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Crítica: "Delirium", de Lauren Oliver

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Crítica: "Delirium", de Lauren Oliver

Mensagem por DeeSousa em Ter Jun 26, 2012 7:22 pm

Hello!!! I know. I know I'm annoying com as criticas e tal ^^ mas pronto, deixo-vos uma nova ao livro que acabei de ler hoje *.* É o segundo livro de Lauren Oliver, mas o primeiro da sua nova triologia: Delirium

Okay, aqui vai!
PS: Desculpem o tamanho



So, eu acabei de ler hoje Delirium de Lauren Oliver. E como ideia principal, como podem ver na capa está uma frase: "What if love was a disease?".
Seguimos a vida da jovem Lena (Magdalena) que vive numa sociedade onde o amor é considerado uma doença. A sociedade é controlada pelo governo e é a instituição que decide o futuro dos seus membros. Aos 18 anos todos os jovens serão avaliados, irão receber a cura para amor deliria nervosa ou seja o amor e irão casar com o seu par já escolhido pelo governo conforme o estatuto social, rendimentos, historia de familia e possivel ascenção na sociedade.
Mas antes disso, antes de receber a cura - uma operação que ninguém exactamente como é feita - a personagem principal, Lena está vulnerável a ser contaminada. Já lhe corre na família, a sua mãe suicidou-se devido a doença. Toldou-lhe a razão e fez com que se atirasse de um precipício. Para além do risco que lhe vai no sangue, pode ser contaminada por qualquer um.
A doença amor deliria nervosa é um inimigo silencioso que consegue atravessar paredes.
Na primeira fase: ficamos preocupados, temos dificuldade em concentrar, boca seca, suores e palmas suadas que causam tonturas e pouca capacidade de raciocínio.
Segunda fase: Períodos de euforia, risos histéricos e picos de energia. Momentos de desespero, letargia, mudanças de apetite, rápida perda ou ganho de peso e obsessão. Desinteresse em qualquer outro tipo actividade. Distorção da realidade, perturbação de sono, insónia ou constante dor de cabeça. Pensamentos e acções obsessivos. Insegurança,
Terceira fase: Dificuldade em respirar, dor no peito, garganta ou estômago. Dificuldade em engolir recusa de comida, comportamento errático, pensamentos violentos e fantasias. Alucinações e ilusões.
Quarta fase e fatal: Paralise física e emocional (parcial ou total). Morte
A doença é um assunto sério e o governo faz os possíveis para transmitir nos meios de comunicação o que acontece a todos os contaminados, que se recusam a submeter a cura.
Em Portland as escolas são separadas, rapazes de um lado, raparigas de um outro. Qualquer contacto entre "uncureds" - não curados - é probido. Nada de abraços, nada de beijos, nem nada de proximidade entre as pessoas. O recolher obrigatório é as 21:00 qualquer pessoa não curada que for apanhada na rua depois dessa hora pode receber um multa avultada ou arriscar passar mais do que uma noite na prisão. Não se canta, não se dança, a música é escolhida pelo governo assim como o cinema e os livros também. E ao invés de haver uma bíblia, cada cidadão de Portland deve ter nas suas casas uma cópia do "Livro de Shh" que contém todas as leis e regras. Portland é rodeada por uma vedação alta e sempre ligada e com potencia para fritar um homem em segundos. Para além dos limites da cidade não há nada a não ser floresta e campos sem fim, formalmente conhecido como The Wilds. Segundo o mito, em The Wilds habitam os Invalids - assim se designam pessoas que fugiram de Portland e que não são curadas. Não há provas de que de facto existam pessoas no longos terrenos de Wilds, mas também nunca foi totalmente desmentido.
Lena sabe e segue as regras a risca. Vive com a sua tia Carol, com quem não tem necessariamente uma relação calorosa e o seu marido Will. A única pessoa com quem tem uma relação próxima, alguma afinidade e que adora é a sua pequena prima Gracie que infelizmente, não fala. Fora da família a unica pessoa com quem Lena pode ser um pouco livre, dentro dos limites, é Hana. E Hana é completamente diferente de Lena. Enquanto a primeira é normal, talvez até invisível e nada de especial Hana é deslumbrante, extrovertida e capta atenções onde vai. A amizade das duas é improvável mas é uma das coisas mais bonitas no livro. (e pude relacionar-me bastante).
A vida corre bem, até ao dia das avaliações. Este dia é importante, todos os jovens já de idade devem dirigir-se aos laboratórios, onde preenchem uma ficha e são levados para uma sala - individualmente - onde respondem a uma serie de perguntas feitas pelos avaliadores. Perguntas fáceis e de simples resposta, mas cuja a resposta errada pode levantar suspeitas e fazer com que sejam vigiados. Lena já tinha as respostas mais do que ensaiadas, afinal Carol fazia questão de ensaiar as respostas todos os dias. Lena é controlada pelos nervos e na sua avaliação tudo corre mal; A resposta comum quando é perguntada a cor favorita é verde ou azul, já que vermelho é alarmante, preto é mórbido, laranja é demasiado explosivo...mas Lena responde cinzento. Quando perguntam a sua história favorita deveria ter respondido um dos contos autorizados pelo governo, no entanto responde Romeu e Julieta que faz parte dos "cautionary tales" - contos de prevenção, que alertam sobre o periogo do amor deliria nervosa . Tudo corre de mal a pior e Lena poderia já imaginar-se a ser escoltada a casa pelo avaliadores e ser-lhe imposta vigia cerrada, quando repentinamente uma manada de vacas entra pelo laboratório adentro.
Estranho, não é? E é. É um movimento de protesto da parte da Resistência. São raros e o governo faz os possíveis para mascarar, mas Lena estava lá e sabia muito bem o que era. Ninguém sabe mesmo quem é a Resistência, não têm cara nem nenhum símbolo. Apenas uma sombra e tal como outras palavras, não era pronunciada. Os seus olhos captam um rapaz no andar de cima que se ri como um louco e que lhe pisca o olho. Quem é este rapaz?
A partir desde dia tudo muda. E lentamente, Lena vê que o mundo á sua volta são paredes altas de mentira e percebe que a doença não a assusta. Apenas a faz viver ainda mais.

