou de arranhar o papel e as correntes tilintaram quando Marcus cerrou os punhos. Os seus lábios firmaram-se em duas finas linhas brancas e o seu semblante estava carregado.

Mas isso durou apenas meros segundos. Marcus não falou e continuou a escrever. A pena arrastava-se no papel ainda mais rápido que antes, mas a sua escrita estava mais desleixada e a tinta estava a esborratar o papel.

Liannus sorriu. "Ela não faz a menor ideia que aqui estás..." A masmorra de Liannus encontrava-se nos arredores de Arindale. Não queria a masmorra dentro da cidade por vários motivos, mas o mais sonante era certamente o cheiro nauseabundo que pairava à volta do edifício.

Arindale era a cidade dos vampiros no Norte. Não queria afugentar os seus fiéis seguidores com um aroma intragável. Principalmente porque os vampiros têm o olfacto bem mais apurado que os humanos. Por isso a masmorra ficava fora da cidade.

"Ela passou a noite comigo."

Marcus largou a pena e pontapeou o caixote para longe, pouco se importando com o que aconteceria à folha em que estava a escrever. Ergueu-se e encarou Liannus com os punhos cerrados e ódio nos olhos. Era um palmo mais alto que Liannus. "Estou a fazer o que tu queres, não estou? Estou preso nesta maldita masmorra a escrever como tu me ordenaste!" Cuspiu a última palavra com desdém e tentou chegar-se para a frente.

As correntes que envolviam os seus punhos chiaram mas impediram-lhe o movimento. "Não lhe toques sequer num só fio de cabelo, Liannus, não te atrevas!" Mais um puxão nas correntes. Liannus podia jurar que o tinha ouvido a rosnar.

Liannus não se mexeu. Apenas sorriu. "Toquei-lhe em muito mais que isso ontem à noite..." E foi com um puxão final que Marcus se soltou finalmente. Liannus agarrou-o a meio salto e rodou-o para longe, mas Marcus estava à espera dessa reacção e utilizou o ímpeto do lançamento para balouçar as correntes que se tinham desprendido da parede de modo a que atingissem Liannus.

As correntes iam direitas ao pescoço, mas Liannus apanhou o truque a tempo e parou-as colocando os pulsos à frente do pescoço, onde se enrolaram e se apertaram contra si. Marcus puxou e sentiu Liannus derrapar no chão de pedra. Puxou de novo e sentiu o chão ceder perante a força de ambos. As correntes mantinham-se afastadas do pescoço de Liannus mas os seus pulsos começavam a sangrar, bem como as mãos de Marcus.

"Eu sei o que tu fizeste, Liannus. Eu sei!" Rosnou enquanto continuava a puxar as correntes com toda a força que possuía. Marcus era forte, mas Liannus era mais forte. "E quando eu lhe contar, ela ficará furiosa e tu morrerás!"

Liannus sorriu. Depois deu uma leve gargalhada. E depois abriu bem a boca, inclinou a cabeça para trás e soltou uma gargalhada histérica que quase roçava a loucura. "Deves julgar que eu sou algum tolo, meu caro Marcus."

Agora foi a sua vez de fazer força e puxar. E Marcus cedeu uns centímetros. "Eu sei que tu sabes. Porque é que achas que estás nesta masmorra?" Mais um puxão, mais uns centímetros ganhos. Liannus não se estava a esforçar nem um pouco. "E é por essa mesma razão que não te vou deixar viver depois de terminares a tua tarefa."

O último puxão foi certeiro e Marcus cambaleou para a frente, sentiu o pulso esquerdo a partir e tropeçou nos próprios pés. Liannus lançou-se para a frente ao mesmo tempo e deu-lhe uma joelhada no estômago seguida de uma cabeçada em certeiro na testa.

Marcus perdeu os sentidos por uns meros segundos e caiu ao chão sem se conseguir mexer. Liannus soltou-se das correntes e deixou-as cair com um barulho infernal no chão. "Marcus, vais acabar de escrever o que eu te pedi sem mais demoras ou devaneios. Quero esse compêndio completo em dois dias. Ou a Pandora sofrerá."

Içou a perna e passou por cima de Marcus desviando-se dos membros estatelados no chão como se se tratassem de meras poças de água. Parou à porta e olhou de novo para Marcus, sorrindo. "Oh e vê se apanhas mais alguns ratos para curares essa mão depressa. Ah e desculpa, mas acho que te parti umas costelas... senti algo ceder quando te dei a joelhada..."

Sorriu de novo e saiu da cela dando ordem ao carcereiro para lhe dar mais alguns pontapés e depois fechar a cela. A noite estava-lhe a correr bem.

Continua...

