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Era Sem Fim

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Era Sem Fim

Mensagem por Nana Law em Qua Jun 20, 2012 2:59 pm

Não sei se é demasiado cedo ou demasiado tarde. Simplesmente achei que precisava de pelo menos demonstrar aquilo que valo (acreditem não é lá grande coisa) a todas vocês. Este original é a história que actualmente estou a escrever (não é a primeira, para falar a verdade já tive várias mas acabei por desistir das mesmas porque achava que os temas não eram de todo cativantes e apaguei-as [acabei por só guardar uma historia]) e é o meu "berço" para assim dizer. É por estas e por outras que vou partilhar isto com voces também porque com os comentários espero vir a melhorar e bastante porque a minha escrita parece de alguma forma primitiva para mim x) Eu vou-me mas é calar e vamos passar ao que interessa.

Spoiler:
A sintese está uma treta porque foi feita à pressa mas enfim xD
Sintese:
"Tick Tock… É um relógio. Boom Boom… É o bater do coração acelerado como não havia memória. Corre corre… sem parar. Para a tua vida salvar."
Num futuro pós-apocalitico tudo pode acontecer. Os governos com as revoluções acabaram por cair e assim um novo governo reina. Um governo aonde os podres e revolucionários não são tolerados. Com 16 anos, Leven vê-se a ser levada pelo governo para servir de escrava para aqueles que eles chamam de ricos. Mas por muito que ela tente... A sua chama vai querer um revolução maior do que a primeira... Uma nova vida estará para vir.

Nota:
Ok gente eu não sabia o que escrever no prologo por isso nao tem x) passamos já ao 1º Capitulo

