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O Amor Vai...E Vem

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O Amor Vai...E Vem

Mensagem por Nitinha em Dom Ago 12, 2012 6:30 pm

Estava a estudar para o exame que iria ter amanhã, tinha a cabeça nos livros literalmente quando uma bola voa na minha direção fazendo com que os livros caíssem da mesa.

Levantei-me e peguei na bola à espera que o inteligente que a tivesse atirado, a viesse buscar.

– Foi em ti que acertou? Ainda bem, não tenho de pedir desculpa. – disse Mário. – Passa a bola, mano.

Passei-lhe a bola e sentei-me pegando nos livros. Ele, em vez de ir embora, sentou-se ao meu lado.

– Outra vez a estudar, Bruno? Cansa-me só de te ver aí.

– Bem, alguém tem de estudar. Estás a pensar copiar por quem no exame de amanhã? – perguntei batendo-lhe no ombro.

– Estava a pensar copiar pela Matilde por acaso mas não me parece que ela esteja com disposição para estudar, sinceramente. – disse Mário brincando com a bola.

Mal ele tocou no nome dela eu parei de olhar para os livros.

– O que se passou? – perguntei preocupado.

– Não sabes? – perguntou com aquele ar de falsa surpresa que ele adorava usar e que me irritava profundamente. – Pensei que ela te contasse tudo. Vocês não são as melhores amigas?

– Podes parar com o gozo? – perguntei quando ele se começou a rir. – O que se passou? Conta.

– O que ganho com isso? – perguntou com um sorriso idiota.

Pousei o livro e empurrei-o fazendo-o cair. Depois levantei-me e peguei na bola atirando-a para perto da cabeça dele. Voltei a pegar nela antes de dizer:

– Sabes que tenho pontaria. Desta vez não falho.

– Está bem. Não dá para brincar contigo, Bruno. – disse Mário levantando-se e tirando-me a bola. – A Matilde discutiu com o Cristiano.

– O que é que ele fez desta vez? – perguntei com vontade de partir aquele Cristiano ao meio.

– Acho que ela o viu com outra rapariga. – disse Mário sentando-se. – A coisa foi feia, meu. A Matilde estava passada. Discutiram no meio do bar e ela fugiu depois.

– Onde é que ela está?

– Fugiu. Sei lá onde ela está. Deve andar para aí escondida. – disse Mário despreocupado.

Eu precisava de vê-la, precisava de ver como estava… Arrumei os livros na mochila e comecei a andar olhando para todos os cantos onde ela poderia estar escondida.

Depois de mais de um quarto de hora à procura comecei a ouvir uns soluços baixos. Olhei para a frente e senti o coração apertar vendo-a encostada a uma árvore com o rosto escondido nas mãos.

Aproximei-me e pousei a mochila perto da árvore. Sentei-me no chão e puxei-a para o meu peito fazendo-a soluçar mais alto.

– Não chores, ele não te merece. – repeti a mesma frase que lhe vinha dizendo desde que ela se envolveu com aquele Cristiano.

– Eu gosto dele, Bruno. Como é que ele me pode fazer aquilo? Eu achava que ele gostava de mim. – disse Matilde com dificuldade por causa dos soluços.

– Ele é um estúpido, Matilde. – disse guardando, mais uma vez, o que realmente lhe queria dizer.

Como é que ela podia achar que ele gostava dela? Desde que começaram a namorar que apenas a vejo a chorar pelos cantos, a sofrer por um rapaz que não está sequer preocupado com os sentimentos dela. Mas basta uma palavra, basta ele pedir desculpa para ela voltar para ele e recomeçar o ciclo vicioso que é o namoro deles. Ele faz porcaria, ela chora, ele pede desculpa e ela volta para ele. Sempre o mesmo, porque é que ela se maltrata assim, porque é que se magoa desta maneira?

– O que é que eu faço, Bruno?

A pergunta do costume, ou seja, ela esperava a mesma resposta. A mesma resposta que ela vinha ignorando desde sempre. Não entendia porque ela continuava a perguntar-me.

– Para que me perguntas, Matilde? Vais fazer exatamente o oposto como sempre. – disse farto de vê-la daquela maneira, desejando que o sofrimento dela passasse para mim para não ter de vê-la chorar.

– Bruno, não digas isso. – pediu Matilde levantando-se.

– É mentira, por acaso? O que vais fazer quando ele vier pedir-te desculpa? Vais fazer o que te digo sempre? Vais deixá-lo? – perguntei levantando-me.

Finalmente ia ter uma conversa sincera, eu não ia mais compactuar com os erros que ela teimava em repetir.