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Helvanx em Sab Maio 19, 2012 12:42 am

Eu não tenho mais nada a dizer... sabes que adorei... xD
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Nitaa em Sab Maio 19, 2012 11:26 am

OMG!!! FANTÁSTICO!!
QUERO MAIS!!!
RÁPIDO xD
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Fox* em Sab Maio 19, 2012 11:57 am

Oh God, what do I have to wait for new chapters!
Entretanto, vamos matando as nossas saudades com estes capítulos!
Já sabes que gosto (adoro!) do que escreves e, apesar de não poder estar mais presente (fim de aulas não significa descanso, infelizmente!), vou tentar dar cá sempre um pulinho para rever algumas das minhas personagens preferidas!
E entendo perfeitamente como te sentes, também tenho demasiados capítulos escritos e agora vou ter de postar tudo de novo xD

Beijinhos

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por anokas_03 em Sab Maio 19, 2012 2:37 pm

Está tão giro!
Tipo, adoro a maneira como descreves as cenas de luta XD
Quero mais capítulos!!
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Snoopy em Sab Maio 19, 2012 6:40 pm

Ok. Agora já estou a gostar! Já não tem mariquises! Vou continuar a ler!

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Mia Angel em Sab Maio 19, 2012 8:27 pm

Hello Hello Pandora, já tinha começado a ler a tua história anteriormente, tentei acompanhar mas depois perdi-me, reli tudo o que já havia lido e, apesar de ainda estares apenas no inicio, estou a adorar! Continua

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por Raaky* em Sab Maio 19, 2012 11:35 pm

Hey Pandora : D
Bem, já sabes o que acho desta tua grande obra. Eu vou acompanhar os teus posts, para saber quando puseres algum novo, mas não vou reler porque ando a ler Sookie Stackhouse e estou a tentar ler a colecção toda neste mês.
Mas o lado bom de estares a postar de novo, é que vais ter mais tempo para escrever o próximo, e assim ninguém te vai mandar pedras porque não vais demorar a postar xD
Já sabes que vou estar atenta, por isso até ao teu ultimo capitulo escrito ^^
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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Dom Maio 20, 2012 1:01 am

Upa tanto comentário bom para eu responder! Vocês são fantásticas/os! Ora bem:

Helvanx, fico sempre contente por saber que continuas a gostar! Obrigada :p
Nitaa, adoro o entusiasmo! Postarei outro daqui a alguns minutos!! Obrigada
Fox, omfg já não era sem tempo de apareceres por aqui! xD Ora essa, já leste isto tudo, não precisas comentar todos, só se te quiseres recordar do que se passou. Espero é por ti e pelos teus comments quando me actualizar (finalmente!) Obrigada!!
Anokas, obrigada pelo comentário! Fico muito contente por teres gostado. Aviso já que isto vai dar muitas voltas! :p obrigada
Snoopy, yey! Eu disse que o Marcus é que era o lamechas! E olha que isto fica melhor :p obrigada!
Mia, espero que desta vez consigas acompanhar tudo :p e que gostes, claro! Obrigada!
Raaky, grande obra? Não estarás a exagerar? :p kidding, ainda bem que continuas a gostar. Não te preocupes em ler de novo, espero é por ti quando me actualizar, okay? :p obrigada!

Ufa! Tanta gente fantástica a gostar das minhas pequenas crónicas! :oops: obrigada gente!! Beijinhos a todas/os! Postarei o próximo já de seguida! :p

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Re: Crónicas Sangrentas

Mensagem por PandoraTheVampire em Dom Maio 20, 2012 1:26 am

Conheçam o William, o nosso humano determinado. Lembro-me de haver várias meninas fãs do William no Falecido. Espero que continuem ;) Beijinhos!







4. WILLIAM - LOCH CILWYRR

"Muito bem Matthew! Agora puxa com força!"

William estava debruçado na berma do velho barco de madeira. O seu irmão, Matthew, segurava uma cana de pesca grossa com as duas mãos e puxava com toda a força. A sua face estava vermelha que nem um tomate e as bochechas inflamadas por estar a suster a respiração.

"Calma... agora dá-lhe folga, deixa-o cansar-se."

Matthew respirou enquanto soltava a linha para o peixe se afastar um pouco. Sentia as gotas de suor a escorrer-lhe pelo nariz e o sal a entrar-lhe para os olhos, mas não se atrevia a tirar as mãos da cana para limpar a testa. Pela luta que estava a dar, este era o maior peixe que alguma vez pescara. Não queria desistir dele mesmo antes de o apanhar.

"Agora!" William gritou-lhe enquanto se colocava por detrás dele e o agarrava pelas calças para que, caso o peixe ganhasse a luta, Matt não desse um espectacular mergulho atrás dele. "Não largues a cana, inclina-a e enrola a linha!" Estendeu uma mão para apoiar a cana mas Matt sacudiu-o.

"Eu consigo Will. Eu consigo!" A sua voz tremia mas as suas mãos não. Este era o derradeiro teste. Estava prestes a fazer 13 anos e, se mostrasse provas das suas capacidades, o seu pai deixá-lo-ia ir com ele este Verão. Finalmente iria ver o mar e pescar nele.

A linha soltou-se e o peixe nadou uns bons metros, recuperando o espaço que Matt tinha ganho no último minuto. De tão perdido que estava em pensamentos quase que se tinha esquecido do mais importante. Abanou a cabeça e cerrou os olhos. Respirou fundo. Não podia falhar.