Capitulo 1

Tick Tock… É um relógio. Boom Boom… É o bater do coração acelerado como não havia memória. Corre corre… sem parar. Para a tua vida salvar. O mundo que nós conhecíamos desapareceu. Em vez disso um novo império comanda. O medo domina a sociedade mais pobre. Só os ricos sobrevivem. Para muitos… isto foi o esperado de um futuro pós-apocalíptico. Não que fosse o fim do mundo… Mas estava bem perto de ser o fim da sociedade que fomos construindo ao longo do tempo. Novas criaturas para além de humanos. Mas não as dos contos. Eram muito o contrário… Verdadeiros mutantes criados pelo governo para perseguirem aqueles que não conseguiam viver por conta própria. Não tinham emprego. Para aqueles que roubavam.
Eu sou um deles. Não roubava porque queria. Roubava para sustentar aqueles que amo e necessito. O meu nome… Leven. Tenho 16 anos e vivo no que resta de uma das regiões antigamente mais conhecidas da Terra. Sustento a minha mãe e irmão mais novo. Tentamos viver numa pequena cabana no meio dos bosques que o meu pai havia construído antes de o governo leva-lo. Não sei para onde… Não sei qual o problema que ele havia feito. Mas foi há três anos atrás e nunca mais ouvi falar dele. Nem uma única carta. Mais vale acreditar que está morto. As possibilidades disso ter acontecido eram enormes. Ninguém escapava do governo. Eles apenas arranjam sempre forma de levar pessoas para a Capital e lá… não se sabe o que acontece. Permanece selado às sete chaves. Quem vai nunca volta. Por isso a esperança de ele estar vivo são escassas.
Segundo as historias que toda a gente conta, tudo começou com uma crise financeira mundial que não tardou muito a tornar-se em revoluções do próprio povo. As épocas negras que toda a gente chama de “Era Sem Fim”. Dizem que as revoluções eram a toda a hora, os governos não conseguiam controlar as populações, pessoas morriam sem fim… Até que eles decidiram recorrer a bombardeamentos.
Mortes, mortes e mais mortes. Ninguém os conseguia parar. Não que fosse algo fora do comum. Mas eles ficaram obcecados com o poder. Nada nem ninguém… Eles viviam no seu próprio mundo e pareciam não se preocupar com os que não tinham culpa da revolução. Mas graças a isso cá estamos nós… a fugir pela nossa vida. Pela vida de todos que queremos proteger.
Agora era um dos momentos. O relógio tocava a cada segundo. Cada segundo eu estava a correr pela minha vida. Pela minha família. Estava a ser perseguida por algo que era difícil de distinguir e muito menos saber o que era. Já tinham sido humanos normais tal e qual como eu… Mas agora era uma espécie de mistura entre humanos com aves. Qualquer coisa incomparável. Diferente e assustadora.
Eles podiam parecer lentos mas eram tão rápidos como uma raposa. Para conseguir fugir dos mesmo apenas tinha que saber bem desviar-se e criar obstáculos. Mas se fosse possível também aproveitar sempre que aparecia um rio ou alguma coisa em que se pudesse nadar. Se havia coisa que toda a gente sabia sobre estes mutantes do governo era que não suportavam água. Nem tipo. Seja ela doce ou salgada. Nem a mesma bebiam. Para falar a verdade… Ninguém sabia como é que eles sobreviviam. Afinal… Num passado não muito distante eles já foram humanos que se "voluntariaram" para se tornarem na espécie de guardas do país. Não fazia sentido nenhum terem que transforma-los em coisas que não tinham nome. O meu irmão chamava-os de Dixvons. Nunca percebi porque é que ele chamava-lhes aquilo. Ele falava que era algo que ele sonhava. Era sempre com aquele nome.
Olhei para trás a ver se estes Dixvons continuavam atrás de mim. Nas minhas mãos agarrava num pão simples que daria para alimentá-los durante pelo menos dois a três dias. Não podíamos exagerar na comida e apenas tínhamos que guardar aquilo que tinha-mos… mesmo que fosse roubado. Toda a gente tinha o direito a comer! Ninguém merecia morrer à fome! E eu não iria deixar isso acontecer.
Corri sem parar tentando sempre desviar-me o máximo possível e baralha-los. Os meus cabelos loiros presos a um rabo-de-cavalo limitavam-se a balançar de um lado para o outro como se houvesse bastante vento hoje. Na verdade era Verão e um calor tremendo só queria-me atacar. Da minha cara começava a escorrer suor e senti-me a ficar cada vez mais quente.
Mas a minha salvação estava a poucos metros de mim. A doce água do lago que banhava uma das zonas daquela floresta. O líquido cristalino aonde se podiam observar os peixes era a única coisa que me podia afastar daquelas criaturas. As minhas pernas aguentaram até alcançar as mesmas e mergulhar para elas. Rezei por tudo que eles não tentassem atravessar o lago de outra forma. Correndo ou coisas parecidas.
Quando voltei à tona olhei-os. Os seus ares furiosos apenas olhavam-me como se fosse uma terrorista. Na verdade, já não seria a primeira vez que era perseguida por eles. Quer dizer… Ando há três ou dois anos a fazer isto. Mas todas as semanas havia uma correria destas. E no final… Os seus olhares eram sempre os mesmos. Como se não tivessem mais pensamentos ou coração. Eles estavam perdidos neste mundo. Mas estavam a fazer isto como verdadeiros guardas ou soldados. Não eram. Metiam medo a qualquer um. Eu não tinha mais.
No início era um terror completo. Sonhava com qualquer dia sair para ir à vila e tinha o medo deles me apanharem. De nunca mais voltar a ver nem a minha mãe nem o meu irmão. Mas agora era algo diferente. Agora já conhecia melhor esta estratégia do roubo. Agora era mais fácil para eu sobreviver a esta perseguição. Era como uma pena. Tão leve e tão fácil de se pegar.
Nadei rapidamente até à outra margem sempre a tentar segurar o pão molhado. Era sempre o mesmo. Nunca chegava seco ao destino. Mas servia para o que nós precisávamos. Sai da água facilmente e cansada. Agora era só andar mais um bocadinho até chegar a casa. O caminho não era muito longo. Era fácil de se fazer e graças aquele lago nunca precisávamos de sentir a falta de água. Podia não ser a mais apropriada para beber mas era a única a que tínhamos acesso.
Avistei ao longe a pequena cabana de madeira escura e com um belo conjunto de flores que a rodeavam. Sorri até não puder parar. À frente da mesma encontrava-se um rapaz de cabelos loiros claros e pele clara. Os seus olhos eram belos e azuis da cor das águas cristalinas. As suas roupas eram escuras e muito gastas. Esse sim era o meu irmão, Robin. Uma das razões pela qual tinha prazer e forças para viver.
Ele olha-me e vejo um sorriso a prolongar-se pela sua cara. Um sorriso de alegria. Ele limita-se a correr na minha direcção e eu baixo-me para o abraçar. Um abraço que valia por mil. Um simples e puro abraço de saudades e alívio. Sinto as lágrimas a correr pela sua cara e a caírem sobre o meu ombro direito. Comecei a fazer festas sobre a sua cabeça como sinal de carinho. Era isso que ele precisava mais do que tudo. Carinho de uma irmã que passava a vida a sair do seu lar para impedir que tanto ele e a sua mãe não tivessem fome. Para eles conseguirem sobreviver neste novo mundo.
-Voltas-te. – Disse ele calmamente sobre o meu ouvido e de seguida desatou a chorar. Ainda mais do que já estava. Era sempre o mesmo. Aquele rapaz tinha sempre que chorar como se não me tivesse visto durante dias, semanas, meses ou até anos. Mas na verdade não era nunca mais do que duas horas. Uma de ida e outra de volta.
-Eu prometi que voltava… Como sempre. – Disse afastando-o um bocado para puder olhar a sua jovem e inocente cara. Dei um suave beijo na sua testa e sorri levantando-me. Ele agarrou-se a uma das minhas mãos e apertei a mesma.
Segui-mos para dentro daquela casa de madeira aonde se encontrava uma mulher a quem eu devia muito. Abri a porta calmamente e olhei para ela. Sentada numa cadeira à frente da lareira com um cobertor sobre o seu colo. Os cabelos ruivos compridos caiam-lhe sobre os ombros e a sua pele parecia já menos clara. Larguei o meu irmão e cheguei-me ao pé dela com o pão e olhei-a bem nos seus olhos azuis. Tanto eu como o meu irmão havíamos herdado aquelas duas jóias da cor das águas. E eu sentia orgulho nisso.
O seu olhar cansado olha-me seriamente e sorri. Meti o pão sobre uma pequena mesa que havia ao pé da lareira para o mesmo secar e voltei a olhar a minha mãe enquanto a mesma se levantava e me vinha abraçar. Um abraço que valia por mil. Um abraço de protecção e amor. Aquele que eu recebia sempre ao final do dia. Quente e suave. Um verdadeiro carinho.
Ela apenas para o mesmo e volta a olhar-me. Os seus lábios quase roxos voltavam a formar outro sorriso da pobreza. Aquele sorriso que eu tinha que aguentar todos os dias mesmo sabendo que era forçado. Não que ela não ficasse feliz de me ver… Mas no mundo aonde vivia-mos era difícil ter algo verdadeiro.
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Re: Era Sem Fim