Pela breve descrição que dei, podem ver que é novamente uma distopia * fiquei apanhada pelo género * mas apesar de sero mesmo género, é diferente. O primeiro livro Delirium, é bastante descritivo. Como Portland fica perto do mar, a autora muitas vezes usa descrições que comparam o que sente ou vê ao mar, ás ondas, ao cheiro a sal ou a areia. Adorei a maneira como ela descreve o tempo, o calor, as árvores, os edifícios. Criei uma imagem clara na minha cabeça e adorei isso.
A transição da Lena "correcta" á Lena que está disposta a quebrar as regras por amor é lenta, mas julgo que não ficaria bem de outra maneira. Afinal, ela foi criada numa sociedade onde o amor é uma doença, não se poderia mudar de convicções num estalar de dedos. Gostei imenso da Lena e a forma como se soltou das suas amarras. Adorei o Alex *pronto, ja sabem quem é o rapaz* e o facto dele ser tão sincero, simplesmente e ter uma alma tão bonita. Hana porque é feroz, destemida e forte, mesmo sabendo que a sua amiga poderá cair num abismo perigoso. E por fim...adorei a pequena Gracie, apesar de nunca abrir a boca, no final conseguimos ver que é forte. O que mais me irritou - ou seja adorei - foi a maneira como as pessoas falavam e agiam depois de curadas. É como se fossem cegas e vivessem numa bolha. Carol chega a ser falsa e fria e Rachel - a irmã curada de Lena - é distante e as suas palavras não têm sentimentos.
No goodreads dei-lhe 4 estrelas. A história é muito bonita, bem estruturada e lá para o fim deixa-nos com o coração nas mãos. Eu fiquei surpresa, sinceramente esperava um final feliz com um laçarote...mas é o primeiro de uma triologia logo o final faz sentido. Recomendo vivamente, até para quem não é romantico - tipo eu - vão com certeza adorar.

Acho que expliquei o livro correctamente. Espero que gostem!!
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Re: Crítica: "Delirium", de Lauren Oliver

Mensagem por Fox* em Qua Jun 27, 2012 2:31 pm

Hahaha, já vi que gostaste mesmo do tema, Dee! No entanto, não me estou a queixar porque até gostei do tema do livro que apresentaste aqui.
Nunca me lembraria de fazer do "amor" uma doença (se bem que tem sintomas e resultados piores que uma, às vezes :D) mas gostei da forma como a autora escreveu e descreveu todo esse processo!
Deixaste-me curiosa!

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