– Não…

– Eu conheço-te. Sei que não estás a ser sincera. Mal ele venha ter contigo vocês vão fazer as pazes. É sempre assim. Porque é que não entendes que ele não vai mudar, Matilde? Ele é um idiota que só te faz chorar. O que vês nele? – perguntei.

– Que queres que faça, Bruno? Eu gosto dele. – disse Matilde não fazendo a mínima ideia em como ouvi-la dizer aquilo magoava mais do que um soco no estômago. – Achas que não tentei deixá-lo? Sempre que tu me aconselhavas a fazê-lo eu tentava. Mas não consigo. Ele pode fazer muitos disparates mas no fundo eu sei que ele gosta de mim.

– Esse é exatamente o teu problema Matilde. Um rapaz que gosta de ti nunca faria o que ele faz. Ele não gosta de ninguém a não ser dele próprio. Só gostava que metesses na cabeça que mereces bem mais que um rapaz como aquele ou como qualquer um com quem te envolveste até agora. É o estilo idiota que tu procuras num rapaz? – gritei fazendo-a arregalar os olhos. Eu, normalmente, era muito calmo mas esta história já estava velha demais, cansativa.

– Pára com isso. O que te deu, Bruno? É suposto apoiares-me e não magoares-me mais. – disse Matilde chorando.

– Tu não percebes que eu estou a tentar ajudar-te? Estou farto de te ver a chorar por tipos que não querem saber, estou farto de te ver com o coração partido, farto de te ver sempre apaixonares-te por idiotas. – disse aproximando-me dela. – Fica comigo Matilde. Deixa-me mostrar-te que existe mais do que apenas sofrimento.

– O que estás a dizer, Bruno? Não estou a entender.

– Eu estou apaixonado por ti. Desde que nos conhecemos. Por isso me custa ver-te sofrer assim sabendo que te podia fazer feliz, sabendo que nunca te faria chorar. Fica comigo, Matilde. Eu prometo que nunca te farei chorar. – disse finalmente declarando-me para a única rapariga de quem alguma vez gostei .

– Bruno, eu não…

– Matilde, podemos falar? – perguntou o Cristiano tocando no ombro dela.

– Bruno, acabamos esta conversa depois, pode ser? – perguntou virando-se para o seguir.

Ao vê-la afastar-se com ele segurando a mão dela eu percebi que a rapariga que eu gostava era diferente do que eu imaginava. Ela não era melhor que o rapaz que agora a beijava na minha frente. Relembrei todos os momentos que passei com ela, as vezes que a vi a chorar por ele e percebi que nunca deveria ter tido esperança que ela o deixasse por mim. Estava a sentir naquele momento o que ela sentia quando a via a chorar. Mas, ao contrário dela, eu não tencionava deixar-me sofrer, não queria deixar que aquele sentimento tomasse parte da minha vida fazendo-me esquecer o resto. Peguei na mochila e quando me ia virar bati contra alguma coisa que fez barulho ao embater no chão.

– Au. Devias ter cuidado. Ainda magoas alguém a sério.

Olhei para a pequena figura que se encontrava sentada no chão com a mão no braço. Sorri ao ver a expressão cómica que ela tinha no rosto.

– Acho que em vez de te rires pedires desculpa era melhor. – disse olhando para mim.

– Desculpa. Deixa-me ajudar. – disse estendendo a mão que ela agarrou. – estava distraído, desculpa.

– Deixa lá. Desculpa eu também. Estou um pouco nervosa e distraída pelos vistos. Estava a ver o mapa da escola mas isto é muito confuso. Não percebo onde fica nada. – disse com uma expressão confusa mostrando-me o mapa. – Que parva. Esqueci-me de me apresentar. Sou a Natália mas podes tratar-me por Nat. Sou nova cá na escola.
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Re: O Amor Vai...E Vem

Mensagem por Fox* em Seg Ago 13, 2012 12:31 am

Achei engraçada a forma tão rápida como conseguiste contar esta história. Ele gosta dela mas não é parvo (usando as suas palavras) o suficiente para sofrer pelos cantos e acaba por seguir em frente. E bem em frente!
É bom ver uma história em que os melhores amigos não ficam logo juntos

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Re: O Amor Vai...E Vem

Mensagem por Nitinha em Seg Ago 13, 2012 8:45 am

Quis dar uma versão diferente do que as pessoas estão acostumadas, a verdade é que nem sempre os nossos sentimentos são correspondidos e aí apenas temos de seguir em frente e tentar esquecer :)
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Re: O Amor Vai...E Vem

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