Apoiou o pé na berma do barco e inclinou-se para trás enquanto enrolava a linha o mais rápido que podia e inclinava a cana de pesca. O seu irmão falava mas ele não ouvia. Um trovão ribombou ao longe, mas ele nem notou. O peixe salpicou-o de água fria quando o puxou, finalmente, para dentro do barco, mas ele nem sentiu.

Só deu conta do seu feito quando sentiu as chapadas frias da cauda do peixe na sua barriga. Tinha conseguido. Agarrou no peixe e gritou de alegria. Devia ter pelo menos um metro e pesava mais que cinco quilos, certamente. Apertou-o nos dois braços para que não fugisse e pulou de alegria.

William sorria orgulhoso. O seu irmão estava pronto. Seria este o Verão em que se tornaria um homem e iria participar na pesca de Verão com o seu pai. Deu-lhe os parabéns e afagou-lhe o cabelo.

-*-

"Muitos parabéns, Matt! Vejo que o Will te ensinou bem." Normand, o patriarca da família, anuía efusivamente enquanto apertava a mão do seu filho mais novo. "Aproveita o resto do Inverno pois quando o sol der de si, nós partimos."

A pesca de Verão durava toda a Primavera e todo o Verão. Primeiro tinham de viajar da aldeia para o porto mais próximo, o porto de Rhodontis, que ficava, aproximadamente, a 50 quilómetros da aldeia. Esta viagem era feita com os barcos, o que fazia com que demorassem o dobro do tempo a lá chegar. Depois tinham de embarcar e navegar para lá do mar até encontrarem os bons peixes.

Quando voltavam tinham de vender a maioria dos peixes nos mercados locais: Rhodontis, Manicini e o maior mercado local Eurium. O que não vendiam até metade do Verão, salgavam e traziam para casa.

E era assim que a cidade piscatória de Loch Cilwyrr ganhava o ouro necessário para comprar sementes, gado e peles que tanto precisavam para sobreviver.

Mirabel, a mãe dos dois rapazes, estava sentada à beira da lareira a assar metade do peixe que o seu filho tinha pescado. De vez em quando fungava, murmurava algumas palavras e assoava-se com força.

Will deixou o seu orgulhoso pai a tratar do ego do seu irmãozinho e foi sentar-se ao pé de Mirabel. Pousou-lhe a mão no ombro e sorriu-lhe. "Ora mãe, não fique assim. Sabe que o Matt é um bom rapaz. Ele vai portar-se bem. Para além do mais, o pai está com ele, bem como o tio e os outros homens da aldeia. Ele estará seguro."

Mirabel, em vez de ficar confortada com as palavras do seu filho, entrou em pranto e começou a chorar desalmadamente. Falava algo enquanto chorava, mas Will não entendia patavina. "Mãe, acalme-se, não entendo nada do que está a dizer."

Deu-lhe tempo para se acalmar enquanto enchia a taça de barro com água do poço e a estendia em direcção às mãos trémulas da sua mãe. Depois de beber ela falou.

"Não tenho medo que ele vá para o mar. Pelo contrário, tenho muito orgulho." Fungou novamente. "O meu medo... são..." baixou a voz para um murmúrio. "aquelas criaturas..."

Will cerrou os lábios. Sabia de que criaturas a sua mãe falava. Não eram lobos, não eram os temíveis ursos ou os ferozes javalis selvagens. Eram os demónios sanguinários de quem ela falava. As criaturas brancas como neve com dentes aguçados como estacas e rápidos como um lobo.

Os sugadores de sangue. Vampiros. Eram eles que atormentavam a sua pobre mãe. A aldeia sabia da existência deles há alguns séculos, mas eles sempre os deixaram em paz. Só nas últimas décadas começaram a atacá-los com mais frequência e, sinceramente, William não sabia porquê.

Vinham pela calada, tão silenciosos como a noite, e atacavam da mesma maneira, silenciosamente. Os aldeões só davam pelo assassinato na manhã seguinte. Às vezes era só uma pessoa, outras duas, houve uma vez que foi um massacre...

Mas William já estava farto. Ele e mais alguns rapazolas da aldeia tinham andado a treinar e a maioria deles eram decente como machado. O Oscar, o grandalhão, era óptimo com a lança. O Benjamin, fininho como um ramo de árvore, era mortífero com o arco e ele próprio com a espada. Os outros não tinham tanta mestria com essas armas, mas o machado era óptimo para arrancar a cabeça a esses chupistas malditos.

Já há umas semanas que patrulhavam a aldeia todas as noites e ainda não tinha acontecido nada. E William estava confiante que se algum vampiro aparecesse pela calada, eles seriam organizados e rápidos o suficiente para protegerem a sua casa.

Por isso Will sorriu. "Não te preocupes mãe. Eu e os rapazes sabemos lidar com esses demónios. Eu protejo o Matt. Não te preocupes."

Mas Mirabel preocupava-se. Porque o Inverno estava à porta e o sol escondia-se mais cedo. A escuridão durava uma eternidade e os seus filhos eram a sua única riqueza.

Mirabel preocupava-se e muito.

Continua...

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Re: Crónicas Sangrentas

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