Mensagem por Fox* em Sex Jun 22, 2012 1:11 pm

Bem, a tua história ainda vai no início, por isso não me posso alongar muito, mas cá vai: gosto do tema, um cenário pós apocalíptico que agora anda em cena, com uma heroína que faz tudo para sobreviver e vingar e ajudar a sua família; gosto da tua escrita, percetível e de fácil compreensão e estou um pouco curiosa para o que aí vem por isso, tens carta verde :D

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Re: Era Sem Fim

Mensagem por Nana Law em Sex Jun 22, 2012 1:47 pm

Obrigada pelo comentário Fox,
É verdade está no inicio e ninguém pode dizer muito como é normal mas gostei à mesma do comentário. A minha escrita é de facil compreensão pelo facto do meu português ainda ser basico x) e tem um grande problema que aviso de já, que é eu utilizar muito os pontos.
Mesmo assim,
obrigada pelo cartao verde :)
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Re: Era Sem Fim

Mensagem por PandoraTheVampire em Sex Jun 22, 2012 2:49 pm

Olá! Só agora tive tempo para ler isto, desculpa! Já deves estar a achar que o pessoal daqui não comenta em nada! xD Bem, concordo com a Fox. Gosto do cenário pós-apocalíptico. É sempre aliciante. E gosto dos "monstros" que inventaste e também achei piada à fraqueza deles, a água que é tão essencial para os humanos.

Quanto à escrita, muito fácil de ler e acessível. Gostei das descrições e dos pensamentos. Apanhei alguns erros mas nada que dificulte muito a leitura, por isso nada de muito grave. Aconselho-te a passares o texto por um corrector ortográfico e a relê-lo antes de o postares. Assim deves eliminar a maior parte deles pois acredito que não sejam intencionais.

E pronto, como a Fox diz, ainda é muito pouco para avaliar correctamente, mas tens leitora ;)

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Re: Era Sem Fim

Mensagem por Nana Law em Sex Jun 22, 2012 2:59 pm

Obrigada Pandora :3
EU não acho que não comentem nada porque eu até ainda estou a ler as várias historias que estão aqui e depois comento (ainda só consegui ler por completo o Not Dead Yet, porque só tinha o prologo e o 1 capitulo xD).
Na verdade sou só eu a corrigir o texto e por acaso eu por muito que relei-a os erros ortográficos são capazes de me passar completamente ao lado, ou seja por outras palavras, não tenho leitor beta x)
Mesmo assim, e como a Fox disse, nao existe muito para avaliar mas obrigada pela leitura :3
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Re: Era Sem Fim

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